segunda-feira, 24 de abril de 2023

Do Livro - Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - O Miúdo Esperto -24-04-2023

Terras Origens de Júlio e Inês
Zona da Pensão
 





 JULIO - O MIUDO ESPERTO

Familiares, embora afastados que viviam em Lisboa, ao irem à terra, ao falarem com o miúdo, notavam que se estava a perder ali um miúdo esperto, e que se fosse para a cidade, poderia vir a ser alguém no futuro.

Um dia houve, em que lhe propuseram se queria ir com eles para Lisboa.

Júlio não se fez rogado, como ainda adolescente, precisava de autorização dos seus pais e onde ficar na Capital.

Quem o convidou, de imediato lhe ofereceu residência e Júlio inicia a sua diáspora pela Capital.

Começou a trabalhar numa loja dos protetores e os mesmos a sua intenção seria para que Júlio começasse a estudar à noite enquanto trabalhava de dia. Assim, teria menos tempo para, eventualmente vir a apanhar os maus vícios de uma grande cidade.

Júlio, ainda iniciou os seus estudos à noite depois de sair do trabalho, mas depois de ver muita coisa na capital, não era bem aquilo que ele queria. O seu objetivo principal era ganhar muito dinheiro. O seu feeling, dizia-lhe que na capital havia grandes possibilidades de ganhar fortunas e não era bem através dos estudos que ele, Júlio, via esse furo.

Depois de se ambientar na grande cidade e já com idade para isso, decide-se pela independência, procura um emprego e abandona os protetores/tutores que o tinham trazido da terra.

No seu novo trabalho, atrás de um balcão de uma Pastelaria, o rapaz brilhava. Dava nas vistas com a agilidade com que atendia os clientes.

Após atingir a maioridade, não lhe faltavam ofertas de trabalho para ir trabalhar para outros locais.

Aceitou o mais bem remunerado e muito acima de todos os outros, ir tomar conta da Gerência de uma Pensão, mas não lhe disseram logo de início que era de Curta Permanência.

Para este novo trabalho tinham-lhe oferecido vezes e vezes salário superior ao mais alto que já lhe tinham oferecido na Pastelaria.

Não hesitou em aceitar, embora ainda não soubesse bem para onde ia, mas logo lhe explicaram e antes que ele pudesse voltar atrás, ofereceram-lhe percentagem nos lucros da Pensão, Assim ele não rejeitou e até aceitou com agrado e sorriso, o que ele queria era ganhar muito dinheiro e depressa.

Depois, de início chegou a pensar que não conseguiria ter estofo para aguentar situações que se lhe ia deparando no dia-à-dia na Pensão de Curta Permanência, mas não podia desperdiçar tal sorte que tivera em lhe aparecer a possibilidade de ganhar tanto dinheiro.

Foi-se aguentando e acabou por resistir às fortes convulsões noturnas, que ele nem fazia ideia antes de conhecer: in-loc.

Mas como o dinheiro a cair também o surpreendeu pela quantidade superior, acabou por gostar e ficou. Até porque era aquilo que ele queria mesmo, ganhar muito dinheiro.

Com o tempo, Júlio também começou a ver que a grande quantidade de dinheiro que passava por ali não era apenas da atividade da curta permanência. Eram também os negócios extras.

Fruto de roubos e assaltos, passava por ali para comercializar.

Júlio a par com a Gerência, passou também a ser um comerciante desses produtos.

O dinheiro começa a aparecer com abundância. Nas suas viagens à terra, começa a ostentar grandes sinais de riqueza. Dizendo-se industrial de Hotelaria e Restauração. Estava ali um homem de “sucesso”!

Vestido com roupas de marca, não levava sempre o mesmo carro e todos eles eram de topo de gama.

Os seus conterrâneos, enquanto alguns jubilavam o menino que logo de pequeno dava sinais de esperto e o estava a demonstrar, outros não lhes passava despercebido que tanta ostentação de riqueza, poderia trazer história obscura!

Júlio já tinha aprendido a lição. Não se descuidava a dar umas boas ajudas monetárias para ações sociais, condições inesquecíveis para quem se dedica a este tipo de riquezas rápidas – dar sempre uma boa ajuda em dinheiro para ações sociais.

Em todo o caso, criou fama na terra, rapaz esperto, futuro promissor e que poderia vir a ser um grande filho da Terra em Lisboa, passou a ser olhado com respeito e admiração.

As meninas da Terra, mesmo as filhas de gente boa e por vezes até ricas, não escondiam os beicinhos por ele. Júlio era um rapaz giro, de sucesso na capital, vestia bem, passeava-se em bons carros sempre que vinha à Terra. Seria sempre um bom partido, mesmo para aquelas que teriam sempre um outro bom partido (casamento).

Inês, enamorou-se de Júlio. Inês era uma jovem elegante e bonita, de boas famílias, não lhe faltariam bons pretendentes, mas a moda de Júlio pegou naquela aldeia e redondezas, pois Júlio tornou-se conhecido nas redondezas, deslocava-se a todas as aldeias do Concelho, onde chegava e entrava não deixava os outros pagar e, saía e entrava sempre para bons carros. Nenhum outro da terra, mesmo aqueles que estavam por fora e já bem na vida, se abalançaria a vir assiduamente passar os fins-de-semana à terra com a qualidade de vida que ele apresentava. Por isso, bateu-os a todos.

Inês esquece os estudos e decide casar com Júlio, embora com alguma desconfiança dos pais, mas acabaram por consentir, porque também o namoro já tinha passado das marcas e já não havia mais a fazer se não a deixar casar com ele, Inês já estava grávida.

O casamento foi de arromba. Numa Quinta à capitalista, com lotação média de convidados, para além dos seus familiares e da noiva, todos os outros vindos de fora, que ninguém da terra os conhecia. Eram homens e casais na maioria de idades muito superiores à de Júlio. Todos ostentavam sinais de grandes riquezas: Nos carros que se faziam transportar, nos fatos que vestiam e nos óculos escuros que usavam, que ninguém lhes conseguiu ver completamente a cara.

Os pais da noiva ficaram surpreendidos e em parte tristes, pois eles até tinham posses para isso e era tradição da terra, os pais da noiva pagarem as despesas do casamento, embora tivessem ficado um bocado baralhados com tanta despesa, mas o genro não os deixou pagar a despesa.

Inicia-se a vida a dois. O desejo de Inês era ir viver para a capital para junto do marido. Até porque já estava grávida e havia que preparar a casa para o nascimento do primeiro filho e essa casa já estava bem prometida por Júlio e bem idealizada por ela.

De acordo com os sinais de riqueza e a condição de vida que Júlio ostentava, seria uma boa casa e num bom local e privilegiado da capital.

Júlio continuava a argumentar que estava em acabamentos da casa e que quando estivesse pronta, então seria a grande mudança de Inês para essa bela residência.

Os dias passavam e Júlio continuava a ir sozinho para Lisboa e a vir passar os fins-de-semana à terra com Inês.

Começa a haver desconfianças por parte dos familiares de Inês e Júlio não teve outra saída se não levar Inês para Lisboa.

Júlio não levou Inês para uma bela casa imaginada por ela, mas sim para um pequeno e antigo apartamento no bairro da Pensão que geria.

Numa zona degradada da capital, com casas muito antigas e frequentada por estratos sociais de onde saía a grande maioria dos clientes que faziam as suas curtas visitas à pensão que Júlio geria.

Inês, que estava habituada a viver numa boa e espaçosa casa dos pais, bem arejada e com boa vizinhança que logo de manhã as primeiras pessoas que se viam se cumprimentavam com um bom dia como se fossem todos da mesma família, via-se agora a viver num curto espaço com fraco arejamento, portas velhas, paredes negras, vizinhança de pessoas desconhecidas falando o português arranhado, praticamente sem ter com quem falar, o único com quem falava era com Júlio. Mas a loucura inicial que a ligou e se apaixonou por Júlio também começava a esmorecer.

Não sabia bem porquê, mas começava a desconfiar da situação em que se tinha metido.

Começavam a vir as saudades dos pais e familiares, mas Júlio não sentia pressa em a levar à terra matar saudades.

Depois de muito insistir com ele, Júlio levou Inês à terra, mas recomendou-a para não fazer muitos comentários da vida que levavam em Lisboa

Aos familiares de Inês, não lhes escapava a deceção que ia na cara da sua filha. Alguma coisa não estava a acontecer como previsto inicialmente.

Inês não queria comentar. Até por ela própria, não queria dar parte de fraca. No fundo, ainda havia uns restos de esperança.

Os tempos passavam e Júlio ainda não tinha levado Inês a conhecer a sua atividade profissional. A Unidade Hoteleira que ele se dizia Gerente.

As desconfianças já eram muitas e Inês decididamente obrigou Júlio a levá-la à Pensão.

Embora Inês não fosse parva nenhuma, mas era uma rapariga nascida e criada na província, determinados ambientes de grandes cidades desconhecia-os completamente. No entanto, mesmo apesar de Júlio a ter levado à Pensão numa hora em que o movimento próprio era quase inexistente, Júlia ia confirmando as suas suspeições.

Com o tempo, passou a ser todo aquele movimento da Pensão, conhecido por Inês.

O choque era grande para Inês. Ora repudiava o ambiente, ora tentava compreender, fazia um grande esforço. Ia uma grande confusão na sua cabeça. Passou a ir à Pensão também nas horas de movimento.

O entrar e sair daquelas raparigas acompanhadas por homens que quase nem falavam. Entravam e entregavam o dinheiro a quem estava sentado atrás de uma mesita colocada atrás da porta, que ao mesmo tempo que recebia o dinheiro, pedia-lhe o nome e o número do Bilhete de Identidade, mas o cliente já vinha avisado pela menina-prostituta que aquela identificação era um pró-forma, podia-lhe dar um nome errado e nº do B I errado.

Por vezes era o marido de Inês que estava atrás dessa mesita a receber o dinheiro e escrever, mas nem sempre era ele que habitualmente exercia essas funções, com regularidade, Júlio ausentava-se um ou dois dias seguido, que nem dizia ao certo a Inês para onde ele ia durante esse tempo.

Inês, ainda chegou a pensar que seria um lugar para ela, secretária e adjunta do marido, mas depois, mesmo tendo tentado crer, concluiu que não tinha preparação nem estofo para aquilo.

As cenas que se passavam durante a noite entre as meninas e os clientes eram demasiado escandalosas, pesadas e ofensivas para uma mulher menina da aldeia que não fazia a mínima ideia daquele género de ambiente numa cidade.

Inês, travava uma grande luta entre si, para tentar ultrapassar e ver se conseguia adaptar-se àquela situação, mas o repúdio era mais forte.

À tarde, quando as meninas começavam a chegar, Inês ainda tentava conversar com algumas. Algo lhe dizia que algumas dessas meninas, poderiam ter tido uma juventude limpa e bem cuidada como a dela.

Inês, não fazia a mais pequena ideia qual a proveniência de algumas destas meninas.

Algumas, eram provenientes de boas e ricas famílias. tendo passado mesmo pela Universidade, mas ao entrar no mundo do consumo da droga, foram parar ao mundo da prostituição.

Daí, Inês ficar confusa e tentar compreender a sua situação e não se importava de ir à varanda com algumas. Mas Júlio depressa a avisou que não podia ser vista na varanda com as meninas, sob pena de ser considerada também menina dessa atividade pelos muitos e constantes transeuntes que circulavam nessa rua movimentada da cidade, ela nunca mais foi.

Inês, começa a aperceber-se também que Júlio faz ausências prolongadas e misteriosas.

Nas suas grandes ausências, Júlio passou a fazer-se substituir por Lisete, uma das meninas que mantinha uma relação especial com Júlio, porque também só atendia clientes especiais (todos os nomes aqui utilizados são fictícios).

Inês, apercebe-se que Lisete, para além de ser uma rapariga bonita e aparentava ser de boas famílias, já tinha tido a oportunidade de conversar com ela, parecia uma rapariga culta e bem dialogante. Tinha jeito para o serviço de rececionista dos clientes. Compreendeu que o seu marido Júlio, tivesse dado aquelas funções a Lisete.

Júlio dava a entender a Inês, que o lugar dela não seria na Pensão. O lugar dela era em casa. Não gostava muito que observasse tudo quanto ele fazia atrás daquela pequena mesa, Inês compreendeu e passou a deixar de ir à Pensão.

Passado algum tempo, Inês é surpreendida com a prisão de Júlio. Júlio foi preso por receber produtos provenientes de roubos.

Para Inês, foi mais um grande choque. Já tinha uma filha e não tinha mais rendimento nenhum a não ser aquele dinheiro que Júlio lhe ia dando em numerário e irregularmente, para sustentar a casa. Praticamente para ela e para a filha, pois Júlio para alem de raramente comer uma refeição em casa, muitas vezes também não dormia lá em casa.

Agora com o marido preso, a sua subsistência ficaria difícil. Embora Júlio desse ordens a Lisete para entregar dinheiro a Inês.

Lisete, era uma menina filha de boas famílias que se viu obrigada a prostituir-se pela sua dependência das drogas. Desde que tivesse dinheiro só consumia drogas caras, assim, não havia dinheiro que resistisse às suas despesas. Assim que se apanhou ela à frente da Pensão, passou a consumir drogas à vontade e das caras e o dinheiro produto da Pensão, passou a não dar para entregar a Inês. Foram tempos difíceis para Inês.

Quando Júlio regressa da prisão, tentou repor alguma ordem, mas já não era fácil. Ele também já se tinha deixado envolver sentimentalmente com Lisete. Inês passou a segundo plano e Lisete passou a ser a companheira de Júlio e deixou de atender clientes como prostituta.

Para Inês, havia que tomar uma posição. Deixou definitivamente de acreditar em qualquer futuro ligada a Júlio. Regressou à terra de origem que a vira nascer, mas agora com uma filha para criar.

Até porque Júlio, volta e meia era preso, devido a todo o género de negócios escuros e ilegais em que se metia.

Depois de ser definitivamente abandonado pela mulher Inês, Júlio começa a fazer vida marital com Lisete.

Mas esta era diferente de Inês.

Lisete era uma mulher da cidade e viciada em grandes luxos e condições de vida. A juntar à sua criação abastada, veio o vício da droga enquanto frequentava a universidade e ela sabia o dinheiro que Júlio movimentava. Por isso, exigiu-lhe como contrapartida para ser só dele, teria de lhe dar condições de vida excelentes e com dinheiro suficiente para consumir droga da boa.

Júlio tinha ficado terrivelmente apaixonado por ela e não resistiu ao seu apelo e exigência.

Compra um amplo e apalaçado apartamento numa zona de excelência da cidade, onde eram mais caros.

Para começarem a viver nessa casa, fez obras de restauro com alterações que deixou os vizinhos de boca aberta. Os vizinhos diziam que só poderia ser um homem muito rico, em que o dinheiro não seria problema.

Júlio instala-se nessa casa com Lisete e começaram a fazer uma vida de pessoas muito ricas. Pelas roupas que vestiam, pelos telemóveis que usavam, pelos carros que entravam para a garagem, só poderiam ser pessoas muito ricas, diziam os vizinhos.

 Todo aquele dinheiro vinha-lhe, para além do negócio da prostituição, do

 negócio da compra e venda de produtos roubados de assaltos a residências.

Não demorou muito em que Júlio fosse novamente preso. Mas desta vez seria para durar muito mais tempo na prisão.

Lisete, embora tivesse adquirido alguma pratica de gestão da Pensão, desde que passou a viver definitivamente com Júlio, aburguesou-se demasiado e só pensava em consumir e que aquela vida duraria para sempre, não tendo, portanto, condições para dar continuidade à gerência da Pensão.

Lisete passou a deixar de ter rendimentos da Pensão e com os hábitos de consumo que tinha e Júlio estava para ficar anos na prisão, recorreu a realizar dinheiro por outros meios.

Começa por passar a vender bens e móveis da casa que Júlio tinha mobilado com tanto gosto.

Os móveis eram dos mais caros do mercado, mas Lisete vendia-os ao desbarato. Sorte de quem os comprava.

Depois de já só ter as paredes, Lisete decide começar a prostituir-se e como local na sua própria casa.

Claro que a vizinhança entrou em desassossego. No meio desta confusão toda, um dos clientes que Lisete atraíra por contactos telefónicos, um asiático, Lisete sentiu que este também não tinha problemas de dinheiro, atendeu ao pedido dele para ser exclusiva dele, mas se lhe garantisse que não faltaria droga da boa para consumir. O asiático aceitou a condição, pois Lisete era uma mulher loira, alta e elegante, com cerca de trinta anos, talvez estivesse ali a possibilidade de ele realizar um sonho: casar e ter um filho de uma europeia e se possível uma loira.

Assim aconteceu, Lisete ficou grávida do asiático, foge com ele para destino desconhecido, nunca mais se lembrou de Júlio e Júlio nunca mais soube de Lisete.

 

 


segunda-feira, 3 de abril de 2023

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanha - A mudança das sociedades de hoje - 03-04-2023

 

Os que querem é divertir-se

Os que querem a mudança






A MUDANÇA DAS SOCIEDADES DE HOJE.

Numa sociedade nunca houve tempo para dormir demasiado, mas atualmente e particularmente em Portugal, cada vez os portugueses que querem um Portugal em bom ritmo de evolução e de acordo com as suas origens, seu ADN, suas culturas e seus saberes, cada dia que passa temos que estar mais atentos.

O número de pessoas que cada vez desanimam mais e deixam de acreditar na sociedade, são em maior número.

Os governantes que temos tido desde há algumas décadas, pouco se preocuparam com um país verdadeiro, com progresso, evoluído e seguro onde houvesse condições para se desenvolver uma sociedade sã e no progresso, caminhando para uma sociedade moderna, culta e responsável.

A força das ideologias partidárias dominou os governantes das últimas décadas totalmente, se algum governante se manifestava contra essa forma de governar, era logo perseguido e posto de parte, só tinha um caminho, era abandonar a governação, isto aconteceu em quase todos os partidos se exceção, e assim, quem pensasse em boa governação para o país, não poderia pensar em ir para governante.

Vemos hoje sentados em cadeiras de tvs, palreando, alguns que o cidadão comum conhece muito bem, viu as mandinganças que foram fazendo ao longo dos tempos que ocuparam cadeiras do poder e, agora desse pelouro de papagueamento expelem conversas querendo fazer passarem-se por pessoas honradas e bondosas, querendo dar bons conselhos, mas esses conselhos, não são mais do que, tentar manter adormecidos ou adormecer os cidadãos.

Mas porque é que eles agora vestiram outra pele! Porque fizeram fortunas colossais, para eles e familiares, os filhos desses, ficaram quase todos ricos sem nada terem feito na vida, aliás, ainda nem sequer tinham idade para o ter feito, era vê-los aparecer como empresários de sucesso quando ainda tinham 20 ou pouco mais anos, tentando fazer querer que todos os bens que já estavam em nome desses jovens tinham sido ganhos por eles.

Agora, seus pais, sentados em cadeiras de palreamento, pertencentes a instituições que continuam a ser parcialmente sustentadas por impostos vindos do trabalho do cidadão comum, porque o mega-empresário foi sediar as suas empresas em paraísos fiscais para não pagar os impostos que os cidadãos deste país são obrigados a paga por leis que foram feitas por esses mesmos que sediam as empresas em paraísos fiscais.

Uma sociedade assim, não poderá durar muito tempo, nem é preciso que chegue o efeito dos casais DINK, casam, mas não querem ter filhos, têm cães para os substituir e as pessoas vão desaparecendo.

Há uma grande diferença entre estas duas classes sociais: o cidadão comum e a classe politica governante. O cidadão comum tem evoluído muito no ultimo meio século, mas esses que viveram dominando a política nas décadas deste ultimo meio século,  pouco evoluíram socialmente, ou até terão regredido.

É ver como o cidadão comum de hoje se prepara para fazer a mudança social de forma como nunca teria existido na história da humanidade, de uma forma consciente, analisa bem quem são os novos candidatos à política e à governação, terão de ser totalmente diferentes dos das ultimas décadas, não tem pressa da mudança, é preciso fazer a mudança mas de forma progressiva e sem sobressaltos. O cidadão comum de hoje já não é o cidadão comum de tempos atrás, muitos deles até poderão ser a mesma pessoa física, mas com pensamentos muito diferentes.

Enquanto a classe governante das últimas décadas, agora a sua principal preocupação é tentar que não aconteça nada às fortunas que eles puseram em nome de seus familiares, por isso, assim que aparece algum novo candidato à nova política e à nova governação e eles vêm que poderá querer acompanhar a mudança que o cidadão comum quer, eles tentam por tudo quanto é possível, humanamente ou desumanamente, destruir esse novo candidato.