sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 
 
 Bons Gestores métodos de Gestão precisam-se! e temos muitos exemplos.
No local que a foto do nosso lado esquerdo apresenta, ainda não há muitas décadas, antes da era das Auto-Estradas, quase todo o transito Norte-Sul e Sul-Norte pelas festividades do Natal era obrigado a passar pela Ponte de Santa Clara em Coimbra.
Na época destas festividades, as filas de automóveis para atravessar esta ponte atingiam muitos quilómetros, perdiam-se ali horas, queimavam-se juntas e cabeças de motores de automóveis ali a trabalhar horas seguidas no para-arranca.
Nos anos de pouca chuva, havia automobilistas que perdiam a paciência e arriscavam a atravessar o Mondego com o seu próprio carro ali mesmo onde vemos a ponte suspensa de travessia de peões. Mais lá ao fundo vemos a grande e moderníssima ponte com várias faixas de rodagem em cada sentido, que nunca mais houve filas intermináveis de automóveis mesmo nas horas de mais congestionamento de transito e hoje havendo 10 vezes mais automóveis. Esta é um grande exemplo de progresso e excelente Gestão. Temos muitos outros exemplos pelo país fora.
Mas infelizmente também temos muitos maus exemplos de gestão danosa que arruinaram o nosso país e nos levaram à situação em que estamos.
A foto do meio mostra uma linda Praça moderna numa linda e grande cidade do nosso país, que há 40 anos era a terceira ou quarta cidade do país com mais progresso e criação de riqueza, agora, já há muito tempo, tem vivido de ajudas de programas auxiliares de pobreza. Por isso, tem estátuas desta forma numa das praças mais lidas da cidade.
Por isso também temos gente de todas as idades, mas principalmente jovens citadinos, que passam grande parte do seu tempo a preparar cartazes - foto lado direito - para irem constantemente para manifestações a pedirem aquilo que não existe e seria impossível existir. Era lugares de Gestão para todos os que obtêm um diploma de gestão.
Muitos dos que já estão colocados em lugares de gestão e produção, é vê-los 30 a 40% do tempo, fora do lugar de produção e irem para espaços de fumo a fumar e a conversar com os outros que depois de acabarem de fumar ficam de braços cruzados à espera que os outros acabem também de fumar, mas entretanto chegam outros e assim sucessivamente. Isto acontece em cerca de 70% das empresas, sobretudo as maiores, publicas ou privadas, principalmente nas grandes cidades.
Assim, não só não estão a contribuir para criar lugares para aqueles que vão aparecendo à procura de lugares de trabalho, como estão a pôr em causa os seus próprios lugares que outros criaram, aqueles que trabalharam e trabalham as horas necessárias continuamente sem interrupção e com afinco e profissionalismo.
Recentemente almoçava eu com um Gestor de carreira e de craveira, dizia-me ele que não haveria economia que aguentasse com empresas com tantos trabalhadores permanentemente a fumar à porta da Empresa.
O futuro o dirá. Cá estamos para ver. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã





 Ainda nos tempos da monarquia, quando os primeiros técnicos que tiveram a ousadia de apresentar projecto para construir a Ponte sobre o rio Tejo em Lisboa, foto do nosso lado esquerdo, o então ministro das Obras Publicas respondeu-lhes que se Deus quisesse que as pessoas atravessassem ali dum lado para o outro, não teria colocado ali um rio a passar.
Mais tarde e decorridas algumas décadas já no tempo da Republica ao ser retomada a ideia, vieram novamente os movimentos de constatação dizendo que esse dinheiro antes deveria ser dado aos pobres.
Já na década de sessenta do século XX, haveria de ser construída e inaugurada talvez a Obra mais importante até hoje para o nosso país e os pobres a quem os falsos protectores diziam que em vez de se construir a Ponte esse dinheiro deveria ser dado aos pobres, esses mesmos pobres ficaram com um bairro novo junto à Ponte e construído por a Ponte ter sido construída e assim deixaram de ser pobres.
A foto do meio, mostra uma Barragem em construção actualmente no rio Sabor, mas também apareceram a protestar e a tentar impedir a construção da Barragem os grupos herdeiros não só de ideias mas alguns também de sangue, dos que protestaram contra a Ponte junto ao Cristo Rei em Lisboa.
Qualquer pessoa minimamente esclarecida, sabe quais as intenções que levam estes protestantes a estar em todas as épocas e em todos os locais a protestar contra qualquer ideia de desenvolvimento e melhoramento para a sociedade e humanidade.
Provavelmente a foto do lado direito poderá ajudar esses protestantes a abrir um pouco a mente, aclarar as ideias e virem a ser mais racionais.
A consciencialização da real situação do nosso país e da sociedade em geral e as mudanças urgentes que são precisas fazer acontecer, talvez seja desta vez que as coisas passem a ser executadas de outra forma e de uma forma mais corajosa.
Não será por acaso que o nosso país está na situação em que está, tendo em conta as grandes condições que o mundo e a sociedade em geral atravessou nas ultimas décadas.
Se não se soube aproveitar tão boas condições nas ultimas décadas para solidificar a melhoria das condições de vida para as populações, hoje ninguém tem duvida que se deve a quem foi responsável pelas governações durante este período de tempo
Assim, precisamos sem demora, que as pessoas capazes saltem de imediato para a frente das tomadas de decisão e que jamais tenham medo dos protestadores que tentam impedir o desenvolvimento para a melhoria da vida e das populações.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Dizia o jovem universitário, que assim que acabasse o curso partiria para o estrangeiro e não mais voltaria a trabalhar para o seu país que é Portugal.
Quando eu pisei o chão de uma faculdade, era-nos dado conhecimento quanto é que um estudante universitário custava ao país por cada ano de estudos. E, não era assim tão pouco. No meu caso até era diferente porque eu era estudante trabalhador, estudante nocturno. Mas todos os estudantes, diurnos ou nocturnos, tinham consciencia da divida que estavam a contrair para com o seu país, ou seja, para com os cidadãos que estavam a pagar impostos, sobretudo para os estudantes diurnos, porque os nocturnos também contribuíam com os impostos do seu trabalho diurno.
Mas este agora, finalista de medicina veterinária, não sabia a dívida que tinha contraído para com os cidadãos do seu país. Dizia ele que queria ir para um país onde o seu trabalho fosse valorizado!.
A foto do nosso lado esquerdo mostranos um local onde há algumas décadas era um local de criação de riqueza. Agora é um local de distracção, cultura e ócio.
Quando uma sociedade se transforma demasiado em ociosidade, distracção e cultura não clara e de acordo com a sua produtividade, é uma cultura que dura pouco tempo.
As nossas empresas encheram-se de executivos e funcionários de mãos sacudidas e de pene-drive no bolso. Pensando eles que vestir um fato e uma gravata cara, chegar ao gabinete ligar o computador e ir para o local de fumo fumar o cigarro e conversar com os colegas que também lá estão estava o dia ganho.
Se as nossas empresas e o nosso Estado se voltar a encher de executivos e funcionários como a foto do meio, que este sim, este não se importa nem tem vergonha de carregar uma pasta a tiracolo mais o dossié na mão, as universidades como a foto do lado direito voltarem a formar doutores que se empenhem no seu país como em tempos aconteceu, então o veterinário, o engenheiro, a professora e a economista, o enfermeiro e o gestor terão lugar no seu país.
Quando se voltarem a formar cidadãos com a cultura de criar riqueza e não a cultura de estarem à espera de encontrar o paraíso em qualquer rua da sua cidade ou vila, todos os cidadãos encontrarão lugar no seu país.
O finalista de veterinária também precisava de saber, que qualquer cidadão só está bem formado para produzir riqueza a sério, depois de ir algum tempo viajar e trabalhar por outros países e por outras culturas. Será que ele sabe o que significa a palavra Universidade? Será que ele sabia o que significa a palavra doutor?
A sociedade de hoje e de amanhã precisa com urgência de cidadãos com cultura universal, sabedoria douta e não doutores empacotados com uma embalagem paradiziaca mas depois o produto é muito confuso e duvidoso.
Doutos que se empenhem em criar riqueza e não zangarem-se com a sociedade porque não lhes tem a cadeira dourada à espera para eles se sentarem.

domingo, 12 de agosto de 2012

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Com Gestão Eficiente as obras perduram.
A foto do lado esquerdo, é uma Estação dos Caminhos de Ferro que há 40 anos tinha um movimento de progresso. Por este espaço que agora vemos deserto, jovens movimentavam-se com alegria em zig-zangues por um Cais cheio de pessoas à espera de embarcar, tentando os seus primeiros olhares a moçoilas desconhecidas que também respondiam com a sua sabedoria herdada, mas que que viam aqui muito futuro.
Os comboios eram vários por dia. com muitas carruagens de passageiros, 1ª e 2ª classe, mas todos compreendiam que deveria haver alguma lógica. Era a lógica do estatuto social. Mas aqueles que estavam a viajar em 2ª, com olhos postos no futuro aspiravam e não teriam duvidas que um dia viajariam em 1ª. O minério que circulava nas ultimas carruagens dava esperança no futuro.
Esse futuro não chegou, foi interrompido. Muitos desses jovens perderam-se na viagem, nunca mais conseguiram encontrar esse futuro e agora depois de terem passado algumas décadas de ilusão, estão um pouco baralhados, porque alguns com metade da idade deles sem sequer terem viajado de 2ª, enquanto o diabo esfrega um olho ocuparam o lugar super de 1ª.
Por isso agora, em vez de vermos esta estação moderna e com vários comboios diariamente a passar com carruagens equipadas com ar condicionado cheias de passageiros de todas as idade atravessando fronteiras, vemos uma estação deserta com um comboio por dia e circulando semi-vazio.
Quatro candidatos a passageiros, entraram na monumental Estação, as portas dignas de se olhar para elas, pois para alem de o seu tratamento estar desleixado, a sua origem chamava à atenção da beleza com que foram construídas. O espaço do Hall de entrada era convidativo, mesmo com os 40º graus centígrados cá fora, lá dentro não fazia lembrar o ar condicionado dos espaços ofegantes.
Mas todos os guichés estavam fechados. O relógio de Estação digno de se ver estava semi-tapado com um papel já amarelado a dizer avariado. -foto do meio. Na vitrine podia-se ler os confusos horários, que nem os portugueses com melhor qualidade de vista resistem a virar a cara para o lado. Depois de andar uns dez quinze minutos a passear pelo Cais de Embarque, abre-se uma porta e saiu de lá um jovem de 40 anos mas já obeso escarrando e pigarreando, atirando à distancia com uma garrafa de água vazia para o recipiente do lixo.
Assim, os candidatos a passageiros turistas, não tiveram a oportunidade de conhecer uma das regiões com paisagens das mais apreciadas no mundo turístico, que até é Património Mundial.
Esta Região tem dezenas de milhares de anos de história. Aqui as populações sempre fizeram obra a pensar no futuro e para durar por muitos anos, séculos e milénios. Essas obras hoje são atracção turística e escola do futuro.
A foto do lado direito o demonstra. Obra feita em 1636, hoje serve e funciona perfeitamente.
Como sabemos, há muitas mentes com muito valor que estão à espera de poderem repor o progresso em acção. Esperemos de que dentro de pouco tempo, por aqui passem novamente vários comboios diariamente transportando matérias primas e passageiras de todas as idades alegremente e com confiança no futuro. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Os tempos passam e mudam, as situações repetem-se, só que, penosamente diferente, mas a natureza das coisas a isso obriga. E sabe-se-lá se é mesmo assim que tem que ser para levar as coisas ao sítio.
Hoje, há pessoas que fazem 300 km e passam um dia e uma noite  numa fila para conseguirem alugar um Toldo na praia por 500 €uros para uma semana - foto lado direito. 
Ainda nas décadas de 60 e 70 do século passado, cerca de 20 a 30% da população portuguesa também marcava com antecedencia - às vezes com duas ou três semanas de antecedencia - o lugar na Eira para melhor poder colocar a Mêda dos seus cereais, para depois a Malhadeira poder ficar - assentada - de forma a ficar mais acessível à Mêda e assim conseguisse fazer um bom trabalho com menos pessoas. - Foto  lado esquerdo.
Por essa altura na década de 70, vi passar citadinos pelas aldeias rurais e ao terem conhecimento destas situações, faziam com pena paternalista comentários de que essas práticas eram ainda usos ancestrais e havia que libertar as pessoas de tais situações.
Mas na década de 70 o PIB do nosso país era muito superior à média europeia, como a foto do meio o confirma: Barra verde Portugal, Barra laranja  média europeia. Hoje o PIB de Portugal é muito inferior à média europeia.
Muitos dos que fazem 300 km e estão dia e noite na fila para alugar um toldo para depois passarem uma semana debaixo desse toldo sem saber o que estão a fazer e a pensar, muitos deles serão filhos e/ou netos destes que vemos ali na foto do lado esquerdo a chegar e meter pão na Malhadeira. Treinaram-se e cursaram na escola que aprenderam todas as formas de viver fazendo o menos esforço conseguido dinheiro fácil seria o mais esperto, logo era herói!...  mesmo que não tenham muito dinheiro na carteira, também se convenceram que não precisariam dinheiro em mais lado nenhum. Viver o dia de hoje. Amanhã será outro dia e de algum lado háde aparecer dinheiro para esse dia.
Há cerca de dois anos alguém dizia que o curso da deslocação em breve se inverteria. Ou seja, não demoraria em que a migração inverteria o sentido - do litoral para o interior.
Quando já não houver os 500 €uros do subsídio,  para alugar o Toldo, também já não farão os 300 km nem precisarão estar dia e noite na fila.
Pois até se vêm presentemente pessoas no interior do país dizer que a crise não existe. Que o movimento na sua loja está a aumentar, que precisam de alguém para trabalhar e não aparece quem queira trabalhar.
Provávelmete num futuro não muito longe, veremos as pessoas nesses locais de economia verdadeira, circularem felizes e confiantes no futuro.