sexta-feira, 28 de junho de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


As fotos aqui exposta representam um pouco a história da sua
Região. Dos muitos séculos que esta região representa para o país, nas suas gentes e na sua economia, ultimamente começa a haver sinais de que a história vai iniciar um novo ciclo. Terminar o ciclo negro para a região que começou na década de sessenta e se manteve por três ou quatro décadas. Mas a culpa não é dos antigos, mas sim da geração dos anos sessenta e setenta do século XX.
Os primeiros obreiros que começaram a obra monumental da transformação do Vale do Douro na possível melhor e maior economia do país, esses sim, esses tinham visão verdadeira e de futuro. Sabiam gerir os rendimentos com o tempo. Sabiam prever o futuro da Região. Venciam as contradições naturais sem desistir e sem envolver nas cumplicidades negativas desta região as outras regiões do país.
Na última metade do século XX uma nova geração de naturais da região apareceu prometendo que estava ali o futuro da região. Mas não, enganaram-se, fazem lembrar um pouco alguns jovens das gerações actuais.
Os jovens desta região dos anos sessenta, filhos dos grandes proprietários já perderam quando nasceram o principal ar que lhes daria a inteligencia verdadeira para o futuro, porque foram todos nascer às maternidades do Porto.
Depois de serem educados escolarmente no suprassumo, talvez para alguns esconderem a proveniencia de alguns incestos, rumaram às universidades do país. Não estando satisfeitos pois estavam um pouco confusos, talvez porque achavam que deveriam ser eles a tomar as redias do país e não sabiam como. Então, da provocação dos protestos viram-se obrigados a alguns deles ter de partir para universidades estrangeiras.
Após regresso, tudo fizeram para repor as suas ideias antigas de retomar as redias do país. Sendo politicamente de ideias de direita, eles fizeram-se integrar em movimentos de esquerda para assim poderem ter acções disfarçantes. Mas não se aperceberam da evolução que as gentes, mesmo aqueles que não pisaram chão de uma universidade, que era superior à deles. Deixaram-se ultrapassar e agora passam o tempo desiludidamente nos media com conversa fúteis.
Depois, vieram as novas gerações, que muitos nem eram naturais da região, formadas em universidades da região que estes sim, estes começaram a ver a verdadeira natureza da verdadeira economia da região.
E agora, o Vale do Douro, tanto na principal economia do seu produto natural desde há milénios que é o Vinho, deu inicio ao segundo produto que é o Turismo, graças à grande visão dos engenheiros do principio da segunda metade do século XX, que construíram as grandes obras barragens que haveriam de transformar o Douro numa das principais Regiões do país, actualmente e no futuro.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

 
Sociedade descaracterizada... - Em Junho de 2013, no mesmo dia do mês, da semana e à mesma hora entrou no mesmo Restaurante que há 30 anos entrava habitualmente. Só que há 30 anos quando chegava era um problema para arranjar lugar para estacionar o carro.
 
Ao abrir a porta do carro, era a gritaria das crianças que já enchiam o parque infantil improvisado que o Restaurante tinha à disposição dos clientes, para que as crianças se destraíssem um bocadinho ao saírem do carro e assim iam para o restaurante com mais apetite e boa disposição. Caso não se chegasse antes do meio dia, já tinha que se entrar na fila para ter mesa. Depois, durante a refeição, era o palrar alegre das pessoas a entoar pela sala fora misturado com um choro de vez em quando de alguma criança que dava o verdadeiro ambiente de vida. Mas também havia umas gargalhadas pelo meio e um grito de criança dado com vontade de expandir a sua boa disposição por se ver a almoçar num restaurante cheio de gente o movimento.
Agora, desta vez, em Junho de 2013, chegámos, o parque de estacionamento estava apenas com 3 automóveis e um era do proprietário do restaurante, o parque infantil já só tinha uns restos dos equipamentos já quase podres.
Entrámos no restaurante, fomos os primeiros,  uma mesa de 4 pessoas. Passados 20 mn, estacionou no parque mais uma viatura de topo de gama, valia por dois do meu automóvel, entraram um casal de idade muito avançada  amparados por uma pessoa que se fazia acompanhar por outra do mesmo sexo que aparentavam um "casal" do sexo feminino mas uma não deixava de manifestar o "orgulho...gl"
Há trinta anos, Portugal tinha um automóvel por 4 pessoas.  Hoje tem um automóvel por 1,5 pessoas.
Mas o fenómeno continua. É que ao sairmos do restaurante voltámos a entrar na auto-estrada que passa a três quilómetros de distancia que levava bastante transito, há trinta anos ainda não existia, só que na próxima Área de Serviço parámos e fomos beber café. Há trinta anos essa área de serviço já existia e a essa hora eram as mesas cheias com os muitos empregados a correr de um lado para o outro  e filas de pessoas para ser atendidos. Agora viam-se meia dúzia de clientes e só duas empregadas a varrer o chão.
O fenómeno é que, as crianças que há trinta anos saíam às duas ou três de cada carro, hoje são os adultos na idade de ter filhos que não têm, que passam em vistosos carros a alta velocidade nas modernas auto-estradas orgulhosamente sós ou com um animalzinho a latir à janela do carro. Discursam nos midea, discursos vazios, sem se aperceberam da estrondosa mudança que a sociedade está a sofrer em alta velocidade.
Gastaram-se rios de dinheiro em projectos ao fundo da estrada, que saíram dos impostos dos contribuintes e que esses projectos só serviram para afundar dinheiro ( ver fotos).
Também há trinta anos na região, entrei na igreja como visita cultural mas com todo o respeito pela religião, estava saqueada e uma imagem de santo que não quiseram servia para pendurarem dos braços os guarda-chuvas dos trabalhadores que andavam por perto. Agora, o edifício exteriormente ainda é igreja mas por dentro tem outra serventia.( ver fotos)
Os campos, exibiam produtos agriculas a perder de vista, hoje vê-se isoladamente produtividade (ver foto).
Começaram há pouco tempo, empreendimentos de vulto iniciados pelos mais destemidos e corajosos, pois o novo Portugal vem aí. ( ver foto)
Sociedade descaracterizou-se!.. a mudança para a caracterização já começou mas vai levar muitas décadas a reposição. Não percamos tempo, mas não tenhamos pressa.
 





 




sábado, 8 de junho de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã












Reposição da alimentação natural em substituição da artificial e escassa.
João, aos 14 anos começou a ter cosciencia do mundo em que vivia. Situações que não condiziam o falado com o concretizado.
Ouvia nos média (na altura ainda não existia esta palavra) que a população mundial crescia velozmente. Ao mesmo tempo anunciavam que a alimentação poderia um dia vir a escaciar.
João, nos livros que lia não via nenhuma preocupação pelos responsáveis por este futuro da humanidade.
A única chamada de atenção e preocupação eram os mais antigos que diziam que os processos alimentares estavam a caminhar para métodos não muito naturais e que em breve poderia haver falta de alimentação. Dizia um velho ancião que haveria de vir um dia que as pessoas da cidade até os feijões haveriam de contar. Mas também se dizia que o fluxo de migrações para as grandes cidades, não tardaria em inverter o sentido.
João não perdeu tempo, terreno onde achasse indicado (terrenos privados, pois nos baldios era severamente proibido) começou a plantar árvores de fruto, foram muitas e de várias espécies. Pois segundo as conversas que ouvia dos anciãos, em tempos todos os Baldios foram plantados totalmente com árvores de frutos e de madeira e aqui estava um recursos das populações.
As fotos, a primeira do nosso lado esquerdo, uma cerejeira, era uma das que havia no Baldio quando João tinha 14 anos, hoje é o tronco seco que vemos no lado esquerdo na foto em baixo (clicar para ver em grande) e dezenas de hectares de baldio que na altura tinham centenas de árvores de grande porte, de frutos e de madeira, umas foram-nas deitando abaixo para madeira, outras secaram, mas ninguém repôs essas árvores que não tarde que farão imensa falta!... e os baldios estão abandonados e consumidos por mato e incêndios.
Uma das que João plantou, é a figueira da foto cimeira do lado direito. A foto de baixo do lado direito, captada actualmente é outro exemplo de um pequeno aglomerado populacional com os terrenos férteis abandonados.
Quando João tinha 14 anos a população mundial era de três biliões de pessoas, hoje já ultrapassou os sete biliões de pessoas. O fluxo migratório já se está a inverter e as replantações dos terrenos abandonados já se está a reiniciar.
Só que, entretanto estas décadas deixaram marcas nas sociedades e na humanidade que vai demorar séculos a ser reposta a situação. Muitos incêndios provocados por pessoas produto destas décadas, destruíram patrimónios florestais e arvoredos de grande valor económico e histórico que serão precisos centenas de anos para ser repostos.
Não poderá haver tempo a perder, para repor toda uma estrutura produtiva que se perdeu e saber aproveitar as vantagens que hoje temos com as novas tecnologias, para assim os benefícios do trabalho virem em menos tempo.
Também há uma lição a tirar destas décadas passadas, que sirva de exemplo para que erros deste tamanho, as sociedades não os repitam mais. Pois estes que se cometeram nas ultimas décadas, um pouco por todo o lado, já servem de suficiente exemplo para ficarem para a história da humanidade.