sexta-feira, 27 de julho de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Família tradicional de muitas gerações com solidez, garantia e continuidade, o progresso não era muito rápido mas era contínu-o. Situava-se sempre em cada geração, seis a oito filhos.
Nos tempos modernos da 2ª metade do século XX, esta família não resistiu às influencias progressistas e segui o caminho das famílias pró-modernas.
Dos seis irmãos desta geração, todos quiseram ir estudar para cidade para iniciarem carreiras completamente diferentes dos seus antepassados, que progrediam sim senhor, mas com muita lentidão.
Alguns dos irmãos desta família seguiram na área da Gestão e Marketing, pois era na faculdade agora com licenciaturas só de três anos, em três anos conseguia-se um dr. e era isto que a fortuna familiar acumulada já de muitas gerações precisava para ser bem gerida e progredir com muita mais rapidez.
As poupanças e aplicações que o pai desta família vinha fazendo em algumas instituições financeiras de confiança e depois de testar, ouvir falar e conhecer alguns representantes dessas instituições, com quem se ia aconselhando, se conseguissem ser da sua confiança, foi aqui aplicando e ia obtendo bons rendimentos com segurança, a par dos investimentos que ia fazendo também nos estudos dos filhos nas universidades, para que estes conseguissem um bom curso, para que com esta sabedoria que adquiriam na faculdade, pudessem rentabilizar melhor estas fortunas tradicionais.
Alguns dos filhos ainda nem tinham acabado a faculdade de três anos e já insistiam em tentar afastar os pais e alguns empregados de chefia, que estes também tinham sido responsáveis pelo enriquecimento desta fortuna.
Estes jovens não tardaram em ocupar os lugares de chefia, passaram imediatamente a fazer vida de Administradores Seniores, mas chegando ao local de trabalho ao meio da manhã, almoços de 2 ou 3 horas e às 5 da tarde já estão a pegar no saco de Ginásio. Pois as reservas de Euros € que tinham encontrado permitia-lhes fazer este nível de Vida.
Enquanto os "Velhos" gestores de 55 anos que tinham sido afastados, que estavam no auge da produtividade, davam voltas à memória, quando chegaria o dia em que toda aquela riqueza que tinham criado com tanta dedicação e esforço de 10-12 horas de trabalho diário,  desapareceria completamente, pois via-se a olhos vistos que já tinha começado a desaparecer, mas os jovens gestores continuavam a fazer a vida faustosa.
A foto do lado esquerdo, casa abandonada, foi a base destas famílias seculares.
A foto do meio, é a fortaleza que os sólidos produtores aspiravam ter no futuro.
A foto do lado direito, é a situação da família, agora que tudo desapareceu, eles vão para o penedo à procura de um novo horizonte - fictício e virtual.
Mas o verdadeiro horizonte, têm que o ir procurar à casa de base abandonada, e procurar os ensinamentos que por ali estão bem gravados, mas que vão ter que dar muitas voltas e exercitar bem a memória para os conseguir encontrar, porque eles estão lá - perdidos mas estão lá, um tesouro com valor incalculável e daí partir para uma Universidade verdadeira.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



O Amor também não escapou às pressões modernas. Se foram boas ou más, estamos a testar situação.
Inícios da década de oitenta, a excursão já ia com 6 horas de viajem. Jovens e idosos já se espregissavam no Auto-Pulman. Sim, de Ar-Condicionado, era um luxo para a época, mas as horas já começavam a fazer falar sem pensar. 
No 3º banco do lado esquerdo, mesmo logo a seguir ao motorista, seguia o casal septagenários que os filhos tinham levado a passar 15 dias à capital e agora já cansados da cidade, regressavam ao seu melhor conforto, aquele que mais apreciavam. Ele, ao remexer-se encostou a sua perna à perna da mulher, que a incomodou do seu silencio de há dezenas de minutos que vinha concentrada no seu pensamento. Não esperou por nem um segundo e aí vai de lhe dizer (ao marido) encosta-te lá para esse lado!...
O marido, pensando alguns segundos, também não desprezou o despique que a sua amada de muitas décadas dera início e diz-lhe: quando eras nova, não dizias assim!...
Mas antes já se tinham ido gabando para o passageiro do lado que os quis ouvir, que tinham criado cinco filhos e os dois sempre a trabalhar.
(Palavras deles) duvidamos que os nossos filhos consigam chegar ao fim da vida com o casamento, mesmo só com um filho ou dois. Não sei o que será do futuro!.. (novamente palavras deles).
A foto do lado esquerdo, mostra o casal de namorados muito felizes a passear muito certinhos virados de frente para o mundo, confiantes no futuro.
A foto do meio, mostra o casal de namorados a passear também de mãos dadas e também muito felizes, mas de costas para o mundo. Aqui, já não há a confiança que merecia ter. Ou seja, talvez já não haja a confiança no futuro.
A foto do lado direito, mostra o casal muito entusiasmado a namorar com a ajuda das virtuosas tecnologias, mas não se sabe bem com quem estão a namorar, se estão a namorar um com o outro, ou se cada um esta a namorar com outro alguém à distancia.
O jovem casal de 27 anos, que tinham acabado de casar, ele possuidor de grande fortuna quando a viesse a herdar, mas que ainda continuava a concluir o curso universitário, ela mulher bonita, com a universidade já concluída, dizia: a minha ideia apanhar-lhe a fortuna. Ter filhos não estava nos planos dela, mas passados 5 anos, como a fortuna não vinha, acabou por ter um filho. 


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Ainda cheios de vida e com muitos anos pela frente, estes seniores da foto do lado esquerdo, jovens de 25 anos há 40 anos, viviam cheios de esperança, começavam a actividade profissional e trabalhavam com gosto. Nos papeis que lhe eram entregues ao começarem a sua actividade profissional, estava escrito que com os descontos que passavam a efectuar para a Segurança Social, quando atingissem a sua idade de reforma, teriam garantido a continuação de um nível de vida como o que levassem durante a idade da produtividade e descontos para essa finalidade.
Mas agora, sentados a pensar o dia inteiro sem saber o que fazer, o seu nível de vida baixou três ou quatro vezes. vivem reduzidos à insignificancia.
Mas vêem uma minoria de alguém com reformas douradas que por vezes esses nem chegaram a descontar para elas e conseguiram-nas em poucos anos, começando a receber com meia idade.
Os jovens da foto do meio, apercebendo-se do engano que foram vitimas seus pais e avós, protestam ruidosamente na rua com tambores, para ver se ainda conseguem salvar a situação deles com algum futuro à sua frente. Mas terão que ser eles a construi-lo.
A foto do lado direito mostra gente de todas as idades, protestando e com intenções de varrer aqueles de quem foram vitimas e que lhes hipotecaram a vida: a eles, aos filhos e aos netos.
Nos debates televisivos que se seguem em catadupa em todos os canais de televisão, vêem-se aqueles senhores todos de cara zangada a lutar pelos direitos, que foi aquilo em que se treinaram e fizeram nos últimos 40 anos, sem nada terem feito para isso.
 Se por ventura está alguém junto deles e os chama à atenção para a realidade, eles ou mostram cara zangada ou ficam de boca aberta como se nunca tivessem visto a realidade do nosso país e do mundo.
Mas a riqueza do país, incluído os descontos que milhões de portugueses fizeram durante 40 anos ou mais, para algum lado foram!...
Há 40 anos em Portugal contavam-se as Fundações pelos dedos das mãos, e quase todos os portugueses só conheciam a Fundação Gulbenkian, que era uma verdadeira Fundação que levou milhões de livro aos cantos mais recônditos do país para que todos os cidadãos tivesse acesso à leitura.
Mas hoje, o pais está pulverizado de fundações, centenas ou milhares, que muitas delas só poucas pessoas - quem as fundou -  sabem para que finalidade foram criadas.
Mais instituições do género e com a mesma finalidade foram criadas, que o público em geral nunca entendeu bem qual a finalidade dessas instituições.
O público em geral evoluiu muito.  A grande maioria dos políticos governantes que passaram pelos cargos públicos, não acompanhou os tempos com a sabedoria verdadeira. conseguiam canudos de "drs" para passarem por "drs" mas não passam de uns analfabetos que nem ler nem escrever sabem. Pois também a maioria deles raramente foram à escola.
Ainda recentemente um professor universitário apresentou os textos do exame da 4ª classe de há 40 anos e disse que muitos dos estudantes universitários de hoje não conseguiriam fazer esses textos.
Não temos uma sociedade perdida, porque os heróis vão aparecer. Alguns já estão aparecendo e em acção.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Ali pelo fim dos anos 80, uma cidadã camponesa proprietaria, perguntava-me se a Europa não estava a ficar com uma governação parecida com a da Rússia. (ela não sabia bem o que era a URSS e se esta sigla existia).
Procurei dar-lhe uma resposta, tentando separar completamente o trigo do joio. Mas nem ela ficou convencida nem eu fique satisfeito com a explicação que lhe tentei dar.
Passado pouco tempo, o socialismo da URSS (Rússia para a cidadã) desmoronou-se, caiu e os cidadãos desse mundo ficaram às aranhas e ainda hoje aqueles que nunca saíram desse território andam à procura do rumo que hão-de tomar.
Esta cidadã que aparentava uns 50 anos de idade, teria uma cultura académica muito primária, não sei se alguma vez teria lido jornais, ouvia rádio e Televisão enquanto trabalhava nos seus afazeres domésticos e era duma zona do país onde hoje há menos famílias e empresas falidas.
Decorridos 20 anos, são os intelectuais citadinos a dizer que estamos a assistir à queda do socialismo europeu.
Por estes dias, um jornal português considerado, publicava um artigo vindo do jornal alemão Der Spiegel, que as decisões tomadas recentemente em Bruxelas "farão sofrer os nossos filhos e os nossos netos"
A primeira foto do nosso lado esquerdo, mostra uma localidade na costa vicentina muito próxima de uma ilha que serviu desde há muito tempo de baluarte e defesa de muitas invasões vindas dos mais variados ataques exteriores desde há milénios e séculos, e, lá está: Pára e Deixa o Resto.
A foto do meio, mostranos a pacata região da cidadã que acima refiro do interior Norte do país onde têm mais tempo para analisar calmamente os acontecimentos à distancia.
A foto do nosso lado direito, mostra a situação actual que vai nos meios citadinos. Foi obtida recentemente numa cidade de 70 mil habitantes, estes já estão a sofrer fortemente os efeitos da queda do socialismo europeu.
Restanos agora saber, se seremos nós europeus ocidentais ou se serão os europeus do leste a demorar mais tempo a encontrar o verdadeiro caminho que nos conduzirá ao futuro verdadeiro.
Provavelmente seremos nós os ocidentais a encontrar primeiro esse caminho, pela razão de que, na Europa Ocidental sempre ficaram nichos regionais que resistiram mais à implantação do "socialismo" chamado europeu. Mesmo assim, devemos estar preparados para fortes convulsões, pois entre nós, estão muitos cidadãos que foram formatados só com direitos e sem obrigações. Era o que nos dizia no início da década de oitenta, um professor que passava a aula a dizer para aprendermos e estudarmos bem a constituição para vermos todos os direitos que tínhamos. Tivemos que lhe responder: O que interessava estar escrito na constituição se depois o país não tinha condições para cumprir com o que lá estava escrito!!!!!!