quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Do Livro: Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã- 16-02-2023

 Douro Internacional
Para aqui convergem desde há milhares de anos, povos europeus
Alentejo





 



Continuação da 3ª publicação.

Uma das caraterísticas e valências da nação lusa é a sua língua. Quase todos os estudos que falam sobre a língua portuguesa, nenhum fala aprofundadamente, vão até ao latim, ao grego, ao árabe e aos povos celtas vindos do centro e norte da Europa, os mais arrojados ainda vão até 2000 ou 3000 antes de cristo e pouco mais.

Ora a nossa língua sem dúvida que é uma das mais antigas da Europa. Foi nesta parte ocidental da Europa onde os povos se tornaram sedentários há mais tempo, dezenas de milhares de anos, terá sido a partir de quando os povos se começaram a fixar, que terão tido necessidade de ter uma língua própria, para se distinguirem dos doutros povos, que ciclicamente iam aparecendo, por vezes com intervalos de milhares de anos.

Por isso, o mais provável é que tenha sido por estas terras do ocidente europeu onde primeiro começou a haver língua própria falada.

Embora se diga que a nação lusa é uma nação forte, que na realidade se compararmos com outras até é, mas por vezes notam-se algumas fragilidades, talvez algumas dessas fragilidades venha do ADN  de alguns povos que de longe se vieram juntar à nação lusa.

Quando eu era criança, numa deslocação de um grupo de crianças a uma aldeia vizinha, depois de nos misturarmos com as crianças dessa aldeia e como era costume e natural, as primeiras reações de todos nós era testar a valentia dos grupos, mas era com desafios individual para uma luta de corpo a corpo na condição de não haver agressão, fazia parte das regras não agredir, era uma brincadeira e não havia  qualquer interesse em gerar desentendimentos de parte a parte, mas já no fim das brincadeiras, três dos outros convidaram-nos a dois de nós para irmos até um sitio fazer uma brincadeira.

Como fazia parte das regras não haver agressões e falsidades, nós fomos com toda a boa-fé e confiança.

Quando nos apercebemos, já estávamos dentro de um curral de muros altos e trancaram-nos as portas por fora.

Estivemos ali horas até que os adultos se aperceberam pela nossa falta e foram à nossa procura e nós já estávamos a gritar por ajuda.

Esta aldeia era conhecida pela terra dos ruivos, fixei aquelas três caras que nos fecharam no curral e de tempos a tempos quando as crianças das aldeias por motivos escolares ou festas se juntavam, lá estavam esses três ruivos de mau carater.

Já adultos próximo dos vinte anos de idade, numa festas das aldeias gerou-se uma zaragata entre as juventudes presentes e, lá estava um desses três ruivos a comandar a zaragata.

Depois de eu me dedicar a estudos e analises sociais sobre essas aldeias, a aldeia dos ruivos teria sido um aldeia iniciada no tempo dos Alanos virem do centro da Europa, se fixaram muitos por terras da Catalunha e do hoje norte de Portugal.

Há uns anos estava eu com o meu grupo de viagens em Córdoba à noite numa esplanada junto á ponte Romana, diz-se que foi a primeira que os romanos construíram na península ibérica, au nosso lado estava também um grupo de jovens a festejar à mesa com grande diversão, que falavam catalão, mas ao ouvirem falar português, eles quiseram juntar-se a nós, convidaram a juntarmos as mesas, diziam eles que se identificavam mais com nós portugueses, do que com os castelhanos.

A nação lusa sofreu muitas mais injeções de novas culturas, todos os povos atraídos às riquezas e belezas da Península Ibérica, acabavam por vir sempre parar à parte mais ocidental, seguiam sempre o Sol pensando que isto não teria fim, mas depois chegavam ao ponto mais ocidental, Serra de Sintra Cabo da Roca e, por essas terras se iam sedentarizando. Por isso, muitos investigadores nessa área têm escrito grandes livros sobre a Serra de Sintra e, ficam sempre com a ideia de que não descobriram todos os mistérios da Serra de Sintra e muitas mais coisa ficam por investigar e escrever.

Se percorrermos a Serra de Sintra a pé ou de automóvel, serão necessárias as duas situações para ficarmos a conhecer um pouco sobre esta serra, cada vez que passamos encontramos sempre segredos que nos fazem parar e pensar, que aquilo só poderia ter sido feito pelo homem, mas com diferença de muitos milhares de anos.

A ocupação romana da península ibérica veio trazer grandes alterações nos seus povos que já a habitavam, caso não tivesse havido a ocupação romana, provavelmente a península ibérica hoje seria dividida em vários países e com as suas fronteiras de acordo com a sua própria língua original. Como os romanos a dividiram em duas províncias, misturou os povos com as suas línguas diferentes e, de seguida a vinda de povos centro-europeus, e de seguida os árabes, ainda veio alterar mais o panorama sociogeográfico, que com a expulsão dos árabes a Península transformou-se em dois países e duas nações, que durante alguns seculos os dois povos em guerras, acabaram por fixar a fronteira definitivamente.

Portugal já com a sua vocação marítima, sentindo-se um pouco com pressão continua, decidiu arrojadamente procurar expandir-se pelos mares e sendo bem-sucedido, não tardou em constituir um dos maiores impérios do mundo de todos os tempos e, dentro de pouco tempo a sua capitam Lisboa, era uma das capitais e cidades mais importantes da Europa.

Portugal estava assim um país e uma Nação Lusitana reconhecida mundialmente como das mais importantes do mundo.

Não são só os livros que lemos o dizem, qualquer um de nós que viajou, andou, trabalhou, estudou e ensinou por outros continentes, constatou-o in-loc essa realidade.

A muitos milhares de quilómetros do Portugal europeu, os portugueses são vistos como exemplos a seguir, mau grado nos últimos tempos, por interesse ideológicos e materiais de gurus mundiais, alguém se tem encarregado de querer alterar o percurso da história de Portugal, mas provavelmente será só um tempo de passagem, diz a sabedoria do povo que a verdade é como o azeite, acaba por vir sempre ao de cima.

A história de Portugal, deixemos isso para os historiadores, para o cidadão comum, o que interessa saber são os factos e acontecimentos.

Portugal. Desde o início dos descobrimentos, entrou num frenesim sem nunca mais parar, sem mãos a medir, como diz o povo, era construir barcos e levar portugueses por todo o mundo, muitos não voltavam, ficavam construindo família, bairros e cidades que ainda hoje ao entrarmos nelas, ficamos com a sensação de que estamos numa cidade portuguesa.

Entrava eu num bairro na cidade de São Salvador, num cantinho junto ao mar, no topo deparo-me com uma igreja que tive a sensação de que já tinha visto e conhecia aquela igreja e já a tinha fotografado e filmado, mas eu nunca tinha estado ali naquele local! Comecei a dar voltas à minha memória e disse: eu vi esta igreja em Setúbal!

Começámos a descer em direção ao mar, entrámos numas ruelas com habitações que mais uma vez me fizeram lembrar esse Bairro dos mais antigos de Setúbal onde essa igreja está.

Regressei ao hotel, pesquisei na intermete e fiquei a saber que esse bairro e essa igreja foram construídos por um grupo de portugueses que logo a seguir à descoberta do Brasil, partiu num barco do porto de Setúbal com portugueses para colonizar o Brasil.

Esses ficaram logo ali onde o barco atracou e ali começaram a construir as suas casas iguais às que tinham deixado em Setúbal, assim como também a igreja. Na igreja está uma imagem de Nossa Senhora, tirada da igreja de Setúbal que eles levaram no seu barco quando partiram.

Aconteceram-me situações idênticas em passagens por terras de outros continentes.

Também no México, um cidadão com quem ablei bastante, porque ele não falava português, que se dizia descendente do espanhol descobridor do México porque tinha o mesmo nome, dizia-me que era uma das suas prioridades vir a Portugal, conviver com os portugueses em Portugal e aprender a falar português em Portugal, ele considerava espanhóis e portugueses dos povos mais importantes do mundo.

Com passagens por outros continente, aconteceram-me várias situações idênticas e identificativas dos portugueses.

Na Europa, também é o que se vê, onde há portugueses há civilização e progresso, para alem de serem bons trabalhadores, gestores e empresários e intelectuais os luso-descendentes começam a fazer parte de todos os quadros da melhores empresas, cargos públicos e políticos.

Então, porque é que os trabalhadores portugueses em Portugal são dos que menos produzem em quase todo o mundo!

Já há muito que se sabe onde está o problema. O problema está nas Chefias, nas Direções e, principalmente nos governantes e na classe política responsável pela condução do país.

Há historiadores que dizem que desde o seculo XVIII o país nunca mais se encontrou, porque até aí, desde a sua fundação Portugal foi sempre um dos países europeus que mais progrediam, principalmente a partir dos descobrimentos. No século XVII Lisboa chegou a ser considerada uma das melhores capitais e cidades com mais progresso da Europa.

Mas no século XVIII, com perseguição e eliminação de pessoas que desde a fundação de Portugal e tendo apoiado logo na independência com valores humanos e financeiros, continuaram a engrandecer Portugal humanamente e economicamente.

Quem os eliminou, também fechou as escolas e o ensino no país durante trinta anos, que mesmo com o fim da governação do responsável durante quase 20 anos, a situação do ensino estava tão desorganizado que só foi possível passados mais 10 anos repor o ensino no nosso país.

O terror era tanto, que mesmo quem ficou responsável pela condução do país, vivia apavorado com a presença deste responsável enquanto ele não morreu.

Golpes destes num país e numa nação não saram em pouco tempo, e a prova é que ainda hoje temos governantes com tiques dessa figura, quer no terror, quer nos saques ao país. Esse mesmo, entrou para o poder com uma mão atrás e outra à frente e saiu em menos de 20 anos um dos mais ricos do país, com quintas e palácios dos melhores e por todo o país. Assim vemos também atualmente, gente que veio a escorregar por uma tabua abaixo e com uma mala de cartão, como dizia o Prof. Dr. Medina Carreira nos seus escritos e nos seus programas de televisão, e passados alguns anos na política, já são os maiores fanfarrões do país olhando para as pessoas como se fossem os donos disto tudo.

Na primeira metade do sec. XX, Portugal levou apertões muito fortes, quer com as duas grandes guerras, quer com as situações políticas que teve de enfrentar.

No fim da segunda década do seculo XX, Portugal estava praticamente no zero em quase todos os setores, com as suas populações a viver muito miseravelmente, mas na terceira década do mesmo seculo, década de 30, já construiu 13.000 km de estradas por todo o país e também muitas centenas de km de vias-férreas, mau grado a guerra civil de Espanha e a 2ª grande guerra mundial, voltaria a estagnar, e populações a viver pauperrimamente e com fome.

Contava uma antiga familiar minha, que no tempo da guerra civil em Espanha, do lado de Portugal as crianças até comiam as cascas das batatas cruas, porque muitos produtos seguiam para Espanha porque os pagavam muito caros.

Mas a seguir à 2ª guerra, Portugal, começou a desenvolver-se e em poucas décadas o país estava bastante industrializado, embora só em algumas regiões, enquanto outras continuavam a viver exclusivamente da agricultura e pecuária, mas a Europa do centro arregaçou as mangas e no final da década de sessenta estava uma Europa do centro rica.

Portugal ficava praticamente dividido em dois, de Norte a Sul, uma linha que servia para identificar essa divisão, era a Estrada Nacional 2 ( EN 2).

Do lado ocidente/poente até ao mar desenvolvia-se, embora cada vez mais encostado ao mar e cada vez a precisar de mais mão de obra.

Do lado leste/nascente, era o Portugal do interior fronteiriço esquecido, havia disparidades difíceis de compreender, havia aldeias pequenas, mas tinham alguém submisso ao poder de Lisboa (caciquismo), esses tinham desenvolvimento, fontanários, estrada para a aldeia, melhores escolas e alguns com lugar garantido nos serviços estatais do concelho.

Mas havia aldeias que até produziam com excesso e enchiam os silos das estações do comboio, mas porque de vez em quando se manifestavam contra injustiças governamentais, esses continuavam sem estrada para transportar os seus produtos, escolas teriam de ser em edifícios dos cidadãos, fontanários teriam de ser eles próprios e fazer a exploração das nascentes e condutas para a aldeia por conta da aldeia.

Era nesta metade do país que estava a grande maioria de mão de obra esquecida e desprezada.

A emigração para o Brasil e territórios ultramarinos portugueses iam chamando muitos habitantes desta metade de Portugal, mas era uma saída muito controlada pelo poder central, mas principalmente pelo poder local, tinham medo de ficar sem mão de obra barata.

Quando eu fui cumprir parte do meu serviço militar ao ultramar, no interior do território, 80% a 90% dos fazendeiros e comerciantes eram beirões, transmontanos e minhotos.

Um fenómeno que haveria de despertar muitas gentes do interior do país, foi a construção das Barragens, um pouco por quase todo o país, desde o Alentejo a Trás-os-Montes e ao Alto Minho sobretudo as do rio Douro Internacional, 5 barragens, 3 portuguesas e duas espanholas.

Nesta região, quando a construção das barragens começou, fins da década de 50, os trabalhadores rurais ganhavam 15 a 20$00 (escudos) dia com um litro de vinho, e as mulheres ganhavam menos alguma coisa, porque largavam algo mais cedo e não carregavam e descarregavam os produtos, era nos trabalhos rurais a única fonte de ganharem algo mais para se alimentarem, industrias por ali não havia.

Com o início da construção das barragens, toda ou quase toda a mão de obra da região passou a ser necessária e recebida na construção das barragens.

Mesmo sem qualquer especialização, para pegar numa pá e uma picareta, e com mais de 16 anos, começavam a ganhar trinta escudos ou mais, mas os que tinham alguma especialização, carpinteiros ou situações parecidas, esses passavam a ganhar muito mais e, ainda se evoluíssem nos conhecimentos, os seus vencimentos continuariam a aumentar.

Esta fase durou próximo de 10 anos, fundo isto, essa gente não se sujeitou mais ao marasmo da região, o centro da Europa oferecia mão de obra com abundância e pagava quatro ou cinco vezes mais do que ganhavam em Portugal.

Mas o poder local não queria ficar sem mão de obra barata, havia que pedir a ajuda do poder central, então, uma das formas de os reter era não dar a documentação necessária para que pudessem emigrar. Um simples BI (bilhete de identidade) poderia demorar muitos meses a adquiri-lo.

Mesmo assim, a emigração clandestina não foi travada o suficiente para impedir a saída em massa da mão de obra de Portugal para o centro da Europa.

Na década de noventa, saía eu das Galeries Lafayette em Paris e ao caminhar pela rua, duas mulheres aparentando meia-idade chamaram-me à atenção ao deslocarem caixotes da limpeza dos edifícios falando um bom português da aldeia. Dirigi-me a elas com um bom dia sorridente em português, de repente pararam e olharam, entrámos num bom diálogo juntamente com quem me acompanhava.

As duas queriam falar sem parar com vontade de contar um pouco da sua vida de imigrantes em França.

Uma, falou que o seu marido, o José (nome fictício) quando emigrou, o passador foi à noite buscá-lo a casa e disse-lhe:

Leve só a roupa que tem vestida, que é para na passagem da fronteira não fazer desconfiar os guardas portugueses e espanhóis, daqui lá vai levar-nos cerca de três horas, do outro lado está um carro já com alguns que depois nos levará a todos até França, passe-me os cinco contos, (cinco mil escudos) que na época era uma fortuna, despeça-se da família, mulher e dois filhos, que daqui a um ou dois anos já cá pode vir legalmente e levar a família consigo de carro.

Partiram, depois de ter andado cerca de duas horas, noite escura, o passador começou a apertar o passo por trancos e barrancos, José, com a escuridão da noite deixou de o ver, voltou para casa, mas sem os cinco contos.

Arranjar cinco contos para tentar novamente não era fácil naquela época, tiveram de empenhar um bem familiar de estimação, tiveram mais cuidado e dessa vez chegou a França. Dizia ela, agora já temos uma boa conta no Banco aqui em França e no Banco em Portugal. Quando vamos à terra vamos de carro, alugado para a viagem, mas é sempre um bom carro.

Dezenas de milhares ou centenas de milhares de portugueses, foi assim que emigraram, Por isso, Paris chegou a ser a segunda cidade com mis portugueses, acima de 700.000 (setecentos mil).

O interior do país despovoava-se, décadas de sessenta e setenta, dizia-se que cada dia que passava, só se viam velhos e crianças nas aldeias, porque muitas dessas crianças tinham seu pai na França ou na Alemanha.

Fim da 4ª publicação 

 


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Do Livro: Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - 01-02-2023

Tabua Zoela com milhares de anos
Península Ibérica


 






Publicação 3 - continuação da 2ª publicação.

Se juntarmos tudo o que a história oficial nos ensina, mais aquilo que nós vamos descobrindo com os contactos nos locais próprios dos acontecimentos, mais aquilo que vamos investigando com leituras de escritos importantes que não passaram pelas censuras convencionais, que nem tudo pode ser verdade, mas nós também temos que fazer o nosso raciocínio próprio e ver quando é que as coisas jogam bem, acabamos por concluir que uma boa parte dos acontecimentos do passado correspondem à verdade

Embora, tenhamos de ter muito cuidado de tudo o que lemos e ouvimos. Por vezes, há pessoas no lugar de especializados em determinados assuntos que falam para o publico, cujas informações que dão são muito enganadoras.

Numa viagem pelos Montes Atlas entre Marrocos e Argélia, um elemento do grupo que se dizia especializado em assuntos desta região, ao passarmos por uma aldeia na encosta de uma serra já ligada aos Montes Atlas, ele mandou-nos parar para, dizia ele, dar uma explicação muito importante.

Começou por dizer que naquela aldeia tinha nascido o grande general: Gibre-Al-Tar, que aos 27 anos, no seculo VIII d.c. comandou as tropas árabes para atravessarem o estreito de Tarifa, que futuramente lhe haveria de ser dado o seu nome, estreito de Gibraltar, falando nas razões que que levaram os árabes a invadir a Península Ibérica, incluído a valentia dos povos daquela região, quase tudo o que el disse ali não correspondia a nenhuma das várias versões históricas sobre esse acontecimento.

No grupo de viajantes, íamos gente de várias nacionalidades incluído não europeus.

Depois de ele terminar a explicação, confrontei-o com informação histórica, incluído de alguns países árabes, ele reconheceu que teria dito ali coisas que poderiam não corresponder à verdade.

Duas das versões mais aceites por historiadores, uma é que, já nesses tempos os príncipes árabes (califa) gostavam de enviar os seus filhos para a Europa para se instruírem.

Uma jovem princesa árabe que estava na casa real de Toledo, o rei godo terá abusado dela sexualmente.

O pai da jovem princesa ao saber do sucedido, comunicou com todos os califas da região, preparam a vingança organizando forças militares para atravessar o estreito e ir a Toledo vingar a desonra da princesa.

O objetivo deles era chegar a Toledo pela calada, vingar a violação da princesa matando o rei violador e regressar o mais rapidamente a terras árabes antes que tropas ibéricas os enfrentassem.

Escolheram um período de nevoeiros, atravessaram o estreito numa noite de nevoeiro continuando até Toledo cobertos pelo nevoeiro.

Aproximaram-se de Toledo sem que vissem tropas a proteger a cidade, entraram na cidade e tomaram a casa real, mataram alguns guardas pessoais do rei e o rei violador morto também, sem que tivessem qualquer força de segurança a fazer-lhes frente.

A Península Ibérica, tinha sido deixada pelos romanos sem qualquer exército ibérico próprio organizado.

 Os reis godos também foram gente que veio do centro e norte da Europa aproveitando-se da situação e depois de todas as facilidades que tiveram para se instalarem, pensavam que não teriam mais opositores e não se preocuparam em organizar um exército próprio de defesa.

Perante esta situação, o general árabe comandante das suas tropas, ao ver a rainha mulher do rei, que era uma linda mulher e ainda uma jovem, tomou-a para sua mulher, prometendo-lhe que continuaria a ser rainha e a sua principal mulher.

Desta união, nasceram vários príncipes que continuaram pelas dinastias ibéricas.

Por isso, ainda hoje os reis ibéricos se familiarizam com vários príncipes árabes.

Outra versão, é que um irmão do rei godo ambicionava ser também rei.

Perante esta situação, o rei pensando que sua vida poderia correr perigo com o seu irmão por perto, determina que esse seu irmão fosse para terras berberes Marrocos e Sara, tomando conta dessas terras.

O irmão do rei depois de lá estar, não desistiu da ideia, organiza tropas no seu califado, manda-as a Toledo matar o rei para depois ele regressar e ficaria rei em Toledo.

Mas o problema foi o general que comandou as tropas, ter gostado tando da rainha mulher do rei morto, ter querido ficar com ela, aclamando-a como sua rainha e aclamar-se ele próprio rei em Toledo.

Há cerca de 20 anos, havia historiadores que diziam que os primeiros primitivos dos seres humanos na Europa datariam de há cerca de 1.000.000 (um milhão de anos) atualmente já há investigadores que falam e 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil anos).

O seu ponto de fixação terá sido na região de Burgos, onde existem cavernas autênticas catedrais que proporcionariam condições para eles viver e se reproduzirem.

Daí, haver quem defenda que há cerca de 170.000 (cento e setenta mil anos) duas tribos bem organizada partiram dessas cavernas, seguindo um vale de um rio que vem desaguar no Duero, hoje Espanha, uma outra tribo seguiu para Oriente, lado nascente.

A tribo que segui para ocidente, lado poente, continuando pelo vale do Duero/Douro seguindo a orientação do Sol até ao enclave do Douro/Sabor, percurso este que lhe terá levado 20.000 anos (vinte mil anos) a percorrer, com longos períodos de fixação por onde passavam.

Por não querem atravessar os cursos de agua permanente, por razões de crença religiosa, aí terão ficado também alguns milhares de anos e só depois terão atravessado os rios e se espalhar pelo norte e centro do território que hoje é Portugal.

Este povo, os Zoelas, ainda hoje figuram muito na nossa história, tendo até sido encontradas lapidas de pedra e ferro com suas escritas com milhares de anos.

Era um povo muito organizado, progressista, eram de compleição física elevada, foi o último povo a ser vencido pelos romanos quando da sua ocupação da península ibérica, teriam dito os generais romanos para Roma, enquanto não vencessem o povo zoela não se conseguiriam instalar definitivamente a ocidente da península.

Venceram este povo, mas foi à traição, Viriato seria um descendente desse povo.

Na cidade de Zamora em Espanha, cruzada pelo rio Duero existe uma estátua de Viriato em cima de um rochedo a segurar um grande carneiro pelos cornos com a inscrição: Viriato, o terror de los romanos.

A outra tribo que partiu na mesma época que partiu o povo Zoela, esses terão partido para oriente nascente foram parar à nascente do rio.

Aí, continuando a explorar terrenos, haveriam de ir parar ao vale da nascente do rio Tajo/Tejo, seguiram-no guiados pela orientação do Sol até chegar ao mar, ter-lhe-á levado também cerca de duas dezenas de milhares de anos este percurso.

Estes dois povos, ao fazerem estes percursos iam-se fixando e constituindo povoados habitacionais, à medida que iam crescendo e aumentando as suas populações e as condições alimentares, plantas e animais iam escasseando, iam partido para outros territórios seguintes. Há possibilidades de uma boa parte dos povos originários ibéricos serem descendentes destes dois povos, que tiveram origem no mesmo local.

Mas mais povos originários ibéricos existiram por outras regiões da Península Ibérica. Recentemente foi divulgado publicamente por investigadores, que no Alto Minho foram encontrados vestígios de povos que habitaram essas regiões há cerca de 600.000 anos (seiscentos mil)

Estes dois povos que partiram em grupos separados que seguiram os vales dos rios Douro e Tejo, haveriam de reencontrar-se novamente mais tarde por terras que são hoje centro de Portugal, transformando-se num só povo que viria dar os lusitanos, uma boa parte da nossa população descenderá deste povo.

Também um grupo de investigadoras inglesas, concluiu que a serra de Sintra terá sido habitada há cerca de 30.000 anos, eram povos que adoravam o Sol, seguiam-no e, sendo serra de Sintra o ponto mais ocidental, onde o Sol desaparece, era por ali que alguns iam ficando e constituindo a sua vida. Por isso, a Serra de Sintra tem tantos mistérios terrenos e subterrâneos, muitos e extensos livros se têm escrito sobre esta Serra, cado um desvendando seus mistérios que cada um foi descobrindo.

Por essa razão, há investigadores que defendem que os primeiros habitantes das ilhas irlandesas, Irlanda, descendem de povos ibéricos que partiram da costa ocidental, que é hoje Portugal, parte entre a serra de Sintra e a serra de Montejunto, há cerca de 7.000 anos. Na realidade, as gentes originárias da Irlanda parecem-se mais com ibéricos ocidentais do que com ingleses.

Até há 5.000 anos, a população da península ibérica era praticamente composta por originários da península.

A partir de há cerca de 5.000 anos a Península Ibérica passou a ser território apetecível para povos das regiões fronteiriças. A Rota da Prata abriu esse período, começado por povos orientais, seguindo-se-lhe povos do norte da Europa e a partir daí a Península Ibérica passou a ser apetecível para muitos povos que se foram cruzando socialmente com os povos ibéricos originários.

Mas houve povos ibéricos originários que iam resistindo mais a esses cruzamentos sanguíneos com povos forasteiros, não seria fácil conquistar a confiança de alguns povos, por isso, até meados do seculo XX, ainda se viam aldeias com as suas populações com traços fisionómicos e culturais próprios, com os seus hábitos diferentes e até dialetos próprios, isso significava que foram povos que foram resistido às miscigenações, as razões seria uma questão de defesa própria e de quererem manter as suas culturas e formas de viver.

Já em finais do seculo XX, tive a oportunidade de em algumas localidades assistir à normal forma de vida destas populações destas localidades e verificar que ainda existem bastantes hábitos que confirmam isso.

Claro que com a grande alteração das formas de vida nas sociedades que se veio a verificar a partir do início da segunda metade do sec. XX, muitos desses hábitos, culturas e formas próprias de viver foram acabando, já há quem defenda que terão de voltar, sob pena de os povos perderem a sua identidade e independência e, um povo sem identidade e sem independência acabará por desaparecer.

Nos últimos tempos têm aparecido registos de que há cerca de 5.000 anos, nos territórios que hoje são Portugal principalmente centro e norte de hoje Portugal, haveria bastante população e viveriam muito bem, foi quando começaram as primeiras fundições de ferro, territórios que hoje são Beiras, Minho e Trás-os-Montes, foram encontrados vestígios da existência das Fraugas (forjas) primeiro engenho para fundir o minério que viria a dar o ferro.

Também terá sido a partir dessa data que começaram as primeiras migrações em massa e miscigenações, tanto do lado norte como do lado sul do mediterrâneo, com as movimentações que passou a haver entre os dois lados do mediterrâneo.

Terá havido também miscigenação de animais e replantações florestais com espécies vindas de outras terras e climas.

Até ao milénio seguinte, portanto, até há 4.000 anos esses povos viveram muito bem e em harmonia e progresso aumentando muito a população, mas depois terá havido um declínio, por malinas e mortandade em animais e pessoas, ou catástrofes naturais, inundações ou secas que poderão ter provocado incêndios devastadores para as populações e, a partir daí terá começado um decréscimo da população continua por longos tempos.

Foi há cerca de 4.000 anos que viveram Biblo e Autóctones, estes dois cientistas e os primeiros a deixarem os seus trabalhos escritos, Biblo mais na área da sociologia e religião e Autóctones mais na área das ciências naturais, natureza e animais.

Eles defenderam menos miscigenação, tanto nas pessoas, como naos animais e plantas e menos migrações. Os dois cientistas investigadores teriam nascido na região mediterrânica, não se tem a certeza se do lado sul ou do lado norte, mas sabe-se que viajaram e deslocaram-se bastante tanto de um lado como de outro do Mar Mediterrâneo. Terão concluído que muitas das malinas que afetaram pessoas e animais, nos que não houve miscigenações resistiram muito mais a essas pandemias, assim como as plantas originárias dos locais, resistiram muito mais às secas e aos incêndios.

Biblo ficou mais conhecido por ter deixado o nome à Bíblia escrita 2.000 anos mais tarde. Diz-se que 50% do que está na Bíblia foi tirado dos escritos de Biblo, por isso lhe deram o seu nome.

Autóctones, ainda hoje chamam autóctones às plantas e animais que são naturais e originárias desse local e não sofreram cruzamentos, mantendo o ADN original e, como sabemos, os animais autóctones, ainda hoje resistem muito mais às doenças, caso da doença das vacas loucas que varreu toda a Europa, às de raça autóctone no interior de Portugal, Beira Alta, Trás-os-Montes e Alto Minho, não tiveram qualquer doença das vacas loucas, mas as vacas não de raça autóctone mesmo nessas regiões contraíram a doença e em situações que se misturavam autóctones e não autóctones, a doença não passou para as autóctones.

No caso das plantas, ainda hoje para se oferecer mais resistência aos incendio, começa-se a defender replantações de florestas autóctones.

Tivemos também exemplos com a pandemia que alastrou por todo o Planeta Terra nos últimos tempos, regiões onde as populações eram mais autóctones, o vírus inicialmente não entrou, só depois de começarem a ser visitados por quem vivia noutras regiões de migrações, essas populações contraíram a doença.

Sem dúvida que o sistema vida exige renovação das espécies periodicamente, mas para isso já existe o sistema Terra com o seu ADNT (ADNTERRA), que se encarrega de periodicamente alterar as condições do tempo, secas prolongadas e molhadas prolongadas que fazem com que algumas plantas morram e se criem condições para aparecerem novas espécies.

Com as pessoas e animais, a renovação é mais delicada e especial, é bom que haja migrações, mas dentro do admissível e necessário, se essas migrações forem exageradas, o efeito é o inverso, em vez de haver renovação saudável, passa a haver renovação doentia, é o caso das endemias que passará a pandemias, provocando conflitos sociais que por vezes acabam em guerras sangrentas capazes de se autodestruírem, caso não haja intervenção de terceiros.

Continua na próxima publicação