| Inscrição 1636 no Portal |
| Palácio de Queluz |
| Localidade vizinha |
Histórias que não podem ser esquecidas: Era um período que o
nosso país se desenvolvia naturalmente, havia progresso, mas um pouco ao ritmo
dos tempos. O país convenceu-se que também já era uma potencia, já era um império,
embora os proventos ainda não fossem muitos, as especiarias e o ouro do Brasil
ainda não abundavam, mas já havia esperanças que poderia vir a abundar. O país
precisava de apresentar palácios a seria a lembrar França, Versailles, mas o poder
estava muito longe para poder lançar-se numa aventura destas. Mesmo uma replica
em tamanho muito mais pequeno, já não seria mau. Chamam-se arquitetos com
conhecimento da construção do palácio de Versailles para tentar imitar o Versailles,
mesmo em tamanho muito mais pequeno. Mesmo em tamanho muito mais pequeno, já
seria muito bom, desde que fizesse lembrar Versailles.
Os planos começam, os orçamentos fazem-se e era preciso saber
de onde viriam esses dinheiros. Os mensageiros do rei partem por todo o país, era
preciso sensibilizar o povo e que estivesse predisposto a colaborar. Criam-se impostos
especiais e também encontrar quem de confiança poderia receber esses impostos e
faze-los chegar à casa real, o Palácio tinha que ser construído.
Na pequena aldeia do interior do país, igual a tantas outras,
era uma aldeia não daquelas de muito antes dos tempos dos romanos, essas
existiam nos Termos aos lado, esta teria ainda algumas centenas de anos, mas a
casa que apresentou mais confiança aos enviados do rei, era uma família aristocrática
e bem estável, já com algumas residências e o seu curral bem murado, iniciavam
a construção de uma habitação mais a condizer com a família, no portal de
granito está a inscrição, já gasta com e erosão, de 1636, numa das paredes é
colocada a pedra furada onde seria hasteada a bandeira do posto que lhes foi
concedido o alvará para poderem ter os animais de reprodução para os habitantes
poderem levar lá as fêmeas para serem fecundadas, pagariam a sua medida de
cereais e parte dela seguiria para a casa real, que iria contribuir para construção
do Palácio.
O palácio seria iniciado alguns anos mais tarde, só depois de
haver provisões que garantissem ser construído até ao fim, pois não raro por
esses tempos, obras iniciarem-se e serem interrompidas por períodos às vezes
até longos, para depois quando voltasse a haver proventos as obras pudessem
recomeçar e acabar a sua construção. Por isso, para este, houve o Plano Nacional
para conseguir fundos recorrendo às mais longínquas povoações do Reino.
Esta casa, haveria de ser residência, dois seculos mais
tarde, de um casal entre seu herdeiro e uma herdeira de uma idêntica situação
noutra aldeia da região, que depois viriam a fixar-se aqui com sua prole de
filhos nascidos até a bonita idade de 80 anos do patriarca quando fecundou a
ultima filha, que tinha casado com a aristocrática muito mais nova, mas que
ainda deixou a filha mais nova com 14 anos, ele falecido aos 94 anos de idade.