sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã










Sempre que as sociedades e em particular o nosso país entram em descontrolo social e/ou politico, membros religiosos manifestam-se ruidosamente ou pelo menos saem do seu habito constante.
Quando de 25 de Abril de 1974 em Portugal, havia quem dissesse que 50% dos padres tinham virado a comunistas.
Que na realidade muitos deles alteraram toda a sua vida e forma de estar, foi uma grande verdade!..
Fazia eu uma viajem de automóvel de algumas centenas de quilómetros, cerca de 600 km, parei o carro numa localidade para beber um café e quando ia para entrar no carro, um sujeito aborda-me e pede-me boleia para uma localidade a 20 km.
Como vinha sozinho, meti conversa com ele, disse-lhe que ia para Lisboa. Ele de imediato me disse que também seguia para Lisboa. Ofereci-lhe viagem e ele ergueu as mãos ao Céu. Mais à frente deparei com ele a rezar. Não achei normal e questionei-o. Disse-me que era ex-padre e estava a agradecer a Deus por ter conseguido aquela boleia.
Tínhamos mais 400 km para percorrer. tivemos tempo para conversar sobre tudo incluindo religião. Disse-lhe que nos meus estudos tinha feito trabalhos sobre várias religiões e ele gostou abriu-se sobre tudo quanto eram religiões.
Questionei-o sobre a frase dos 50% dos padres que no 25 de Abril tinham virado a comunistas. Disse-me que ele próprio fora um deles. Abandonou a igreja, casou mas estava a ficar muito confuso com a vida e com a sociedade.
Em determinado local da beira da estrada, pediu-me para parar, para me mostrar uma inscrição histórica (primeira foto do lado esquerdo) e explicar-me à maneira dele o significado da inscrição.
Deu-me uma explicação vista de uma maneira religiosa à religião dele. Pois eu já conhecia essa placa/inscrição/histórica e nem tudo o que ele me dizia condizia com o que eu tinha investigado sobre essa inscrição.
A maneira de ele ver o fenómeno religioso de Fátima estava muito distante da maneira como a maioria dos cidadãos comuns vêm. Perguntei-lhe se sempre tinha visto o fenómeno de Fátima daquela maneira e ele disse-me que não.
Ver fotos do meio e lado direito, pois mesmo para alem dos dias em que Fátima se enche com centenas de milhares de pessoas, não há um único dia do ano que este espaço não tenha crentes a passear por lá e por vezes são pessoas de todos os quadrantes e classes sócio/cultural.
Agora, já no início da segunda década do século XXI, em que a instrução e cultura em geral de todos os cidadãos melhorou vezes e vezes e que o nosso país atravessa uma situação de incerteza sócio/económica e financeira instável, voltamos a observar membros dos credos religiosos (muitos deles são da idade dos que abandonaram o clerigo no 25 de Abril, mas estes mantiveram-se dentro da sua igreja) e agora a tomarem posições muito extremistas identificando-se com ideologias novas muito confusas que já não têm nada a ver com o pensamento de hoje das pessoas em geral.
Já tive também a oportunidade de fazer uma longa viajem de muitas centenas de quilómetros no sertão de África com uma religiosa que depois de já ir cansada de ir calada e encostada à porta oposta ao meu lado, decide-se começar a falar e desembuchou conversas muito interessantes para nós comuns dos mortais. Acabou por dizer coisas que eu não esperava ouvir da boca de uma religiosa. Muito embora não não tivesse dito nada de anormal para um ser humano.
Será que quem a segue como membro do clero é mesmo um fenómeno?




domingo, 25 de dezembro de 2011

Em 40 anos volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã









Terminou o definhamento do país. Agora só falta acertar as agulhas para os carris ficarem bem alinhados e o comboio começar a percorrer sem parar este país e para além fronteiras.
Na primeira foto do nosso lado esquerdo vemos um horizonte sem limite mesmo a pedir para ser explorado. Está completamente virgem.
Não foi por acaso que foi escolhido o Porto de Sines - foto do meio - para ser um dos melhores e maiores Portos Marítimos da Europa e do Mundo. Dizem os entendidos nesta matéria que este Porto será para o mundo a porta marítima da Europa, que esta condição/situação não é original!..
Foto do lado direito, Vasco da Gama (natural desta Terra) já o tinha feito quando tinha dado novos mundos ao mundo e assim Portugal passou logo na idade média para todo o mundo a ser a porta da Europa.
À parte o desastre que aconteceu nas ultimas décadas, o definhamento do grade valor e privilegio geográfico que Portugal beneficia.
Nos últimos 40 anos Portugal foi assolado por ideias que reduziram este país à insignificancia. Vemos aqueles pessoas que praticamente nunca saíram do país, constantemente a dizer que Portugal é um país pequenino, quando essas pessoas só conhecem a estrada que liga a terra onde nasceram a Lisboa e vice-versa.
Até há um apresentador de televisão que passa o tempo a dizer que Portugal é um país pequenino e o seu povo muito atrasado. No entanto nos seus programas põe lá dois jovens rapazes de mãos dadas a beijarem-se, ao mesmo tempo que ele todo inchado e orgulhoso diz que o mundo acaba de dar um grande passo de civilização!.. só se for a civilização dele...... É pena que uma Televisão paga pelos contribuintes seja utilizada para estas particularidades. Foi por estas e por outras idênticas que chegámos à situação que o país chegou.
Do Porto Marítimo de Sines (segundo as previsões) partirá uma grande linha férrea de grande/alta - velocidade que irá penetrar pela Europa fora levando e trazendo mercadorias e passageiros de todo o género e condição.
Ideia que já começou há 500 anos quando do inicio da globalização, globalização essa que só haveria de ter prosseguimento agora com a vinda da era e da implantação da Internet.
Mas agora, depois do grande susto que a humanidade apanhou com as ideologias do século XX, que levaram todo o mundo ocidental ao principio da ruína e em particular a Europa, que Portugal foi dos países mais atingidos, pelas condições que se criaram nas ultimas décadas para se instalarem tais ideias e princípios.
Passado este período turbulento de retrocesso, Portugal vai de novo retomar e continuar a abrir novos caminhos marítimos e terrestres.




domingo, 18 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Poderemos estar no inicio de uma nova era, da revisão de sociedade, podendo precisar de recuar décadas, séculos ou até milénios para irmos buscar ensinamentos dos nossos antepassados.
D. João V, quando mandou construir o Mosteiro/Palácio de Mafra mandou povoar a Tapada de Mafra junto ao Palácio de animais vindos de Trás-os-Montes, mais precisamente de territórios onde tinha vivido o Povo Zoela. Pensa-se que talvez o primeiro povo que habitou a Península Ibérica.
Os zoelas, talvez tenham vindo dos montes de Burgos até às margens do grande curso de água que se viria a chamar Rio Doero/Douro, seguindo pela margem direita até chegarem à Foz do Sabor, confluente do Douro e passaram a administrar considerando como território seu entre estes dois rios. Mais tarde partiram mais para Oeste ocupando toda a região transmontana e mais tarde estendendo-se a todo o norte do rio Douro até que vieram os Celtas, os Zoelas aceitaram-nos e até estabeleceram ligações e casamentos entre estes dois povos.
Os zoelas eram um povo bastante evoluído, praticavam a escrita, os documentos mais interessantes eram redigidos em placas de bronze com um formato próprio deste povo, (existem algumas e museus) tinham investigadores e magistrados, mas dedicavam-se e investigavam sobretudo na agricultura e criação de gado, (quando os romanos chegaram encontraram estas duas áreas já bastante desenvolvidas) viados, porcos (javali) e cavalos, tinham grandes reservas para estes. Daí, o rei D. João V ter procurado nestas terras animais fortes e saudáveis para povoar a sua reserva de caça preferida.
Também muitos cavalos para uso da nobreza e combate, vinham dessa região. Até ao tempo dos Távoras existiu na Tapada de Nogueira (propriedade destes) em Mogadouro (centro dos zoelas) a segunda melhor coudelaria em Portugal a seguir à primeira que era na Golegã.
Foto lado esquerdo: viados Tapada de Mafra - descendentes da criação de gado dos zoelas.
Foto do meio: encostas do rio Sabor ainda em condições bastante do tempo dos zoelas: olivais, sobreirais e amendoeirais, com outras vegetações frutíferas originárias.
Foto lado direito: rio Sabor com transformações e adaptações aos tempos e necessidades actuais.
Nas ultimas décadas a má gestão dos recursos naturais levou a que a natureza tivesse sofrido fortes alterações na paisagem, flora e fauna, principalmente pela causa principal que foram os incêndios.
O desleixo com que a sociedade actual (a sociedade somos todos nós) só que as autoridades responsáveis por esta gestão demitiram-se quase por completo das suas obrigações. E assim, perdemos uma boa parte da riqueza do património natural que nos foi legado pelos nossos antepassados, que com muito esforço, saber e dedicação, nos quiseram deixar para nós vindouros desfrutarmos, só que nós não soubemos receber tão importantes dádiva.
Agora, depois de termos cometido tão fortes erros, não temos outra saída se não recuperar a principal riqueza que é a NATUREZA.
Agora precisamos de ser nós a investigar, como é que eles desenvolvera os seus recursos naturais com a sua primitiva ciência. Não temos é a menor dúvida de que nos vai custar muito caro toda essa recuperação.
Mas não temos outra saída, se queremos continuar a dar mundos ao Mundo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Há cerca de vinte anos conversava eu com um francês/holandês e dizia-me ele que Portugal só precisava de criar condições turísticas para receber os europeus do Norte, no bom Sol que Portugal tinha. Que todos os produtos necessários viriam do Norte da Europa, desde produtos alimentares a produtos industriais.
Dizia-lhe eu que se Portugal aceitasse essa condição, Portugal caminharia para um futuro perigoso.
Primeiro, porque os turistas que visitam Portugal, na sua maioria vêm não só pelo Sol que Portugal tem, pela sua história e cultura, mas também pela culinária e alimentação mediterrânica que Portugal tem e essa alimentação não é feita com produtos vindos do Norte da Europa, mas sim com produtos cultivados em terras portuguesas.
Neste período, os governantes portugueses auto-iludiram-se com determinadas directivas comunitárias europeias (entenda-se alguns subsídios) e deixaram destruir a agricultura portuguesa e a grande frota pesqueira que era uma das melhores do mundo.
Os subsídios foram só para alguns e esses, como se dizia, depois de receberem os subsídios, compravam o carro do novo riquismo, faziam obras na casa e do subsídio pouco ficava.
Agora, decorridos vinte ou vinte e cinco anos, temos um turismo em queda porque toda a Europa está a perder fortemente poder de compra: ver foto 1ª lado esquerdo, excelentes estruturas mas os turistas são poucos.
Hoje o pescado que a frota portuguesa executa já não dá para abastecer o mercado nacional, parte da população já recorre aos meios artesanais para satisfazer as suas necessidades: ver foto do meio.
A agricultura ficou praticamente reduzida ao mínimo. Felizmente os agricultores já se aperceberam desta situação há muito tempo e já começaram a recuperar e retomar uma agricultura de acordo com o nosso país, ainda está a reiniciar mas já vai bem lançada. Ver foto do lado direito. (clicar sobre as fotos para ver em tamanho maior)
Portugal, talvez pela responsabilidade dos governantes das ultimas décadas, bateu mesmo no fundo.
Mas Portugal é um país, pelo local geográfico onde se encontra, pelas características do seu terreno, vejamos que Portugal um país com cerca de 100.000 quilómetros quadrados, 700klm de cumprimento por 300klm de largura, com uma área marítima exclusiva das maiores do mundo, tem praticamente todos os climas, desde tropical a terras frias com neve. Tanto no turismo como na agricultura isto é muito importante. O subsolo em minérios também é um dos mais ricos da Europa, desde ouro a ferro, como agora está em andamento o recomeço da exploração das minas de ferro de T Moncorvo, umas das maiores do mundo.
A população de Portugal, quase a atingir os 11.000.000 (milhões) a condizer com a dimensão do território, também é bem conhecida como sendo dos povos mais trabalhadores do mundo e massa cinzenta também não nos falta, a prová-lo temos a nossa história quase milenar, uma das mais ricas do mundo.
Portugal precisa é que apareçam governantes à altura deste país e deste povo. Mas como os governantes são filhos do seu povo, eles estão cá, é preciso que eles avancem para a frente e não tenham medo dos falsos portugueses que têm andado pelos corredores do poder, desbaratando o valor destes povo e deste país.
É conhecido um estudo que foi feito há alguns anos por uma empresa europeia independente da especialidade, sobre todas as regiões da Europa, de 1 até 20, qual o povo de cada região teria possibilidades de viver melhor se fosse bem governado, e o povo que vivesse em Portugal aparecia em 3º lugar com possibilidades de viver melhor se esta região fosse bem governada.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Concluiu o curso universitário. Júlia (nome fictício), era meados da década de 90 do século XX.
Era ambiciosa e desejosa do futuro, mas queria jogar pelo seguro, eram conversas correntes pelos finalistas da sua faculdade. Telefonou ao amigo para irem tomar um café ao Forum Saldanha. Perguntou ao amigo qual seria o partido que lhe daria mais garantias de futuro, para se ir inscrever para ter um futuro mais garantido. Júlia já tinha pensado nos dois partidos. O amigo, que não era partidário, disse-lhe que o domínio dos partidos sobre a sociedade não seria eterno!.. e deu-lhe a entender que poderia não durar por muito mais tempo.
Mas Júlia não quis seguir as palavras do seu amigo e detro de pouco tempo estava colocada em bom lugar.
A partir daí, a maior preocupação de Júlia era defender a boa situação que tinha conseguido com as cunhas que conseguiu arranjar. Um bom ordenado mensal, décimo 4º mês, horários flexíveis e curtos, podia vir fumar para a rua quando lhe apetecesse, pois estava bem claro na Constituição (lei do trabalho) que o trabalhador tinha direito a todas essas regalias.
Início do século XXI, Júlia sentia-se de facto segura e garantida para o futuro. Podia continuar a viver a vida confiantemente com tudo aquilo que já tinha conquistado até ali.
A nova classe social moderna superior, descobre um novo habitat, a cidade dos sonhos e é para aí que toda essa classe pensa e quer ir. (ver fotos)
1ª foto do nosso lado esquerdo, não conseguiam resistir a esta paisagem.
Foto do meio, estas moradias encantadoras custavam o couro e o cabelo, mas o desejo pessoal e de querer mostrar à sociedade o seu statu-quo, era tão forte que conseguia vencer alguma dúvida sobre o futuro, que lá no fundo, Júlia nunca chegou a confiar totalmente no lugar de ouro que já estava feito e lhe foi oferecido de uma forma milagrosa e inesperada.
Ir viver para aquele paraíso era um sonho que nunca antes tinha imaginado, mas foi. O empréstimo bancário também foi facílimo.
Depois, era só agendar os programas fantásticos que tinha à sua espera. - Foto da direita.
Alguns anos passaram e toda aquela segurança começou a tremer. As bolhas de 2008 rebentaram. O lugar de ouro foi pôsto em causa. Júlia participou em algumas manifestações de rua para tentar defender os seus direitos. Não adiantou muito porque o destino do seu lugar de ouro já estava traçado há muito tempo, acabaria por desaparecer. Mesmo assim, Júlia ainda continuou a movimentar-se pelos seus direitos, mas eram muitos na situação dela, e Júlia rendeu-se à realidade.
Algum tempo passou e Júlia ainda uma mulher de 35 anos, repensou a sua vida achou que teria de ir por outro lado para levar a sua vida para a frente.
Decide iniciar a sua actividade profissional por conta própria, empresária individual, achou que em quem poderia confiar melhor o seu futuro era ela própria.
Agora Júlia, trabalha 14 horas por dia, sente-se uma mulher no centro da vida, diz que é uma mulher feliz, que finalmente está a construir o seu futuro e que este país e o mundo está cheio de oportunidades.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanha




A tradicional expressão: 3ª idade, deixará de existir e passará a existir: 2ª vida.
Há 12 anos li uma entrevista num dos semanários de maior tiragem, a um engenheiro fundador de uma das maiores empresas de tele-comunicações, que ao completar 55 anos foi mandado embora para a pré-reforma.
Dizia ele, que para ele até era bom, porque até ficava com mais tempo para preparar as aulas que dava na faculdade, mas a sociedade estava a cometer um dos maiores erros que só o futuro iria demonstrar. Porque um homem aos 55 anos estava no pleno do seu conhecimento para poder pagar à sociedade com o seu saber, aquilo que os contribuintes pagaram para ele se poder ter formado numa universidade.
Por razões profissionais, agora passados 12 anos, tive a "sorte" de poder falar com esse homem.
Diz-me ele agora, que quando se referia que só o futuro iria demonstrar o erro que na altura a sociedade estava a cometer, não tinha a menor duvida que iria acontecer o que está a acontecer hoje. A sociedade em plena falência. Ele hoje, está em plenas faculdades de conhecimento e que poderia ter estado muitos mais anos a contribuir para o enriquecimento dessa empresa.
Pensavam na altura os jovens gestores de 33 anos empossados à pressa por interesses corporativos, que se mandassem embora os com mais de 55 anos, ficariam eles com essas condições de trabalho.
Sim ficaram, mas foi enquanto a produtividade que já existia durou. Depois, foi esperar a derrapagem até chegarmos à situação que nos encontramos hoje.
Com as três imagens que apresento, quero ilustrar esta situação.
A primeira do nosso lado esquerdo, é um numero restrito de pessoas de todas as idades que se desloca com gosto para o trabalho.
A do meio, tirada num dia laboral da semana de trabalho, mostra a quantidade de gente em plena idade laboral, que extasia regaladamente e ociosamente sem qualquer preocupação com o seu futuro.
A do lado direito, é o exemplo de uma sociedade que não quer dar continuidade a uma sociedade de progresso. Caminha para a definhação. - Clicar sobre as fotos para ver em tamanho grande.
Estas pessoas que passam o tempo ociosamente enquanto estão na idade de laborar, estão a gozar antecipadamente a sua reforma. Ou seja, estão a gozar uma fase de descanso da vida, quando ainda não tinham contribuído economicamente para ela.
Assim, quando chegarem à idade de gozarem a reforma, vão ter que continuar a trabalhar, porque ainda não têm reserva económica/financeira suficiente para viverem sem trabalhar. A sua idade de reforma conhecida hoje por 3ª idade, será a sua 2ª vida normal a trabalhar.
Os que mais próximamente entrarão para a idade da reforma e laboraram desde cedo o tempo suficiente para economizar para sua 3ª idade e como estão cheios de saúde e vontade de trabalhar, mesmo entrando para essa idade, como gostam de trabalhar e vêm tanta coisa por fazer, eles vão continuar a trabalhar mesmo que independentemente, como se estivessem e estão a viver uma 2ª vida. Alguns até formarão nova família reprodutiva.

sábado, 19 de novembro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã em 40 anos




O efeito não é de hoje, mas sim de algumas décadas para cá que se tem vindo a acumular este efeito e que agora despontou e começou a inverter o sentido.
Não aconteceu só em Portugal, mas sim em toda a Europa, embora em alguns países mais profundamente que em outros, e, os efeitos estão à vista.
Estas fotos que eu apresento aqui, ilustram a situação que se passa em Portugal e também na Europa.
Começando pela primeira do nosso lado esquerdo, uma árvore jovem, mas com a folhagem a cair desmorecedoramente, encostada a construções moderníssimas, mas que não a suportam.
A foto do meio, são frutos lindíssimos, que não se sabe bem o que são, que sabor têm, sem grande utilidade.
A foto do nosso lado direito, são folhas pomposas, multicores aperaltadas, adultas de árvores adultas, mas que o seu tempo chegou ao fim.
Em boa medida, a sociedade está assim. Uma boa percentagem das pessoas está assim. Gente jovem, aparência brilhante, encostados em boas tecnologias, mas que a sua produtividade não corresponde à sua imagem nem às tecnologias que desfrutam. Assim como os frutos, brilhantes, vistosos, mas que não são comestíveis.
Assim como muita gente madura e na idade de dar os bons exemplos, passeiam-se com grandes aparências, mas que os exemplos que dão não correspondem às aparências que dão.
Com esta nova era aí bem clara e demonstrada, muita gente ainda não se apercebeu dela. Continuam fazendo uma vida como que se ainda estivessem na era que já terminou.
Basta passar por perto de edifícios de laboração, é ver uma boa percentagem das pessoas que lá laboram, estarem cá fora encostados às paredes a fumar descansadamente com que estivesse no seu posto de trabalho a cumprir horários. Essas pessoas podem ter uma carrada de diplomas, mas na realidade elas são analfabetas, porque não conseguem perceber que estão a hipotecar o seu futuro, e também prejudicando aqueles que estão trabalhando.
No debate televisivo, três catedráticos "sábios" discutiam o futuro do Euro € (moeda).
Depois de terem dito muito coisa que seria verdade e outras que não seriam, o moderador pediu-lhes para deixarem uma nota final:
Um disse que o Euro € era uma moeda forte, de futuro e que uma boa parte do mundo já a estava a utilizar para as suas transacções monetárias e financeiras.
A seguir veio outro que disse que o Euro € finaria dentro de um ano e alguns dos governantes principais actualmente da Europa cairiam também nesse prazo.
Depois veio o outro, que disse que tudo aquilo que os seus companheiros acabavam de dizer, aconteceria num prazo de 20 anos.
São estas pessoas que hoje estão à frente de muitas empresas e instituições, que andam completamente desorientados, sem saber para que lado devem ir, tomado decisões sem qualquer certeza de que vão ter uma boa resposta.
Felizmente, temos alguns que desde há muito tempo andam a alertar com a verdade para o que está a acontecer hoje e o que acontecerá nos próximos tempos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A diversidade e contraste paisagística Outonal de Portugal é tão grande quanto rica.
Um país com cerca de 700 quilómetros de comprimento por 300 de largura, tem uma rara diversidade paisagística como climatérica, como poucos países da Europa e talvez do Mundo, se compararmos com a dimensão geográfica.
Por exemplo, por estes dias temos neve na Serra da Estrela e clima temperado - quase tropical - no Algarve, sul do país. As fotos captadas por estes dias, demonstram a beleza natural do nosso país. Também a modernidade com que se está a desenvolver Portugal. Embora por vezes até haja alguma pressa em querer acompanhar o acelerar do desenvolvimento dos países mais desenvolvidos da Europa. Mas um país torna-se desenvolvido quando o seu desenvolvimento material é acompanhado pelo desenvolvimento cultural, que não é isso que tem acontecido em Portugal. E o desenvolvimento cultural não é só haver muitos cidadãos com canudos universitários. Será mais um desenvolvimento sustentado quando os cidadãos têm preparação para gerirem bem os seus recursos económico/financeiros de acordo com as suas necessidades básicas, cultura literária e cientifica.
Embora neste momento, Portugal esteja a passar e a viver um momento particularmente importante e especial. Portugal atravessa neste momento uma fase de redefinição. A sociedade portuguesa está em mudança acelerada. Dentro de poucos anos, teremos mudanças tão profundas que actualmente uma grande parte dos portugueses ainda não se apercebeu de tal situação, e, outros já se aperceberam mas não querem acreditar no que vai acontecer. Era impossível continuarmos a assistir a determinadas situações que se estavam e vinham acontecendo desde há muitos anos, mas agora já não era possível continuar. A dinâmica das sociedades não perdoa. O mundo natural está em constante mutação e quando os homens tentam travar a mudança natural, depois as consequências são muito mais drásticas e penalizantes. Embora sempre assim tenha acontecido, mas o homem tem obrigação e dever de cada vez cometer menos erros. Porque quando o homem comete erros, será sempre ele humanidade a paga-los.
Os homens, no ultimo meio século passado cometeram gravíssimos erros que vão ficar imensamente caros à humanidade. Sobretudo ao mundo ocidental. Não souberam gerir humanamente as benesses que o desenvolvimento cientifico e económico-financeiro trouxeram neste ultimo meio século. O homem envaideceu-se, tornou-se absoluto, estúpido, inculto, convenceu-se que a parte material aparecia sem qualquer esforço. Cada vez havia menos pessoas a criar riqueza. No entanto, todos queriam gastar e consumir cada vez mais. O egoísmo foi muito. Grupos que perderam completamente a estima pela verdade e realidade. Esses grupos que se deixaram escorregar para esse lamaçal, também ainda não redefiniram o novo caminho, e, quanto mais tarde decidirem mudar de caminho, mais difícil lhes será reencontrarem ou encontrarem o novo caminho que se assim não o quiserem poderão ficar perdidos para sempre irremediavelmente.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por volta dos 35 anos, conversavam e recordavam tempos de quando eram companheiros na escola primária e que a partir daí raramente se tinham visto.
José é interrompido por alguém que o chamava com urgência, tinham recebido uma chamada telefónica de Segurança Social a avisar!......
Esta situação, chamou a atençao a Joao e joao passou a interessar-se por o que se estava a passar.
A mãe de josé, que estava a receber uma reforma de que nunca tinha descontado, andava na sua lida do dia-a-dia e os conhecimentos que tinha na Segurança Social encarregaram-se de fazer um telefonema a avisar que a fiscalização ia passar por ali. A "reformada" de imediato regressou a casa para não ser apanhada em falta.
Esse dinheiro que recebia, não lhe fazia falta nenhuma, pertencia a uma classe social abastada. Todo esse dinheiro era para dar ao filho para este mudar de carro com mais frequencia.
Passados 20 anos, José e João voltam a encontrar-se e a conversar sobre a vida. José agora já tinha duas filhas adolescentes quase adultas, mas já eram empresárias. O pai já vinha pondo em nome delas muitos dos bens que vinha conseguido através de subsídios obtidos com seus conhecimentos e assim as suas filhas iam sendo ricas sem se preocuparem com o futuro. (foto primeira do nosso lado esquerdo) (clicar sobre a foto para ver em tamanho grande)
Por todas estas situações, na Avenida (foto do meio) passa uma manifestação de todos aqueles que descontavam para as suas Reformas, mas que agora viram-se sem horizontes de que futuramente teriam as reformas para as quais descontavam. Quando começaram a descontar, alguém lhes prometeu que quando chegassem ao seu tempo merecido teriam a reforma devida. Como agora já não tiveram dúvidas de que andaram a ser enganados, foram para avenida manifestar-se. Será que vai adiantar?..
Talvez já não!.. porque o dinheiro que os mesmos descontaram para a sua reforma, foi entregue a que abilidosamente foi metendo as suas cunhas e foram conseguindo reformas ser merecidas porque para as quais nunca descontaram e antecipadamente. Por isso o dinheiro que os verdadeiros cotribuintes foram descontado, foi-lhes logo entregue a estes que não tinham direito a ele.
Talvez a solução para os enganados, seja o exemplo da ultima foto do lado direito. Ir procurar a vida pescadno aquilo que a mãe natureza nos dá. Talvez esta seja a mais verdadeira e justa. Só entrega os proventos a que os procura.
E assim, os actuais e vindouros, tiveram e têm uma grande lição da humanidade e da sociedade actual, que demonstrou quão pode não ser de confiança, por muito que os homens se pintem de palavras bem treinadas, doceis, bonitas, cheias de significado, mas que se revelaram desprovidas de conteudo e de seriedade.
A sociedade actual revelou-se de pouca confiança. desmascarou-se, porque havia algumas decadas que o cidadão atento e bem pensante se vina apercebendo de que alguma coisa não estava a ser bem conduzida. Mas agora concluiu que não era só alguma coisa, era mesmo muita coisa que vinha sendo mal conduzuida e chegamos a momento que tudo se desmascarou e já não há mais perdão para quem andou deliberadamente a ludibriar fraudulentamento todos os cidadãos honestos que quiseram honrar e cumprir com os seus deveres.
Quem vais assumir esta fraude monumental contra a humanidade?..!..


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã nos últimos 40 anos




Dizia há dias uma entrevistada por um canal Televisivo que ali naquela Terra não havia nada para as pessoas se fixarem. As populações nascidas localmente, tinham que partir à procura da vida por outras terras, inclusive pelo estrangeiro.
Fazer uma viagem, duas ou três pelo estrangeiro e ficar por lá algum tempo a trabalhar para conhecer a vida de outros povos e suas culturas, nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário só faz é bem, e a minha opinião é de que todos deviam fazer isso. Pois eu também fiz e acho que é das melhores coisas que uma pessoa deve fazer para conhecer melhor a vida.
Mas partir à procura de outras terras para conhecer é uma coisa. Partir da sua terra desanimado/a com a sua própria terra é outra.
E é assim que gente de muitas terras portuguesas continua a partir.
As últimas décadas do século XX, permitiram a Portugal que todas as suas Regiões se desenvolvessem a ponto de segurar os seus naturais cidadãos, evitando a debandada que houve em meados do mesmo século. Algumas regiões assim o fizeram. Por razões óbvias, as populações deslocaram-se do interior para o litoral. Mas houve regiões do interior que foram segurando a sangria dos seus habitantes.
E como fizeram? Tentando desenvolver infra-estruturas e incentivando a cada cidadão procurar desenvolver a sua própria vida profissional de uma forma empresarial. Não os colando ao aparelho estatal. Chamando e admitindo o indispensável. Até porque quanto menos Estado, melhor Estado.
Mas houve regiões que por interesses politico/partidários, os seus representantes tentaram colar as populações ao aparelho do Estado.
Assim, as pessoas foram encostando-se e habituando-se a que alguém pensasse e decidisse por elas. E assim não se aperceberam que um dia haveriam de ser traídas. Essa traição chegou já nos nossos dias actuais.
Nas minhas voltas por Portugal há alguns anos, passei, parei, estive, filmei e fotografei, dormi e passei por ali alguns dias. Via as pessoas nos dias normais de trabalho encostadas às suas portas e sentados nos bancos à frente das casas como que se nenhuma preocupação tivessem. Fiquei admirado e disse que aquelas populações teriam um futuro pouco promissor. Vi andarem a construir uma excelente e grande Rotunda que dava a ideia que era uma preparação e infra-estrutura para uma nova cidade. Passados 10 anos voltei a passar nessa mesma Rotunda, estava bem acabada, bem decorada, mas todas as estradas que dela saíam, a mais de 100 metros ainda eram as mesmas de os 10 anos anteriores, com pequenos arranjos. As pessoas continuavam sentadas à porta das casas só que com escalões etários mais idosos e a localidade continuava para no tempo. Era precisamente a localidade onde agora a cidadã dava essa entrevista à Televisão.
Também visitei outras Regiões do país no mesmo período e em dez anos algumas localidades quase ficaram irreconhecíveis com tamanho progresso. E todas estas regiões do interior do país.
A grande diferença, estava em que a região que não desenvolveu, tinha oito vezes mais as suas populações ligada aos serviços autárquicos. As regiões que mais desenvolveram e fixavam as populações jovens, tinham oito vezes menos pessoas dependentes dos serviços autárquicos.
As fotos: a primeira do nosso lado esquerdo é a Rotunda, a do nosso lado direito é a estrada fronteiriça por onde partem as populações locais à procura de outras terras. A foto do meio é a de um antepassado ilustre natural dessas regiões, que os actuais representantes por interesse ideológicos e materiais prenderam as populações ao aparelho do Estado/Partido, não houve o mínimo desenvolvimento regional e agora as gentes novas não têm outra solução se não partir. Mas se tivessem seguido os passos e pensamento do ilustre antepassado seu conterrâneo que deu mundos ao mundo e que tentou desenvolver a sua região, tivessem os actuais seguido esse pensamento, essa região em vez de ter caído no marasmo, estaria hoje transformada numa Região próspera.

sábado, 22 de outubro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A evolução de um país e/ou de um povo, não precisa de esquecer nem de desprezar o que ambos têm de bom. A ciência evolui mais se se tiverem em conta estas duas riquezas e valores.
Talvez por se ter desprezado a parte natural de um povo e das suas terras, é que não raro a ciência não tem tanto êxito e por vezes até não tem sucesso. Se pensarmos bem e reflectirmos, por vezes o desenvolvimento da ciência não é mais nem menos do que o processo da natureza mas de uma forma mais acelerada. Aliás, a ciência colhe muito os processos da natureza.
Verifica-se neste momento que as pessoas, o cidadão comum, volta a apreciar o processo o desenvolvimento natural. Ao deparar-se com processos naturais de beleza e criação natural, o ser humano volta a parar, reparar, pensar, reflectir, analisar e depois até comentar. Coisa que durante algumas décadas, talvez meio ou um século se esqueceu de fazer.
Mas agora, depois de verificar que durante algum tampo talvez não tenha seguido o melhor caminho e que até fomos bastante prejudicados, quer civilizacionalmente, quer materialmente, porque são duas condições que têm que andar próximas, se não, não evoluímos muito. A pessoa parou pensou, reflectiu e decidiu-se a mudar de direcção e de velocidade. E eis que concluiu que tinha mesmo de mudar de direcção e de velocidade. Verifica que tem que copiar mais e desprezar menos os processos de evolução natural.
A foto do lado esquerdo, recebeu milhares de comentários de apreciação. A do meio também foi muito apreciada. A do lado direito é vista mais a sério, pois é por aqui que as coisas precisam de progredir.
O mundo e a sociedade em geral já concluíram que precisam de arrepiar caminho. Temos uma boa parte da humanidade que anda sem destino, sem horizonte, sem objectivo, perdeu-se no caminho talvez porque alguém lhe ensinou o caminho errado. Mas agora essa mesma gente procura o caminho certo, mas não vai ser fácil, porque eles não têm bases para poder encontrar o verdadeiro caminho que precisam de caminhar. Dessas pessoas, já há uma boa parte que procura a forma correta de iniciar esse caminho. Mas há uma boa parte que não sabe e não se preocupa em encontrar a forma certa de aprender o caminho para o lado certo. Ainda pensa que têm o direito de pensar que têm que ser os outros a apresentar-lhes a estrada já construída. Eles só têm que viajar pela estrada já construída pelos outros.
Ora isso não é passível. Sempre foi e hoje cada vez mais, cada um tem que construir a sua estrada para depois poder viajar pela estrada que ele próprio construiu.
Sem duvida que esse caminho tem que ser encontrado pelo próprio, para se chegar ao destino, que é o bem estar de todos.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011




Era adolescente, passava todas as manhãs frente ao grande edificio granitico, que lhe chamava a atenção não só pela sua imponencia mas mais pelos que passavam embrulhados nas capas pretas, que serviam não só para travar o frio mas também para impor a sua classe social.
Pedro que era ligeiramente mais novo, passava em cima da galera, tiritando e esfregando as as mãos que era a forma mais rápida de espantar o vento gelado que lhe batia nas orelhas e o esperava a missão de ajudante na grande máquina-terra-planagem (primeira foto do lado esquerdo) que abria terreno para a construção de uma muderna estrada junto a outra estrada-romana já quase com 2000 anos.
Pedro, por ter nascido numa classe pobre, não se via inferiorizado perante aqueles por quem passava de capas pretas e de livros debaixo dos braços, parece que algo lhe dizia que a diferença poderia um dia vir a deminuir.
Esta cidade escrita com três FFF, mas que que tem imensas interpretações: Fria, Forte e Feia: Formosa, Fiel e Farta e outras mais.(ultima foto do lado direito)
Viria o dia em que Pedro, no meio do seu grupo de trabalho e de estudos (foto do meio) haveria de encontrar um dos que se passeava de capa preta dentro do termico edificio, quando ele Pedro passa à frente desse mesmo edificio, em cima da galera para ir tirar a terra pegadiça cheia de gelo, que o operador da máquina lhe mandava tirar gritando-lhe com palavras pouco afáveis.
Vamos chamar-lhe João ao ex-aluno do edificio imponente, este, quando Pedro se lhe identificou sem complexos, que era o rapáz que passava gelado pela manhã em cima da galera quando ele joão estava com as mãos bem agazalhadas dentro da Capa, João tentou disfarçar a decepção. Mas entretanto disfarçou rápidamente, Pois já tinham tido agora vários debates politicos. Pedro continuava defendendo o seu principio social, das competencias justas, tanto na sua terra natal como na grande cidade e agora já frequentando uma escola superior.
Mas João, na sua terra natal continuava sim a defender o direito aos privillégios superiores para a sua classe, mas na grande cidade militava na ediologia da extrema esquerda.
João haveria de vir a ser aluno de Pedro durante algum tempo. Pedro tratou-o como aluno amigo. João portu-se para com Pedro como aluno falso. Afastou-se de Pedro por não conseguir lidar com o complexo, lidar com as alterações naturais da vida real.
Nos últimos 40 anos, Portugal assiste às mais importantes mudanças sociais que muita gente não quis imaginar nem quis ver.
Presentemente, estão a acontecer mudanças no nosso país e na sociedade em geral, mas mais vincadamente na sociedade portuguesa, que quem não se quer deixar enganar já há mito que sabia que estas mudanças iam acontecer, já deviam ter acontecido.
Mesmo assim, muita gente tem reações incompreensíveis a estas mudanças. Mas talvez se adaptem melhor e mais rápido a elas, do que à partida imaginavam.

sábado, 8 de outubro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã em 40 anos

Finais da década de 70 do século XX, diziam as pessoas acima da meia idade, que agora já não há pobres. Queriam dar alguma roupa usada aos pobres, que estavam habituados a ver quando eles eram novos, mas agora já não havia esses pobres.
Os tempos foram mudando. Mal eles sabiam que estavam a criar alguns filhos que haveriam de lhes dar netos que seriam os pobres pedintes do futuro.
Eu pessoalmente, já vi netos de pessoas que lhes ouvi essas palavras, a estenderem a mão na rua. tendo alguns desses jovens que andaram a pedir na rua, falecido nessa vida. Ouvi de uma jovem que chegou a essa situação: o meu mal foi eu ter vindo para a cidade!.. Vi também uma familiar de um jovem que andava a estender a mão na rua, ao passar por ele, desviar-se e virar a cara para outro lado. O pedinte apercebeu-se dessa situação e começou a chorar. Deixou de se ver nessa rua, provavelmente faleceu, pois já estava em fase terminal.
Todos nós conhecemos casos em que há familias que lhes desaparece algum membro da familia, vão à procura dele e encontram-no na vida pedinte.
As razões porque aconteceu essa hecatombe, são imensas e todos nós sabemos quais são. Mas certo é que nestes 40 anos a sociedade sofreu grandes e estrondosas alterações, e, estamos actualmente no centro do furacão das mudanças.
As fotos ilustram bem a situação actual da sociedade.
A primeira foto do nosso lado direito (clicar sobre a foto para ver em tamanho maior), mostra aqueles que se entregam ao desleixo da vida, renderam-se à situação em que para eles a vida já é aquilo. Embora sendo novos em idade, já se entregaram à condição de velhice da vida. Alguns foram criados com todas as mordomias materiais (talvez algumas foram de mais) para serem verdadeiros cidadãos.
Mas talvez por terem tido mordomias exageradas sem serem bem administradas é que depois fracassariam na vida.
A foto do meio mostra também gente jovem que por terem entrado para uma situação em que se aperceberam que afinal a vida num mar de roas que lhe disseram que iriam ter no futuro, estes aperceberam-se e já tiveram dúvidas, que isso não iria acontecer de verdade. Então vai de passarem à condição de pedintes mas na condição de exigentes que queriam aquilo que lhes tinham prometido. Porque acham que pelo facto de lhes terem dito que iram ter, acham que têm o direito de ter mesmo. E então recorrem ao método da violência, embora por enquanto de carácter pacifica, mas lá virá o dia em que as coisas mudarão. Estes ainda não desistiram, mas por esses métodos não irão adiantar muito mais. Porque o que eles precisam de saber para terem o que seus pais tiveram, não lhes foi ensinado pelos seus pais, como os seus pais tiveram quem lho ensinasse.
A foto do nosso lado direito, tirada precisamente no mesmo local da anterior, mas alguns dias depois, esta já mostra jente da mesma idade dos anteriores, mas estas ainda vivem a vida que lhes foi prometida. Embora não seja garantida totalmente para o seu futuro.
Assim, vivemos uma época de fortes convulsões: de decepções para uns, de incertezas para outros e de mais ou menos certezas para alguns. Estes últimos, aqueles que não lhes foi prometido o não possível e ao mesmo tempo lhes ia sendo ensinado a realidade do futuro.



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

O choque económico e social chegou. Os avisos já há muito que eram evidentes, só que muitos não os conseguiam ver e outros mesmo, não os conseguiam captar.
Hoje, multiplicam-se conferencistas em todo quanto é sitio, mas onde eles são vistos, fazem questão de se evidenciar com palavras e frases muito bem mastigadas para ver se escorregam melhor.
Quem diria há uns tempos atrás que determinadas figuras que seu passado é sobejamente conhecido, hoje apareceriam com tantas palavras mansas à procura do culpado. quando o culpado são eles mesmos. Mas o mais engraçado é que eles sabem muito bem que são eles, e, as pessoas sabem também muito bem que são eles.
Grandes obras do passado, a médio e a longo prazo distante, deram a solidez para uma economia sustentada e continua, caso não tivessem sido abandonadas teriam mantido uma economia produtiva continua e sustentada.
Outras mais recentes, também foram bem pensadas, de projecção universal mas que não estão a ser bem exploradas e geridas. Talvez por causa dos interesses particulares e individuais.
Por isso, estamos a ser olhados até pelos mais ignorantes, desconfiando de nós e à espera do que poderá vir.
Nos últimos 40 anos em Portugal aconteceu de tudo. Mas também temos nichos que nos dão muita esperança. Muito embora ainda haja muita gente que ainda não se apercebeu do momento em que nos encontramos em Portugal. Forte e rápida mudança que está a ser operada. Evolução ou Revolução como qualquer um lhe queira chamar, certo é que a mudança cada dia que passa é mais acelerada. Até dá gosto ver como as coisas estão a mudar tão rápido e de uma forma tão tranquila, que, repito, muita gente nem se apercebe desta mudança.
Mas as pessoas já começam a ser outras, muito diferentes desde há um ano, dois anos. A grande mudança acontecerá nestes cinco ou seis anos que estão a decorrer. passado este tempo, nada será como dantes. As pessoas serão outras, terão outros comportamentos, quer sociais, quer económico/financeiros. Provavelmente teremos uma nova era, uma nova geração de mentalidades. Pois muitos já vêem sendo auto-preparados desde há uns tempos para cá.
As migrações inverterão o sentido. Até as emigrações e imigrações transferir-se-ão das regiões tradicionais para outras. Seremos muito surpreendidos pelos hábitos novos dos cidadãos, não só nos do dia-à-dia mas também se verificará nas grandes decisões da sociedade em geral.
Preparemo-nos sem demora para as grandes decisões.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Em 40 anos, volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Há cerca de três décadas, cruzava eu esta baixa (primeira foto lado esquerdo - clicar para ver em tamanho maior) e um finalista de agronomia dizia-me que esta baixa era um dos locais de Portugal com melhor clima para produzir toda a espécie de frutos e legumes mais temporões e dos melhores do Mundo.
Mas nesses tempos, uma deslocação de automóvel da capital do país até lá levava seis ou sete horas mas com boa perícia de condução e depois de lá chegar era preciso pôr o automóvel algumas horas na oficina para poder regressar com segurança à capital.
Há cerca de duas décadas, um membro do governo ao visitar essas Terras, disse que estava a comer a melhor carne de vitela do mundo.
Há cinco ou seis anos, num programa de Televisão feito nessas Terras, um dos apresentadores disse que tinha almoçado, seguramente comendo produtos dos melhores e mais biológicos do mundo. Mas não deixou de dizer e repetiu, que para as pessoas da capital irem beneficiar dessas dádivas da natureza, continuavam a precisar de seis / sete horas para lá chegarem de automóvel.
Mas agora já não!.. Em quase metade do tempo e sem estragar o automóvel, os residentes da capital podem estar lá estragando menos o automóvel do que o estragam no transito urbano.
Os mitos de que: para lá do Marão mandam os que lá estão, acabaram. Os grandes túneis, as grandes terra-planagens, os grades cortes nas serras e vales tornaram do que antes era muito longe, agora é perto.
Fruto também de, muitos naturais dessas terras se terem formado e especializado nas melhores universidades e aí terem regressado e teimosamente com muitas dificuldades e sacrifícios venceram o isolamento e também muito caciquismo que teimosamente, teimava em manter essas terras em condições de isolamento. Não foi fácil ultrapassar e vencer o caciquismo por essas regiões.
Mesmo assim, ainda continuam por ali alguns desses caciques bem implantados em lugares de decisão privilegiados, tentando sempre que têm oportunidade, impedir o desenvolvimento das regiões mais afastadas do país.
Mas hoje já é muito difícil os caciques tentarem travar o desenvolvimento das regiões. Mesmo que alguns deles continuem instalados nos lugares de decisão, já têm mais dificuldade.
Já não é possível acontecerem casos como: há cerca de trinta anos, um cidadão e uma cidadã deram inicio ao melhoramento público, movendo dificuldades com o esforço e empenho junto das altas instâncias. O melhoramento foi aprovado porque era devido mas ninguém o reclamava.
Só que quando o melhoramento devia ter início não teve. Os mesmo quiseram saber porquê e foi-lhes dito que as pessoas que estavam a ser pagas nos seus ordenados com o dinheiro dos contribuintes para tratarem desses melhoramentos para as populações locais, esses mesmo quando viram que o melhoramento iria ser feito, foram eles mesmo que se moveram para tentarem impedir que o melhoramento fosse feito e acabou por não ser. Só quando essas criaturas foram afastadas desses lugares é que os melhoramentos foram feitos.
Por isso, muitas regiões do país, mantiveram-se subdesenvolvidas até mais tarde por causa do caciquismo e nem sempre por razões financeiras do Estado.
Agora esse caciquismo ainda não está extinto mas já está mais escondido e cauteloso, porque as pessoas residentes nas regiões evoluíram muito mas que os caciques. E assim a doença do caciquismo vai sendo curada.
Agora, as pessoas podem desfrutar das dádivas que a natureza está pré-disposta a oferecer-nos, desde que nós as saibamos extrair dessa mesma natureza, com o nosso trabalho, mas alimentado a natureza com o que ela precisa para não ficar desfalcada de modo a deixar de nos poder brindar com os produtos que nós queremos, precisamos e tanto gostamos.


sábado, 17 de setembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Nem todas as pessoas já se aperceberam da mudança em tudo, mas principalmente na sociedade. Aliás, a sociedade desde há muito tempo que está em mudança acelerada constante, por vezes só se apercebia desta mudança tão rápida quem estava constantemente atento, mas actualmente a mudança é visível, só o maior cego (aquele que não quer ver) é que não vê.
Há pessoas que permanecem no tempo da 1ª foto - era medieval.
Vêem-se com frequência conversas e discursos, por vezes vindos de pessoas de quem menos se esperava, com responsabilidades de governação, politica e empresarial que não deixam duvidas de que ainda vêem a sociedade como a 1ª foto aqui apresentada (clicar sobre as fotos para ver em tamanho maior).
Portugal, nos últimos 40 anos tem mudado a um ritmo bastante acelerado. Neste momento, enquanto em algumas regiões do país por onde se situam as grandes cidades e urbanizações se nota um abrandamento do progresso e sobre tudo nas pessoas, estas andam auto-oprimidas, resignadas, porque estavam habituadas a orientar a vida ao sabor do discurso dos políticos. Como agora esses políticos optaram pelo discurso da desgraça - para ver se ainda conseguem inverter o curso da mudança -, automaticamente contaminou também essas pessoas que orientavam a vida ao sabor do discurso dos mesmos.
Mas em algumas regiões do país - ver fotos do meio e do nosso lado direito - onde ainda há dez, vinte, trinta anos eram terrenos rurais, hoje já se vêem grandes obras construídas e outras em fase de construção.
Aí, as pessoas andam motivadas, cheias de esperança, confiantes no futuro, o movimento de dinheiro mantêm-se normal. As lojas mantêm o mesmo movimento. As pessoas mantêm e até aumentam os seus projectos para o futuro.
No geral, e como os grandes centros populacionais é que sempre comandaram os destinos das sociedades, precisamos que, embora de pouco em pouco, esses falsos políticos vão sendo irradeados dos comandos das sociedades. Embora eles sejam como as carraças, quando agarram é difícil largarem, mas as outras pessoas como são mais inteligentes que eles, têm que fazer com que essas criaturas progressivamente se vão afastando dos destinos das sociedades.
Nas grandes palestras, começa-se a ver essas pessoas que ainda há pouco tempo, um ano ou dois, não queriam admitir que se falasse a verdade. Porque eles tinham tido uma formação baseada na mentira, quer nas escolas por onde passaram, como nos seus meios familiares e sociais.
Agora já se começam a convencer que talvez terão que aceitar começar a falar e conviver com a verdade, que para eles é muito estranham e com grandes dificuldades em se adaptarem a ela. Vão ter que travar uma luta enorme para conseguirem viver com a verdade. embora em muitos casos será impossível essas pessoas conseguirem adaptarem-se ao mundo da realidade e da verdade, que é o que nos espera daqui para o futuro.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã





Isto também é progresso.
As imagens que aqui apresento, demonstram bem a realidade destas terras. - clicar sobre as fotos para ver em tamanho grande.
Quando no século XI alguém decidiu investir em alto grau (para a época) nesta Região, talvez não o tenha feito por acaso e com falta de visão.
A construção deste castelo neste século, demonstra bem o interesse e esperança que os decisores da época depositavam nesta região. Passados 1000 anos esse visão parece que retoma .
Infelizmente ainda temos muitos que pensam que é a pisar as uvas no meio da rua protestando por não lhe darem privilégios, em vez de se quererem sujeitar às regras da concorrência leal.
Mas em contra partida, há outros, muitos mais, que deitam mãos ao trabalho e a obra aparece. Esta região que foi deitada ao esquecimento durante muitos séculos e sobretudo nas ultimas décadas, mas agora parece que decididamente arrancou.
As grandes vias de comunicação começam a aparecer. Rasgam-se montes e vales, estabelecem-se pontes gigantes transformando grandes declives em grandes rectas planas.
O produto de excelência, que já há dois mil anos os povoadores o consideraram o seu néctar preferido, que ainda hoje é um dos vinhos mais famosos do mundo, se não o mais famoso de todos.
Quando este país preenche os meios de informação com desgraças de falta de emprego e existe tanto para fazer!..
Nas grandes cidades formam-se organizações só para pedir a quem trabalha, para depois ir entregar esse produto a quem não quer ir à procura do trabalho a onde o há para estes não morrerem à fome. Há tanto por fazer neste país.
Mas nesta região há outra vertente que é o Turismo, que será uma grande promessa do futuro. Nos restaurantes, entra-se à hora das refeições e estão cheios mesmo cobrando os preços normais sem precisarem de andar a reduzir os preços, mantendo e até aumentando a qualidade do produto. Enquanto que nas grandes cidades estes passam o tempo a lamentarem-se, reduzindo os preços e reduzindo (como é óbvio) a qualidade do produto.
Nesta região, não se ouvem as lamechasses do costume nas grandes cidades. Se se sentar numa esplanada, ouve o cidadão comum falar as conversas normais: fala como lhe correu o seu dia de trabalho e o que irá fazer no dia seguinte quando acabar o seu horário de trabalho.
Não é necessário ser-se adivinha para ver que futuramente inverter-se-á a corrente migratória das ultimas décadas.
Alguns pregadores dos palcos dos comícios com tristes exemplos que ainda continuam a dar, cada vez terão menos quem os oiça e quem acredita neles. O cidadão passará a guiar-se pelo seu próprio parecer e orientação e procurará a realidade do futuro.


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