segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - Nossa Identidade - Povo Zoela


Tabua Zoela

Cavernas Burgos

 


Nossa Identidade: Povo Zoela: Várias são as narrativas sobre este povo, uma, este povo terá tido origem na região de Burgos, segundo historiadores investigadores, terá sido na região de Burgos que apareceram os primeiros seres humanos originários da Europa, devido às excelentes condições das cavernas locais, são autênticas catedrais. Terá acontecido há cerca de um milhão/milhão e meio de anos. Há cerca de 150.000 anos, uma tribo já bastante desenvolvidos, o Povo Zoela, terá iniciado a descida por um vale de um rio em direção ao Duero/Douro na região de Zamora, aí seguiram o vale do Douro pela margem direita até ao enclave do Douro com o rio Sabor e desde que partiram até chegar a este ponto, ter-lhe há levado 20.000 anos, por onde foram deixando povoados. Por várias razões, por todo este território entre Zamora e o enclave do Douro-Sabor se mantiveram milhares de anos, até transporem os rios e se espalharem por outros territórios. Este povo sofreu muitos altos e baixos, mas só a vinda dos romanos os haveriam de destronar e foi este o último povo da Península Iberíaca que os romanos conseguiram vencer. Este povo tinha uma forte e eficaz organização. Muitos portugueses e castelhanos são descendentes deste povo. No centro da cidade de Zamora está uma estátua ao Viriato no cimo de uma rocha e a segurar um grande carneiro pelos cornos, com a seguinte inscrição: Viriato – o Terror de Los Romanos. As Tábuas / Placas inscrições Zoelas, encontram-se no Museu em Berlim, a outra é as cavernas das origens do Povo Zoela.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã: Opinião - 13-02-2022


Foto que documenta a História de Portugal

 




Foto que documenta a História de Portugal


Opinião: Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã: 13-02-2022

Estamos a atravessar um período em que ouvimos com frequência a discussão da nossa identidade como Lusitanos e Portugueses, por vezes até exageram sem se perceber muito bem o que é que eles querem e aonde querem chegar. Uma larga maioria dos portugueses não conhece suficientemente bem a história de Portugal e dos portugueses, principalmente nestas últimas gerações, onde passam pelas escolas e faculdades sem ficarem a saber o suficiente sobre a nossa identidade e os nossos feitos como Nação.

Há debates nas TVs que pela forma e modo como algumas pessoas se referem à nossa Nação Lusitana, poucos conhecimentos terão da nossa história, senão, não emitiriam determinas afirmações, embora e até por vezes, fazem afirmações que não só desconhecem a verdadeira história e identidade da nossa Nação, com a ofendem intencionalmente. Muita gente, conhece a história até ali à ocupação romana, ao período romano e algo a partir dali até agora.

Ainda recentemente foi dado conhecimento através dos órgãos de comunicação, que no Alto Minho, viveram povos há cerca de 600.000 anos (seiscentos mil anos) não restam dúvidas de que alguns dos portugueses descenderão desses povos. Também, há cerca de 150.000 anos (cento e cinquenta mil anos) uma tribo, um povo, o Povo Zoela, vindos da região de Burgos, desceu o vale do Duero/Douro e lhes terá levado 20.000 anos até chegar ao enclave do Sabor com o Douro, ficando como epicentro a região de Mogadouro, provavelmente por ser rodeada de condições de segurança, Rios Douro e Sabor, por 3 serras e com muita nascente de água, oferecendo assim condições de vida e de segurança, deixando povoados por toda esta região e depois passados alguns milhares de anos transpuseram estes dois rios e passaram espalhar-se por territórios que são hoje Portugal. Não restam dúvidas de que muitos dos portugueses atuais descendem, sem dúvida, destes povos. Na cidade de Zamora, Espanha, próximo da fronteira com Portugal existem muitos indícios referentes a estes povos, onde existe também uma estátua a Viriato em cima de uma rocha a segurar um grande Carneiro pelos cornos, com a inscrição: Viriato - o terror de los romanos.

Com o abandono da aprendizagem da história de Portugal o suficiente, acontece que começa a haver pessoas que por falte de conhecimento, emitem declarações que não só são ingénuas, como por vezes ofensivas, porque também nos últimos tempos até ensinaram ao contrário da história de Portugal.

Sobre os descobrimentos marítimos de Portugal, têm sido emitidas palavras, que para alem de não corresponderam à verdade, são ofensivas, lesivas e humilhantes pondo em causa a boa intenção dos que com bom pensamento levaram a linga e cultura portuguesa por muitas paragens pelo mundo. Estive em alguns dos países de língua portuguesa e vi a estima que esses povos têm por Portugal, pela língua portuguesa, pela cultura e pelos portugueses. Mais, estava eu num país a muitos milhares de quilómetros de Portugal e não é de língua portuguesa, a assistir a um curso, o monitor teve conhecimento de que eu era português e veio dar-me um abraço todo emocionado, porque por ali passaram há muitos seculos os portugueses. Qualquer pessoa que nasce em Portugal poderá ter o direito de não querer ser português ou de não gostar dos portugueses e de Portugal, não tem o direito de ofender os portugueses e Portugal. É o que se tem visto em alguns debates televisivos ultimamente.








sábado, 5 de fevereiro de 2022

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - Opinião 1

 

Foto 1 -Outros tempos




                                                         Foto 2 -Período revolucionário de 1975    

Opinião I

Atravessei a primeira fronteira a salto aos 14 anos. Quando estava para ser chamado para o serviço militar quiseram oferecer-me saída de Portugal para fugir à tropa, recusei, pelos meus princípios e pelo que ouvia a meu pai, que também cumpriu o serviço militar. Depois de terminar o serviço militar com ida ao Ultramar, fins da década de 60-principios década 70, quis conhecer o mundo, conhecer outras gentes, outras culturas, onde trabalhei, estudei e até ensinei. Com algumas vindas a Portugal pelo meio, achei que devia regressar ao meu país e 06 de Janeiro de 1974 comecei a trabalhar em Portugal. Recomeço os meus estudos e comecei a conhecer estudantes desde o secundário ao superior, fazia-me pena como aquela gente pensava, alguns submissos às ideias cheias de bolor, alguns ainda não sabiam que o mundo já estava em plena mudança, já se jantava a 10.000 km de distância e tomava-se o pequeno almo do dia seguinte em Lisboa. Dá-se o golpe de Estado e alguns desses agarradinhos às ideias cheias de bolor, que no dia 24 de abril ainda foram de fato e gravata para a faculdade, passaram a andar todos desabotoados e de boina à Che-guê-vara e militar em partidos de ideologias: marxistas, leninistas, estalinistas, trotskistas e outras. Enquanto nós os trabalhadores estudantes noturnos estávamos nas aulas, eles iam para junto do edifício às janelas,  gritar das maiores blasfémias e barbaridades do mundo, sem ter respeito pelas jovens mulheres, algumas já mães, que estavam dentro da sala de aulas para aprender depois de um dia de trabalho. Alguns deles chegaram a ministros e hoje vivem em paraísos dourados. Um que é muito conhecido no mercado político, filho de um dos que teria sido muito próximo e protegido por Salazar, que terá feito das maiores fortunas, consta-se que no verão quente de 1975 nos assaltos às propriedades, alguém lhe perguntou: se és tão rico, porque não vais defender as tuas fortunas em vez de andar na política! Ele respondeu: é na política que eu defendo as minhas empresas. Sempre militou e milita em partidos da extrema esquerda. As outras gerações a seguir, vindas da mesma classe social, pensando que o socialismo já seria para sempre, quiseram seguir o complexo de esquerda e vai de vivendo burguesmente, movimentando-se por partidos marxistas-estalinistas e parecidos, tentando criar uma sociedade de - ismos – machismo, feminismo e outros, que destruísse a sociedade normal, onde eles têm dificuldade em viver. Já lá vai há duas ou três décadas que os portugueses se aperceberam que o país não estava a seguir o caminho normal e vai de deixarem de participar em eleições. A democracia é com muitas falhas, como eles já admitiram. Mas, agora que portugueses decidiram não esperar mais e querem mesmo mudar Portugal, essas pessoas que viviam na ilusão dos “ismos” pensavam que era por aí que continuariam a dominar a sociedade, especializando-se em ataques verbais imitando feras quase que selvagens. Por isso, hoje vê-se em algumas TVs, gente pronta para desferir ataques selvagens em quem apareça a falar numa sociedade sem “ismos” dizendo não à sociedade dos “ismos” que eles/as andaram estas décadas todas a querer impor aos portugueses. Por isso, temos uma democracia cheia de falhas.