sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

o




















Os primeiros "acordes" começam a aparecer. Frequentou durante vários anos a universidade, não era muito importante ter o canudo, rica já era, a beleza dava-lhe sorte, só precisava de aparecer nos eventos.
Aparecia sempre em carros gama média mais e em geral aparecia sozinha, de vez em quando lá trazia uma amiga.
Pertence à geração de filhos únicos, agora que já dobrou os 35 já despertou. Começa a falar no colapso da Europa. Também gostava de por escassos minutos participar em conversas de copinho na mão, mas se alguém falava em chamar à atenção para a realidade do que vinha acontecendo na Europa desde há muitos anos, ela sorria com desdém, virava as costas e ia-se juntar a outro grupinho. Para ela isto eram conversas fúteis.
Filha de empresário de "sucesso" o que o pai dissesse, era o que estava certo, só que seu pai não ganhou o dinheiro que tinha a prever e investir no futuro!..
Ela representa quem ainda não acreditou no que está a acontecer em muitos países da Europa e particularmente em Portugal. Hoje a realidade só não a vê quem na realidade não a quer ver, que vai pagar muito caro por isso. Começam agora a primeira travessia do deserto, até conseguirem ver a mudança que terão de fazer. Depois, quando já não tiverem outro remédio se não aceitar a realidade, então vai ser outra travessia até chegarem à terra prometida.
Aí, então, irão refazer a vida com a grande lição que levaram por terem sido tão resistentes à mudança que se lhes deparava escancaradamente à sua frente.
Fechavam os olhos ao passado, só querendo ver o futuro sem passado. Provavelmente não sabem que para entender o futuro é preciso não esquecer o passado.
Também há quem diga que para prever o futuro é preciso estudar o passado.
Ora houve algumas gerações recentes que tentaram apagar de todo o passado e se alguém falava no passado à sua frente, era o suficiente para abalarem logo. Talvez tenham herdado ensinamentos e pensamentos e aqui sim de um passado que eles não rejeitaram e até acarinharam que era: não escutar quem tivesse mais de 35 anos. Nem conseguiram prever que um dia eles também teriam mais de 35 anos.
Hoje, essas gerações que beberam esses pensamentos, já estão e vão continuar a pagar caro esses ensimaentos que receberam.
O futuro próximo está claro como a água cristalina para quem tem estado atento ao presente sem esquecer o passado, pois o actual já vinha sendo avisado há muito tempo e o futuro mais próximo é claro.
As fotos representam o actual e o futuro que eventualmente poderá vir para algumas pessoas que não estiveram atentas ao presente, não esquecendo o passado e olhando para o futuro.
 
 







 





segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


                                                                                     O INVERSO DAS GERAÇÕES

 

A Europa iniciava uma fase que viria trazer para sempre mudanças profundas.Ele, partira com a mochila às costas. Nessa data, mochilas só os militares, porque se um civil pensasse usar uma mochila, seria dado e tratado como maluco.Quando o barco avistou terra na região de Le Equitene, José, dançaricou de um lado barco para o outro. O barco haveria de aportar em La Rocheille.Seus familiares, ali para os lados da Beira Alta, ter se iam despedido dele, talvez para sempre. Porque partia para uma Guerra fratricida. Eles, ali pelas planícies da Normandia, morriam aos milhares e eram carne para canhão. Este foi um dos poucos que se safou. A dureza das terras da Beira Alta não lhe tinham deixado grandes saudades. Após os seus tempos militares, optou por ficar à procura de uma vida melhor, ali pelos lados du Loir.Mais acontecimentos haviam de marcar a época. O início da Revolução Soviética, as aparições em Fátima.José (agora Josef) que quando partiu da sua terra, não sabia uma única palavra em francês, bem à maneira portuguesa, não tardou em se adaptar às rudes palavras do Agricultor francês que lhe deu trabalho. Le baeuf, no seu pensamento continuava a ser a vaca, igual à que tinha deixado na sua terra. Os utensílios já eram um pouco mais evoluídos e sofisticados do que aqueles que tinha deixado pelas terras do Sabugal.As únicas palavras em estrangeiro que ele conhecia antes de ter partido, talvez despedido para sempre, foi quando pelos seus 18 anos, numa arrojada aventura se deslocou a Vilar Formoso e correndo sérios riscos, tentou por entre os pinheiros atravessar a fronteira e percorrer algumas centenas de metros paralelo à Raia Seca (Linha de Fronteira) e penetrar em Fuentes de Oñoro para comprar uma caixa de pitilhos (cigarros).
Ali, a tratar dos animais e de volta das alfaias agrícolas nas margens e Vale do
                                                                                               Loir, mesmo que tivesse conseguido fixar as poucas palavras

                                         Vallée du Loir

 

 que foi obrigado a balbuciar em Fuentes de Oñoro para conseguir pedir os pitilhos, não lhe serviriam para nada. Mas ele continuava a descobrir um novo mundo. A sua terra não lhe saía do pensamento. Quem sabe, talvez um dia pudesse voltar a vela.
Dias, meses e anos passavam, já se ia entendendo com aquela linguagem desconhecida. Já começava a ter umas saídas autorizadas pelo patrão, ou marché a quem cumprimentava já com um bonjour e se despedia com um merci.
Continuava a alimentar o seu ambicionado e legitimo desejo de vir buscar uma beirã da sua terra, para formar família, mas as dificuldades eram enormes, quer impostas pelo seu patrão, quer pelas burocracias fronteiriças que o assustavam e o aterrorizavam e assim, lá continuava ele cada vez se adaptando aos ares neblinais e sol do meio dia do Loir passando por entre as torres dos Chátaus que ele admirava bastante e até gostava de ver mesmo nos dias em que estavam todo o dia encobertos pelo nevoeiro.
A empregada du marché, que não era muito bem tratada pelos seus patrões, rapariga para os vinte e poucos anos, quase tantos como ele, perdeu o complexo do estrangeiro desconhecido deixado pela guerra e talvez sem família na sua terra desconhecida que ninguém saberia onde seria e passou a responder ao seu bonjour.
Não queria de forma alguma, admitir que dentro em breve não viria matar saudades da sua terra, pois já que Deus e o destino o tinham poupado aos canhões e em vez de estarem os seus ossos a apodrecer na vala comum, continuava a viver a vida em plena saúde e com objectivos de vida.
Para ele o casamento só faria sentido se fosse com uma mulher virgem e essa garantia só as da sua terra. Essas sim, porque com saias de burel e até quase aos pés, todas iriam à Igreja com ramo de Laranjeira, salvo alguma mais atrevida e espevitada que quando a guardar as ovelhas nas encostas da Serra Estrela, se enamorava de um pastor e aí as hipóteses de fecundação se iniciavam antes do casamento.
Josef, ia sabendo que a garçonne du marché já tinha tido vários namorados, mas começava a aceitar que em França era assim.
Foi ali que acabou por ficar e dar o nó com esta. Cada vez mais teria de aceitar a nova sociedade que estava a adoptar. Vieram filhos, a idade ia avançando e as esperanças de voltar à sua terra natal começavam a desvanecer-se. Nunca mais viu as terras que o viram nascer.
Novos tempos vieram e os seus descendentes deixando o Vale du Loir e rumaram em direcção a Paris. O oposto da terra de son père
Passados tempos, nova Grande Guerra surgiu e a família foi-se perdendo com os tempos e novas modernidades, os horizontes de Portugal para algum descendente desta família diluíram-se.
Novos tempos, novas mentes, novas possibilidades vieram.
O Maio de 68 veio transformar por completo a sociedade francesa e em parte também a de todo o Mundo. Um casal desta família, construtor civil, da classe média francesa, com uma vida sem problemas financeiros, criava os seus dois filhos, um rapaz e uma rapariga, com tudo o que a juventude francesa da década de setenta e oitenta ambicionavam.
Estudos, começar a viver a vida em pleno e cedo, Universidade, passeios, viagens, e gozar la vie. Amour libre
A preocupação com o futuro não era grande. Son père èra riche, ainda tinha muitos anos para viver, logo não faltaria sustento
Ele, rapaz, acabaria por finar na droga.
Ela, rapariga, parou e pensou na vida.
Catherine bateu os trinta. Já tinha corrido meio mundo. Veio-lhe à memória a sua descendência de Portugal. Já toda a gente da família tinha esquecido Portugal.
Mete-se num le tren e vem por aí a baixo até ao Algarve. Já com alguns dias de Algarve, começa a balbuciar algo de Luso, conhece um lusitano e começa a desfiar o rosário da vida dos seus antepassados.
Ao mesmo tempo, ela própria não perdeu tempo. Quis deixar logo sangue do deu sangue e dá início a um descendente directo lusitano.
Descobriu e conheceu os descendentes dos seus antepassados, fixando por cá arraiais. A ligação com o progenitor do seu rebento não foi muito duradoura. Cansou-se de terras lusas, entregou o rebento à progenitora do progenitor do seu rebento e regressou a terras gaulesas. Mas de vez em quando, cá vinha visitar terras lusas e o seu rebento. Le tren, parte du Paris, Gare Montparnasse, a viagem criou cansaço e stress. Stª Apolónia continuava distante, mas cerca das 23:00h, le tren começa a abrir as portas já em Sta. Apolónia
Catherine não esperava que lá estivesse alguém à sua espera, pois não tinha avisado os seus “primos” de Lisboa de que vinha. Mas mal poisou um pé fora da porta do comboio, alguns olhos, corriam muito rápido as portas todas.
Estavam em pé, ali por perto e quase encostados às paredes. As bifffas estavam chegando e poderia haver alguma que desse um pouco de sorte e desse jantar e dormir de borla. Rápido Catherine, Rcruza os olhares com um deles. Quase não houve palavras. Catherine ainda não dominava muito bem o português e Kambo José, de francês, népia!Um bocado desconfiados, um com o outro, lá partiram de táxi em direcção às colinas da cidade.
A campainha da porta do prédio toca, anuncia lá para cima que é a prima de França e vem acompanhada pelo namorado. Um bocadinho de alegria surge nas suas primas. A prima de França traz namorado e vão ter um bocadinho da noite para treinar o seu francês e conhecer esse novo namorado. Generalizava-se a alegria, pois só era preciso meter mais algumas sandes no saco para levar para a praia no dia seguinte, que era Sábado e já estava programado para ir iniciar a época da praia à Costa da Caparica. Haveria com certeza dois lugares no carro e mesmo carros na família não faltavam, se fosse necessário levariam dois carros. O elevador chegou ao 8º andar, a porta abre-se e a prima francesa sai sorridente com a sua pequena mala na mão. A seguir vem o seu companheiro de braços estendidos ao longo do corpo e nada nas mãos. Embora se fizesse envergonhado, na realidade ele não vinha nada envergonhado, já tinha experiencia naquelas andanças e já sabia bem como comportar-se para que o seu intento resultasse. Primos e primas de Catherine, cumprimentaram Kambo com sorriso (embora amarelo) pois tinham que dar uma de bom portuguesismo anti-racismo e civilização, sendo nós um povo multirracial que deu novos mundos ao Mundo, haveria que dar o exemplo.
Não foi preciso apontar-lhes os sofás, e Catherine, respondendo às primeiras perguntas, questionou logo se podiam tomar um duche e Kambo fosse primeiro. Convinha ela ficar a preparar a recepção do casal, que se avizinhava uma noite em cheio. Alguém, já não lhe começava a escapar qualquer desconfiança, pois Kambo quase não falava, só acenava: sim ou não, e alguma palavra que lhe foi arrancada, respondeu num português/africano. Ainda quiseram pensar que seria ele que estava a querer ser simpático, querendo falar português com os primos de Lisboa e ao mesmo tempo que se iria treinando no português para o futuro enlace, mas também não era bom da parte dos primos, estar a haver antecipações. Deram a entender que estavam um pouco cansados e durante o dia quase não tinha havido tempo para comerem. Era um convite a que lhes fosse preparada uma boa refeição e para irem de seguida para a cama. Mais uma vez, a boa cultura à portuguesa não se deixou ficar mal e foi-lhes servida uma boa refeição.
Os primos e primas portugueses, não tiveram muito tempo para treinar o seu francês. As primas, jovens adultas solteiras, cultas, ainda quiseram aceitar um conto de fadas, mas uma que já era casada, ela e o seu marido, imaginaram logo a tramóia, e não se enganavam. As visitas já tinham sido bem recepcionadas, a barriguinha bem cheia e a próxima etapa era ir para uma boa cama e passar uma bela noite de sexo.Levantou-se um bocadinho mais cedo do que o previsto, pois havia que fazer mais umas sandes para levar para a praia, para o casal que se juntou à família.Mal fez algum barulho em casa, sente logo abrir a porta do quarto dos “primos franceses.” Era Kambo, perguntou-lhe se queria ir à retrette. Kambo olha com cara de querer saber o que ela quereria dizer. Ela corrigiu - casa de banho. Kambo disse logo que sim e que seria rápido.Foi de facto rápido e dirige-se para a porta da rua e diz que só quer sair para a rua. Ela perplexa, começa a confirmar o que ela e o seu marido já quase tinham a certeza. Kambo José, sai com pressa mas com paciência, chama o elevador, entra, desce, sai para rua e desaparece.  Catherine, não se mostrou preocupada. Era uma prática normal da sua geração. Porque não também em Portugal? Ela até gostava de Portugal e dos portugueses. Quando viajava de automóvel por Portugal fora, costumava dizer que Portugal nesse momento, lhe fazia lembrar a França de há vinte anos atrás. O país estava todo em obras. Portugal atravessava a era da construção das auto-estradas de Ferreira do Amaral. Seus pais, casal reformado mas ainda relativamente jovens, e com uma boa reforma, começaram também a vir visitar os seus descobertos primos de Lisboa pela sua filha. Mas quem os fazia viajar para este país, era o seu único descendente, que sua filha quis vir conceber e nascer no Portugal dos seus antepassados. O filho, tinham-no perdido desastrosamente. A filha já lhe tinha dado um neto e provavelmente seria o único com que ficariam.
Não tinham muitos conhecimentos sobre Portugal. A mulher do casal, que era a descendente do homem que partira de terras da Beira no inicio do século XX e deixou descendentes em França mas esses quase que deixaram apagar por completo essa ligação a Portugal, viram agora reavivar as ligações, depois de o Mundo ter mudado tanto, as distancias serem mais curtas. O rebento que a sua filha veio colocar no Portugal dos seus antepassados, fez com que este casal passasse a vir com frequência a Portugal, onde a sua descendência se mudou de França para Portugal.
Ele, marido do casal, que teve que aprender o português indispensável para andar por cá, não era muito do seu agrado vir tantas vezes a Portugal, mas sua mulher que era a descendente de Portugal, parece que cada vez ficava mais presa a Portugal, se por ter cá o único descendente ou se por ter tido a oportunidade, dada pela sua filha, de se ligar aos antepassados que já considerava perdidos.
Mas as saudades de Paris eram muitas. Entrava ele na Estação do Metropolitano das Picoas em Lisboa, dá um olhar de espanto e confusão, era de noite, ainda quis pensar que estava em Paris. A entrada desta estação, confunde-se com as do Metropolitano de Paris. É igual às de Paris. Foi uma oferta do Metro de Paris ao Metro de Lisboa. 

 

 

 

sábado, 19 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã












 
 
 
 
 
Caminhava pensativamente, vai-se lá saber porquê, enquanto o outro fazia uma revisão de toda a sua evolução, já tinha vivido os seus trinta anos e estava satisfeito pelo desempenho do seu papel na sociedade. Cumpriu os três quartos da sua vida a lutar e produzir para o semelhante, mas mesmo assim, interroga-se se não poderia ter feito mais?.....agora tem mais 10 anos de vida e é para organizar e pôr tudo no seu lugar, para que não venham alguns entendidos e desfaçam o que ela construiu, sabe-se lá!?....
O outro, agora com oitenta anos, ainda vai fazendo qualquer coisa, mas também razoavelmente satisfeito, porque aos 10 anos, após ter terminado a escola primária, começou a pensar na vida, aos 14 começou a pensar como rapaz e aos 16 começou a pensar como homem. Mas pediu desculpa ao seu antepassado por ter passado tanto tempo a brincar.
Pede desculpa também ao seu antepassado, por não lhe estar a dizer tudo. Porque o homem moderno, uns poucos fazem tudo, ou melhor, pensam que estão a fazer tudo o que é necessário fazer; satélites, comprimidos que mantêm o homem moderno capaz de trabalhar até aos 80 anos.
Só que depois os outros não entenderam bem!.. e, então o que é que pensaram: se a longevidade aumenta, vamos prolongar a nossa adolescencia até aos 40 anos e depois trabalhamos. Daí, vermos com frequência homens de 40 anos com atitudes de adolescentes. Quando chegou aos 40 anos pensou que ainda se podia divertir mais algum tempo. Aos 45, viu que muitos dos seus contemporaneos já andavam a tratar dos papeis para a reforma e então pensou! eu tenho os mesmos direitos que eles!.. se assim é, vou já meter também os papeis para a reforma. Se me prometeram o paraíso, porque é que não o hei-de aproveitar?..
Ah... esqueci-me de trabalhar...... mas quando andava na faculdade o professor dizia-nos para estudarmos bem a constituição e vermos os direitos que tínhamos e lembro-me bem que lá na constituição está bem claro que: todo o cidadão tem direito à necessidades básicas para viver condignamente e viver condignamente no nosso país é ter direito àquilo que é necessário para viver e o que é necessário para viver em neste país é ter tudo o que é necessário para se viver bem. E a ciência tudo resolve.
Mas os que nascerem depois de agora, vão ser cidadãos diferentes. Começam a brincar mais cedo, a estudar mais cedo, a serem adolescentes mais cedo, a serem homens e mulheres mais cedo, a trabalhar mais cedo, a descontar mais cedo, a casar mais cedo e aos quarenta anos olham para trás e vêm obra já feita, porque começaram brincaram mais cedo, estudaram mais cedo, namoraram mais cedo, trabalharam mais cedo,  casaram mais cedo, tiveram filhos mais cedo, porque deixaram de ser adolescentes mais cedo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
















 












 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

 Trabalhadores da agricultura, vêm de todos os cantos do mundo para ocupar os lugares vagos e que, os produtos precisam de ser apanhados.
Os trabalhadores europeus e em particular os portugueses, porque é de Portugal que estou a falar, dizem que não têm emprego, pois têm preferido ir para o desemprego ou reforma antecipada, dizem (diziam) eles que assim ganham mais (ganhavam!!!).
Percorrendo o nosso país, é ver nos campos de agricultura trabalhadores do Nepal, do Vietname, do Bangladech, para não falar dos trabalhadores que vieram do outro lado do Mediterraneo ocupar os lugares que ficaram vazios deixados pelos subsídiodependetes locais.
Há cerca de meia dúzia de anos, uma jornalista espanhola traçou o retrato triste e preocupante deixado pelos milhares que abandonavam os postos de trabalho para irem para os rendimentos de inserção social e desemprego, (subsídios) que depois, para os produtos agricolas não ficarem a apodrecer na terra, os agricultores tiveram de atravessar o mediterraneo a recrutar mulheres do outro lado e traze-las para apanhar os produtos agrícolas. A jornalista dizia que isso não se iria repetir por muito tempo!.. já temos a resposta!... 
Qualquer pessoa que tivesse dois dedos de visão, sabia que isso não iria durar muito tempo.Porque era com dinheiro emprestado, pedido pelos "bons governantes", para sustentar aquele desastre!.....
Mas também nos serviços, no nosso país se passa e se passará em breve de uma forma dramática.
Dizem os nossos diplomados nas duas ultimas duas décadas, que não é possível dar rendimento sem fazer uma breve pausa de 20 em 20 minutos. Por isso se generalizou, cada 20 minutos que estão em frente a um computador, vão outros 20 para o local de ócio: fumar, beber café, beber água ou simplesmente conversar uns com os outros.
As fotos que apresento, retratam bem as situações actuais.
Desde aqueles que atravessam a ruas apressados, as nossas vinhas cheias de trabalhadores internacionais, outros no local de ócio, ou sentados a matar o tempo como que fosse a única preocupação que têm na vida, mas também aqueles na sua unidade de produção que fazem horas seguidas sem interrupção e dão muito rendimento mas estes são os poucos diplomados das ultimas duas décadas que concerteza estudaram em outros livros e outras universidades que não aqueles que só dão rendimento 20 minutos seguidos. Temos também a foto do pessoal da empresa que se formou com a pessoal a trabalhar 10 horas diárias com rendimento e os responsáveis pela empresa trabalhavam 12-14 horas diárias. A empresa durou centenas de anos sempre a progredir, mas as novas gestões depressa desapareceu.
Mas mesmo hoje, os que se diplomaram nas ultimas décadas e trabalham por conta própria, também trabalha 10-12 diárias com rendimento sem precisar de interrupções para o ócio.
O problema é que muitos professores em algumas universidades só ensinavam os direitos que a Constituição tinha, como era o caso de um professor que eu tive. Tivemos que lhe dizer que não interessava estar escrito na Constituição porque o país não ia conseguir cumprir a constituição.
Assim, em breve o que aconteceu na agricultura, acontecerá nos serviços. Muitos dos que precisam de interromper de 20 em 20 minutos, não demorará muito que quando regressarem um dia dos 20 minutos de ócio, o seu lugar já está ocupado por alguém que consegue dar rendimento horas seguidas no local de trabalho.