sábado, 21 de março de 2015

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



 

 Mudar a forma de pensar, não estar à espera que nos dêem tudo quase feito. Ser mais criativos.
Quando se pergunta a um governante Local ou Regional o que é preciso para a sua localidade ou região se desenvolver e fixar os residentes, a primeira coisa que diz é que o governo central lhe envie mais dinheiro ou mais meios para ele poder fixar as pessoas.
Há dias vi entrevistar para a Televisão um politico regional e dizia que já tinham as infraestruturas todas mas continuava a pedir ajuda ao governo central para fixar as pessoas.
Por isso é que se diz que os políticos especializados em pedir têm que ser substituídos por governantes especializados em criar.
A nova era veio para ficar, nada será como dantes, as quatro décadas de dinheiro fácil acabaram, não virão mais.
As pessoas que se especializaram em pedir, têm que reformular as ideias e especializarem-se em criar. Criar o seu próprio trabalho, que será o seu próprio emprego. Será uma percentagem muito baixa de pessoas que passarão a ter empregos criados pelos outros. A sociedade não vai suportar por muito mais tempo vícios de vida que se criaram. Quase todas as pessoas já se aperceberam disso mas não querem aceitar essa realidade, mas com o tempo acabarão por reconhecer e render-se a essa realidade.
O nosso país tem muitas condições boas para criar riqueza à espera de quem queira desenvolver e explorar essas condições. Hoje praticamente já não há literal nem interior, as estruturas rodoviárias misturaram as duas situações. Nas horas de ponta leva quase tanto tempo a atravessar ou chegar ao centro de uma grande cidade do literal como quase o mesmo tempo a chegar ao interior do país. Mas isto não acontece só no nosso país, acontece em qualquer país europeu. Há algumas décadas atrás ir para a capital era estar perto dos grandes centros de decisão, foi isso que levou grandes investiemtos para a capital. Hoje já não há centros do poder de decisões, as novas tecnologias vieram acabar com isso. Um ponto de decisão até pode estar na nossa própria residência e sem horários. Qualquer pessoa hoje actualizada já não precisa de ir para a fila: do Banco, da Seguradora, das Finanças ou para tratar de outro assunto idêntico. Pode estar na aldeia mais remota do país com todas estas repartições dentro da sua casa. Pode fazer ao lado: a sua fábrica, a sua exploração agriculta ou pecuária e vender/colocar os produtos em em qualquer ponto do país ou no estrangeiro sem sair de casa. Sem dúvida que não dispensará algumas deslocações pessoais, mas com uma boa organização serão rápidas e cirúrgicas.
Com o mesmo combustível, o automóvel percorre o dobro de klm se circular fora das regiões das grandes cidades e as estradas quase que são melhores.
O país está lindo, dá gosto viajar por ele, mas precisa de ser recuperado.
 


sexta-feira, 13 de março de 2015

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã











 
As pessoas deixaram de falar umas com as outras. E se falam, muitas vezes é assustadoramente preocupadas com o que as espera.
Coloco aqui algumas fotos, que são um pouco o retrato da sociedade de ontem e de hoje, é difícil prever o que serão as pessoas de amanhã.
Quando eu tinha 20 anos entrei numa lavraria e vi um livro com um título de capa estranho: o que serão as pessoas daqui a 3.000 anos!.. Compreio, lio duas ou três vezes e espanta-me porque as mudanças que previa nas próximas décadas parecia de louco mas até agora aconteceram todas.
Actualmente as pessoas deixaram de se comunicar entre si. Não raro ver quatro pessoas sentadas a uma mesa enquanto tomam o seu café de fim-de-semana, pedem o café, põem o açúcar só com uma mão no café, se fumam acendem o cigarro só com uma mão, estão ali 20 ou 30 minutos sentadas, levantam-se e vão embora sem olhar uns para os outros e sem dizer uma palavra uns para os outros, porque a outra mão e o pensamento estava a manipular as teclas do tele-semart-fone.
Há pessoas que vão para os locais de trabalho com os auscultadores colocados nos ouvidos, entram no "emprego"* e continuam com os auscultadores colocados nos ouvidos o tempo todo. Se por algum motivo são obrigados a tirar os auscultadores dos ouvidos, ficam espantados a olhar para os lados como se estivessem fora do seu ambiente natural. Claro que estão, porque eles estão a criar um mundo próprio para eles, que mundo será, eles também não sabem.
Em 2010 disse eu aos meus amigos que em em 2020 teríamos uma sociedade completamente diferente, chamaram-me louco.  Hoje, alguns já concordam.
Ao falar com o cidadão comum, vê-se que está de veras preocupado, quase já não confia em ninguém, não confia no Banco, não confia nos políticos, não confia no governante, esconde o dinheiro num buraco inventado!...
Que vamos ter uma grande mudança em curto espaço de tempo, já ninguém tem duvidas, mas falta as pessoas começarem-se a interrogar porque é que tudo isto aconteceu? Não é muito difícil chegar a uma conclusão, é preciso é não ter medo de aceitar a verdade. E aqui é que está o problema!.. é que ainda há uma grande dificuldade em aceitar a verdade. Quase todoss sabem a verdade, mas poucos a querem aceitar. Talvez porque pensam que ainda a podem contornar, como foram contornadas muitas situações para escapara à verdade. E foi aí que tudo começou, fugir à verdade. Depois, muitas mentiras juntas, dá um grade desastre.........

* em vias de extisão