Há 40 anos, ainda parte da agricultura do nosso país era laborada pelos meios que a 1ª foto do nosso lado esquerdo apresenta.
Sendo eu muito jovem, mas tinha imenso gosto de viajar pelas aldeias, lembro-me de ouvir dizer às pessoas das aldeias, que já não havia pobres. Queriam dar roupa usada e comida que sobrava e já não havia pobres deambulando pelas aldeias como antigamente.
Fixei as palavras de um cidadão em que disse: pela forma como estavam a ser cridas as gerações mais novas, lá voltaria o tempo em que não faltariam pobres para receber os excessos de comida. Esse cidadão, fixeio bem, era um homem dos 70 anos que aparentava não saber ler nem escrever.
Agora decorridos 40 anos, temos pobres e famintos mas diferentes.
Enquanto que há 40 ou 50 anos os pobres que deambulavam pelas ruas das cidades, vilas e aldeias eram pessoas que o infortúnio lhes tinha batido à porta, tal como: por doenças, por deficiências físicas ou mesmo sempre houve alguns que pura e simplesmente porque não queriam trabalhar, mas estes últimos, as pessoas raramente lhes davam a esmola, olhavam para eles querendo-lhes dizer com o olhar, que fossem trabalhar e eles lá se decidiam ir trabalhar.
Os Batalhões de pedintes e famintos que hoje enxameiam as grandes cidades - porque nas vilas e aldeias continua a não haver fome - são pedintes de outras eras, são pedintes "civilizados". Muitos deles ou quase todos, exigem qualidade nos produtos que lhes dão, e estão à espera que outros vão pedir para eles só já irem levantar os produtos bem embalados.
Durante uns tempos acompanhei uma organização que se dedicava a alimentar os sem-abrigo, que andava durante a noite pelas ruas da grande cidade a dar comida e outros produtos aos sem-abrigo. Havia muitos que se o que lhes davam não tivesse uma certa qualidade, eles rejeitavam.
Actualmente vemos as multidões à espera que alguém vá aos Super-Mercados pedir a quem com o dinheiro do suor do seu trabalho vai fazer as compras para se alimentar toda a semana, deparar com aquelas pessoas, que muitas delas estão ali para se promoverem socialmente e outras para aparecerem nos meios de comunicação social.
Mas há 40 anos não víamos extensões de terrenos produtivos abandonados como a foto do nosso lado direito.
Foi também que desde há 40 anos para cá se encheram os corredores das faculdades como a foto do meio.
E muitos dos que deambulam pelos batalhões de famintos à espera que alguém vá pedeir (obrigar) às pessoas aos super-mercados para eles comerem sem terem qualquer esforço, são daqueles que ocuparam durante muitos anos os corredores das universidades.



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