sábado, 7 de dezembro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Se percorrermos o nosso país com atenção, vemos que há varios portugais. País só há um, mas as formas como o nosso país se tem desenvolvido nas ultimas decadas, são várias.
Se entramos em determonadas zonas ou regiões, ficamos com a ideia de que estamos num país em franco desenvolvimento. Vemos as pessoas a deslocarem-se com rapidez e agilidade. Não vemos ninguém sentado nas esplanadas à espera que o tempo passe. Mas ao passar por certas zonas, vemos nas horas de laborar os cafés e bancos de jardins cheios de gente de todas as idades sentados a qualquer hora do dia.
Recentemente, disse uma pessoa em televisão, qua a localidade onde ela vivia 65% viviam de reformas e subsídios, fez questão de dizer que muitos dos habitantes dessa localidade, com cerca de 10.000 habitantes, eram pessoas com menos de 40 anos, manifestava-se reidosamente contra quem governava por estar a retirar esses subsídios a essas pessoas que viviam dependentes dos subsídios.
Recentemente, vimos também pessoas empregadoras, de rigiões diferentes do país: um era do Algarve, um era do nordeste do país, outro era do noroeste do país dizer que para preencherem os  postos de trabalho das suas empresas precisavam de ir aos paises estrangeiros buscar trabalhadores, referiram mesmo os países a onde iam recrutar pessoas: a Marrocos e à Roménia. Lamentavam-se, por vezes eram pessoas que não percebiam uma palavra de português e isso dificultava a laboração nos locais de trabalho.
Ao percorrer o país deparamos com comiccios apregoando politicas sociais que só promentem facilidades e regalias, exclusivamente à procura do voto.
Dedpois de estar no poder, para cumprir com algumas das promessas, endividam o país para os vindouros.
Isto já está a custar caro aos portugueses e ainda vai custar muito mais cara às gerações vindouras.
Os progressos que vemos por este Portugal fora, deve-se a alguns governantes, por vezes locais a às gentes dessas regiões que vão resistido às influencias negativas, continuando com as suas ideias certas.
Por isso, não nos admiremos de ver desigualdades, pois elas foram e estão a ser provocadas ainda por governantes que só apregoam as facilidades, que é para bem delos próprios esses governantes.
Mas ao viajar pelo nosso país, também vemos sinais muito claros de um futuro próspero, mas para aquerles que se autopreparam para criar riquesa, sem se deixarem iludir pelos vendilhões do paraiso fácil. Em vez disso, teremos um Portugal moderno, próspero e para o futuro.
Em Portugal, antes da falir a economia, faliu a forma de gestão e criar riquesa que foi aplicada e ensinada nas ultimas décasa, que estes efeitos vão perdurar por mais algum tempo, enquanto não se corrigir esse malaficio.

sábado, 23 de novembro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Será uma sociedade descontrolada?..
Joana, teve a sorte de ser uma adolescente a entrar na idade adulta, quando do inicio da democracia em Portugal.
Levada pelas ondas da euforia, não resistia a quando estava nas aulas e passava uma manifestação pela rua abaixo, abandonava de imediato a aula e corria para a manif. Estaria ela a preparar um futuro risonho?.. o futuro o dirá....... passou por ocupação de escolas, saneamento de professores, autogestão da escola, mas ia conseguido exames e passagens administrativas, conseguindo o propedeutico rapidamente quase sem frequentar as aulas, tinha mais dias de luta pelos direitos de cidadã que a Constituição lhe haveria de dar, do que de aulas ao fim do ano.
Não tardaria a ser mãe solteira, as aventuras das reivindicações colectivas e noitadas, assim lhe o proporcionaram. Tinha agora um excelente pretexto para reivindicar todos os direitos que a constituição lhe consagrava e não perdeu tempo a isso.
Dava-lhe direito a uma habitação social e haveria que consegui-la. Teve sorte, porque iniciaram-se construções de bairros sociais, que haveriam de dar casa para todos aqueles que soubessem manobrar papeladas, e Joana já tinha experiência nessas andanças. Assim, Joana estava plenamente convencida que também conseguiria uma casa, pois se havia tanta gente que até tinha melhor situação que ela e estava a conseguir casa dessas, porque é que ela não haveria de conseguir!...
Chegou a vez dela, recebeu a casa em condições inesperadas, nem queria acreditar!... agora sim, agora já tinha uma vida digna, funcionária publica com o ordenado a subir todos os anos, só era preciso ir fazendo umas greves e pretextos na rua para que o seu ordenado fosse cada vez aumentando mais.
O filho cresceu, também tirou uma licenciatura nas universidades modernas que no entanto já desapareceram, mas é uma licenciatura que não deu muito trabalho, assim que fez 18 anos, a mãe ofereceu-lhe a carta e o carro novo. Andou de capa e batina durante três anos mas valeu a pena.
Nova oportunidade de vida se lhe deparou, o novo conceito de uma classe social jovem aparecia, ter casa numa das zonas modernas era um novo conceito de sociedade superior. Joana compra-lhe casa ao filho nessa zona previligiada e agora o filho de Joana pertence à classe mais superior.
As lutas que Joana travou pelos seus direitos valeram bem a pena. Mas será que esta classe aparecida vinda destas situações terá um futuro risonho?................. o futuro o dirá...... por isso, eu questionei no inicio desta crónica, se será uma sociedade descontrolada.
As fotos, uma representa o bairro social moderno que foi construído com dinheiro de todos os contribuintes que tiveram de pagar a construção dos bairros sociais e depois andar a vida inteira a pagar a sua própria casa,  outra representa o bairro de luxo da sociedade descontrolada, a outra representa os reivindicantes da rua no seu dia à dia fazendo muito barulho para conseguirem o que queriam.
 
 




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




A ilusão do Sol antes de nascer, da aurora boreal e o salto no escuro até à ilusão citadina, foi completa.
João e Maria, enamoraram-se ao cruzarem-se na apanha dos frutos. Ele já tinha alguns anos de cidade. Tinha ingressado nos que partiram à procura de vestir uma farda para ter o futuro garantido sem sobressaltos. Não era preciso saber-se muito, era preciso viver descansado sem sobressaltos. Ela nunca tinha visto uma cidade. Era tradição da família as mulheres preservarem a sua honra, e para isso, não podia haver viagens à civilização avançada antes do casamento.
Após casamento, não conseguiram evitar a partida para a cidade, pois era ali que estava o seu sustento. Na aldeia deixaram as alfaias da lavoura e os animais que seus familiares viveriam destes.
A inveja dos que ficaram não resistiu à tentação de atirar-lhes com piadas de partida para a cidade, que na cidade até os feijões haveriam de contar!..
Eles, levaram isto a peito e não perderam tempo em procurar formas de aumentar o parco ordenado único que lhes vinha no fim do mês.
Procuravam todas e qualquer forma de ganhar dinheiro para mostrar a quem lhes disse que até haveriam de contar os feijões, que afinal até viviam abastadamente. Quando iam à terra não se escusavam de mostrar sinais exteriores de riqueza e seus conterrâneos também não se deixariam enganar com o proverbio - nem tudo o que reluz é ouro!..
Cada vez encontravam mais formas de aumentar os proventos familiares, fosse lá de que forma fosse e os sinais exteriores de riqueza não paravam de aumentar, mas a ilusão quando começa a ser grande fica cega e aconteceu e mais uma vez o proverbio popular se aplicou - tantas vezes vai o cântaro à fonte até que um dia lá fica a asa.
As fotos ilustram a passagem deste casal: abandonaram as alfaias agriculas, não resistiram aos encantos-ilusão da aurora boreal e partiram para o meio citadino, em vez de se prepararem para viver no meio citadino e depois progredirem de acordo com as suas possibilidades com os pés bem assentes no terreno que podiam pisar, não, deixaram-se iludir com os brilhantismo sem fim, passando pelo vazio isolamento.
Não foi só um casal, foram muitos.
Regressam pensativos, revoltados e querendo-se iludir, agora já voluntariamente iludindo-se que a culpa foi sempre dos outros, querendo continuar a iludir os seus conterrâneos que eles estão inocentes, que fizeram isso para fazer bem aos outros, mas os seus conterrâneos mais uma vez não se deixam enganar, embora só pensando e não falando. O fim foi o regresso ao isolamento impensável.
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

o




















Os primeiros "acordes" começam a aparecer. Frequentou durante vários anos a universidade, não era muito importante ter o canudo, rica já era, a beleza dava-lhe sorte, só precisava de aparecer nos eventos.
Aparecia sempre em carros gama média mais e em geral aparecia sozinha, de vez em quando lá trazia uma amiga.
Pertence à geração de filhos únicos, agora que já dobrou os 35 já despertou. Começa a falar no colapso da Europa. Também gostava de por escassos minutos participar em conversas de copinho na mão, mas se alguém falava em chamar à atenção para a realidade do que vinha acontecendo na Europa desde há muitos anos, ela sorria com desdém, virava as costas e ia-se juntar a outro grupinho. Para ela isto eram conversas fúteis.
Filha de empresário de "sucesso" o que o pai dissesse, era o que estava certo, só que seu pai não ganhou o dinheiro que tinha a prever e investir no futuro!..
Ela representa quem ainda não acreditou no que está a acontecer em muitos países da Europa e particularmente em Portugal. Hoje a realidade só não a vê quem na realidade não a quer ver, que vai pagar muito caro por isso. Começam agora a primeira travessia do deserto, até conseguirem ver a mudança que terão de fazer. Depois, quando já não tiverem outro remédio se não aceitar a realidade, então vai ser outra travessia até chegarem à terra prometida.
Aí, então, irão refazer a vida com a grande lição que levaram por terem sido tão resistentes à mudança que se lhes deparava escancaradamente à sua frente.
Fechavam os olhos ao passado, só querendo ver o futuro sem passado. Provavelmente não sabem que para entender o futuro é preciso não esquecer o passado.
Também há quem diga que para prever o futuro é preciso estudar o passado.
Ora houve algumas gerações recentes que tentaram apagar de todo o passado e se alguém falava no passado à sua frente, era o suficiente para abalarem logo. Talvez tenham herdado ensinamentos e pensamentos e aqui sim de um passado que eles não rejeitaram e até acarinharam que era: não escutar quem tivesse mais de 35 anos. Nem conseguiram prever que um dia eles também teriam mais de 35 anos.
Hoje, essas gerações que beberam esses pensamentos, já estão e vão continuar a pagar caro esses ensimaentos que receberam.
O futuro próximo está claro como a água cristalina para quem tem estado atento ao presente sem esquecer o passado, pois o actual já vinha sendo avisado há muito tempo e o futuro mais próximo é claro.
As fotos representam o actual e o futuro que eventualmente poderá vir para algumas pessoas que não estiveram atentas ao presente, não esquecendo o passado e olhando para o futuro.
 
 







 





segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


                                                                                     O INVERSO DAS GERAÇÕES

 

A Europa iniciava uma fase que viria trazer para sempre mudanças profundas.Ele, partira com a mochila às costas. Nessa data, mochilas só os militares, porque se um civil pensasse usar uma mochila, seria dado e tratado como maluco.Quando o barco avistou terra na região de Le Equitene, José, dançaricou de um lado barco para o outro. O barco haveria de aportar em La Rocheille.Seus familiares, ali para os lados da Beira Alta, ter se iam despedido dele, talvez para sempre. Porque partia para uma Guerra fratricida. Eles, ali pelas planícies da Normandia, morriam aos milhares e eram carne para canhão. Este foi um dos poucos que se safou. A dureza das terras da Beira Alta não lhe tinham deixado grandes saudades. Após os seus tempos militares, optou por ficar à procura de uma vida melhor, ali pelos lados du Loir.Mais acontecimentos haviam de marcar a época. O início da Revolução Soviética, as aparições em Fátima.José (agora Josef) que quando partiu da sua terra, não sabia uma única palavra em francês, bem à maneira portuguesa, não tardou em se adaptar às rudes palavras do Agricultor francês que lhe deu trabalho. Le baeuf, no seu pensamento continuava a ser a vaca, igual à que tinha deixado na sua terra. Os utensílios já eram um pouco mais evoluídos e sofisticados do que aqueles que tinha deixado pelas terras do Sabugal.As únicas palavras em estrangeiro que ele conhecia antes de ter partido, talvez despedido para sempre, foi quando pelos seus 18 anos, numa arrojada aventura se deslocou a Vilar Formoso e correndo sérios riscos, tentou por entre os pinheiros atravessar a fronteira e percorrer algumas centenas de metros paralelo à Raia Seca (Linha de Fronteira) e penetrar em Fuentes de Oñoro para comprar uma caixa de pitilhos (cigarros).
Ali, a tratar dos animais e de volta das alfaias agrícolas nas margens e Vale do
                                                                                               Loir, mesmo que tivesse conseguido fixar as poucas palavras

                                         Vallée du Loir

 

 que foi obrigado a balbuciar em Fuentes de Oñoro para conseguir pedir os pitilhos, não lhe serviriam para nada. Mas ele continuava a descobrir um novo mundo. A sua terra não lhe saía do pensamento. Quem sabe, talvez um dia pudesse voltar a vela.
Dias, meses e anos passavam, já se ia entendendo com aquela linguagem desconhecida. Já começava a ter umas saídas autorizadas pelo patrão, ou marché a quem cumprimentava já com um bonjour e se despedia com um merci.
Continuava a alimentar o seu ambicionado e legitimo desejo de vir buscar uma beirã da sua terra, para formar família, mas as dificuldades eram enormes, quer impostas pelo seu patrão, quer pelas burocracias fronteiriças que o assustavam e o aterrorizavam e assim, lá continuava ele cada vez se adaptando aos ares neblinais e sol do meio dia do Loir passando por entre as torres dos Chátaus que ele admirava bastante e até gostava de ver mesmo nos dias em que estavam todo o dia encobertos pelo nevoeiro.
A empregada du marché, que não era muito bem tratada pelos seus patrões, rapariga para os vinte e poucos anos, quase tantos como ele, perdeu o complexo do estrangeiro desconhecido deixado pela guerra e talvez sem família na sua terra desconhecida que ninguém saberia onde seria e passou a responder ao seu bonjour.
Não queria de forma alguma, admitir que dentro em breve não viria matar saudades da sua terra, pois já que Deus e o destino o tinham poupado aos canhões e em vez de estarem os seus ossos a apodrecer na vala comum, continuava a viver a vida em plena saúde e com objectivos de vida.
Para ele o casamento só faria sentido se fosse com uma mulher virgem e essa garantia só as da sua terra. Essas sim, porque com saias de burel e até quase aos pés, todas iriam à Igreja com ramo de Laranjeira, salvo alguma mais atrevida e espevitada que quando a guardar as ovelhas nas encostas da Serra Estrela, se enamorava de um pastor e aí as hipóteses de fecundação se iniciavam antes do casamento.
Josef, ia sabendo que a garçonne du marché já tinha tido vários namorados, mas começava a aceitar que em França era assim.
Foi ali que acabou por ficar e dar o nó com esta. Cada vez mais teria de aceitar a nova sociedade que estava a adoptar. Vieram filhos, a idade ia avançando e as esperanças de voltar à sua terra natal começavam a desvanecer-se. Nunca mais viu as terras que o viram nascer.
Novos tempos vieram e os seus descendentes deixando o Vale du Loir e rumaram em direcção a Paris. O oposto da terra de son père
Passados tempos, nova Grande Guerra surgiu e a família foi-se perdendo com os tempos e novas modernidades, os horizontes de Portugal para algum descendente desta família diluíram-se.
Novos tempos, novas mentes, novas possibilidades vieram.
O Maio de 68 veio transformar por completo a sociedade francesa e em parte também a de todo o Mundo. Um casal desta família, construtor civil, da classe média francesa, com uma vida sem problemas financeiros, criava os seus dois filhos, um rapaz e uma rapariga, com tudo o que a juventude francesa da década de setenta e oitenta ambicionavam.
Estudos, começar a viver a vida em pleno e cedo, Universidade, passeios, viagens, e gozar la vie. Amour libre
A preocupação com o futuro não era grande. Son père èra riche, ainda tinha muitos anos para viver, logo não faltaria sustento
Ele, rapaz, acabaria por finar na droga.
Ela, rapariga, parou e pensou na vida.
Catherine bateu os trinta. Já tinha corrido meio mundo. Veio-lhe à memória a sua descendência de Portugal. Já toda a gente da família tinha esquecido Portugal.
Mete-se num le tren e vem por aí a baixo até ao Algarve. Já com alguns dias de Algarve, começa a balbuciar algo de Luso, conhece um lusitano e começa a desfiar o rosário da vida dos seus antepassados.
Ao mesmo tempo, ela própria não perdeu tempo. Quis deixar logo sangue do deu sangue e dá início a um descendente directo lusitano.
Descobriu e conheceu os descendentes dos seus antepassados, fixando por cá arraiais. A ligação com o progenitor do seu rebento não foi muito duradoura. Cansou-se de terras lusas, entregou o rebento à progenitora do progenitor do seu rebento e regressou a terras gaulesas. Mas de vez em quando, cá vinha visitar terras lusas e o seu rebento. Le tren, parte du Paris, Gare Montparnasse, a viagem criou cansaço e stress. Stª Apolónia continuava distante, mas cerca das 23:00h, le tren começa a abrir as portas já em Sta. Apolónia
Catherine não esperava que lá estivesse alguém à sua espera, pois não tinha avisado os seus “primos” de Lisboa de que vinha. Mas mal poisou um pé fora da porta do comboio, alguns olhos, corriam muito rápido as portas todas.
Estavam em pé, ali por perto e quase encostados às paredes. As bifffas estavam chegando e poderia haver alguma que desse um pouco de sorte e desse jantar e dormir de borla. Rápido Catherine, Rcruza os olhares com um deles. Quase não houve palavras. Catherine ainda não dominava muito bem o português e Kambo José, de francês, népia!Um bocado desconfiados, um com o outro, lá partiram de táxi em direcção às colinas da cidade.
A campainha da porta do prédio toca, anuncia lá para cima que é a prima de França e vem acompanhada pelo namorado. Um bocadinho de alegria surge nas suas primas. A prima de França traz namorado e vão ter um bocadinho da noite para treinar o seu francês e conhecer esse novo namorado. Generalizava-se a alegria, pois só era preciso meter mais algumas sandes no saco para levar para a praia no dia seguinte, que era Sábado e já estava programado para ir iniciar a época da praia à Costa da Caparica. Haveria com certeza dois lugares no carro e mesmo carros na família não faltavam, se fosse necessário levariam dois carros. O elevador chegou ao 8º andar, a porta abre-se e a prima francesa sai sorridente com a sua pequena mala na mão. A seguir vem o seu companheiro de braços estendidos ao longo do corpo e nada nas mãos. Embora se fizesse envergonhado, na realidade ele não vinha nada envergonhado, já tinha experiencia naquelas andanças e já sabia bem como comportar-se para que o seu intento resultasse. Primos e primas de Catherine, cumprimentaram Kambo com sorriso (embora amarelo) pois tinham que dar uma de bom portuguesismo anti-racismo e civilização, sendo nós um povo multirracial que deu novos mundos ao Mundo, haveria que dar o exemplo.
Não foi preciso apontar-lhes os sofás, e Catherine, respondendo às primeiras perguntas, questionou logo se podiam tomar um duche e Kambo fosse primeiro. Convinha ela ficar a preparar a recepção do casal, que se avizinhava uma noite em cheio. Alguém, já não lhe começava a escapar qualquer desconfiança, pois Kambo quase não falava, só acenava: sim ou não, e alguma palavra que lhe foi arrancada, respondeu num português/africano. Ainda quiseram pensar que seria ele que estava a querer ser simpático, querendo falar português com os primos de Lisboa e ao mesmo tempo que se iria treinando no português para o futuro enlace, mas também não era bom da parte dos primos, estar a haver antecipações. Deram a entender que estavam um pouco cansados e durante o dia quase não tinha havido tempo para comerem. Era um convite a que lhes fosse preparada uma boa refeição e para irem de seguida para a cama. Mais uma vez, a boa cultura à portuguesa não se deixou ficar mal e foi-lhes servida uma boa refeição.
Os primos e primas portugueses, não tiveram muito tempo para treinar o seu francês. As primas, jovens adultas solteiras, cultas, ainda quiseram aceitar um conto de fadas, mas uma que já era casada, ela e o seu marido, imaginaram logo a tramóia, e não se enganavam. As visitas já tinham sido bem recepcionadas, a barriguinha bem cheia e a próxima etapa era ir para uma boa cama e passar uma bela noite de sexo.Levantou-se um bocadinho mais cedo do que o previsto, pois havia que fazer mais umas sandes para levar para a praia, para o casal que se juntou à família.Mal fez algum barulho em casa, sente logo abrir a porta do quarto dos “primos franceses.” Era Kambo, perguntou-lhe se queria ir à retrette. Kambo olha com cara de querer saber o que ela quereria dizer. Ela corrigiu - casa de banho. Kambo disse logo que sim e que seria rápido.Foi de facto rápido e dirige-se para a porta da rua e diz que só quer sair para a rua. Ela perplexa, começa a confirmar o que ela e o seu marido já quase tinham a certeza. Kambo José, sai com pressa mas com paciência, chama o elevador, entra, desce, sai para rua e desaparece.  Catherine, não se mostrou preocupada. Era uma prática normal da sua geração. Porque não também em Portugal? Ela até gostava de Portugal e dos portugueses. Quando viajava de automóvel por Portugal fora, costumava dizer que Portugal nesse momento, lhe fazia lembrar a França de há vinte anos atrás. O país estava todo em obras. Portugal atravessava a era da construção das auto-estradas de Ferreira do Amaral. Seus pais, casal reformado mas ainda relativamente jovens, e com uma boa reforma, começaram também a vir visitar os seus descobertos primos de Lisboa pela sua filha. Mas quem os fazia viajar para este país, era o seu único descendente, que sua filha quis vir conceber e nascer no Portugal dos seus antepassados. O filho, tinham-no perdido desastrosamente. A filha já lhe tinha dado um neto e provavelmente seria o único com que ficariam.
Não tinham muitos conhecimentos sobre Portugal. A mulher do casal, que era a descendente do homem que partira de terras da Beira no inicio do século XX e deixou descendentes em França mas esses quase que deixaram apagar por completo essa ligação a Portugal, viram agora reavivar as ligações, depois de o Mundo ter mudado tanto, as distancias serem mais curtas. O rebento que a sua filha veio colocar no Portugal dos seus antepassados, fez com que este casal passasse a vir com frequência a Portugal, onde a sua descendência se mudou de França para Portugal.
Ele, marido do casal, que teve que aprender o português indispensável para andar por cá, não era muito do seu agrado vir tantas vezes a Portugal, mas sua mulher que era a descendente de Portugal, parece que cada vez ficava mais presa a Portugal, se por ter cá o único descendente ou se por ter tido a oportunidade, dada pela sua filha, de se ligar aos antepassados que já considerava perdidos.
Mas as saudades de Paris eram muitas. Entrava ele na Estação do Metropolitano das Picoas em Lisboa, dá um olhar de espanto e confusão, era de noite, ainda quis pensar que estava em Paris. A entrada desta estação, confunde-se com as do Metropolitano de Paris. É igual às de Paris. Foi uma oferta do Metro de Paris ao Metro de Lisboa. 

 

 

 

sábado, 19 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã












 
 
 
 
 
Caminhava pensativamente, vai-se lá saber porquê, enquanto o outro fazia uma revisão de toda a sua evolução, já tinha vivido os seus trinta anos e estava satisfeito pelo desempenho do seu papel na sociedade. Cumpriu os três quartos da sua vida a lutar e produzir para o semelhante, mas mesmo assim, interroga-se se não poderia ter feito mais?.....agora tem mais 10 anos de vida e é para organizar e pôr tudo no seu lugar, para que não venham alguns entendidos e desfaçam o que ela construiu, sabe-se lá!?....
O outro, agora com oitenta anos, ainda vai fazendo qualquer coisa, mas também razoavelmente satisfeito, porque aos 10 anos, após ter terminado a escola primária, começou a pensar na vida, aos 14 começou a pensar como rapaz e aos 16 começou a pensar como homem. Mas pediu desculpa ao seu antepassado por ter passado tanto tempo a brincar.
Pede desculpa também ao seu antepassado, por não lhe estar a dizer tudo. Porque o homem moderno, uns poucos fazem tudo, ou melhor, pensam que estão a fazer tudo o que é necessário fazer; satélites, comprimidos que mantêm o homem moderno capaz de trabalhar até aos 80 anos.
Só que depois os outros não entenderam bem!.. e, então o que é que pensaram: se a longevidade aumenta, vamos prolongar a nossa adolescencia até aos 40 anos e depois trabalhamos. Daí, vermos com frequência homens de 40 anos com atitudes de adolescentes. Quando chegou aos 40 anos pensou que ainda se podia divertir mais algum tempo. Aos 45, viu que muitos dos seus contemporaneos já andavam a tratar dos papeis para a reforma e então pensou! eu tenho os mesmos direitos que eles!.. se assim é, vou já meter também os papeis para a reforma. Se me prometeram o paraíso, porque é que não o hei-de aproveitar?..
Ah... esqueci-me de trabalhar...... mas quando andava na faculdade o professor dizia-nos para estudarmos bem a constituição e vermos os direitos que tínhamos e lembro-me bem que lá na constituição está bem claro que: todo o cidadão tem direito à necessidades básicas para viver condignamente e viver condignamente no nosso país é ter direito àquilo que é necessário para viver e o que é necessário para viver em neste país é ter tudo o que é necessário para se viver bem. E a ciência tudo resolve.
Mas os que nascerem depois de agora, vão ser cidadãos diferentes. Começam a brincar mais cedo, a estudar mais cedo, a serem adolescentes mais cedo, a serem homens e mulheres mais cedo, a trabalhar mais cedo, a descontar mais cedo, a casar mais cedo e aos quarenta anos olham para trás e vêm obra já feita, porque começaram brincaram mais cedo, estudaram mais cedo, namoraram mais cedo, trabalharam mais cedo,  casaram mais cedo, tiveram filhos mais cedo, porque deixaram de ser adolescentes mais cedo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
















 












 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

 Trabalhadores da agricultura, vêm de todos os cantos do mundo para ocupar os lugares vagos e que, os produtos precisam de ser apanhados.
Os trabalhadores europeus e em particular os portugueses, porque é de Portugal que estou a falar, dizem que não têm emprego, pois têm preferido ir para o desemprego ou reforma antecipada, dizem (diziam) eles que assim ganham mais (ganhavam!!!).
Percorrendo o nosso país, é ver nos campos de agricultura trabalhadores do Nepal, do Vietname, do Bangladech, para não falar dos trabalhadores que vieram do outro lado do Mediterraneo ocupar os lugares que ficaram vazios deixados pelos subsídiodependetes locais.
Há cerca de meia dúzia de anos, uma jornalista espanhola traçou o retrato triste e preocupante deixado pelos milhares que abandonavam os postos de trabalho para irem para os rendimentos de inserção social e desemprego, (subsídios) que depois, para os produtos agricolas não ficarem a apodrecer na terra, os agricultores tiveram de atravessar o mediterraneo a recrutar mulheres do outro lado e traze-las para apanhar os produtos agrícolas. A jornalista dizia que isso não se iria repetir por muito tempo!.. já temos a resposta!... 
Qualquer pessoa que tivesse dois dedos de visão, sabia que isso não iria durar muito tempo.Porque era com dinheiro emprestado, pedido pelos "bons governantes", para sustentar aquele desastre!.....
Mas também nos serviços, no nosso país se passa e se passará em breve de uma forma dramática.
Dizem os nossos diplomados nas duas ultimas duas décadas, que não é possível dar rendimento sem fazer uma breve pausa de 20 em 20 minutos. Por isso se generalizou, cada 20 minutos que estão em frente a um computador, vão outros 20 para o local de ócio: fumar, beber café, beber água ou simplesmente conversar uns com os outros.
As fotos que apresento, retratam bem as situações actuais.
Desde aqueles que atravessam a ruas apressados, as nossas vinhas cheias de trabalhadores internacionais, outros no local de ócio, ou sentados a matar o tempo como que fosse a única preocupação que têm na vida, mas também aqueles na sua unidade de produção que fazem horas seguidas sem interrupção e dão muito rendimento mas estes são os poucos diplomados das ultimas duas décadas que concerteza estudaram em outros livros e outras universidades que não aqueles que só dão rendimento 20 minutos seguidos. Temos também a foto do pessoal da empresa que se formou com a pessoal a trabalhar 10 horas diárias com rendimento e os responsáveis pela empresa trabalhavam 12-14 horas diárias. A empresa durou centenas de anos sempre a progredir, mas as novas gestões depressa desapareceu.
Mas mesmo hoje, os que se diplomaram nas ultimas décadas e trabalham por conta própria, também trabalha 10-12 diárias com rendimento sem precisar de interrupções para o ócio.
O problema é que muitos professores em algumas universidades só ensinavam os direitos que a Constituição tinha, como era o caso de um professor que eu tive. Tivemos que lhe dizer que não interessava estar escrito na Constituição porque o país não ia conseguir cumprir a constituição.
Assim, em breve o que aconteceu na agricultura, acontecerá nos serviços. Muitos dos que precisam de interromper de 20 em 20 minutos, não demorará muito que quando regressarem um dia dos 20 minutos de ócio, o seu lugar já está ocupado por alguém que consegue dar rendimento horas seguidas no local de trabalho.
 
 




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



 Actualmente, Portugal está dividido em vários portugais, mesmo não sendo um país muito grande.
Ainda hoje ouvi dizer a um actor dos mais consagrados, numa entrevista na televisão, que Portugal está profundamente descrente e sem rumo.
Mas a realidade que quem viaja por todo o país vê, é que está dividido em grupos de pessoas que cada grupo dessas pessoas começa a pensar de formas diferentes, ou seja: cada grupo procura por si próprio o rumo e o futuro que háde seguir.
No fundo o actor, também estava a ver o país que temos actualmente, descrente e sem rumo.
As fotos que escolhi para ilustrar esta crónica, obtidas por todo o país, mostram na realidade o país que temos actualmente:
Desde a cosmopolita que passeia no paraíso, provavelmente pensa que a ela nunca chegará o difícil, às veraneantes que expoêm e modelam o belo corpo ao sol de uma praia, para elas a crise é só para os outros, aos políticos que tentam vender a ilusão para que os crentes lhes prolonguem o seu bem-estar, depois há aquela parte do país que continua a viver o progresso da tranquilidade que com a sua intiligencia escapará aos efeitos recessivos da actualidade, temos também o trabalhador que só ele faz o trabalho que ainda não há muitos anos eram precisos dezenas de homens para o fazer, e depois lá está a que representa mais directamente o Portugal citadino - a olhar para o infinito muito cinzento tentando vislumbrar o futuro.
Não é fácil conseguir saber qual destas personagens estará no Portugal certo e do futuro, provavelmente todos têm um bocadinho de futuro, mas só um bocadinho, porque o futuro, nunca como agora irá depender tanto de cada um.
Todos os dias ouvimos pessoas querendo dar pistas para o futuro às pessoas, mas o que se nos apercebe é que as pessoas que saltam para a frente querendo tomar as rédeas da sociedade, muitos não sabem e outros sabem mas ainda não querem dizer a verdade, quando o futuro da humanidade e das sociedades passa pela verdade, as pessoas falarem a verdade.
O mundo evoluiu muito e a mentira já não tem lugar. Cabe agora às pessoas aprenderem a viver com a verdade. Muitos quase que já faziam a sua vida com a verdade, só que eram poucos, não chegam para equilibrar a sociedade. Precisam de aparecer muitos mais disposto a viver com a verdade.
Poderá levar algumas décadas a atingir este patamar, mas a sociedade é capaz de o fazer, porque sem essa condição continuará a patinar e a escorregar. Cabe agora renegar a esse caminho e seguir o caminho da verdade.
 
 
 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã








 A sociedade que foi criada nas ultimas décadas, não se vai aguentar com o estilo de vida - economia que foi criada.
Ainda está por apurar quem foram os responsáveis que criaram o estilo de vida que a sociedade europeia começou a viver nas ultimas décadas, embora para muitos cidadãos, já também algumas décadas que se aperceberam que o fim trágico em que cairia a sociedade europeia seria uma questão de tempo, há pelo menos uma década que esses cidadãos previram o tempo certo em que isto viria a acontecer.
Logo no principio do século XXI, houve cidadãos comuns, daqueles que se esclareciam bem e estavam atentos à situação, que dentro de alguns anos se daria a derrocada social europeia e que depois mais uma década teríamos uma sociedade completamente diferente. Essa nova sociedade já começou a renascer.
Mas dentro da Europa, há países mais tocados que outros.
Falando de Portugal, há varias décadas que qualquer cidadão esclarecido, sabia que seria uma questão de tempo. Seria impossível num país como Portugal, com a economia que se estava a criar, as pessoas levarem um nível de vida que estavam a fazer.
Claro que isto não se aplica a todas as pessoas, como vemos nas fotos que aqui apresento, captadas nos últimos tempos por todo o nosso país, ainda há alguns que se esforçam para criar riqueza, enquanto que há outros que o seu pensamento está apenas no ócio e descanso.
É voz corrente, que cerca de 70% da população portuguesa já faliu ou está para falir, enquanto que só os 30% restantes ainda não faliram nem irão falir.
Porque estes 30% foram aqueles que sempre trabalharam e não andavam atrás dos subsídios, embora tenham sido massacrados com impostos para pagar os subsídios dos que não querem trabalhar, mas estes que só queriam viver à custa do expediente, agora terão de aprender a trabalhar, e trabalhar para viver o resto da sua vida.
Grupo de passageiros, entrou para o barco para fazer a viagem turística. Prepararam o dinheiro de todos de acordo com a tabela que tinham verificado bem exposta ao publico. Terminou a viagem e ninguém apareceu a cobrar os bilhetes. Pensando que o cobrador se teria esquecido deles, perguntaram a outras pessoas. Todos estavam na mesma!..
Essa empresa vivia com subsídios que dependiam do número de passageiros que transportasse mensalmente. Mas em vez de se esforçarem para criar melhores condições para atrair mais passageiros, então, disfarçadamente, transportavam os passageiros sem lhes cobrar o bilhete, para que assim estes trouxessem outros, e o serviço era medíocre.
Era assim que a economia do nosso país tem andado a ser gerida nos últimos tempos1.....
 

 




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã












 
Temos os homens e as mulheres que quisemos. Quando eu tinha 20 anos, li um livro que dizia que dentro de alguns séculos ou milhares de anos, teríamos uns homens e mulheres completamente  diferentes dos dessa data e passariam a ser muito parecidos entre eles.
Mas não imaginava o escritor, que só demoraria algumas décadas para essas tendências se verificarem bastante acentuadas.
Há dois anos, disse eu a amigos meus que dentro de 10 anos teríamos uma sociedade completamente diferente da de hoje. - dessa data.
Na altura sorriram-se de gozo e acharam que eu estava a brincar com eles. Hoje já olham para mim com desconfiança e já têm duvidas se irá acontecer ou não porque ainda só passaram 2 anos e já estão a ver muitas mudanças em tão pouco tempo.
Não é preciso ser-se futurista para perceber que com os sinais que nos têm vindo cada vez aceleradamente demonstrando a forma como se estão organizando as sociedades mais novas, que as mudanças fortes serão já muito em breve.
Vêem-se pessoas de meia idade (40 anos) a organizar a sua vida, considerando-se intelectuais, pondo na sua agenda, diária, semanal, mensal e anual, planos de vida como se fossem jovens de 20 ou 25 anos: o menos horas de trabalho possível, parte do dia útil destina-se a momentos de ócio e lazer, mesmo dentro das horas que se deveriam destinar afincadamente ao trabalho, fins de semana prolongados, fazendo habilidosamente as pontes semanais possíveis, mensalmente incluído os dias de greve no seu calendário, porque ideologicamente e culturalmente consideram-se socialistas, mesmo que familiarmente e tradicionalmente sejam na prática capitalistas.
A noção de criar riqueza é considerada para a maioria, coisa do passado. Estudam até à exaustão as possíveis fugas das leis elaboradas por outros mais velhos, que erradamente os tentam iludir, pensando que para eles mais velhos não irá faltar e que se vier a faltar já só será para esses com menos de 40 anos.
Também li eu há muito tempo que: quem aos 20 anos não é revolucionário, não tem coração!.. Mas quem aos 40 anos é revolucionário, não tem cabeça!...
Ora, a queda total já está mesmo à porta. E todas essas pessoas, mais novos e mais velhos, ver-se-hão obrigados a recomeçar de novo, salvo aqueles que já se aperceberam da situação há muito tempo e se têm vindo já a prevenir e assim, que serão mais ou menos 30% do total das sociedades que se deixaram cair neste logro.
Acham esses 70% que a vida é composta só de saber explorar o prazer que surge a cada momento. Há dias discutia eu este assunto com um meu contemporaneo, que nunca saiu do meio rural e esse era muito mais critico que eu em relação à sociedade actual.
Disse-lhe eu que essas pessoas tinham apanhado vícios e criado prazeres de vida que agora muitos deles não conseguiriam livrar-se deles. Respondeu-me ele, que ele também tinha apanhado o vicio de fumar e que, quando se apercebeu que não conseguia sustentá-lo, não teve outra saída se não largá-lo .
As fotos que listram esta cronica, mostra algumas situações e exemplos de hábitos sociais actuais.
 
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã







 Há 40 anos, beber vinho era coisa de homens. Qualquer homem que fizesse do vinho bebida regular e de prazer e social, sem duvida que perderia pelas mulheres e até pela sociedade em geral. Mesmo aqueles que faziam do vinho uma bebida para a refeição sabendo que o vinho para a refeição, na maior parte dos casos, era muito mais saudável e digestivo, eram olhados de lado mesmo pelos outros homens em alguns dos casos.
Passadas uma década ou duas, essa falha foi corrigida e de uma forma muito progressiva, cientifica, social e intelectual. Começou pelas Quintas do Douro, mas de uma forma que ninguém imaginaria.
O curso de enologia só se ministrava ma UNTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Porque este curso começou a despertar interesse ou porque não haveria vagas noutros cursos, muitos candidatos doutras regiões, principalmente de Lisboa e femininos formaram-se em enólogos na UNTAD. Como foram estagiar logo ali ao lado na região do Douro, quando acabaram o curso, logo com colocação garantida, por ali ficaram.
Por esta razão, grande parte dos primeiros enólogos a fixarem-se no próprio terreno eram mulheres e naturais de Lisboa. Talvez tenha partido daqui o motivo para as mulheres começarem a beber vinho socialmente e os homens tenham deixado de fazer figura de pouco intelectual por fazerem do vinho uma bebida regular e social. Hoje, beber vinho é luxo e superioridade.
O Douro, desde há séculos que é uma região importante para Portugal e para o mundo, mas nas ultimas décadas tem tido um progresso extraordinário, quer na produção dos melhores vinhos de Portugal e do mundo, tem também o factor turismo, sendo hoje já a terceira região do país mais procurada por turistas estrangeiros.
As fotos que ilustram esta cronica bem o demonstram. Foram captadas só no Douro Superior, desde a Régua até à Barca D`Alva
Na Barca D`Alva é onde os estrangeiros gostam mais de pernoitar. É de facto um local paradisíaco raro. Só quem tenha pernoitado neste local poderá sentir o prazer deste local reconfortante. Mas o melhor é acampar mesmo. Por isso os estrangeiros gostam de ficar ali a pernoitar nos barcos, só para saborear aquele sossego, ouvindo os barulhos próprios da natureza, que só naquele local é possível ouvir.
Desde a fauna, talvez a região mais completa nesta condição da Península Ibérica, depois a própria natureza, desde um nascer do sol ao sol-pôr são momentos muito mágicos. Só presenciando.