sexta-feira, 29 de abril de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã















Depois de ter nascido, criado e completar o secundário nestes campos e nesta Região, apanhou esta comboio com destino à cidade para iniciar o curso superior.
Era inicio da década de 70 e com as habilitações literárias que possuía, não lhe era difícil encontrar um posto de trabalho para assim conquistar a sua independência financeira e não depender das parcas posses financeiras dos pais que continuavam a criar uma prole de filhos todos mais novos que a Nela.

Nela era uma jovem espevitada e divertida, elegante, alegre e sempre que tinha oportunidade de testar algum jovem que lhe agradaria para futuro namorado que reunisse as condições idealizadas, para o apresentar aos pais para futuro marido. Era um sonho que alimentava, arranjar um bom namorado para o apresentar aos pais como futuro bom genro.

Coube-lhe a sorte de se apaixonar por um homem casado com quem teve as primeiras experiências sexuais.

Não sabendo que o homem por quem se apaixonou era casado, Nela depois de ter evitado as primeiras gravidezes, por sua própria vontade quis engravidar. O seu namorado/amante assim que soube da gravidez, tentou convence-la a praticar o aborto. Nela nem pensar nisso. Primeiro porque ela queria mesmo ter um filho deste homem a quem lhe entregou com todo o prazer a sua virgindade e também como já estava nos seus 25 anos e o curso universitário estava a correr bem, já lhe apetecia ter um filho, porque tinha idealizado casar com este homem. Segundo, era de todo contra o aborto e mesmo por questões religiosas (era católica praticante) de forma alguma aceitaria fazer um aborto.

O namorado/amante, optou por lhe revelar que era casado e já tinha filhos da outra mulher.

Nela ficou perdida. Após segredar com algumas amigas confidentes, perante a catástrofe perante a família, em ter um filho de um homem casado e fazer um aborto, optou pelo aborto, mas foi feito no segredo dos deuses, porque se a família soubesse desse seu aborto seria uma catástrofe entre ela e a família.

Nela afastou-se do seu namorado casado, recompôs-se com os amigos, mas numa das viagens à terra, não deixou de uma vizinha dizer à sua mãe que parece que a Nela teve pano na cara, (indícios de cara de mulher que pariu recentemente)

À mãe de Nela também não lhe teria passado despercebido este sinal, mas não lhe convinha falar, antes pelo contrario, teria mesmo que silenciar ao máximo. No entanto, questionou a filha. Nela, jurou- lhe por todos quantos santos havia e em nome da padroeira da terra. Disse à mãe que se um dia ficasse gravida antes do casamento do homem que viria a ser o futuro marido, preferiria ir de barriga à Igreja, mas nunca faria um aborto, jurando à mãe com juras religiosas. Pensando que assim a mãe acreditaria mais. Venceu a mãe mas não a convenceu. Nela tinha aprendido muito na universidade e na vida social em Lisboa, mas não tinha conseguido chegar à saberia popular e não soube disfarçar o pano na cara.

Nela continuava a sua vida universitária e profissional e agora ela divertia-se mesmo, mas já seria muito difícil deixar-se engravidar.

Não fugia às responsabilidades de ajudar os irmãos mais novos, pois sabia que estes também foram privados de algumas coisas, para os pais terem dado os estudos secundários completos a ela própria.

Dos seus cinco irmãos, a mais nova que era uma rapariga já tinha dez anos. A mãe já tinha passado os 45 anos e a família estaria completa.

Passado algum tempo, a mãe de Nela quando esta a foi visitar à terra, deu-lhe a noticia de que ela própria estava gravida.

Nela ficou descontrolada, insultava o pai, chamava todos os nomes feios ao pai.

Mas o pai de Nela tinha 55 anos, a mãe 47, estavam numa idade em que o apetite e desejo sexual continua e em alguns casos vigorosamente. Como eles não teriam todos os cuidados contraceptivos, as probabilidades de engravidar eram elevadas, e assim aconteceu naturalmente.

´Nela, pergunta à mãe quantas pessoas já sabiam da gravidez. A mãe confirma-lhe que ainda só sabia ela e o pai.

Nela não estava disposta a ter mais um irmão. Fala com o pai e este diz-lhe que não vinha mal ao mundo se nascesse mais uma criança. e até estava a gostar de ter mais um filho para que os acompanhasse mais até à idade mais avançada.

Nela provoca o confronto com o pai. O pai proíbia de se meter na vida intima dos pais. Nela vira-se para a mãe e provoca o confronto entre os pais. A mãe entra em confronto com o marido e diz-lhe que ia passar uns tempos com a filha a Lisboa.

Não lhe teria sido fácil, mas Nela conseguiu dar a volta à mente da mãe e leva-a a fazer o aborto clandestino.

Informa o pai que a mãe foi acometida de uma doença/gripe perigosa/contagiosa e precisaria de ficar uns tempos por Lisboa para não haver o perigo de levar o contágio da gripe para casa. Depois informou o pai, que o médico teria dito que para salvar a vida da mãe teria de ser sacrificada a criança no ventre da mãe.

O pai não sendo um homem letrado, que passava o tempo a escavar vinhas e tratar dos animais, não engoliu esta peta que a filha lhe quis impingir, mas não teve outro remédio se não aceitar a situação. Pois viu que já tinha sido ultrapassado.

Reconhecendo depois, que toda aquela artimanha da filha de provocar confrontos entre os três, não era mais do que o inicio da preparação para conseguir a interrupção da gravidez da mulher e de uma criança que ele e a mulher já esperavam para ter um filho ou filha a acompanhar os pais até mais tarde.

O pai de Nela entra numa depressão de tristeza, acabou por mais tarde arrastar a própria mulher para essa depressão, a mulher ainda acabou por ficar pior, pois não conseguia deixar de pensar no castigo divino que teria de sofrer enquanto vida e depois de morrer, por ter interrompido a geração de uma criança.

Este casal com a idade que tinham e com a cultura, religião e forma de pensar, terem sido levados a fazer um aborto e de um filho que embora de uma gravidez inesperada mas que depois já era aceite e desejada, para eles foi a tortura até aos últimos dias da sua vida.

Passaram os últimos anos da sua vida, sozinhos e provavelmente a pensar na criança que foram obrigados a interromper a sua criação e que teriam razão quando pensavam nessa criança mais nova que os iria acompanhar até mais tarde. Pois os outros filhos, na sua velhice pouca assistência lhes prestaram.



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã













No nosso Portugal de hoje, existem três países:

O pais que se quer fazer assar por um país multi-étnico (foto mais à esquerda os músicos), que quer continuara a dar uma imagem ao mundo do Portugal que sempre foi, principalmente a partir da época dos descobrimentos.

O país em que o seu povo, principalmente o citadino se movimenta preocupado com uma qualidade de vida garantida (foto centro, passeando-se desportivamente em passeios apropriados junto ao Mar.

E o país dos cidadãos que já estão cansados do país que temos e querem varrer com a classe governante que nos tem governado nos últimos tempos (foto mais à direita).

Todas estas fotos foram obtidas no ano de 2011.

Mas depois há um país dos cidadãos, que é a maioria, que já não perdoa às organizações que têm estado à frente dos destinos e governação de Portugal nas ultimas décadas, que colocou Portugal numa situação que ninguém estava à espera e que é a situação mais grave e mais difícil que jamais o nosso país esteve, a contar com quase nove séculos de história do nosso país que os completa a 24 de Junho de 2028.

Por isso se diz, que Portugal sofreu nos últimos 40 anos as alterações mais complexas e mais perigosas de sempre.

A história em breve se encarregará de relatar todos os acontecimentos graves e mais significativos do nosso país nos últimos 40 anos.

Criou-se uma classe politica, arganeira, analfabeta e precipitada que só queriam ter todas regalias no menor tempo possível.

Criou-se logo a seguir uma classe de cidadãos, que seguiam atrás dos políticos fazendo tudo o que os políticos diziam, com a contra partida de lhe irem dando condições de vida boa sem se esforçarem nada para o merecerem. Eram esses que nas campanhas eleitorais andavam atrás dos políticos, para depois lhe darem o seu voto ao politico que vissem que daria melhores benesses. Por isso é que já há muito que os políticos que governavam o nosso país, governavam com cerca de 20% dos votos de todos os portugueses

Mas foram as habilidades desses políticos que criaram as condições para que pudesse isso acontecer.

Disse ainda há pouco tempo um português bem entendido no sistema de governação portuguesa, que os deputados portugueses não eram mais do que um bando automatizado, que nada mais sabiam fazer do que se levantar e sentarem-se novamente.

E assim andou este país governado durante algumas décadas por essas criaturas que só pensavam em reformas douradas conseguidas em curto espaço de tempo, depois de terem andado a enganar os portugueses durante este tempo todo.

Os portugueses evoluíram muito, ao contrario da classe politica e governante, porque se essa classe tivesse evoluído algo, nunca teria cometido o crime que cometeu contra o nosso povo.

Neste momento, o nosso país e o nosso povo, os portugueses, estão numa fase de decisão pacifica, cultural e ordeira, em que o nosso país também vai sofrer a maior e mais rápida mudança que jamais se imaginaria que poderia acontecer.

Ou melhor: os políticos andavam tão cegos e tão absorvidos pela ganancia, que não imaginariam que isto pudesse acontecer. Mas muitos portugueses, assim como já o têm vindo a dizer desde há muitos anos, que face aos erros cometidos pelos políticos governantes, o nosso país e a nossa sociedade iria passar muito em breve por fortes alterações, mudanças e transformações.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Volta oa Portugal de hoje, de ontem e de amanhã










Foto Nº 1 Foto Nº 2 Foto Nº 3


Odete, acabara de concluir o bacharelato em educação física no ISEF. Meados da década de setenta, nas redondezas onde nasceu e se criou não tinha hipóteses de colocação.

Rumou à capital, mas passado pouco tempo vieram-lhe saudades dos pais e da Terra. Embora ela gostasse de dizer que nunca deveria ter nascido na terra onde nasceu, o desejo foi mais forte.

Quando dos dias mais pequenos, a camioneta levava um dia a lá chegar. Viagem maçadora. Recorreu ao amigo e conterrâneo Ricardo, com quem tinha travado conhecimento próximo já na capital, que de vez em quando também gostava de ir à terra com o seu automóvel, e este de boa vontade dispensou boleia.

Partiam cedinho pelas 06:00h para evitar as grandes filas (bichas) ao atravessar as localidades, só tinham 25 km de auto-estrada até Vila Franca de Xira. O primeiro teste à paciência era no Carregado, fotos nº 1 e nº 2 (pode ampliar foto clicando). Dali para a frente, cada localidade e aglomerado populacional era mais um teste à paciência com o pára e arranca. Mesmo Assim, Ricardo, com destreza e condução segura, fazia essas várias centenas de quilómetros em 6 horas. Por volta do meio dia lá estavam eles a almoçar na sossegada Santa Terrinha em casa da mãe de Odete.

Ricardo, era um jovem que depois de passar a sua adolescência a trabalhar na agricultura. também rumou à cidade e fixou-se na capital a trabalhar, ao mesmo tempo que estudava à noite. Jovem alegre e divertido, atlético, não passava despercebido às jovens namoradeiras.

Odete, era uma jovem que quando passava, deixava os homens a olhar para trás. A sua elegância, o seu porte fino com lindos e grandes olhos castanhos numa cara rosada davam-lhe um beleza rara e não resistiu ao porte atlético e simpatia de Ricardo, que começou a sentir algo mais por ele. Mas essas viagens acabaram depressa.

Odete tinha recebido uma cultura de classes e lutava entre o que já gostava de Ricardo e a diferença entre a criação dos dois.

Ela, criou-se no Liceu vestindo roupas de marca e se alguma vez passou por Ricardo nesses tempos, nem lhe chamou à atenção.

Enquanto que Ricardo nesses tempos quase nem tinha tempo para se divertir e roupas de marca nem sabia o que eram.

Agora, Odete gostava de Ricardo e começava a ficar um pouco perdida por ele e como não era parva, via em Ricardo um homem de futuro, mas o problema social começava a traí-la.

Deu a entender a Ricardo que estava disposta a sacrificar a diferença social entre os dois para o aceitar, mas não escolheu a melhor forma de dizer isto a Ricardo. Disse-o de uma forma humilhante para Ricardo, talvez involuntariamente, mas era a formação sócio/cultural/familiar que lhe dava essa forma de ver as coisas e a estava a trair.

Ricardo, embora não sendo vaidoso, mas tinha plena consciência da sua posição na sociedade. Já tinha viajado e vivido algum tempo no estrangeiro, por isso, sabia bem o chão que pisava.

Ricardo, embora já começasse a gostar de Odete, mas assim, achou que não estava ali a mulher da sua vida.

Odete conheceu outro homem, casou mas em breve haveria de fIcar com uma fIlha para criar depois de um divórcio.

Ricardo, concluiu o seu curso universitário e a vida profissional proporcionou-lhe condições sociais a nível de classe social que Odete nunca conseguiu.

Decorridas três décadas cruzaram-se novamente, mas agora a diferença social inverteu-se. Quando Ricardo quis falara de igual para igual com Odete, ela olhava para ele com a mesma diferença com que olhava trinta anos antes, mas agora olhava para Ricardo de baixo para cima.

O mesmo aconteceu com o cruzamento do Carregado, ao lado foto nº 3, está um cruzamento/nó de Auto-estradas em todas as direcções, abrindo os caminhos do futuro, que uma delas leva Ricardo à sua terra em metade de tempo de há trinta anos.

E, enquanto que esta viagem há trinta anos era uma viagem de cansaço, hoje é uma viagem de passeio e turismo. Tendo em conta também o automóvel de há trinta anos e o automóvel de hoje.

Em três décadas, mudam enormemente os tempos, a sociedade e as as condições





sexta-feira, 8 de abril de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã











Estas três fotos tiradas em Portugal, representam três épocas muito distantes do nosso país.

Pré-história, idade média e a idade moderna actual.

Temos ouvido dizer nos últimos dias (estamos a 08 de Abril de 2011) a algumas pessoas que o nosso país está a passar por uma situação que nunca na sua história tinha passado. Mas qualquer pessoa que anda atenta às mudanças no nosso país nos últimos tempos, ultimas décadas, sabe que essas mesmas pessoas que agora dizem isso, ainda há muito pouco tempo quando ouviam alertar para o que se estava a passar no nosso país, diziam que eram alarmismos exagerados.

Agora essas mesmas pessoas é que exageram, profetizando o abismo do país.

Não podemos comparar a era em que se construem torres gemias em pouco tempo, comparado com épocas em que para se construírem obras que na sua grandeza não têm nada e ver com as de hoje, e que levavam décadas e às vezes centenas de anos a ser construídas.

Hoje dispomos de ferramentas de elevadíssimo valor para repor de imediato a vida das pessoas ao nível normal - a avançadíssima ciência e as tecnologias.

O maior mal que hoje temos, é a pouca vontade de trabalhar que um percentagem bastante elevada dos portugueses tem.

Com as valiosas tecnologias de que dispomos, se essa percentagem de pessoas que se convenceu de que não precisaria de trabalhar para viver super bem, se fizesse uso dessas ferramentas, de imediato a situação de uma vida normal seria reposta.

Não vamos ter essa situação reposta tão depressa, porque ainda continua a haver muita gente convencida de que os seus esquemas malabaristas ainda hão-de perdurar.

Mas não. Não haverá mais lugar para poderem continuar a enganar os outros como o fizeram nos últimos tempos.

Continuamos a lidar no dia-à-dia com criaturas que a olhos vistos eles continuam convencidos que os seus sistemas de malabarismos continuaram a dar frutos.

Os frutos do malabarismo já estão podres. Simplesmente irão caindo, dia após dia até a árvore secar. Ficarão algumas raízes e provavelmente algumas sementes, que mais tarde tentarão ressuscitar.

Não é fácil prever o futuro, mas tudo indica que a falsidade cada vez terá menos hipóteses de singrar

As pessoas nos últimos tempos têm evoluído muito. E os que mais evoluíram, foram aqueles que procuravam a verdade. Aqueles que acreditavam que era possível uma sociedade mais justa, mais equilibrada, mais trabalhadora e responsável.

Os malabaristas, perderam-se nos esquemas, na esperteza, desprezaram a inteligência e agora estão encurralados a ponto de cada dia que passa menos sabem para que lado se hão-de virar. Mas estes só terão uma saída, é começarem a aprender a saber viver e lidar com a verdade. Não lhes vai ser fácil, porque eles nos tempos anteriores atacavam frontalmente a verdade. Viviam como: Feios, Porcos e Maus, sabujando no exagero da sua vida desmesurada. Não foi fácil conseguir viver por perto deles. Trouxeram-nos muitas arrelias, dissabores e por vezes grandes prejuízos, tanto morais como materiais.

Mas o reinado destes está praticamente a chegar ao fim, Por vezes já me deixo rir das reacções que eles já estão a ter. E tem mais piada porque eles não conseguem esconder, que ainda acreditam que o sistema deles continuará.

Não, não vai continuar e chegou a estes dias porque a paciência das pessoas normais foi sobre humana.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Nas minhas viagens - vá para fora cá dentro - início da década de noventa, passava eu junto a uma exploração agrícola, igual a muitas outras por este Portugal a dentro. Era Maio e meio da manhã num sábado, dia dos mais úteis para a agricultura, eu que o diga, vi à frente de uma exploração agrícola familiar típico do interior do país, um pai e dois filhos já adultos, quis parar o carro e eu e as pessoas que me acompanhavam dirigimo-nos a eles na intenção de comprar produtos alimentares de qualidade.

Meteram conversa connosco, disseram que tinham as máquinas agrícolas paradas, estavam à espera dos técnicos que vinham contar os animais e pagar-lhes para não trabalharem (palavras deles) iriam receber um subsídio que equivaleria ao que eles produziam, mas para não produzirem.

Dissemos-lhes se não seria um bocado desonesto isso. Eles responderam que havia quem fizesse pior. Nas redondezas havia alguns que deslocavam os animais de uns para os outros pela calada, para depois os técnicos contarem mais animais (estes animais eram contados várias vezes) e assim ficariam a receber mais subsídios.

Perguntámos-lhes se um dia não se viriam a arrepender, porque isto não podia durar sempre, eles concordaram, mas disseram que naquele momento não tinham outra saída senão aceitar o que lhes era proposto.

Decorridos 20 anos aí temos a resposta e o resultado. Um país a importar 70 a 80% do que consome, as pessoas que sabiam produzir ficaram velhas, os novos viciaram-se nos subsídios e o resultado de tudo isto está às vistas.

Por essa altura ouvi dizer a um conhecido professor de economia numa das universidades mais conceituadas em Portugal que o país com os subsídios começaria a cair e que só começaria a crescer quando acabassem os subsídios.

Mas não era preciso ter-se passado por uma universidade para se aperceber que aquela politica dos subsídios para as pessoas não produzir iria levar o país e a sociedade à ruína, à desgraça.

Nos meios urbanos aconteceu a mesma situação. Passaram a dar subsídios a quem não queria trabalhar, criaram-se exércitos de subsídio/dependentes, criando-se portanto o barril de pólvora social.

Qualquer cidadão bem pensante sabia que aquela politica de subsídios levaria o país e a sociedade à ruína.

O dinheiro para pagar esses subsídios saía dos impostos dos que trabalhavam e haveria de chegar o dia em que a coisa rebentava.

Quando alguém chamava à atenção dessa desgraça que se estava a generalizar, "os progressistas" ripostavam logo por vezes até com insultos, porque eram esses progressistas os que mais beneficiavam dessa politica.

Essas politicas aconteceram porque as fileiras da governação (agora aqui já é abrangente a muitos países europeus, embora mais em Portugal) foram preenchidas com indivíduos que não tinham preparação para tal responsabilidade.

Eram pessoas que se tinham formado entre quatro paredes e à pressa para ocuparem esses lugares porque o que era preciso era ir para lá e ocupar o lugar.

Depois mais tarde, muitos dos que iam ocupando esses lugares eram criaturas que tinham adquirido os seus diplomas de uma forma obscura, não tendo nem sequer preparação escolar, quanto mais a preparação prática e cientifica.

Qualquer pessoa que pisou o chão de uma faculdade por essas alturas, sabe como é que muitos conseguiam os canudos e eram muitos desses que depois iam ocupar esses lugares que deram aso ao que se passou, que nos levou a perder duas ou três décadas e agora temos uma sociedade super endividada, sem práticas e cultura de trabalho, viciados nos truques e números falsos, manipulação e empolamento de resultados.

Isto hoje em dia acontece já tanto nas empresas publicas como nas privadas, embora haja excepções. Ainda há algumas empresas privadas que se esforçam por trabalhar com números verdadeiros. Provavelmente também haverá empresas publicas que se esforçarão por trabalhar com números verdadeiros.

Mas calcula-se que só cerca de 30% das empresas em Portugal se esforçam por trabalhar com números verdadeiros, que são as que estão a aguentar o país.

Também se diz que cerca de 30% das pessoas não se deixaram corromper pela falsificação de tudo. A começar desde a família, passando pela escola e chegando à vida profissional. Também são estas pessoas que estão a aguentar a sociedade e destas partirá o futuro da sociedade.