quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - Crónica 240 - 21-09-2023

Foto dos Tempos

Foto dos Tempos






Assistimos a uma transformação do país bastante acelerada que muitos não querem ver, talvez porque não lhes interessa.

Mas o tempo não perdoa, os efeitos para a transformação acelerada que está a acontecer já foram lançados há muito tempo.

Com uma mudança precipitada de regime em Portugal, o país começou a transformar-se noutro país, as pessoas já constituídas, muitos deles transformaram-se rapidamente também em outras pessoas, os já nascidos e ainda não constituídos já se formaram pessoas diferentes, os que nasceram a seguir já resultantes de geração em geração serão muito diferentes.

Mas porque é que este processo social de transformação é tão estranho e fora do comum! As pessoas em 1974 já esperavam e queriam uma mudança, a que já estava em andamento com o fim de Salazar e o começo de Marcelo Caetano, transição da ditadura para uma democracia controlada, embora lenta e alguns desejosos de que uma mudança fosse mais rápida, mas estava a ser aceito e já estava a produzir os seus efeitos. 

Meados de 1973 estava eu ​​fora de Portugal, chegou um amigo que tinha vindo passar férias em Portugal, disse que em Portugal já se vivia melhor que em alguns países, quase todos já tinham automóvel, alguns já iam de automóvel regar à horta. 

Marcelo Caetano, já tinha começado a mudança, mas bem calculada, ele sabia e conhecia-os bem, quem estava à espera do momento para o assalto. Já tinha dado a oportunidade a Mário Soares de ir discursar aos territórios ultramarinos expor as suas ideias e opiniões para a mudança e, lá foi bem recebido e protegido fazendo os seus discursos das varandas dos palácios dos Governos Civis, os militares a cumprir missão militar por lá, ouviam-no com atenção.

Para muitos dos que estavam à espera da oportunidade para o assalto, não lhes interessava a mudança suave e progressiva do país e com a independência dos territórios ultramarinos a seu devido tempo, passando por uma fase de autonomia para a preparação estrutural e depois a independência total .

Não lhes interessava assim, porque assim eles não tinham a oportunidade de assalto ao poder em Portugal e de entregar os territórios ultramarinos aos seus camaradas das grandes potências que os sustentavam havia algum tempo para que eles fizessem esse favor. Assim, havia que manipular a situação e fazer o golpe militar com armas em Portugal, gerando a confusão para melhor eles poderem tomar o poder.

Depois de fortes convulsões com algumas mortes pelo meio e perseguições em massa a ponto de terem de fugir para o estrangeiro, calcula-se que cerca de 60.000 quadros e empresários, o país ficou com muitos lugares vagos, mas estes lugares seriam rapidamente ocupados por quem não tinha formação nem preparação para os ocupar. Dizia um que acabou de ocupar um desses lugares de responsabilidade numa empresas de maior marca em Portugal e ainda hoje é a empresa pública mais falada em Portugal mas que tem sido um sorvedouro de dinheiros públicos, que foi questionado, porque ele só tinha a 4ª classe e o que teve de fugir deixando o lugar vago tinha formação académica curso profissional completo a nível de bacharelato, o novo ocupante que todos os dias saía às 15:00h para ir preparar a manifestação de rua, dizia que a 4ª classe chagava muito bem, ele só tinha que fazer e mandar fazer o que o partido lhe dizia a ele para ele dizer aos seus subordinados.

Também um pequeno/médio empresário de uma gráfica com 45 trabalhadores, disse que a sorte dele e do sindicalista, foi ele não ter uma arma na mão, quando o sindicalista entrou pela porta dentro gritando: camaradas isto agora é vosso. O proprietário teve de fugir pelas traseiras, mas passado meio ano a gráfica faliu, fechou as portas e todos os trabalhadores foram para o desemprego. Nesses tempos, aconteceu isso a milhares de empresas em Portugal.

Portugal, um país que estava a atrair investimentos estrangeiros a um bom ritmo, inverteu esse sentido e, investimentos estrangeiros passaram a fugir de Portugal e o mesmo passou a acontecer com muitos dos investidores portugueses, foram investir no estrangeiro.

As poucas empresas que não tiveram de passar por este processo, algumas multinacionais e, mesmo assim, quando um administrador de uma multinacional que já estava em Portugal há mais de cem anos e uma grande parte do capital já era portuguesa, ao não querer deixar que a sua empresa fosse assaltada para ser destruída, porque era assim que os que tinham tomado o poder queriam destruir a produção para assim melhor poderem instalar o comunismo soviético em Portugal, alguns trabalhadores da empresa disseram ao administrador que ficasse calado porque se não punham-no na fronteira. Aconteceu que ele não deixou assaltar a empresa, não o colocouam na fronteira e ainda hoje 2023 é uma das empresas mais prósperas da economia portuguesa sustentando o Estado português e muitos funcionários portugueses.

A partir daí,  em quase todas as empresas, públicas e privadas de dimensão superior, os lugares eram ocupados por pessoas que pouco ou nada tinham preparação para o fazer. Houve uma pressão na entrega de diplomas, médios e superiores quase fictícios que foram dados sem a preparação necessária, para iludir técnicos superiores. Atualmente passeiam-se ainda nos corredores do poder figuras que vivem reformas douradas, com níveis e condições de vida que indiciam viver em mansões e com boas fortunas, de cargos de poder que vieram ocupando ao longo dos quase 50 anos, que começaram como moços de recados do partido, obtiveram o canudo de doutor sem quase porem os pés numa faculdade.  Também muitos desses novos formados foram os que viriam a ocupar muitos dos cargos responsáveis ​​nas empresas, mas a cunha e a influência partidária viriam a desempenhar um papel muito importante na colocação de novos responsáveis ​​nos lugares de responsabilidade. As influências de saias e calças, também viriam a ser das primeiras para essa gente chegar aos bons lugares e, tudo isto se manteve até aos dias de hoje com poucas exceções.

Assim, os efeitos destes tempos permaneceram e, não tardaram muito tempo em que as empresas se desmoronaram e desapareceram e, os efeitos sociais vieram a ficar à vista. Os políticos emergidos desses tempos, nunca poderiam ser muito bons e, seus filhos e netos sempre foram os preferidos dos partidos para pôr nos lugares bem remunerados, porque eram os que mais cartazes foram colocados nas paredes para conquistar votos eleitorais para o partido. Depois de permanecerem no poder, a principal preocupação destes é governar para as eleições.

A sociedade subsídio-dependente não tardou em começar a aparecer no nosso país, porque é uma das principais armas para o socialismo se instalar num país, porque é a partir daí que o partido tem mais participantes garantidos. Basta ver que, desde que começou a era dos subsídios, o político que ganha as eleições é sempre aquele que promete mais subsídios.

 

sábado, 2 de setembro de 2023

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - Crónica 239 -02-09-2023 - Sociedade em mudanças aceleradas.

Há publico para este comércio
Pessoas diferentes








 

CRÓNICA 239 – Volta a Portugal de hoje, de ontem e de amanhã- Sociedade em mudanças aceleradas.

Numa livraria a mais de 10.000 km de Portugal, inícios da década de 70 seg. XX, vi um livro que o título me chamou à atenção, autor desconhecido mas comprei-o, já não o tenho porque ia numa mala que se extraviou num aeroporto, esse livro tinha sido escrito 10 anos antes e o autor dizia que, dentro de alguns centenas de anos muitas das pessoas fisicamente não se distinguiram entre sexos, ou seja, sexo masculino e sexo feminino fisicamente seriam muito parecidos.

Não precisou de centenas de anos, bastou passarem algumas décadas, resta é saber se se caminha para o bem ou para o mal da humanidade, os porquês são muitos e já quase todas as pessoas sabem muitos deles.

Atualmente já sabemos que as sociedades nas últimas décadas adotaram formas de viver e de estar na vida que contribuíram muito para a diminuição de nascimentos em determinadas regiões do globo terrestre. Não fora as grandes movimentações em massa, que uns lhe chamam migrantes os globalistas, emigrantes segundo a literatura, ficaram-me bem na memória quando dos meus exames admissão à universidade, nos textos de português vinha lá o significado de: migrante aquele que se desloca de dentro da região do seu próprio país; imigrante aquele que entra num país vindo de outro país; e emigrante aquele que se desloca do seu país para outro país. Mas atualmente há muitas pessoas que fazem e entendem conforme a convenção a ele e ao seu grupo social, leis e regras para esses pouco valem.

Para essas regiões que por vezes englobam vários países, é o caso da Europa, para começarem a receber pessoas em força para colmatar a grande queda demográfica gerada por leis também fabricadas na Europa pela nova sociedade europeia, tiveram de ser gerados conflitos do outro lado do mediterrâneo, que era para depois as pessoas fugidas às guerras poderem entrar em massa na Europa de uma forma abrupta procurando o estatuto de refugiados, não tendo leis e disposições que impedissem essas entradas em massa, porque a Europa já estava com problemas muito sérios com a sustentabilidade demográfica e de uma forma legal já não conseguiu resolver o problema. Finais da década de noventa, em Paris ouvi uma conversa enquanto eu esperava numa fila num Banco para ser atendido, as pessoas que diziam que se os magrebinos queriam paralisar Paris de um momento para o outro era só quererem, quase os serviços primários em todos os edifícios de Paris estavam a ser desempenhados pelos magrebinos. Mas por esta via, a Europa resolveu parte da demografia laboral, mas a sustentabilidade continua por resolver, a resolução é ilusória, mas aumentou a instabilidade social descontroladamente e, os problemas para a Europa não diminuíram, aumentaram e passaram a ser outros, talvez em maior quantidade e ainda mais difícil de resolver.

Do lado sul do mediterrâneo, já há muito que preparavam como atravessar o mediterrâneo para a Europa em massa e sem controlo.

Dois ou três anos antes de rebentar a que lhe quiseram chamar primavera árabe, num país árabe mediterrânico, falava eu com um cidadão que se dizia bastante culto, dizia que até tinha aprendido a distinguir os europeus de nacionalidade de cada país pelo passar a sua mão pela pele da cara de quem quisessem identificar, deixei-lhe passar a mão pela minha cara, mas enganou-se, disse-me que eu era italiano, quando na realidade sou português de origem e antepassados longincos nascido e criado em Portugal. Com sorriso na cara, dizia ele: entrar na Europa é só atravessar o mediterrâneo e apontava mesmo com o dedo para o lado do mediterrâneo em direção à Europa e dizia: em francês, porque só admitia no país dele falar em: árabe ou francês, as língua oficiais dos países árabes e dizia: qualquer dia começamos a atravessar o mediterrâneo e estamos na Europa. Mas essa primavera chamada árabe transformou-se mais num inferno, coisa que os árabes não souberam prever, ou souberam e mesmo assim preferiram a travessia de forma tão desastrosa a continuar no continente africano.

Voltando à semelhança física entre as pessoas dos dois sexos, acontece-nos com frequência, ver pessoas bem perto de nós e estarmos com muitas dúvidas se é homem ou mulher, provavelmente muitas dessas pessoas serão bissexuais, mas alguns deles até serão heterossexuais.

Viajava eu com duas colegas, entrámos numa fábrica querendo falar com a responsável e a interessada na reunião dirigiu-se ao guichê da receção e disse: bom dia, meu senhor, e continuou a falar com ele/ela como se fosse um homem, tinha aparência física e voz se homem, mas eu desconfiei logo que poderia não ser homem. Curiosamente, a pessoa que se dirigiu ao guichê, depois, em tom de brincadeira sentiu-se defraudada, pois era uma pessoa formada com 5 anos de universidade incluindo a área da sociologia, mas confundiu a pessoa fisicamente pelo bom disfarce aparente, porque depois foi chamada pelo nome de mulher e socialmente era mulher.

Estamos numa sociedade em transformação acelerada: culturalmente, mentalmente e fisicamente. Dirão alguns: é dos tempos modernos e não há senão aceitar e adaptarmo-nos. Mas também dirão outros. Não, da forma como as mudanças estão a ser impostas forçadamente, não tem nada com os tempos modernos, tem sim a ver com a sociedade mundial, tem-se estado a dividir em dois blocos: os globalistas que querem impor um tipo de sociedade que é a que a eles lhes convém, e, os não globalistas que não querem aceitar a sociedade que os globalistas querem impor, porque acham que será um desastre para a humanidade e por isso a querem travar.