sexta-feira, 25 de maio de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



 Há 40 anos, ainda parte da agricultura do nosso país era laborada pelos meios que a 1ª foto do nosso lado esquerdo apresenta.
Sendo eu muito jovem, mas tinha imenso gosto de viajar pelas aldeias, lembro-me de ouvir dizer às pessoas das aldeias, que já não havia pobres. Queriam dar roupa usada e comida que sobrava e já não havia pobres deambulando pelas aldeias como antigamente.
Fixei as palavras de um cidadão em que disse: pela forma como estavam a ser cridas as gerações mais novas, lá voltaria o tempo em que não faltariam pobres para receber os excessos de comida. Esse cidadão, fixeio bem, era um homem dos 70 anos que aparentava não saber ler nem escrever.
Agora decorridos 40 anos, temos pobres e famintos mas diferentes.
Enquanto que há 40 ou 50 anos os pobres que deambulavam pelas ruas das cidades, vilas e aldeias eram pessoas que o infortúnio lhes tinha batido à porta, tal como: por doenças, por deficiências físicas ou mesmo sempre houve alguns que pura e simplesmente porque não queriam trabalhar, mas estes últimos, as pessoas raramente lhes davam a esmola, olhavam para eles querendo-lhes dizer com o olhar, que fossem trabalhar e eles lá se decidiam ir trabalhar.
Os Batalhões de pedintes e famintos que hoje enxameiam as grandes cidades - porque nas vilas e aldeias continua a não haver fome - são pedintes de outras eras, são pedintes "civilizados". Muitos deles ou quase todos, exigem qualidade nos produtos que lhes dão, e estão à espera que outros vão pedir para eles só já irem levantar os produtos bem embalados.
Durante uns tempos acompanhei uma organização que se dedicava a alimentar os sem-abrigo, que andava durante a noite pelas ruas da grande cidade a dar comida e outros produtos aos sem-abrigo. Havia muitos que se o que lhes davam não tivesse uma certa qualidade, eles rejeitavam.
Actualmente vemos as multidões à espera que alguém vá aos Super-Mercados pedir a quem com o dinheiro do suor do seu trabalho vai fazer as compras para se alimentar toda a semana, deparar com aquelas pessoas, que muitas delas estão ali para se promoverem socialmente e outras para aparecerem nos meios de comunicação social.
Mas há 40 anos não víamos extensões de terrenos produtivos abandonados  como a foto do nosso lado direito.
Foi também que desde há 40 anos para cá se encheram os corredores das faculdades como a foto do meio.
E muitos dos que deambulam pelos batalhões de famintos à espera que alguém vá pedeir (obrigar) às pessoas aos super-mercados para eles comerem sem terem qualquer esforço, são daqueles que ocuparam durante muitos anos os corredores das universidades.


sábado, 19 de maio de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem eda amanhã.



 A jovem apresentadora questionava a outra jovem à distancia, não muitos milhares de quilómetros, lamentava-s a jovem apresentadora, porque a jovem cientista tinha partido do nosso país por falta de condições para exercer aquela actividade no próprio país.
Mas a jovem cientista não se lamentava por ter de ter saído do seu país temporariamente, pelo contrário, considerava-se satisfeita e feliz. À parte as saudades da família, mas mostrava satisfação, pois já tinha reconhecido que essa saída que teve que fazer por não ter encontrado condições no seu país para começar a exercer a profissão que escolheu, em boa hora aconteceu. Começava agora a reconhecer que nos dias de hoje ninguém ficara bem formado em profissões globais, sem ter ido globalizar também os conhecimentos por esse mundo fora. Lá viria o dia em que regressaria ao seu país, e aí sim, teria condições e sabedoria para criar o seu próprio emprego, entenda-se desenvolver trabalho e produtividade com rentabilidade para o seu sustento garantido sem ter medo de "crises" que lhe venham atrapalhar a vida. Passará a ser ela própria que controla a sua vida sem estar sujeita às crises provocadas por aqueles que foram para a governação com cursos de plástico.
A grande mudança tem que ser feita aqui,  é na forma dos jovens pensar. Terão que se adaptar aos tempos modernos.
É preciso ver que a globalização começou com a época dos descobrimentos há mais de meio milénio. E só no ultimo quarto de século do século passado é que as pessoas que começavam a trabalhar, passaram a pensar que tinham direito a um emprego logo que começassem a querer trabalhar.
Para piorar ainda mais a situação, no caso de não quererem trabalhar naquilo que não gostavam, tinham uma lei que lhes dava direito a subsídios até ao fim da idade "jovem" quase já a atingir a meia idade, de acordo com a longevidade de hoje..
A foto do nosso lado esquerdo, representa a forma como os jovens de hoje precisam de pensar. Todos os países estão em um só país e o nosso próprio país está em todos os países.
A foto do meio, represem a vida despreocupada da maioria dos jovens de hoje.
Será que os jovens de de hoje querem voltar aos tempos da foto do nosso lado direito? É que então aí sim, aí não havia desemprego, porque nesses tempos cada pessoa assim que entrava na idade de trabalho, pensava que era ela mesma que iria dar início e criar o seu próprio emprego, seu trabalho de sustento.
Não vai ser fácil, mas com o tempo a sociedade vai lá. Levará anos e talvez décadas a normalizar a situação em que as pessoas pensarão que: direito direito, só têm daquilo que realmente criaram.
Será que os nossos jovens gostariam de ter aquela sociedade em que basta ter tirado um curso numa escola logo têm direito a um assento? Lugar numa cadeira de funcionário publico, mas chegaram ao ponto de um lugar desses já tinha que dar para cinco candidatos, logo também o valor monetário de um passaria a ser distribuído para cinco. Por isso acabou numa primavera indesejada e sem fim à vista. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Há 30 anos que desce a mesma rua. Quando ali se fixou exercendo as suas funções profissionais, saía do seu laboratório cansadissima com as suas 10 horas de trabalho, mas fazia-as com muito gosto e satisfação, estava a testar o seu grande esforço que tinha feito durante cinco anos na faculdade para tirar o seu curso e agora havia que ver se esse todo esforço que tinha feito entre quatro paredes tinha valido a pena e condizia com a realidade cá fora.
Ao sair do laboratório, quem lhe aliviava a pesadissima cabeça que trazia eram os gritos das crianças vindos das varandas deste novo bairro que era habitado por uma classe média, enquanto os irmãos mais velhos das crianças que gritavam da varanda e da janela, jogavam à bola e as meninas contemporanias estavam por perto pensando qual deles seria o futuro namorado.
Agora, passando na mesma rua e à mesma hora, o barulho muito diferente, embora vindo precisamente do mesmo sitio, das varandas, das janelas e cá de baixo dos passeios ripostando uns para os outros, já não lhe alivia o stress, mas sim irrita-a, pois os gritos agora são dos canidios, que talvez uns ciumentos dos outros por verem que um está a receber mais beijos que o outro se esganiça todo, pois o mundo dele é naturalmente o mundo cão e quer impor o seu respeito de cão que é, sobre quem o habituou a leva-lo todos os dias ao seu veterinário, passear no melhor jardim do bairro, ver que quando param as conversas são sobre eles, que crise  ainda não chegou aos direitos deles,  que  o seu dono/na almoçar bife com ovo a cavalo, ele também se lamberá depois de comer o seu bife com ovo a cavalo.
Pode fazer as suas necessidades à vontade onde lhe apetecer, pois na civilização cão é mesmo assim e um cão para ser cão, precisa de fazer vida de Cão (com letra grande). É a civilização deles que agora impera. O humano agora é o seu criado/escravo.
Para alguma reacção que os humanos que ainda não se deixaram dominar pela civilização canina tenham, lá tem a seu lado o seu/sua dono/dona que os irá defender com toda a garra expulsando também caninamente  esses humanos que se tentam intrometer no progresso da sua civilização/canina.
A ilha dos tristes e adormecidos está presente. (ver fotos) Águas paradas em seu redor à espera que alguém as agite, vai havendo "casais" de namoradoooosaaas fazendo planos para o novo bebé canidio que aí vem.
Agora que passaram 30 anos, essas mesmas crianças de há trinta anos, não se sabe bem por onde param, ou se param pelo mesmo bairro, parecem de outra civilização em que o conceito de vida poderá ser de um intraterrestre.
Caberá à luz divina que alguém já clama, para que venha repor o humanoide no seu primeiro juízo antes de ter passado pelo juízo final. 

sábado, 5 de maio de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Partira de uma pequena Vila perdida no Alentejo, dizia com satisfação a licenciada em comunicação, agora a trabalhar numa cidade europeia, mas noutro país que não o nosso.
Respondia à profissional consagrada na comunicação audo-visual, que lhe perguntou com ironia e desprezo pelo nosso país, que a jovem teve que se deslocar para o estrangeiro porque o nosso país não lhe tinha proporcionado trabalho assim que acabou o curso!..
A profissional nunca precisou ou nunca quis sair do nosso país para ganhar o seu sustento, porque provavelmente chegou a onde chegou, com cunhas e jeitinhos, e agora está convencida que está de tal maneira segura e de pedra e cal, que se pode dar ao luxo de dizer coisas dessas na televisão e que será com saídas dessas que aumenta os índices de audição dos seus programas.
Provavelmente estará enganada e até poderá vir a precisar ele mesma de ir dar uma volta pelo estrangeiro, se quiser conseguir desempenhar bem as suas funções em Portugal.
Já não é de agora, mas desde o inicio da ultima metade do ultimo século que, qualquer actividade e muito mais a de de comunicação social, é indispensável e de preferência assim que acabar u corso, ir trabalhar durante algum tempo para o estrangeiro. Caso contrario nunca estará bem formada para exercer as suas funções. Foi o que se passou com a dita profissional que cometeu tamanha calinada.
Embora já estejamos a assistir a mudanças bastante aceleradas na sociedade e em particular no nosso Portugal, mas é claro, ainda continuam e continuarão por mais alguns anos, pessoas desadequadas das suas funções, que as foram ocupar, repito, por cunhas e encostes, mas que agora ainda vão continuar a fazer estragos e prejuízos.
E não é a idade que está em causa, há pessoas de todas as idades com preparação, competência e sabedoria para as funções que desempenham, e há pessoas de todas as idades que só estão a dar prejuízo naquilo que fazem.
E provavelmente num breve futuro, serão preferidas pessoas com experiência confirmada, aliás, foi a falta de experiência, responsável por muitos desaires que se verificaram.
Felizmente que esta jovem, embora estivesse com saudades da sua terra, que é natural, normal e humano, mas notava-se na jovem que estava satisfeita com o seu objectivo e mostrava-se disposta a cumpri-lo, preparar-se por mais alguns anos viajando, trabalhando, aprendendo, ensinando por outras culturas e outros povos.
Foram as criaturas que nas ultimas décadas nunca quiseram sair do nosso país, passavam e passam o tempo a dizer mal do nosso país, eu até já cheguei a dizer a alguns que se conhecessem outros países não diriam tanto mal do nosso país.
Ninguém ficará bem formado na vida, se não for conhecer, convivendo, trabalhando, aprendendo e até ensinando por outras culturas e outros povos, para depois regressar ao nosso país com esse enriquecimento.
Com quem é que Portugal chegou a ser o país que foi?..
Foi a partir do momento em que o ´país começou a ser governado por quem nunca de cá saiu, que o país começou a definhar.