A pastelaria abriu, em cinco ou dez minutos ficou quase cheia. Claro que ninguém demonstrava falta de paciencia por uma questão de boa educação, mas se, se tinham levantado cedo, por alguma razão foi. Alguns como eu, era para prossseguir viagem e havia que faze-la pela fresca.
A única senhora que servia, corria de uma ponta à outra do estabelecimento para tentar dar conta do recado e sempre com sorriso na cara, mas as pernas já não correspondiam ao desejo dela. Aparentava 70 anos. Alguèm perguntaria! onde estão as pessoas novas? Mas logo alguém da mesa do lado respondeu: estão no Fundo de desemprego e no Rendimento Mínimo Ncional!
Nesta zona de Turismo por excelencia, trabalho para quem quisesse trabalhar não faltaria.
Ao subir pela rua acima, estavam as lojas a abrir, eram só paessoas de idade avançada que estavam a abrir os estabelecimentos.
No dia seguinte, já no centro do Alentejo, numa cidade que é considerada um exemplo em progresso em todo o Alentejo, ao parar o carro junto à esplanada, o movimento da colocação das cadeiras para começar mais um dia de trabalho notava-se, duas jovens raparigas colocavam as cadeiras nos devidos lugares com toda a dedicação profissional. Entrámos, um estabelecimento que dava gosto entrar, já com alguns clientes, mas prontamente uma senhora de meia-idade e com sorriso na cara se nos dirigiu e fomos atendidos com dignidade.
Já há vários anos tinha passado por estas terras. Estas duas localidades sendo da mesma região, a primeira, que está situada numa zona de Turismo no litoral, só cresceu e pouco com o Turismo sazonal. A segunta, que está situada no interior e não tem Turismo, já nem parece a mesma de tanto crescimeto. Porque as pessoas são outras. Haverá dúvidas de qual irá ser o futuro destas Terras!...