domingo, 27 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




- Cascata da Quinta Real de Caxias - ( séc. XVIII )









- Biblioteca de Quinta Real de Cxias . ( séc. XVIII )








- Antigo Mosteiro algures na Ribeira de Barcarena




- Video entrada do Tejo no Oceano Atlantico








quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanha




A produção em Portugal não está de boa saúde. Nas ultimas quatro décadas, o ritmo de criar riqueza, não acompanhou a evolução da sociedade. A movimentação das pessoas, sem dúvida que passou a ser mais acelerada. A uma velocidade maior.
A globalização anunciada, deu todos os sinais para as pessoas se prepararem sem demora para a nova era. A era da competitividade
Na década de 70 do século XX, apesar dos fortes sinais para as pessoas se prepararem para a nova era, uma era de mais ritmo, de mais audácia, de mais mudanças rápidas, muitos foram os portugueses que se acomodaram à situação, desprezando a ideia de se irem preparando e actualizando.
Os que o fizeram, se prepararam, agora vão enfrentar com certeza com mais à-vontade, a forte mudança nestes próximos anos.
Mas esta mudança de quase 180º graus que já começou e se vai processar em pouco tempo, a forma como apareceu tão bruscamente, também se deve aos que não se quiseram preparar para os novos tempos.
Mas pior que isso, foram os que tentaram imprimir uma dinâmica no sentido errado. Ou seja, o inverso da realidade.
Numa parte da sociedade, numa parte das famílias, numa parte das escolas, depois mais tarde também numa boa parte das empresas, quer públicas quer privadas, passou a ensinar-se a falta da verdade e da ética. Passou a premiar-se a esperteza e não a inteligência, a "habilidade" e não o profissionalismo.
No inicio da década de oitenta numa aula, o professor insistia para os alunos lerem e relerem bem a Constituição da Republica, verem os direitos que lhes dava, Estes alunos já eram todos adultos e na escola da vida (estudantes trabalhdores). Um aluno disse ao professor: Se o país não estiver a criar riqueza, não adianta termos uma Constituição cheia de direitos.
No inicio da década de noventa, num seminário de profissionais, o orador dizia: Os políticos e governantes em Portugal, estão a criar uma sociedade convencida que todos têem direitos e ninguém tem obrigações.
E assim, se foi perdendo o verdadeiro ritmo de acompanhar com criação de riqueza, as necessidades dos cidadãos para se fazer uma vida condigna.
Em muitas empresas, passou a tolerar-se e muitas vezes até a promover-se a falsidade e a desonestidade no trabalho. Os números empolados. Os números falsos. Relatórios viciados que não correspondiam nada à realidade e necessiidade para a empresa continuar saudávelmente. As novas tecnologias, serviram para com honestidade, saber e profissionalismo, multiplicar várias vezes a produtividade por pessoa.
Mas também serviram para serem aproveitadas pelos desonestos e aldrabistas, fazerem muito melhor e com mais perfeição as suas falcatruas e malabarismos.
Todos os bem pensantes se lembram, que já no início da ultima década, quando já não havia dúvidas de que a breve prazo iria rebentar a bolha, e chamavam à atenção para os que continuavam completamente loucos a seguir pelo caminho errado, eles diziam que os que continuavam a enfrentar e combater a via da aldrabice, que eles é que estavam errados. Por vezes até tinham o atrevimento de mencionar figuras e Instituições mais conhecidas do mundo, que estes também faziam o mesmo.
Neste momento, esses indivíduos, embora já estejam mais serenos, mas ainda não se convenceram e continuam à espera de uma nova oportunidade para reiniciarem com força a via da aldrabice. Embora ainde se continue a praticar muita aldrabice na gestão e condução de muitos empresas.
A estrutura da humanidade não suporta isso. A estrutura da humanidade, para continuar saudavelmente, também precisa que pratique e seja conduzida de uma forma saudável.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Vão passar a aparecer pequenos vídeos instantâneos, de imagens captadas pelos locais mais diversos de Portugal

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Década de 80. Ao chegar à paragem da camioneta, estariam duas dezenas de pessoas à espera de apanhar o Auto-Pulman para fazer umas boas centenas de quilómetros.
Noémia, escolheu um lugar junto à janela. As muitas vezes que já tinha feito essa viajem lhe tinham dito que um lugar junto à janela e ao meio do auto-carro, era o melhor e mais seguro para viagens longas. Mas também já estava no último ano do curso. Nos quatro anos que já tinham passado, muitas vezes tinha feito esse percurso.
Percorridos 30 quilómetros, nova paragem, nova entrada de passageiros, mas não deu para lotar completamente a camioneta. Noémia tirou o livro que tinha colocado no banco ao lado enquanto arrumava a memória, para ficar livre para algum passageiro que entrava se quisesse sentar. Os passageiros viajavam e grupos ou casais e no lugar junto a Noémia ninguém se sentou. Agora, Noémia tinha pela frentes as centenas de quilómetros e aproveitava para ler e ir preparando a tese que teria para defender por esses dias a seguir. De vez em quando deliciava-se com olhares pela paisagem, pondo os pensamentos em dia.
Na segunda paragem, tinha entrado a família: mãe e duas crianças acompanhada pelo passageiro que não condizia nada com a mãe e as duas crianças. Estas, a mãe era raquítica, provavelmente causa de pouca comida com que foi criada. As crianças, também com sinais de raquitiquez menos acentuada, mas também não só por hereditariedade, mas também sinais de fraca alimentação. O acompanhante destas, homem trintão, alto e robusto, com entradas bem visíveis pelo corte de cabelo curto que usava.
Este sim, demonstrava que o seu corpo cresceu exercitando-se a puxar troncos de árvores e abrindo gáveas para plantação e extensão de vinhedos e oliveiras. Também não se teria criado com alimentação muito abundante ou bem nutrida, mas provavelmente andaria por ali um ADN ou Génesis fazendo o seu efeito.
Este passageiro, assim que entrou na camioneta, percorreu todas as pessoas com olhares escondidos atrás dos óculos verdes escuros de modelo já muito fora de moda, mas que eram os mesmos que durante as semanas anteriores usava quando se sentava sozinho na esplanada do Café da vila todos os dias a seguir ao almoço, que vinha da sua aldeia no seu Datsum 1200 antigo, para ali matar algumas horas frente a uma chávena de café que assim que ficava vazia, ele ficava ali horas seguidas a ver quem passava, até que se levantava em direcção ao carro sacudindo as chaves na ponta do dedo, talvez para chamar à atenção que tinha automóvel.
De regresso à cidade onde passava horas a fio de pé na rua a olhar constantemente para o relógio para ver quando as horas passavam, iria aproveitar na camioneta para mostrar aos acompanhantes, familiares talvez afastados, que ele era galã e com grande capacidade de arranjar rápido uma mulher.
Levantou-se do seu lugar, com espanto dos seus acompanhantes e vai-se sentar no lugar vazio junto a Noémia.
Noémia já se tinha apercebido que durante a viajem ele não tinha tirado os olhos dela. Mas ela tinha feito todos os possíveis para qualquer bom entendedor, não estaria minimamente interessada em olhar para ele. Ele não tinha capacidade de percepção para se aperceber destes sinais.
Ao sentar-se ao lado dela, estiraçou-se com o seu comprimento e largura, que teria sido talvez esta condição corpolenta que o levaria a ter podido ingressar na instituição que logo a seguir haveria de identificar.
O passageiro, começa a aproximar-se pouco a pouco de Noémia, ela toda se encolhia contra a janela mostrando-se incomodada e caladinha mas dando-lhe a entender que estava a ser importunada violentamente. Ele, cada vez se estiraçava mais para cima dela e de vez em quando olhava para quem tinha ficado no seu espaço e estes faziam comentários de que ele era de facto um galã à altura de conquistar as mulheres mais belas. Tanto se esticava para cima de Noémia, mostrou a arma que levava escondida à cintura e deixou-se identificar com uma uma instituição que ali a desprestigiou muito.
Noémia, vendo-se tão sufocada, não teve outra hipotese se não, aproveitar a paragem que a camioneta fez junto à inscrição secular ou milenar no rochedo, levamtar-se e aproveitando para ir ler as inscrições góticas exercitando o seu latim (ver foto) e ficar junto do motorista, fazer o resto de viagem em pé, comentando que ainda existiam homens pré-históricos nos nossos tempos.
Passados alguns dias, Noémia entrava na Reitoria da Aula-magna de sua Faculdade, vê o homem fardado que habitualmente circulava por ali dando protecção aos automóveis no parque de estacionamento. Mas este chamou-lhe à atenção. Fixou-se na cara deste e ele virou a cara à procura de um buraco no chão para se enfiar por ele abaixo!........ Era o homem que a tinha incomodado tanto naquela viajem.....



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

os constantes alertas para as alterações que a sociedade portuguesa esta a sofrer demograficamente, não deixa de preocupar a muita gente.
Em 1970 a população portuguesa aproximava-se dos 10 milhões de habitantes. hoje inicio de 2011 ronda os 10 milhões e meio.
Nestes 40 anos, houve alturas em que houve grande movimentação de: emigração, migração e imigração.
Mais preocupante para a sociedade, é que hoje ao entrar na 2ª década do século XXI, a percentagem de jovens em relação ao total da população é muito baixa. E assim, não dá sustento demográfico saudável para o futuro.
Quando falamos com pessoas dos 20 aos 30 anos, verificamos que a forma de ver a actual sociedade e a sociedade do futuro, é muito diferente da, como os jovens na década de setenta do século XX viam a sociedade.
Os jovens da década de setenta, raros eram os que passavam os vinte anos de idade e ficavam em casa dos pais. Eles faziam-se à vida. Uma grande percentagem desses jovens, formavam-se nos seus cursos e já a trabalhar. Poupando portanto, essas despesas aos pais. Fazia parte da cultura dos jovens da época, ter uma cultura de trabalho. Viajavam, queriam conhecer outras terras, outras gentes, outras culturas. E assim, se formaram.
Os jovens de hoje, uma grande percentagem mantém-se dependente dos pais até aos trinta ou mais anos.
Há dias assisti a uma conversa entre três pessoas:
Um jovem de 25 anos, um jovem de 35 anos e um adulto de 55 anos (pensando em termos de como é hoje vista a idade dos jovens).
O de 25 anos dizia todo aborrecido e descontente, que quando fez 18 anos, o pai lhe tinha oferecida a carta de condução, o carro e lhe dava dinheiro para a gasolina, mas agora já não lhe dava dinheiro para a gasolina.
O de 35 anos, respondia-lhe que se devia dar por sortudo, pois quando ele fez 20 anos, o pai dele tinha-lhe oferecido a carta de condução, metade do dinheiro para comprar o carro e nunca lhe tinha oferecido dinheiro para a gasolina.
O homem dos 55 anos, ao ouvir essa conversa disse-lhes: Eu, aos 20 anos saí de casa dos meus pais, quis mostrar a eles que eu era homem para a vida, procurei trabalho, acabei o meu curso trabalhando e estudando, com o dinheiro que ia poupando tirei a carta de condução, depois comprei um carro e convidei os meus pais para ir dar um passeio no meu carro e ficámos todos felizes.
Depois casei-me, tive filhos, mas ensinei-os a seguirem os passos do meu socesso.
Hoje temos a sociedade destas três gerações: os que se esforçaram para vencerem por eles próprios, os que precisam de alguma ajuda para fazer face à vida, e os que dependem quase 100% para ir vivendo. Independente da idade de cada um.
Por isso que há quem diga: que na década de setente, trinta por cento dos jovens desprezavam o trabalho e setenta por cento procuravam o trabalho.
Hoje invertem-se as situações: trinta por cento dos jovens procuram o trabalho e setenta por cento desprezam o trabalho.
Mas também já vemos hoje, que alguma coisa está a mudar. Verifica-se que há jovens e sobretudo adolescentes, que se estão a preocupar com a situação demográfica da actual sociedade.
Há dis estava eu num almoço com cerca de 20 pessoas, todos na idade de terem filhos adolescentes e como os filhos presentes eram muito poucos, alguèm comentou a situação: só dois casais é que tinham a dois filhos. Os restantes só tinham um filho por casal.
Uma adolescente de 14 anos, que era filha única, estando atenta à conversa, disse: eu quando me casar quero ter vários filhos!....
Os jovens adolescentes de hoje têm plena consciencia de que para haver uma sociedade de futuro com sustento demográfico saudavel, alguma coisa ou muita coisa tem de mudar na forma de pensar e gerir a sociedade??????????

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Junto a um pequeno riacho, bem no meio do interior de Portugal, esta turista viandante que teria vindo ali duma aldeia não muito longe, aproveitando para gozar umas férias depois de um ano exausto, ao ver uns metros de relva, não perdeu temp a aproveitar a frescura para amaciar o calor que abrasava por volta dos 40º célsius e também para amorenar a sua pele branquinha no seu quase total corpo, que raramente teria visto sol assim de uma forma tão completa.
Em 2010, aldeões e aldeãs, passavam e só olhavam de soslaio. Há trinta e cinco anos, as mesmas pessoas que passavam, não admitiriam isto. Considerariam um escândalo e uma afronta à moral das suas terras.
Tentei aperceber-me se haveria comentários de quem passava, mas as pessoas que passavam eram fortemente rurais, não estando habituadas a ver corpos semi-nus assim só num pequeno espaço de relva à beira de uma passagem de pessoas rurais, expostos a apanhar banhos de sol.
Mas tanto de homens como de mulheres, não ouvi mais do que pequenos e baixos resmungos e só de alguns.
Quer isto dizer que aceitavam plenamente a liberdade desta viandante de querer tirar o melhor proveito da natureza. Quer isto dizer, que as nossas gentes nos meios rurais, nas últimas décadas tiveram a sua evolução positiva.
Há trinta anos, nesses mesmos meios rurais, bastava que uma jovem fosse para a ribeira e levantasse a saia até ao meio das coxas para se meter na ribeira e fosse vista pelas mesmas pessoas, já era falatório na aldeia. Com alguma sorte não ficaria rotulada.
A sociedade portuguesa, nas últimas décadas sofreu uma grande mudança, quer em termos de pensamento, quer em termos de costumes. Embora a mudança e evolução não tenha sido equitativa relativamente a todas as classes sociais.
Tendo em conta as três classes mais faladas: classe alta, classe média e classe baixa, embora tenham surgida classes sociais que foram criadas de uma forma rápida, não se sabendo muito bem de onde vieram, uma nova classe dominante apareceu.
Todas as classes sociais de hoje não são as mesmas de há trinta anos. Mas a classe média é muito diferente da classe média da há trinta anos, sendo esta a que mais evoluiu.
A nova classe que surgiu, classe politico-intectual, esta classe foi criada com muita pressa e forte procupação para não deixarem fugir o poder. Não se preocupando em cimentar e solidificar as bases culturais e do conhecimento. Assim, ficou uma classe social-pseudo-cultural e semi-analfabeta.
É esta classe que agora se movimenta nos corredores do poder, que está a pôr em causa a estabilidade do futuro de toda a sociedade.
Resta a nova classe méda que foi emergindo, em parte vindo da classe baixa, mas aqueles que não se preocuparam com atingir o poder a todo o custo, mas sim prepararem-se para a vida. Estes entenderam e souberam interpretar melhor os sinais de mudança. Souberam ver que o futuro que se aproximava traria nudanças muito mais profundas de que outras classes pensaram. Eles tinham o exemplo dos seus pais e do meio de onde vieram. Juntaram-no depois à cultura e saber que foram adquirindo através das escolas e universidades que frequentaram, juntamente com a escola da vida.
E será esta classe social a vanguarda da futura sociedade.