sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Caminhando atentamente e despreocupadamente por este país que alguns dizem que é pequeno, mas que na realidade é muito grande, os que dizem que é pequeno, talvez não o conheçam todo, descobrem-se maravilhas, quer naturais, quer feitas pelo homem.
O ritmo das mudanças e alteração das coisas nas ultimas décadas não foi amigo deste país. Por muito que alguns queiram, alterar a natureza e sustentabilidade do necessário e essencial, não é sustentável por muito tempo.
Neste momento temos muita gente à procura da verdade para poder continuar a desfrutar deste belo país. Para uns é fácil encontrar esse caminho, que já o estão a seguir. Para outros, andam um bocado às aranhas, pois também eles quiseram desprezar e abandonar o caminho do futuro e agora têm grande dificuldade em encontrar de novo esse caminho que tanto lhes vai fazer falta no futuro.
As fotos que vemos, percorrem o nosso país de Norte a Sul.
A foto do nosso lado esquerdo mostra-nos as lindas paisagens do norte, que o homem com as suas alteraçõs soube combinar com a beleza da natureza que nos quis oferecer e assim, temos uma beleza ímpar.
A foto do meio, bem no centro do país, mostra-nos  os monumentos naturais que intrigam muita gente, como é que a natureza se consegui transformar fálicamente.
A foto do nosso lado direito, bem no sul do país  mostra-nos a força de manter os campos e paisagens com o seu natural recuperado.
Continuando caminhando e viajando pelo país fora, em caminhadas, de automóvel, de comboio e até mesmo de avião, descobrimos sempre maravilhas desconhecidas para a maioria dos portugueses e de quem nos visita.
País de todos os climas, do glaciar ao tropical é sempre possível sentir o clima que desejarmos. Na alimentação, para quem tenha viajados por outros lados, sabe bem que não é fácil encontra gastronomia tão rica como a nossa. Porque a nossa natureza danos essa riqueza de produzir os bens necessários para a alimentação completa que não é fácil encontra em outras parte do mundo.
Gerações dos últimos tempos, por erros de gestão e cultura, alteraram em boa parte os bons condicionalismos necessários para manter as condições naturais e paisagisticas que davam o valor que o nosso país tinha.
Hoje, resta-nos fazer algum esforço para tentar manter este país como é. Embora não seja fácil, pois a cultura do mal avançou demasiado. Embora se diga que o bem vencerá sempre sobre o mal.
 
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Volta ao Porugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Percorrendo as nossas aldeias de Portugal, tanto hoje como ontem, sempre vimos o nosso povo carregado de misticismo. Misticismo não significa subdesenvolvimento ou falta de cultura, mas sim obediência ao seu Deus ou à sua natureza. Os sinais de espiritualidade e atenção aos fenómenos naturais no nosso povo têm muitos milhares de anos.
Hoje, quando se anuncia o fim do mundo através dos meios de comunicação mais evoluídos, envolvendo toda a ciência e pessoas mais letradas, as gentes do povo base, talvez sejam as que estão mais descansadas e têm mais a certeza que nada vai acontecer daquilo que se vem anunciando no "evoluído"
Já algum tempo, muitas pessoas vêem dizendo que uma Nova Era estaria a começar. Já quando do ataque de destruição das Torres Gemias, alguém não teve dúvidas  e se pronunciou que uma Nova Era dava início. Pois a forma como o ser humano atacou o ser humano, só poderia deixar poucas dúvidas de que uma civilização que leva a estas coisas´só poderá estar a chegar ao fim.
Como a humanidade não pode parar de evoluir e conhecendo nós a história da evolução do ser humano, então uma nova sociedade seria mais que evidente que iria dar os primeiros passos.
Para alem disso, vemos muitos sinais claros na civilização que temos hoje que as pessoas estão cansadas do modelo da sociedade que temos. A sociedade entrou em choque. Vemos nas ruas, nas igrejas, nas multidões, nos centros comerciais, nas feiras, nas festas, nas viagens que este modelo de civilização está esgotado.
As fotos que apresento nesta crónica foram captadas em locais muito distantes mas dentro do nosso país. Mas isto é o retrato da humanidade em geral, e as pessoas em geral já não têm duvidas de que uma nova civilização está em curso. Então!.. será possivelmente o fim do mundo anunciado, que será o fim deste mundo com esta civilização - fim desta Era - e começo do novo mundo com nova civilização - começo da Nova Era.
Há 4 décadas, li um livro de um jovem escritor que na realidade já anunciava esta mudança que se está a operar actualmente. Sendo eu muito jovem também, fez-me confusão, mas confesso que da forma como o escritor me fez analisar as coisas e tendo eu em conta o que já tinha visto e presenciado, não fiquei completamente descrente do que o escritor dizia. Mas falava com amigos meus e quase todos diziam que isso era para esquecer. Hoje verificamos que é isso mesmo que está a acontecer.
Mas é de ver com alegria e boas esperança a forma à-vontade como o povo base responde à forma descontrolada, desorientada, aflita e irritante como a gente letrada se comporte com esta anunciada do fim do Mundo.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




 
Alexandre, já vai no quadragésimo quinto jantar de Natal com colegas de trabalho. Ao sentar-se, olhou em redor percorrendo toda a mesa e já não vê ninguém dos primeiros anos. Uns, porque pediram a reforma antecipadamente, outros, porque se cansaram antes do tempo mas nenhum deixou que a reforma chegasse dentro do tempo devido.
Tudo mudou muito, mas o que Alexandre nota muito diferente nestes jantares, são as conversas entre as pessoas  (colegas).
Nos primeiros jantares que esteve presente, ainda muito jovem, para Alexandre era uma das melhores oportunidades para ver os seus colegas expressarem-se genuinamente. Era nestes jantares que os colegas falavam aquilo que sentiam. Mesmo com a Administração nas mesas, era quando muitos aproveitavam para dizer aquilo que nos locais de trabalho não queriam dizer. Pois aqui a Administração ouvia tudo com sorriso e até era uma boa oportunidade para se terem conversas laborais interessantes e frutíferas.
Na parte da reinação, também era nestes jantares que as pessoas mais tímidas desabrochavam, diziam coisas interessantes que em outros momentos poderiam não cair bem ou até serem mal interpretadas.
Com o passar dos anos e também porque Alexandre nestes anos todos mudou duas vezes de empresa, mas na ultima já vai no trigésimo terceiro jantar e passados alguns alguns jantares desses, Alexandre passou a ser dos mais conversadores e dos mais ouvidos porque para alem de ser um bom orador é também um bom contador de anedotas, coisa importante para este tipo de jantares, Palavras picantes, provocadoras, inteligentes, valiosas cheias de conteúdo, tudo isso torna estes jantares inesquecíveis.
Agora, quando Alexandre se senta à mesa destes jantares e olha em redor, vê muitas caras jovens e lindas que parece uma mesa de um paraíso, mas todos se sentam muito direitinhos e preocupados se estarão a fazer alguma coisa mal, com a cara metida entre a palma das mãos apoiadas nos cotovelos em cima da mesa, a contrastar com o à vontade sorridente falando e cumprimentando-se à distancia nos jantares de outros tempos.
Após a refeição começar, ninguém se diverte comendo e falando de uns para os outros, estão todos rodeados de telemóveis de ecrãs gigantes e escuros que não param os pips-pips dos SMSs a chegar, para depois eles estarem com uma mão no garfo a meter a comida para a boca e a outra movimentando o ecrã do telm. para ver o que o namorado/namorada (entenda-se amante, porque namoro ali não há nenhum, é só imposição e exigências).
Nestes jantares, a parte mais divertida era já no fim, quando se começava a contar as anedotas picantes que até as colegas mais púdicas certinhas se fartavam de rir como em lado nenhum tinham a oportunidade  de fazer aquela higiene mental.
Agora, ainda nem o jantar acabou, já estão todos a olhar para qual dos telemóveis para ver a qual deles chega o SMS mais exigente, e assim partem a correr para o automóvel, para chegar lá e ficar um bom bocado a pensar como é que vai enfrentar aquele drama ao chegar a casa, lá terá de ouvir que se assim continua, termina ali a relação.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

 Aprendi a falar e a ouvir, ouvindo pessoas simples e de formação académica de base. Depois veio  o professor que falava alto e de bom som, calmamente e pausadamente para que todos ouvíssemos bem o que ele estava a dizer.
Quando dei aulas, a sala enchia-se até ficarem encostados à parede.Tinha eu vinte e poucos anos, e cidadãos com quarenta anos perguntaram-me quanto é que eu queria por aquilo que sabia. Respondi-lhe que não vendia por dinheiro nenhum. 
Agora, vejo intelectuais cheios de MBAs, falando para quem é obrigado a ouvi-los, grupos profissionais, mas metade das palavras não se lhes percebe, por que talvez não estejam interessados que as pessoas oiçam bem o que eles dizem. - As fotos ilustram estas situações.
Começam as aulas de formação e esclarecimento, passando vídeos com figuras importantes e internacionais a passear o cãozinho. Depois o discurso situa-se por ali, quase que deixando entender que o sucesso dessas figuras pouco mais foi do que passear o cão. Por isso, vemos mundos financeiros a caírem de um momento para o outro como se fossem castelos de cartas.
Então de onde veio o dinheiro? Talvez das grandes poupanças dos antepassados!.. como essas poupanças não poderiam durar para sempre.... um dia acabou.
Agora, o Pedro, que foi educado e instruído desde os seis meses de idade a correr para a escola, que quantas mais licenciaturas e mestrados tivesse mais garantido estaria o seu sucesso, decidiu pegar nas maletas, na mulher e no filho e rumar à província em busca das origens dos seus antepassados que foi o seu bisavó que desceu as montanhas por caminhos poeirentos tropeçando nas pedras com alpercatas a protegerem-lhe um pouco os pés, embora analfabeto mas cheio de esperança e alegria confiante no futuro sem a menor dúvida que iria singrar, chegou à cidade do litoral, serviu durante algum tempo por pouco mais que a comida e dormida (como Miguel Torga diz nos seus escrito ), depois lá ganhou coragem, foi trabalhar para a loja comercial e pedir alguma solda-salário e assim chegou a proprietário para o seu bisneto ser criado num berço dourado com o maior dos mimos, pensando os seus pais que o menino teria o Céu na Terra e que este nunca mais precisaria de se preocupar com a vida. Era só vivê-la
Este menino agora com trinta anos, que passou vinte e nove e meio destes anos na escola, ( pouco menos analfabeto que o seu bisavô ) viu-se obrigado a fazer ao contrário o mesmo caminho que tinha feito o se bisavô.
Mas agora o seu bisneto já não vai pelo caminho poeirento e de alpercatas, mas sim num automóvel de luxo comprado com crédito fácil, com dúvidas se conseguirá mesmo obter os subsídios que o movem à procura de passar por aquelas terras alguns anos, depois logo se verá.
Também nunca ninguém lhe explicou como é que se faz a cama a um animal para que durma bem, faça bom estrume para depois adubar a terra agriculta e esta dê bons produtos biológicos sem os nitratos a escalfar a terra.
As primeiras pessoas que começou a ouvir, estas nunca imaginariam que o menino um dia se decidiria subir as montanhas para conseguir subsídios, eles bastou ligarem-se ao Partido para conseguirem os subsídios que quisessem e isso iria garantir todo o futuro dos vindouros.
 


sábado, 1 de dezembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 
As ultimas décadas criaram uma sociedade de descanso e lazer, não se sabendo ainda bem a origem desta cultura, deste pensamento e a forma como foi adquirido.
Criando também em paralelo e simultâneo a sociedade do discurso socializante e populista.
Todos os grupos, jornalistas, comentadores televisivos criados em catadupa nos últimos tempos, passámos a ter uma sociedade que cerca de 70% das pessoas estão agora a agir de uma forma desesperada: porque estavam parados desde há anos a viver de reformas antecipadas, subsídios (gente de todas as idades) pensando que essa vida era eterna. Mas agora muitos ou quase todos já se aperceberam que afinal essa vida não vai durar toda a vida, então as reacções de cada um são diferentes: uns andam pensativos à procura de darem a volta por cima pensando que vão encontrar outra forma qualquer habilidosa que lhes permita continuar a vida no paraíso.
Não precisamos de ver todos os discursos que passam nas televisões e muitos ao vivo, para vermos a aflição e o pânico em que muita gente que fazia uma vida faustosa muito acima das suas possibilidades, ainda não lhes passou pela cabeça que terão de aprender a trabalhar para depois começarem uma nova vida de trabalho de acordo com a produção que quererão produzir para assim fazerem uma vida a esse nível.
A vida de só pensar como ocupar o tempo com modelar o físico para assim aparecer na socialite cada vez mais  atractivo e interessante, terminou.
A foto do lado esquerdo é um exemplo dos grupos de pessoas que a sua principal preocupação seria moldar o seu físico de forma a ser o mais atraente possível. Em paralelo alimentavam a ideia do palácio dourado ( foto do meio ) para a partir da meia idade passar a viver a reforma dourada, sem nunca lhes ter passado pela cabeça que para se ter uma reforma para desfrutar no fim da vida, é necessário primeiro produzir essa reforma.
Depois e agora, ao começarem a aperceber-se que esse sonho dourado afinal não se vai concretizar, vão vivendo os restos do paraíso ( foto do lado direito ) enquanto acertam ideias, mas essas ideias cada vez fiarão mais turvas.
Mas também ainda existem os outros que tudo especulam para encontrar culpados da situação que eles próprios quiseram e criaram. Estes serão os que virão a ter mais dificuldade em acertar passo com u futuro.
Por isso é que se diz que só cerca de 30% das pessoas não estão falidas. Foram essas que sempre se souberam governar com consciência da situação, não se deixaram contaminar pelos desequilibrados, mesmo tendo sido por vezes criticados pelos desequilibrados porque não gastavam mais do que o que estavam a gastar.