sexta-feira, 30 de abril de 2010


Zona Ribeirinha de Queluz






Patinagem contra o temporal do Guincho









quinta-feira, 29 de abril de 2010

FOTOS


Cordilheira do Atlas



Tempestade de areia junto à cordilheira do Átlas


A placa diz tudo


Remoinho/ Furacão






quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cronicas do Dia Seguinte - Testemunhos - 20-04-2010

Por americo - paisagem região do acontecimento
Levaram-me as filhas e roubaram-me as empresas. Não foi bem assim que Manuel se expressou. Mas!..
Uma pequena holding, com cerca de trezentos empregados em vários ramos, o empresário Manuel tinha construido estas pequenas empresas, que todas juntas correspondiam a uma boa média wmpresa. Mas Manuel com boa visão de negócios, diversificouas por vários ramos.
Manuel vivia uma época de estabilidade social adormecida, mas como empresário era homem de sucesso. Familiarmente também era um homem feliz e realizado. Casamento com a mulher indicad, duas filhas, Inês e Paula, adolescentes que eram a luz dos seus olhos. Boas estudantes, jovens bonitas e dedicadas. Por só ter filhas, não o incomodava que ao fazerem 20 anos, tivessem que partir para o Ultramar e que por lá podessem morrer, como já tinha acontecido com alguns filhos dos seus amigos.
Do Maio de sessenta e oito em Paris, pouco viu na Televisão, mas as filhas, que já acompanhavam o movimento estudantil, falaram-lhe nisso, que um periodo de instabilidade social se poderia aproximar. O tempo ia passando e ele só pensava em que as suas filhas fossem para a Universidade para depois de concluiresm o curso, tomassem conta da Direcção das empresas da familia.
Com a chamada da atenção das suas filhas, veio-lhe à memória a conversa que tinha tido num almoço de negócios com Pedro, o jóvem representante da Instituição Financeira que financiava as suas empresas. Este dissera-lhe que quando terminou em 1972 o seu serviço militar em Mafra o seu comandante no almoço de despadida, lhe dissera que Portugal estava a precisar de uma Guerra Civil.
O empresário Manuel começou a associar todos estes avisos e a convencer-se de que a estabilidade social em Portugal estaria a chegar ao fim.
O 25 de Abril eclodiu e as convulsões pelas empresas alastraram. Mas Manuel pensava que só aconteceria às grandes empresas. Até porque nas suas empresas os Partidos Politicos não se estavam a instalar e Manuel continuava descansado, mas as suas filhas que já se preparavam para entrar na universidade, iam chamando à atenção do pai para eventuais surpresas.
Dois dos empregados mais recentes, ofereceram-se para conselheiros de Manuel, para o irem alertando de algum mutim no sentido do sindicalismo e Manuel gostou da atitude dos jovens e aceitou a colaboração destes. Mas a sua ideia ia para Pedro, que embora fosse jovem, mas pelas funções que exercia e parecia um homem honesto, lhe inspirava confiança e decide oferecer-lhe um ordenado completo só para ir algumas horas às sextas-feiras verificar a contabilidade das suas empresas. Pedro recusou, pois para além do seu trabalho na istutição financeira, também concluia o curso de Direito na Universidade e não tinha tempo que chegasse.
Mas Manuel, já preocupado com o futuro das suas empresas, achava que o jovem Pedro seria uma pessoa indicada para um futuro responsável à frente das suas empresas e começa a convidá-lo para convívios familiares na intenção de que conhecesse as suas filhas e poderia dar um futuro casamente. Pedro aceita o convite e houve simpatia entre ele e Inês, a mais velha das irmãs. As duas irmãs tinham decidido adiar a ida para a faculdade. O mais importante agora era acompanhar o pai para segurarem as empresas da tomada pelas comossões de trabalhadores na auto-gestão.
Os dois jovens trabalhadores oferecidos para colaborarem com Manuel, transformaram-se em perfeitos - yess-menes - para o patrão e para as filhas. Não se importavam de fazer de serventes, motoristas sem qualquer horário de trabalho. As filhas de Manuel, avisaram o pai que a lialdade desses dois funcionários era duvidosa. Não demorou que estes dois jovens estivessem eles próprios à frente das comissões de trabalhadores a quererem tomar as empresas. Não demoraram em fazer nova proposta ao patrão empresário Manuel.
Antes que os trabalhadores tomassem as emprtesas, eles, emcabeçavam as comissões de trabalhadores mas estariam do lado do patrão. Não demorou em que encostassem Manuel à parede e lhe disseram que como eles agora já eram dirigentes sindicais e para evitar que os trabalhadores tomassem as empresas e entrassem e auto-gestão, temporáriamente eles ficariam os administradores das empresas. Mas quando Manuel se aprecebeu, as empresas já estavam dominadas pelos dois sindicalistas.
Começaram a precionar as filhas de Manuel no sentido de casarem com eles e assim as empresas nunca passariam para os trabalhadores. Inês, ainda não tinha esquecido Pedro de quem gostava. Fala com pedro mas este já havia muito tempo que se tinha apercebido das intenções dos sindicalistas, tomarem eles proprios as empresas.
Manuel, já perdido, agora ou aceitava que as filhas casassem com os sindicalistas ou ficava sem as empresas. E se as filhas casassem com os sindicalistas, as empresas continuavam a ser das suas filhas.
Casamentos consumaram-se e daí a frase de Manuel - Levaram-me as filhas e roubaram-me as empresas.
Hoje, as filhas de Manuel, são as verdadeiras Administradoras, e os ex-sindicalistas hoje maridos, passam o tempo pelas casas de ócio de Lisboa, gastando algum dinheiro, para matarem o tempo, porque não sabem fazer mais nada. ( resumo de 15 páginas do livro)
Paisagem da Região do acontecimento

sábado, 10 de abril de 2010

Crónicas do Dia Seguinte

Testemunhos: Nº 10 - Abr 2010.
Júlio concluiu a instrução escolar obrigatória. Não tinha mais nada para fazer. Os companheiros, alguns tinham partido para a continuidade dos estudos. Outros, começado a trabalhar. Ele não, passava o tempo vagueando pelas pequenas ruas da Aldeia. Não gostava de estudar. O sonho dele era ganhar dinheiro e ficar rico rapidamente.
O casal de familiares que vivia na capital, reparou e levou-o para a capital. Parecia um miudo esperto. Atrás do balcão da pastelaria, cedo haveria de dar nas vistas, não paravam de lhe dirigir convites. Ainda não tinha completado 20 anos, aceitou ir dirigir uma Pensão Residencial.
O dinheiro caía em catadupa. Mesmo assim, ainda queria mais. Noutros negócios menos claros se meteu e então, cada vez mais dinheiro. Não resistiu a começar a ir à terra exibindo poderio de dinheiro e sinais exteriores de riqueza com os seus belos carros de topo. Na terra passou a ser visto como o miudo esperto e homem de sucesso.
Inês, jovem da idade de Júlio, não lhe passava despercebido o sucesso do ex-companheiro da primária, embora ela tivesse concluído o secundário e iniciado o superior, mas para ela contava mais os belos carros e a classe como Júlio se vestia. Tornava-o um dos jovens mais falados e atraentes da localidade.. Contra a vontade dos pais, Inês deixa-se enamorar por Júlio. Júlio prometia-lhe que tinha uma bela vivenda à espera dela na capital. Quando os pais de Inês quiseram interferir já era tarde. Inês fez de propósito, quis ficar grávida para assim se poder juntar mais rapidamente a Júlio. No casamento apressado Júlio fez um casamento à rico, numa Quinta com muitos convidados, quase todos pessoas de mais idade, desconhecidos, escondidos atrás de grandes óculos escuros, exibindo grandes carros.
Este ambiente não passou despercebido aos pais e convidados de Inês. Mas Inês tinha pressa de se juntar ao homem com fama na aldeia, de ser um Gestor de sucesso na Industria Hoteleira, para ir para a capital viver na vivenda que estava à sua espera.
Em Lisboa, Inês não foi para a vivenda anunciada. Foi para um pequeno apartamento águas furtadas num dos bairros mais degradados da capital, zona da Pensão que Júlio geria. Inês rápido se apercebe da situação, mas não queria acreditar! Não podia ser verdade o que lhe estava a acontecer!..
O tempo passava e Júlio não levava Inês ao seu trabalho. Quando foi, Inês encontrou uma - Casa de passe-curta permanência. Era esta a unidade hoteleira que Júlio geria.
Inês, viu Júlio permanecer atrás de uma pequena mesa ao cimo das escadas, fingindo que identificava quem entrava (os acompanhantes das meninas) ao mesmo tempo que tinha Lisete ao seu lado e esta passou a ser a atenção de Júlio. Lisete era uma jovem elegante, loira, vinda de gente de bem, que tinha abandonado os estudos e se passou a prostituir por causa da droga. Agora tinha deixado de se prostituir para ser exclusiva de Júlio, vivia no apartamento de muitas e boas assoalhadas na zona socialite da cidade que Júlio lhe tinha oferecido e mobilado do melhor que havia, onde Júlio passava parte do tempo. Aqui, Júlio e Lisete davam a imagem de um casal da classe superior, ostentando carros e telemóveis de topo. Os vizinhos diziam que eles deviam ser gente muito rica. Júlio nadava em dinheiro vindo da casa de passe e dos produtos comprados vindos dos furtos e roubos. Inês, embora não tivesse vivência citadina que lhe permitisse identificar toda aquela situação, não ficou com muitas dúvidas donde vinha o dinheiro a Júlio e a vida que ele fazia. Em breve Júlio foi preso e para durar. Júlio na prisão, ainda deu ordens a Lisete para gerir a Pensão e que desse dinheiro a Inês e à filha que já tinha nascido, mas Lisete gostava de consumir droga da boa e o dinheiro não chegava para Inês. Inês ainda se quis fazer amiga de Lisete, vendo que também tinha sido menina bem e que foi um infortúnio ter ido para ali, mas Lisete já estava noutra.
Como o dinheiro não chegava para a droga e Júlio não viria tão depressa da prisão, Lisete volta a prostituir-se no próprio apartamento que Júlio lhe tinha oferecido, ao mesmo tempo que ia vendendo toda a mobília da casa, liga-se a um cliente asiático com muito dinheiro que lhe prometeu todo o dinheiro que ela quisesse para a droga, mas na condição de casarem, para ele se poder legalizar em Portugal e Europa. Este, vendo ali a possibilidade do seu sonho, ter um filho de uma europeia e loura, promete-lhe tudo. Lisete ficou grávida. O asiático foge com ela para parte incerta para nunca mais serem vistos.
Júlio é julgado novamente e apanha uma pena de muitos anos de prisão.
Inês regressou à terra com uma filha para criar.
Continua»»»
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