terça-feira, 8 de março de 2022

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã: Mensageiros pelo país.

Inscrição 1636 no Portal
Palácio de Queluz
Localidade vizinha

 

Histórias que não podem ser esquecidas: Era um período que o nosso país se desenvolvia naturalmente, havia progresso, mas um pouco ao ritmo dos tempos. O país convenceu-se que também já era uma potencia, já era um império, embora os proventos ainda não fossem muitos, as especiarias e o ouro do Brasil ainda não abundavam, mas já havia esperanças que poderia vir a abundar. O país precisava de apresentar palácios a seria a lembrar França, Versailles, mas o poder estava muito longe para poder lançar-se numa aventura destas. Mesmo uma replica em tamanho muito mais pequeno, já não seria mau. Chamam-se arquitetos com conhecimento da construção do palácio de Versailles para tentar imitar o Versailles, mesmo em tamanho muito mais pequeno. Mesmo em tamanho muito mais pequeno, já seria muito bom, desde que fizesse lembrar Versailles.

Os planos começam, os orçamentos fazem-se e era preciso saber de onde viriam esses dinheiros. Os mensageiros do rei partem por todo o país, era preciso sensibilizar o povo e que estivesse predisposto a colaborar. Criam-se impostos especiais e também encontrar quem de confiança poderia receber esses impostos e faze-los chegar à casa real, o Palácio tinha que ser construído.

Na pequena aldeia do interior do país, igual a tantas outras, era uma aldeia não daquelas de muito antes dos tempos dos romanos, essas existiam nos Termos aos lado, esta teria ainda algumas centenas de anos, mas a casa que apresentou mais confiança aos enviados do rei, era uma família aristocrática e bem estável, já com algumas residências e o seu curral bem murado, iniciavam a construção de uma habitação mais a condizer com a família, no portal de granito está a inscrição, já gasta com e erosão, de 1636, numa das paredes é colocada a pedra furada onde seria hasteada a bandeira do posto que lhes foi concedido o alvará para poderem ter os animais de reprodução para os habitantes poderem levar lá as fêmeas para serem fecundadas, pagariam a sua medida de cereais e parte dela seguiria para a casa real, que iria contribuir para construção do Palácio.

O palácio seria iniciado alguns anos mais tarde, só depois de haver provisões que garantissem ser construído até ao fim, pois não raro por esses tempos, obras iniciarem-se e serem interrompidas por períodos às vezes até longos, para depois quando voltasse a haver proventos as obras pudessem recomeçar e acabar a sua construção. Por isso, para este, houve o Plano Nacional para conseguir fundos recorrendo às mais longínquas povoações do Reino.

Esta casa, haveria de ser residência, dois seculos mais tarde, de um casal entre seu herdeiro e uma herdeira de uma idêntica situação noutra aldeia da região, que depois viriam a fixar-se aqui com sua prole de filhos nascidos até a bonita idade de 80 anos do patriarca quando fecundou a ultima filha, que tinha casado com a aristocrática muito mais nova, mas que ainda deixou a filha mais nova com 14 anos, ele falecido aos 94 anos de idade.