sexta-feira, 9 de julho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A algumas centenas de metros destas escadaria que todos os dias subia e descia, no quarto onde estudava com os colegas e na pausa de alívio dizia: então se para se ser chefe não contam os estudos!... então para que é que andamos a estudar?...
Estava-se num período revolucionário.
Embora o mesmo que proferiu estas palavras, hoje seja catedrático numa das universidades mais conceituadas do país e faça parte do concelho de administração também de uma das empresas mais conceituadas do país, certo é que estava ali o fim e o começo de gerações de condutores responsáveis pelo progresso de um país.
Hoje, vemos muitas empresas que já fecharam e muitas que em breve fecharão, vítimas de condutores que aprenderam o Código da Estrada pessimamente mal.
A partir dessa data e já vinha em certa medida de algum tempo antes, passou-se a premiar a esperteza (para não dizer outra coisa) em detrimento da inteligência. Premiando a falsidade em detrimento da verdade. Premiando o parasitismo em detrimento do trabalho. Claro que há excepções. Mas o número das excepções passou a ser tão baixo que o país veio parar à situação em que estamos.
Mesmo depois do grande aviso das bolhas de 2008, continua a ver-se por aí em muitas empresas, condutores que continuam a praticar uma condução desastrosa. Simplesmente já não afrontam directamente e ameaçam os condutores que vivem preocupados com a má condução que vêm ser praticada e se esforçam em repor a condução normal e do progresso e civilização.
Claro que a verdade vencerá, mas já nos custou muito caro e ainda nos vai custar muito caro.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Ruralidade dos anos cinquente do interior do país?... Não!... Estamos bem no ano de 2010 e bem pertinho de Lisboa.

Há algumas decadas atrás, bem por todo o país, as pessoas ligadas à agricultura ao verem tantos terrenos ficarem abandonados e improdutivos e verem as pessoas a ir comprar os produtos às grandes superfícies que não se sabia de onde vnham e como eram produzidos esses produtos, lamentavam-se e preocupavam-se com um futuro incerto e duvidoso na alimentação das pessoas, quantidade e qualidade. Tinham razão e estava a sabedoria popular da experiencia a funcionar (a melhor universidade.)

Um jovem que já tinha viajado por vários paises e continentes, conhecido várias civilizações, ao ouvuir estas palavras, dizia-lhes que não demoraria muitas décadas em que as situações se invertessem. E cá temos nós, a começar pelos arredores da capital, a agricultura familiar novamente em acção. Não é preciso ser-se pensador futurista nem previsólogo para ver que muita gente não terá outro remédio senão pegar na enxada para cultivar as batatas e os pimentos que precisará de comer.

Por várias razões: Primeiro, porque já houve vérios avisos de que a quantidade e a qualidade da alimentação está posta em causa. Para aqueles que foram criados com produtos naturais (na altura não se dizia biológicos) cada vez sentem mais a necessidade desses produtos com qualidade necessária para poderem continuar a viver uma vida com saúde normal. Segundo, porque a Gestão actual da produção e abastecimento das cadeias alimentares, deixa muitas duvidas na sua eficácia. As pessoas já não têm duvidas de que a cada momento essa Gestão pode falhar e ruir. Assim, quase todos já pensaram e muitos são os que já se decidiram pegar na enxada para cultivarem os seus produtos alimentares. Sejam eles carpinteiros ou pintores, engenheiros ou doutores.