sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Continuando com a volta a Portugal em 40 anos - de 1975 a 2015 - será apresentado o Portugal de hoje, o de ontem e o de amanhã.
Penso que neste momento a visão mais optimista é a poupança. Todos nós sabemos que a sociedade que tem vindo a ser apresentada desde há algumas décadas, nem o paraíso de Adão e Eva a conseguiria sustentar. Assim, para corrigirmos sem demora tal situação, é poupar a começar já ontem.
Obviamente que muita gente nunca deixou de poupar e sempre soube controlara as despesas. Essas pessoas não sofrerão tanto o que há para sofrer nos tempos futuros.
Ainda eu muito jovem, ouvi dizer a um homem que teria cerca de sessenta anos, português a viver no estrangeiro havia muitos anos, que iriam acontecer muitos constrangimentos na sociedade futura, pois a parte económica/financeira de muitas pessoas estava a ir muito à frente da preparação que essas pessoas precisavam para saber lidar com o bum financeiro, sem se despistarem. Na realidade, assim aconteceu. E ainda há pessoas a viver à sombra do bum financeiro.
Hoje, final do ano 2010, ainda há muitas pessoas que ainda não se aperceberam do momento que estão a atravessar. Há dias estive presnte num evento onde as pessoas abrangiam todos os escalões etários. As pessoas com idades entre os 20 e os 40 anos, exibiam sinais e hábitos de riqueza como se estivessem a viver uma situação financeira sólida e permanente. Quando eu sabia que algumas dessas pessoas estavam a viver com subsídios a curto prazo. Também 80% dessas pessoas com mais de 50 anos, já estavam a viver da reforma. Algumas dessas pessoas não tinham criado riqueza para estarem a viver essa reorma antecipada que estavam a desfrutar. E, parte dessas reformas, estavam a sustentar os tais hábitos de riqueza que alguns dos de trinta anos estavam ali a exibir sem qualquer preocupação com o futuro.
Não sei se estaria a passar pela cabeça desses séniores que ao estarem a alimentar os seus descendentes em idade de estarem a criar riqueza e não estarem, lhes estariam a criar um futuro extremamente perigoso!.....
Também ouvi há pouco tempo dizer a uma pessoa na Televisão, que só há cerca de meio ano se tinha apercebido da situação em que a sociedade e em particular os portugueses se encontram!..
Essa pessoa foi apresentada como sendo uma pessoa altamente instruida, com funções de observatório da sociedade e culturalmente muito acima da média dos portugueses. Sabia quanto ganhavam e gastavam as figuras públicas, e reagiu agressivamente quando alguém disse que se estavam a distribuir subsídios a pessoas que não precisavam e não mereciam. Ele próprio deu a entender que a sua vida pessoal e familiar era em parte alimentada com subsídios.
Tmbém no início da década de setenta do século anterior, adquiri um livro que comprei fora de Portugal, em que o autor dizia que a civilização ocidental estava a seguir caminhos que dentro de poucas décadas poderia ter de arrepiar caminho.
Hoje em dia, passada uma década de século XXI, não é raro ouvir dizer a pessoas que têm estado verdadeiramente atentas, que o cidadão comum evoluiu muito mais culturalmente do que aquele que passou muitos anos dentro de quatro paredes a devorar livros.
Todos nos lembramos da célebre frase proferida por uma ministra das escolas em Portugal em meados da década de 9o - atenção que vêem aí os analfabetos de 2000!.... A jornalista questionou-a para que explicasse o que era - os analfabetos do ano 2000?... A ministra respondeu que eram aqueles que tinham andado 20 anos na escola e depois não sabiam ler!........
E eis que hoje estamos a lidar com eles!......

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Todos nos lembramos dos tempos em que algumas organizações, sempre que viam uma folha de jornal no chão de uma rua, iam logo gritar aos quatro ventos que se estava a destruir o ambiente, porque estar esse bocado de papel ali no chão, significava que se tinha deitado abaixo mais uma árvore. Tinham razão!.. Chamar à atenção do desperdício.
Mas depois, há alguns anos para cá, desde que nos grandes centros urbanos e arredores, passaram a ser distribuidos jornais gratuitos, causa dor e revolta a muita gente, ver tanto jornal desperdiçado, amontoado, pisado, quer pelas ruas quer pelo chão dos próprios transportes.
Nas estações do metropolitano e dos comboios suburbanos era ver grandes quantidades de jornais desperdiçados que ninguém os leu nem os lia.
Agora essas pessoas já deixaram de aparecer, mas houve tempos em que nas saídas das estações, nem deixavam circulara as pessoas à vontade, metendo-se na frente, querendo obrigá-las a aceitar o jornal que lhe tentavam meter nas mãos, por vezes tentavam meter-lhe nas mãos dois ou três jornais iguais mesmo que vissem que a pessoa já trazia esse jornal consigo.
Depois, essas pessoas da distribuição, depois de verem que que já se tinham desfeito do número de jornais suficientes para eles receberem a quantia que lhes interessava por terem entregado um determinado número de jornais, iam-se embora e deixavam em paz as pessoas que entravam ou saíam dos transportes.
Chegava-se a ver empregadas domésticas irem a esses locais buscar braçados de jornais para porem no chão para secarem o chão, era o que elas diziam.
Mas esses jornais estavam a ser pagos com o dinheiro dos contribuintes de todo o país e só alguns dos que viviam nos grandes centros urbanos é que beneficiavam dessa situação. Digo só alguns, porque as pessoas que habitualmente lêem jornais, só leram esses jornais duas ou três vezes. Esses jornais traziam uma informação avulso-empacotada, descuidada que era só para entreter o pagode.
Uma grande parte das pessoas que liam esses jornais nos transportes, eram pessoas que nem estavam habituadas a ler jornais. Não raro causarem desconforto a quem na realidade queria ler efectivamente o jornal enquanto se deslocava nesse transporte. Havia pessoas que abriam o jornal completamente de braços abertos, obrigando os outros passageiros do lado a ir desconfortados. Não raro esse passageiro do lado levantar-se ou desviar-se por causa do desconforto provocado pelo passageiro que não sabia ler o jornal num transporte publico. Por vezes, parecia que alguns desses leitores faziam de propósito para incomodar o passageiro do lado, ou no mínimo não se preocupava nada em não incomodar o passageiro do lado. « um bem que não é soado não é estimado».
As ditas organizações ambientalistas tinham-se calado porque, directamente ou indirectamente tinham passado a beneficiar desse esquema de jornais gratuitos. Não se importaram mais com as árvores que eram deitadas abaixo para produzir jornais que nunca chegavam a ser lidos.
Por sua vez, os jornais que faziam sair uma informação cuidada, passaram a sentir-se prejudicados por esse tipo de concorrência.
Claro que qualquer cidadão bem pensante, hoje não tem dúvidas de que a situação em que o país se encontra, é consequência de todas essas situações de má gestão dos recursos do país.
Estas coisas, já estão a ficar caro e vão ficar ainda muito mais carao a todos os cidadãos e ao país com consequências imprevisíveis para o futuro.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Em 1975 ocupei quase um mês (com algumas interrupções) a percorrer o país. Tinha andado a dar umas voltas por fora de Portugal, conhecia mal o nosso país e as nossas gentes e queria conhce-los melhor.


Parti de Lisboa pela Costa Vicentina, Algarve, interior do Alentejo, Beiras, Trás-os-Montes, Minho e depois fiz toda a Costa da Prata até Lisboa.
As fotos ilustram uma aldeia do interior do país em 1975 e actualmente.
Mas isto é obra do português que se criou e educou com pensamento de independencia e criatividade. Habituou-se a que as dificuldades que se lhe viessem a deparar, seria ele com a sua inteligência e capacidade que as deveria vencer. Uns, partiram para o estrangeiro. Outros paratiram para as cidades. E os que ficaram na terra que os viu nascer, desenvolveram o seu meio de vida, progrediram e foram muito pouquissimos os que nao venceram. E assim, todos eles, mudadram a imagem da sua aldeia e do país.
As gerações a seguir, foram tendo vantagens e facilidades cada vez mais. Habituados a cada vez mais ajudas, não precisavam de puxar muito pela cabeça nem pelo corpo. Se a coisa não corresse bem lá viram a ajuda de algum lado. As promessas de quem governava o país não faltavam. A ajuda vinha do contributo de todos nós. Assim, os que não recorriam a ajudas confiando nas suas capacidades, cada vez se viam mais dificeis de conseguir e alguns desistiam e iam-se juntando aos das ajudas. Um dia, o contributo de todos nós já não chegou para as ajudas. Pararam para pensar. Ninguém queria a culpa. Uns ficaram com a experiencia de vida de ricos e expediente de manobrar documentos falseados e cunhas. Agora o futuro aí está!
Uns, vão arrancar cautelosamente, atentamente para a frente.
Outros, vão andar a bater com a cabeça nas paredes à procura do que não perderam nem nunca tiveram ou se o tiveram era ilusório e fictício. Terão que reaprender a lutar naturalmente pela vida.
Para os primeiros, a vida vai trazer os custos de terem andado a ser sobrecarregados por impostos injustos para sustentar as benesses dos habilidosos.
Para os segundos, terão uma voda pela frente que não vai ser nada fácil. Eles ainda não lhes passou pela cabeça o futuro que os espera!!!!!!

sábado, 30 de outubro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A tabuleta indicava venda de produtos naturais (poupava a palavra biológicos) apontava para a Quinta com portões de ferro trabalhado, assentes em portais de granito que estaria ali há séculos.
Entrei com o carro e logo deparei com o largo e ambiente cheio de alfaias e máquinas agrícolas a demonstrar movimento agrícola. O rés-do-chão da linda moradia, fazia de armazém dos produtos produzidos na Quinta para vender a quem quisesse ter o prazer de entrar naquele ambiente puramente natural. Ainda eu e as pessoas que me acompanhavam não tinhamos acabado de sair do carro, já o dono da Quinta estava cá fora a sorrir para nós como que a receber-nos amigavelmente. Apresentou-nos logo todos os produtos e nós também para aquela simpatia, correspondemos com ambiente falador e amigável de imediato. O homem não perdeu tempo a conversar connosco.
Contou: Duas estagiárias agrícolas acabadas de chegar da universidade, faziam estágio na sua Quinta. Chegavam, saíam do carro, sentavam-se encostadas à árvore com o portátil encima dos joelhos, ele ficava impressionado com a ligeireza com que as meninas engenheiras mexiam nas teclas do computador sem se distrairem a olhar para o movimento das máquinas agrícolas que esventravam a terra preparamdo-a para produzir os produtos alimentares. Uma, salta um grito e de punho no ar, chama pelo senhor para lhe mostrar os pimentos, os tomates e a vitela que ela desenhou no ecrã do computador com toda a perfeição como se fossem naturais!
O homem obeservou e disse-lhe: agora daqui a bocado quando a menina for almoçar o que é que come?... Os pimentos, os tomates e o bife da vitela que tem aí no computador, ou os pimentos, os tomates e o bife da vitela que eu e os meus trabalhadores andam ali agarrados às máquinas a laborar???
Eu, disse-lhe que na Alemanha, as empresas pedem às universidades para não viciarem tanto os alunos nos computadores, pois quando forem trabalhar para as empreas, lá ser-lhes-á ensinado o uso adequado do computador com o trabalho que estão a executar.
Disse-lhe também, que havia pouco tempo tinha estado um orador mundial a falar nas universidades portuguesas e deixou dito que em Portugal nas universidades ensinava-se demasiado a pensar!... Tinham que ensinar mais a produzir para vender!...
O homem escutou-me com toda a atenção quanto eu o escutei a ele quando falou e disse: Eu aida pensava que estava errado, mas afinal estou certo!...

domingo, 17 de outubro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Outrora nesta Terra, um homem que assistia a uma tourada e ao ver o filho ser colhido e morto pelo touro, desceu de imediato à arena, com bravura e coragem lidou o touro e o matou mesmo ali, mostrando ao animal que o homem corajoso é invencível.
Também, muitos naturais desta Terra ao ser-lhes oferecido entre ir cumprir missões de vida folgada fora da sua terra ou ficar a fazer importantes obras públicas para valorizar e enriquecer a sua terra, enriquecimento esse que se prolongou por séculos e ainda é hoje esperança de enriquecimento para o futuro, não tiveram dúvidas em ficar a construir a sua Terra.
No verão de 2010, ao passar por esta terra, Salvaterra de Magos, parei o carro numa das avenidas principais para ir tomar o pequeno-almoço, no início de mais um dia da Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã.
A esplanada da pastelaria estava cheia de pessoas à espera de serem servidas. Entrámos e lá dentro estava a sala com bastantes pessoas sentadas e com várias pessoas encostadas ao balcão com cara de muito pacientes à espera de serem srvidos. Eram os que tinham mais pressa para seguirem viagem.
Lá dentro do balcão, corria uma mulher de cerca de 40 anos de idade de trás para a frente sem ter mãos a medir e cada vez que pousava mais uma torrada e um galão no balcão, olhava para os clientes com olhos de pedir o favor que fossem buscar as coisas ao balcão enquanto ela corria novamente para trás buscar mais coisas. Ali não era self-service, mas os clientes se queriam comer teriam de ir buscar as coisas. - Nã faltavam as observações: onde estão os desempregados ???????.
Encostados aos subsídios vindos dos exgerados impostos de quem trabalha, estariam a engrossar as fileiras de vida de ricos sem trabalhar e futuros desorientados. Não era preciso ser-se profeta para prever o que dentro de pouco tempo teriamos connosco!!!!!!!!
Precisamos já!!!! de novamente de gente corajosa, que tenham brio em si próprios. Estas hostes que têm vindo a ser engrossadas com gente que se convenceu ( convenceram-os) que teriam descoberto o paraíso, que iriam viver toda a vida encostados aos subsídios, às reformas dos pais ou dos avós, não foram senão vítimas do conto do vigário que lhes prometeram o sol antes de nascer, só para que votassem nos que lhes fizeram as promessas (aqueles que esses assim que chegar o momento da verdade ninguem mais os verá nem se saberá por onde param)
Os que foram enganados, agora só têm é que arrepiar caminho quanto antes e repescarem novamente o futuro que lhes queriam retirar. São eles próprios que agora com muito mais trabalho e esforço, não podem perder nem um minuto para recuperar o futuro que é deles.

sábado, 25 de setembro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Há vinte e seis anos, recebeu uma chamada no fixo, ainda não havia a disponibilidade dos telemóveis e marcaram ele ir almoçar a casa dela e depois levava-lhe as batatas e o sfeijões para Lisboa, que muito jeito lhe dava a ela para poupar nas despesas da alimentação, para pagar as propinas da faculdade. Mas da casa dos pais dele à casa dos pais dela distavam 80 km, tinha que atravessar seis vezes a linha do comboio, era o zig-zag da estrada e da linha do comboio a entrecruzarem-se. Coincidência das coincidências, a cada passagem de nível que chegava, lá estava a mulherzinha com o pau da bandeira vermelha enrolada e tinha que estar ali cerca de um quarto de hora à espera que o ronceiro comboio passasse. Chegou uma hora atrasado ao almoço, já o pai dela tinha partido para o campo. Ele chegou, almoçou bom cabrito e bem cozinhado que o esperava, mas depois ela pediu-lhe para ir ajudar o pai que trazia um grupo de mulheres a apanhar amêndoa e feijões. Ele não teve coragem de negar, tinha que pagar o bom almoço com bom vinho e lá foi a tarde inteira apanhar amêndoas e feijões.
De regresso, ela encheulhe a mala do carro bem cheia de produtos para que lhos levasse para Lisboa para poupar dinheiro para os livros e outras despesas, que o dinheiro a ela não abundava lá por Lisboa.
Ele, já ao fim da tarde, meteu-se à estrada, centenas de km de curvas e contra curvas entrecruzando-se com rios. Mas quando chegou à zona da Barragem da Aguieira, por causa das obras perdeu-se nas estradas e seguiu pela velha estrada que acompanhava o Mondego sempre até à Torre do Mondego já próximo de Coimbra. Aí, cansado da viagem, calores fortes de Setembro, com a boca muito seca, não encontrava espaço à beira da estrada para parar o carro sempre que via um Café ou Restaurante. Encontrou numa curva que quase descrevia um círculo de trezentos graus com o piso que sacudia toda a suspensão do carro, mas já era tarde e não lhe quiseram abrir a porta, pois àquela hora, 11:00h da noite já não confiavam no viajante. De facto, ele olhou em redor e os montes altos que rodeavam esse espaço metiam respeito.
Decorridos vinte e seis anos, esse mesmo viajante ao estar presente num seminário/convenção foi encontrar um aprazível local com todas as comodidades para este tipo de modernos eventos precisamente construido no local onde há vinte e seis anos e no mesmo mês, o pequeno restaurante que lá estava não lhe quiseram abrir a porta com medo dele, para ele poder pedir que lhe vendessem uma garrafa de água para amaciar as securas que trazia com quatro horas de condução em estradas dessa época.
A estrada que descravia uma curva com quase trezentos graus, que tinha o pequeno restaurante que não lhe quiseram abrir a porta ainda lá está hoje, mas com bom piso e espaços para poder estacionar os carros com segurança (foto) e no local do antigo e pequeno restaurante está o moderno complexo turistico enquadrado numa bela paisagem altamente convidativa a regalar as vistas de tão belas e exuberantes paisagens. O futuro ali não tem dúvidas mas sim certezas.

sábado, 4 de setembro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Antes de visitar a Vila de Barrancos, tendo en conta a forma como os meios de comunicação-audovisual apresentavam esta localidade geograficamente e socialmente, tinha uma ideia bastante diferente da realidade desta Terra e destas gentes.
Cheguei ao fim da tarde, calor forte, próprio desta região nesta época, Agosto. Parei logo à entrada porque depois de ter lido a Placa da localidade, fiquei um pouco baralhado com a entrada desta Terra. Muito mais simpática do que estava à espera. Talvez para compensar a desilusão que sofri com a estrada principal de acesso do lado de Portugal. Nem parecia que estávamos na era das grandes auto-estradas, IPês e ICês. Ainda é a estrada do progresso de Duarte Pacheco com alguns arranjos. A própria Vila em si é extraordinária. Linda, Rica e bem cuidada. Situada no cimo de uma espécie de Serra, fica lindíssima - ver foto ampliada. As suas gentes, quando parei à entrada, entrei ali no bar das Bombas (do gasóleo, a da gasolina está inoperacional - marcava para o litro € 1,3999. Em Espanha logo a seguir alguns km, llenei o depósito - litro € 1,14 - por isso a bomba portuguesa está às moscas). Ao entra no bar, estava cheio de homes (sem uma mulher) a beberem minis e eu pedi logo também uma para mim. Fui olhado de alto abaixo pelo jovem homem que me atendeu. Depois fui dar uma volta pela Vila, tudo limpinho, quase sem espaço para inverter o sentido da marcha, acabei sem querer por dar uma volta quase completa à Vila. Dei mais uma volta para ver onde dormir e face à situação que encontrei, decidi acampar e dormi muito bem. Os mosquitos eram poucos.
Durante a noite fui beber um copo, entrei num bar, novamente só homens e a maior parte das bebidas eram minis. Fez-me lembrar uma localidade onde há uns anos entrei, na Espanha dos Pirinéus, só havia homes nos restaurantes. nós que tinhamos duas mulheres na mesa, todas as outras mesas passaram o tempo a olhar para a nossa mesa. Aqui em Barrancos, também têm as mesmas caracteristicas, fruto do isolamento gepgráfico desde há séculos ou milénios, estes povos teimam em manter os seus hábitos tradicionais, nunca se misturam muito com outros povos. As caracteristicas fisionómicas dos habitantes assim o demonstram. Pessoas de estatura média-alta, porte atlético, cabelo preto-castanho e liso. Bem o típico do povo ibérico.
De manhã parti e percorridos 500 metros de estrada, vi que estava a entrar em terras de noestros ermanos, porque vi a Placa das estrelas circulares a anunciar que acabava de entrar em España.. Mas já me tinha apercebido, pois já estava a circular numa boa carretera - um bom ICê.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Sete da manhã. Eu já tinha dado por ali umas voltas para apanhar o ar fresco do nascer do Sol, fazer umas filmagens e tirar umas fotos. Vi também por ali várias pessoas fazendo o mesmo e outras simplesmente passeando.
A pastelaria abriu, em cinco ou dez minutos ficou quase cheia. Claro que ninguém demonstrava falta de paciencia por uma questão de boa educação, mas se, se tinham levantado cedo, por alguma razão foi. Alguns como eu, era para prossseguir viagem e havia que faze-la pela fresca.
A única senhora que servia, corria de uma ponta à outra do estabelecimento para tentar dar conta do recado e sempre com sorriso na cara, mas as pernas já não correspondiam ao desejo dela. Aparentava 70 anos. Alguèm perguntaria! onde estão as pessoas novas? Mas logo alguém da mesa do lado respondeu: estão no Fundo de desemprego e no Rendimento Mínimo Ncional!
Nesta zona de Turismo por excelencia, trabalho para quem quisesse trabalhar não faltaria.
Ao subir pela rua acima, estavam as lojas a abrir, eram só paessoas de idade avançada que estavam a abrir os estabelecimentos.
No dia seguinte, já no centro do Alentejo, numa cidade que é considerada um exemplo em progresso em todo o Alentejo, ao parar o carro junto à esplanada, o movimento da colocação das cadeiras para começar mais um dia de trabalho notava-se, duas jovens raparigas colocavam as cadeiras nos devidos lugares com toda a dedicação profissional. Entrámos, um estabelecimento que dava gosto entrar, já com alguns clientes, mas prontamente uma senhora de meia-idade e com sorriso na cara se nos dirigiu e fomos atendidos com dignidade.
Já há vários anos tinha passado por estas terras. Estas duas localidades sendo da mesma região, a primeira, que está situada numa zona de Turismo no litoral, só cresceu e pouco com o Turismo sazonal. A segunta, que está situada no interior e não tem Turismo, já nem parece a mesma de tanto crescimeto. Porque as pessoas são outras. Haverá dúvidas de qual irá ser o futuro destas Terras!...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A algumas centenas de metros destas escadaria que todos os dias subia e descia, no quarto onde estudava com os colegas e na pausa de alívio dizia: então se para se ser chefe não contam os estudos!... então para que é que andamos a estudar?...
Estava-se num período revolucionário.
Embora o mesmo que proferiu estas palavras, hoje seja catedrático numa das universidades mais conceituadas do país e faça parte do concelho de administração também de uma das empresas mais conceituadas do país, certo é que estava ali o fim e o começo de gerações de condutores responsáveis pelo progresso de um país.
Hoje, vemos muitas empresas que já fecharam e muitas que em breve fecharão, vítimas de condutores que aprenderam o Código da Estrada pessimamente mal.
A partir dessa data e já vinha em certa medida de algum tempo antes, passou-se a premiar a esperteza (para não dizer outra coisa) em detrimento da inteligência. Premiando a falsidade em detrimento da verdade. Premiando o parasitismo em detrimento do trabalho. Claro que há excepções. Mas o número das excepções passou a ser tão baixo que o país veio parar à situação em que estamos.
Mesmo depois do grande aviso das bolhas de 2008, continua a ver-se por aí em muitas empresas, condutores que continuam a praticar uma condução desastrosa. Simplesmente já não afrontam directamente e ameaçam os condutores que vivem preocupados com a má condução que vêm ser praticada e se esforçam em repor a condução normal e do progresso e civilização.
Claro que a verdade vencerá, mas já nos custou muito caro e ainda nos vai custar muito caro.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Ruralidade dos anos cinquente do interior do país?... Não!... Estamos bem no ano de 2010 e bem pertinho de Lisboa.

Há algumas decadas atrás, bem por todo o país, as pessoas ligadas à agricultura ao verem tantos terrenos ficarem abandonados e improdutivos e verem as pessoas a ir comprar os produtos às grandes superfícies que não se sabia de onde vnham e como eram produzidos esses produtos, lamentavam-se e preocupavam-se com um futuro incerto e duvidoso na alimentação das pessoas, quantidade e qualidade. Tinham razão e estava a sabedoria popular da experiencia a funcionar (a melhor universidade.)

Um jovem que já tinha viajado por vários paises e continentes, conhecido várias civilizações, ao ouvuir estas palavras, dizia-lhes que não demoraria muitas décadas em que as situações se invertessem. E cá temos nós, a começar pelos arredores da capital, a agricultura familiar novamente em acção. Não é preciso ser-se pensador futurista nem previsólogo para ver que muita gente não terá outro remédio senão pegar na enxada para cultivar as batatas e os pimentos que precisará de comer.

Por várias razões: Primeiro, porque já houve vérios avisos de que a quantidade e a qualidade da alimentação está posta em causa. Para aqueles que foram criados com produtos naturais (na altura não se dizia biológicos) cada vez sentem mais a necessidade desses produtos com qualidade necessária para poderem continuar a viver uma vida com saúde normal. Segundo, porque a Gestão actual da produção e abastecimento das cadeias alimentares, deixa muitas duvidas na sua eficácia. As pessoas já não têm duvidas de que a cada momento essa Gestão pode falhar e ruir. Assim, quase todos já pensaram e muitos são os que já se decidiram pegar na enxada para cultivarem os seus produtos alimentares. Sejam eles carpinteiros ou pintores, engenheiros ou doutores.

sábado, 12 de junho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Jorumenha - Fins do seculo XX - Principios do seculo XXI. As televisões portuguesas abriam os telejornais anunciando que a seca se tinha instalado no Alentejo. Eram as manifestações silenciosas no Rossio em Lisboa, com algumas dezenas de participantes de camisa e bandeira preta em sinal de fome!.. pedindo subsídios para impedir a fome para os animais e pessoas.
O lisboeta, que lhe apeteceu ir dar uma volta pelo Alentejo com destino a Olivença, não quis deixar de passar por Jorumenha, terra cheia de história e rincão luso. Do alto da da fortaleza (ainda não existia o Grande Lago do Alqueva) via o Guadiana perder-se nas planícies, que corria silenciosamente mas sem parar. De facto, todas as planícies do lado de Portugal estavam secas e abandonadas. Mas do lado de Espanha estavam verdejantes e produtivas! Será que o São Pedro estaria zangado com Portugal e não regava os campos de Portugal e só regava os de Espanha?
Pois é!... as águas do Guadiana tanto dão para um lado como para o outro. A diferença é que as gentes do lado do Guadiana Espanha, puxavam a água para regar os campos e estavam verdejantes e produtivos a perder de vista.
As gentes do lado do Guadiana Portugal, preferiam fazer manifestações à procura dos subsídios com o argumento da seca.
Tivemos o Portugal de ontem, temos o Portugal de hoje. E o Portugal de amanhã!...
Foto do Guadiana tirada de Sul para Norte

sábado, 5 de junho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã






Nem os grandes investimentos de há cem anos impediram que cem anos passados, as rodas de ferro lhe fossem retiradas. Visões curtas de economia assim o determinaram. O destino desta Terra estava traçado. No espaço daqueles acampamentos de gente nómada de outrora, agora ao cair da tarde assim que a sombra dos imponentes morros que formam um monumental anfiteatro toma conta das margens do Rio e a temperatura fica mediterrânica e muito agradável, vêem-se grupos de jovens que vai dos sete ou oito anos aos 17 ou 18 brincam e jogam à bola gritando uns para os outros poliglotamente, não raro ficar sem algumas bolas porque o chuto dos mais velhos ultrapassa todo o espaço e vai para as correntes do Rio e lá se vai essa bola rio a baixo até ao Atlântico. As hélices subaquáticas haveriam de se encarregar de dar continuidade ao progresso desta Terra e voltar a aproximar ainda mais as gentes de de duas nacionalidades que tinham sido afastadas, mas agora ficaram ainda mais perto, embora com o Rio transformado em Lago, a bela ponte faz com que as duas nacionalidades se juntem em passeio pedestre e tomem juntos café e café-sôlo, ablando e falando alegremente castelhano e luso. O futuro dirá se o futuro não exigirá que as rodas de ferro voltem a ser restituidas!..




quarta-feira, 26 de maio de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhão


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Uma Vila cheia de história, onde nasceram Reis - D. Manuel I - e hoje se vende o m2 de terreno mais caro do país. Fruto de grandes obras públicas e de grandes investimentos privados na Região, que fizeram correr muita tinta nos corredores politicos e sociais e que tudo indica que se virão a fazer muitas mais.
Mas o visitante ao ver a beleza desta Vila, fica encantado e pergunta-se: porque é que esta Terra ainda continua tão pacata? Os bancos dos jardins por muitos que fossem não chegavam para todos aqueles que procuram lugar para se sentarem. Lá vai havendo uns entretenimentos promovidos pela Autarquia que ajudam a matar o tempo aos já sonolentos.
Quando o visitante tira a pequena máquina do bolso, aqueles grupos e filas de homens de meia-idade que procuram os palanquins embutidos nas paredes quase rentes ao chão das casas baixinhas muito antigas e algumas não escondem as alterações que em tempos sofreram de influencia árabe para se sentarem, que já se renderam à sobrevivência, viram-se e escondem de imediato a cara com vergonha para não serem fotografados, fazendo lembrar as mulheres árabes nos países árabes, que assim que vêm o turista mexer na máquina fotográfica viram-se de imediato de costas e puxam o Shambar(veu que cobre a cara e a cabeça). Tmbém alguns homens árabes puxam o Ghutra ( pano que cobre a cara e a cabeça).
Mas estes homens desta Vila portuguesa e das mais antigas do país - indicios da idade do ferro ou talvez do bronze, provávelmente quando os fenicios ali aportaram já ali havia população sedentária. Há historiadores que defendem que foi ali que começou a expressão politica e social - Direita e Esquerda - mas estes são descendentes directos de homens e mulheres que trabalhavam de sol a sol e a história desta Terra o demonstra. Mas eles agora, que lhes foi dada uma vida de graça, nunca tiveram tantas dúvidas do seu futuro....

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Aqui neste Local.
Os visitantes aproximavam-se da entrada principal. De repente são surpreendidos por uma viatura que se aproximava a uma velocidade que não seria a adequada para o local e para as circunstâncias, deixando alguma poeira, imobilizou-se mesmo junto ao Portão principal, já no espaço limpo e cuidado que de forma alguma havia vestigios de ali ser hábito pararem viaturas. Mas mesmo a seguir a alguns metros, havia espaço suficiente e destinado à paragem de viaturas. Mesmo que viessem deficientes nessa viatura nunca precisaria de parar onde parou. De dentro da viatura saíram duas jovens, uma loura e outra morena africana, seguindo-se de duas crianças morenas africanas.
Enquanto os visitantes que se tinham assustado da paragem brusca e inadequada da viatura e se tinham retirado para junto do muro para terreno desigual com cuidado não fossem torcer algum pé, mesmo com o calçado todo-o-terreno que usavam.
A condutora da viatura, meio olhando para os visitantes que ela se apercebeu um pouco que se teriam assustado, arrancou com a viatura em aceleração novamente despropositada ao local e à via.
Já dentro do local a visitar, o grupo de visitantes prosseguia com toda a atenção ao local a visitar, pois foram ali com todo o gosto e interesse, tendo-se monido de informação, que hoje felizmente é fácil conseguir através das tecnologias.
As jovens monitoras e suas pupilas divertiam-se com se estivessem no local da sua proveniência, que provavelmente seria um local idêntico e com a mesma história que aquele que estavam a visitando.
Ogrupo de visitantes chegou ao espaço mais digno de se apreciar, começando a recolher algumas fotos e videos, apreciando e discutindo a história do local. Tratava-se de uma visita de enriquecimento cultural.
Mas o grupo das jovens e suas pupilas chegou também e sentaram-se no chão viradas umas para as outras, dizendo que iriam adivinhar o que iriam fazer hoje e ali ficaram fazendo riscos no chão adivinhando o que fariam nesse dia. Enquanto o grupo de visitantes reparava nos vestigios de vandalismo nas obras de arte religiosa que faziam transportar ao tempo em que todo aquele espaço foi construido há tempos longínquos por pessoas com muito suor e dedicação que depois haveriam de ser assassinados selvaticamente só porque alguém se lembrou de que aquelas pessoas deveriam ter fim.
Mas agora recuperado com o dinheiro do esforço de alguns, há os exemplos de quem para além de não se preocuparem em construir para o futuro, usufruem despreocupadamente e sem gosto!...

sábado, 1 de maio de 2010

Crónicas do Dia Seguinte

Vale de Loires
A Europa iniciava uma fase que viria trazer mudanças profundas.
Ele, partira com a mochila às costas. Nessa data, mochilas só os militares, porque se um civil pensasse usar uma mochila, seria dado como maluco.
Quando o barco avistou terras de Aquitaine, José dançaricou de um lado para o outro. Haveria de aportar em La Rochelle.
Seus familiares, ali para os lados da Beira Alta, ter se iam despedido dela talvez para sempre. Dos muitos que iam ficando pelas planicies da Normandie, o que contava era o Dia Seguinte. José foi dos que se safou. A dureza das terras que tinha deixado na sua aldeia não lhe tinham deixado grandes saudades. Após cumprtida a sua missão, pensou rumar em direcção a Paris, mas optou por ficar por Pays de La Loire.
José - agora Josef - quando partiu da sua terra não sabia uma palavra de francês.Mas bem à maneira portuguesa, não tardou em se adaptar às palavras rudes do Agricultor Patrão francês. Le baeuf, no seu pensamento continuava a ser vaca, igual à que tinha deixado pelas terras beirãs.
As únicas palavras em estrangeiro que ele conhecia antes de ter partido, foi quando pelos seus 18 anos, numa arrojada aventura se deslocou a Vilar Formoso e correndo sérios riscos tentou entre pinheiros, atravessar a fronteira e percorrer algumas centenas de metros paralelo à Raia Seca - Linha de Fronteira - e penetrar em Fuentes de Oñoro para comprar uma caixa de pitilhos - cigarros.
Agora, no Payis de La Loire a tratar dos animais e de volta das alfaias agriculas bastante mais sofisticadas que as que tinha deixado na sua terra, falava dois idiomas. Um, quando obedecia ao velho lavrador e o outro quando falava directamente com os animais. Fazia-lhe lembrar a passagem por Fuentes de Oñoro quando teve que balbuciar palavras misturadas em duas linguas.
Continuava a descubrir um novo mundo. A sua terra não lhe saía da mente. Talvez um dia voltasse a vê-la.
Dias, meses e anos passavam. Já se ia entendendo com a linguagem desconhecida. Nas saídas oa marché, autorizado pelo patrão, já cumprimentava em bonjour e despedia-se da jovem empregada com um merci!..
Não conseguia resistir a olhar para trás, depois de percorrer alguns metros. Anne agradava-lhe.
Continuava a alimentar o seu ambicionado e legítimo desejo de ir buscar uma cara-metade à sua terra natal para formar familia. Mas as dificuldades eram enormes, quer impostas pelo seu patrão, quer pelas borocracias fronteiriças. Continuava a gozar dos ares neblinais e sol do meio dia de Loire passando por entre as torres dos Châteaus que ele admirava bastante, mesmo naqueles dias que estavam todo o dia cobertos pelo nevoeiro, fazia-lhe lembrar as encostas das serras da sua terra cobertas pela neblina matinal.
A garçonne du marché, não era muito bem tratada pelo patrão.Rapariga para os vinte e poucos, algo mais nova que ele, perdeu o complexo do estrangeiro deixado pela guerra e talvez sem familia na sua terra desconhecida que ninguém saberia onde seria e passou a responder ao seu bonjour!
Para Josef, casamento só com mulher pura e virgem e essa garantia, só as da sua terra.. Porque com saias de burel e quase até aos pés, todas iriam à igreja com ramo de laranjeira. Salvo alguma que guardava ovelhas nas encostas da Serra da Estrela e se enamorava de um pastor e a fecundação se antecipava ao casamento.
Anne du marché, já tinha tido mais namorados. Mas para Josef, entre enfrentar as dificuldades de ir buscar uma de saia de burel ou casar com Anne, optou por dar o laço com esta. (continua)

Châteaus de Loire

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Zona Ribeirinha de Queluz






Patinagem contra o temporal do Guincho









quinta-feira, 29 de abril de 2010

FOTOS


Cordilheira do Atlas



Tempestade de areia junto à cordilheira do Átlas


A placa diz tudo


Remoinho/ Furacão






quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cronicas do Dia Seguinte - Testemunhos - 20-04-2010

Por americo - paisagem região do acontecimento
Levaram-me as filhas e roubaram-me as empresas. Não foi bem assim que Manuel se expressou. Mas!..
Uma pequena holding, com cerca de trezentos empregados em vários ramos, o empresário Manuel tinha construido estas pequenas empresas, que todas juntas correspondiam a uma boa média wmpresa. Mas Manuel com boa visão de negócios, diversificouas por vários ramos.
Manuel vivia uma época de estabilidade social adormecida, mas como empresário era homem de sucesso. Familiarmente também era um homem feliz e realizado. Casamento com a mulher indicad, duas filhas, Inês e Paula, adolescentes que eram a luz dos seus olhos. Boas estudantes, jovens bonitas e dedicadas. Por só ter filhas, não o incomodava que ao fazerem 20 anos, tivessem que partir para o Ultramar e que por lá podessem morrer, como já tinha acontecido com alguns filhos dos seus amigos.
Do Maio de sessenta e oito em Paris, pouco viu na Televisão, mas as filhas, que já acompanhavam o movimento estudantil, falaram-lhe nisso, que um periodo de instabilidade social se poderia aproximar. O tempo ia passando e ele só pensava em que as suas filhas fossem para a Universidade para depois de concluiresm o curso, tomassem conta da Direcção das empresas da familia.
Com a chamada da atenção das suas filhas, veio-lhe à memória a conversa que tinha tido num almoço de negócios com Pedro, o jóvem representante da Instituição Financeira que financiava as suas empresas. Este dissera-lhe que quando terminou em 1972 o seu serviço militar em Mafra o seu comandante no almoço de despadida, lhe dissera que Portugal estava a precisar de uma Guerra Civil.
O empresário Manuel começou a associar todos estes avisos e a convencer-se de que a estabilidade social em Portugal estaria a chegar ao fim.
O 25 de Abril eclodiu e as convulsões pelas empresas alastraram. Mas Manuel pensava que só aconteceria às grandes empresas. Até porque nas suas empresas os Partidos Politicos não se estavam a instalar e Manuel continuava descansado, mas as suas filhas que já se preparavam para entrar na universidade, iam chamando à atenção do pai para eventuais surpresas.
Dois dos empregados mais recentes, ofereceram-se para conselheiros de Manuel, para o irem alertando de algum mutim no sentido do sindicalismo e Manuel gostou da atitude dos jovens e aceitou a colaboração destes. Mas a sua ideia ia para Pedro, que embora fosse jovem, mas pelas funções que exercia e parecia um homem honesto, lhe inspirava confiança e decide oferecer-lhe um ordenado completo só para ir algumas horas às sextas-feiras verificar a contabilidade das suas empresas. Pedro recusou, pois para além do seu trabalho na istutição financeira, também concluia o curso de Direito na Universidade e não tinha tempo que chegasse.
Mas Manuel, já preocupado com o futuro das suas empresas, achava que o jovem Pedro seria uma pessoa indicada para um futuro responsável à frente das suas empresas e começa a convidá-lo para convívios familiares na intenção de que conhecesse as suas filhas e poderia dar um futuro casamente. Pedro aceita o convite e houve simpatia entre ele e Inês, a mais velha das irmãs. As duas irmãs tinham decidido adiar a ida para a faculdade. O mais importante agora era acompanhar o pai para segurarem as empresas da tomada pelas comossões de trabalhadores na auto-gestão.
Os dois jovens trabalhadores oferecidos para colaborarem com Manuel, transformaram-se em perfeitos - yess-menes - para o patrão e para as filhas. Não se importavam de fazer de serventes, motoristas sem qualquer horário de trabalho. As filhas de Manuel, avisaram o pai que a lialdade desses dois funcionários era duvidosa. Não demorou que estes dois jovens estivessem eles próprios à frente das comissões de trabalhadores a quererem tomar as empresas. Não demoraram em fazer nova proposta ao patrão empresário Manuel.
Antes que os trabalhadores tomassem as emprtesas, eles, emcabeçavam as comissões de trabalhadores mas estariam do lado do patrão. Não demorou em que encostassem Manuel à parede e lhe disseram que como eles agora já eram dirigentes sindicais e para evitar que os trabalhadores tomassem as empresas e entrassem e auto-gestão, temporáriamente eles ficariam os administradores das empresas. Mas quando Manuel se aprecebeu, as empresas já estavam dominadas pelos dois sindicalistas.
Começaram a precionar as filhas de Manuel no sentido de casarem com eles e assim as empresas nunca passariam para os trabalhadores. Inês, ainda não tinha esquecido Pedro de quem gostava. Fala com pedro mas este já havia muito tempo que se tinha apercebido das intenções dos sindicalistas, tomarem eles proprios as empresas.
Manuel, já perdido, agora ou aceitava que as filhas casassem com os sindicalistas ou ficava sem as empresas. E se as filhas casassem com os sindicalistas, as empresas continuavam a ser das suas filhas.
Casamentos consumaram-se e daí a frase de Manuel - Levaram-me as filhas e roubaram-me as empresas.
Hoje, as filhas de Manuel, são as verdadeiras Administradoras, e os ex-sindicalistas hoje maridos, passam o tempo pelas casas de ócio de Lisboa, gastando algum dinheiro, para matarem o tempo, porque não sabem fazer mais nada. ( resumo de 15 páginas do livro)
Paisagem da Região do acontecimento

sábado, 10 de abril de 2010

Crónicas do Dia Seguinte

Testemunhos: Nº 10 - Abr 2010.
Júlio concluiu a instrução escolar obrigatória. Não tinha mais nada para fazer. Os companheiros, alguns tinham partido para a continuidade dos estudos. Outros, começado a trabalhar. Ele não, passava o tempo vagueando pelas pequenas ruas da Aldeia. Não gostava de estudar. O sonho dele era ganhar dinheiro e ficar rico rapidamente.
O casal de familiares que vivia na capital, reparou e levou-o para a capital. Parecia um miudo esperto. Atrás do balcão da pastelaria, cedo haveria de dar nas vistas, não paravam de lhe dirigir convites. Ainda não tinha completado 20 anos, aceitou ir dirigir uma Pensão Residencial.
O dinheiro caía em catadupa. Mesmo assim, ainda queria mais. Noutros negócios menos claros se meteu e então, cada vez mais dinheiro. Não resistiu a começar a ir à terra exibindo poderio de dinheiro e sinais exteriores de riqueza com os seus belos carros de topo. Na terra passou a ser visto como o miudo esperto e homem de sucesso.
Inês, jovem da idade de Júlio, não lhe passava despercebido o sucesso do ex-companheiro da primária, embora ela tivesse concluído o secundário e iniciado o superior, mas para ela contava mais os belos carros e a classe como Júlio se vestia. Tornava-o um dos jovens mais falados e atraentes da localidade.. Contra a vontade dos pais, Inês deixa-se enamorar por Júlio. Júlio prometia-lhe que tinha uma bela vivenda à espera dela na capital. Quando os pais de Inês quiseram interferir já era tarde. Inês fez de propósito, quis ficar grávida para assim se poder juntar mais rapidamente a Júlio. No casamento apressado Júlio fez um casamento à rico, numa Quinta com muitos convidados, quase todos pessoas de mais idade, desconhecidos, escondidos atrás de grandes óculos escuros, exibindo grandes carros.
Este ambiente não passou despercebido aos pais e convidados de Inês. Mas Inês tinha pressa de se juntar ao homem com fama na aldeia, de ser um Gestor de sucesso na Industria Hoteleira, para ir para a capital viver na vivenda que estava à sua espera.
Em Lisboa, Inês não foi para a vivenda anunciada. Foi para um pequeno apartamento águas furtadas num dos bairros mais degradados da capital, zona da Pensão que Júlio geria. Inês rápido se apercebe da situação, mas não queria acreditar! Não podia ser verdade o que lhe estava a acontecer!..
O tempo passava e Júlio não levava Inês ao seu trabalho. Quando foi, Inês encontrou uma - Casa de passe-curta permanência. Era esta a unidade hoteleira que Júlio geria.
Inês, viu Júlio permanecer atrás de uma pequena mesa ao cimo das escadas, fingindo que identificava quem entrava (os acompanhantes das meninas) ao mesmo tempo que tinha Lisete ao seu lado e esta passou a ser a atenção de Júlio. Lisete era uma jovem elegante, loira, vinda de gente de bem, que tinha abandonado os estudos e se passou a prostituir por causa da droga. Agora tinha deixado de se prostituir para ser exclusiva de Júlio, vivia no apartamento de muitas e boas assoalhadas na zona socialite da cidade que Júlio lhe tinha oferecido e mobilado do melhor que havia, onde Júlio passava parte do tempo. Aqui, Júlio e Lisete davam a imagem de um casal da classe superior, ostentando carros e telemóveis de topo. Os vizinhos diziam que eles deviam ser gente muito rica. Júlio nadava em dinheiro vindo da casa de passe e dos produtos comprados vindos dos furtos e roubos. Inês, embora não tivesse vivência citadina que lhe permitisse identificar toda aquela situação, não ficou com muitas dúvidas donde vinha o dinheiro a Júlio e a vida que ele fazia. Em breve Júlio foi preso e para durar. Júlio na prisão, ainda deu ordens a Lisete para gerir a Pensão e que desse dinheiro a Inês e à filha que já tinha nascido, mas Lisete gostava de consumir droga da boa e o dinheiro não chegava para Inês. Inês ainda se quis fazer amiga de Lisete, vendo que também tinha sido menina bem e que foi um infortúnio ter ido para ali, mas Lisete já estava noutra.
Como o dinheiro não chegava para a droga e Júlio não viria tão depressa da prisão, Lisete volta a prostituir-se no próprio apartamento que Júlio lhe tinha oferecido, ao mesmo tempo que ia vendendo toda a mobília da casa, liga-se a um cliente asiático com muito dinheiro que lhe prometeu todo o dinheiro que ela quisesse para a droga, mas na condição de casarem, para ele se poder legalizar em Portugal e Europa. Este, vendo ali a possibilidade do seu sonho, ter um filho de uma europeia e loura, promete-lhe tudo. Lisete ficou grávida. O asiático foge com ela para parte incerta para nunca mais serem vistos.
Júlio é julgado novamente e apanha uma pena de muitos anos de prisão.
Inês regressou à terra com uma filha para criar.
Continua»»»
Américo
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