sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã










Sempre que as sociedades e em particular o nosso país entram em descontrolo social e/ou politico, membros religiosos manifestam-se ruidosamente ou pelo menos saem do seu habito constante.
Quando de 25 de Abril de 1974 em Portugal, havia quem dissesse que 50% dos padres tinham virado a comunistas.
Que na realidade muitos deles alteraram toda a sua vida e forma de estar, foi uma grande verdade!..
Fazia eu uma viajem de automóvel de algumas centenas de quilómetros, cerca de 600 km, parei o carro numa localidade para beber um café e quando ia para entrar no carro, um sujeito aborda-me e pede-me boleia para uma localidade a 20 km.
Como vinha sozinho, meti conversa com ele, disse-lhe que ia para Lisboa. Ele de imediato me disse que também seguia para Lisboa. Ofereci-lhe viagem e ele ergueu as mãos ao Céu. Mais à frente deparei com ele a rezar. Não achei normal e questionei-o. Disse-me que era ex-padre e estava a agradecer a Deus por ter conseguido aquela boleia.
Tínhamos mais 400 km para percorrer. tivemos tempo para conversar sobre tudo incluindo religião. Disse-lhe que nos meus estudos tinha feito trabalhos sobre várias religiões e ele gostou abriu-se sobre tudo quanto eram religiões.
Questionei-o sobre a frase dos 50% dos padres que no 25 de Abril tinham virado a comunistas. Disse-me que ele próprio fora um deles. Abandonou a igreja, casou mas estava a ficar muito confuso com a vida e com a sociedade.
Em determinado local da beira da estrada, pediu-me para parar, para me mostrar uma inscrição histórica (primeira foto do lado esquerdo) e explicar-me à maneira dele o significado da inscrição.
Deu-me uma explicação vista de uma maneira religiosa à religião dele. Pois eu já conhecia essa placa/inscrição/histórica e nem tudo o que ele me dizia condizia com o que eu tinha investigado sobre essa inscrição.
A maneira de ele ver o fenómeno religioso de Fátima estava muito distante da maneira como a maioria dos cidadãos comuns vêm. Perguntei-lhe se sempre tinha visto o fenómeno de Fátima daquela maneira e ele disse-me que não.
Ver fotos do meio e lado direito, pois mesmo para alem dos dias em que Fátima se enche com centenas de milhares de pessoas, não há um único dia do ano que este espaço não tenha crentes a passear por lá e por vezes são pessoas de todos os quadrantes e classes sócio/cultural.
Agora, já no início da segunda década do século XXI, em que a instrução e cultura em geral de todos os cidadãos melhorou vezes e vezes e que o nosso país atravessa uma situação de incerteza sócio/económica e financeira instável, voltamos a observar membros dos credos religiosos (muitos deles são da idade dos que abandonaram o clerigo no 25 de Abril, mas estes mantiveram-se dentro da sua igreja) e agora a tomarem posições muito extremistas identificando-se com ideologias novas muito confusas que já não têm nada a ver com o pensamento de hoje das pessoas em geral.
Já tive também a oportunidade de fazer uma longa viajem de muitas centenas de quilómetros no sertão de África com uma religiosa que depois de já ir cansada de ir calada e encostada à porta oposta ao meu lado, decide-se começar a falar e desembuchou conversas muito interessantes para nós comuns dos mortais. Acabou por dizer coisas que eu não esperava ouvir da boca de uma religiosa. Muito embora não não tivesse dito nada de anormal para um ser humano.
Será que quem a segue como membro do clero é mesmo um fenómeno?




domingo, 25 de dezembro de 2011

Em 40 anos volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã









Terminou o definhamento do país. Agora só falta acertar as agulhas para os carris ficarem bem alinhados e o comboio começar a percorrer sem parar este país e para além fronteiras.
Na primeira foto do nosso lado esquerdo vemos um horizonte sem limite mesmo a pedir para ser explorado. Está completamente virgem.
Não foi por acaso que foi escolhido o Porto de Sines - foto do meio - para ser um dos melhores e maiores Portos Marítimos da Europa e do Mundo. Dizem os entendidos nesta matéria que este Porto será para o mundo a porta marítima da Europa, que esta condição/situação não é original!..
Foto do lado direito, Vasco da Gama (natural desta Terra) já o tinha feito quando tinha dado novos mundos ao mundo e assim Portugal passou logo na idade média para todo o mundo a ser a porta da Europa.
À parte o desastre que aconteceu nas ultimas décadas, o definhamento do grade valor e privilegio geográfico que Portugal beneficia.
Nos últimos 40 anos Portugal foi assolado por ideias que reduziram este país à insignificancia. Vemos aqueles pessoas que praticamente nunca saíram do país, constantemente a dizer que Portugal é um país pequenino, quando essas pessoas só conhecem a estrada que liga a terra onde nasceram a Lisboa e vice-versa.
Até há um apresentador de televisão que passa o tempo a dizer que Portugal é um país pequenino e o seu povo muito atrasado. No entanto nos seus programas põe lá dois jovens rapazes de mãos dadas a beijarem-se, ao mesmo tempo que ele todo inchado e orgulhoso diz que o mundo acaba de dar um grande passo de civilização!.. só se for a civilização dele...... É pena que uma Televisão paga pelos contribuintes seja utilizada para estas particularidades. Foi por estas e por outras idênticas que chegámos à situação que o país chegou.
Do Porto Marítimo de Sines (segundo as previsões) partirá uma grande linha férrea de grande/alta - velocidade que irá penetrar pela Europa fora levando e trazendo mercadorias e passageiros de todo o género e condição.
Ideia que já começou há 500 anos quando do inicio da globalização, globalização essa que só haveria de ter prosseguimento agora com a vinda da era e da implantação da Internet.
Mas agora, depois do grande susto que a humanidade apanhou com as ideologias do século XX, que levaram todo o mundo ocidental ao principio da ruína e em particular a Europa, que Portugal foi dos países mais atingidos, pelas condições que se criaram nas ultimas décadas para se instalarem tais ideias e princípios.
Passado este período turbulento de retrocesso, Portugal vai de novo retomar e continuar a abrir novos caminhos marítimos e terrestres.




domingo, 18 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Poderemos estar no inicio de uma nova era, da revisão de sociedade, podendo precisar de recuar décadas, séculos ou até milénios para irmos buscar ensinamentos dos nossos antepassados.
D. João V, quando mandou construir o Mosteiro/Palácio de Mafra mandou povoar a Tapada de Mafra junto ao Palácio de animais vindos de Trás-os-Montes, mais precisamente de territórios onde tinha vivido o Povo Zoela. Pensa-se que talvez o primeiro povo que habitou a Península Ibérica.
Os zoelas, talvez tenham vindo dos montes de Burgos até às margens do grande curso de água que se viria a chamar Rio Doero/Douro, seguindo pela margem direita até chegarem à Foz do Sabor, confluente do Douro e passaram a administrar considerando como território seu entre estes dois rios. Mais tarde partiram mais para Oeste ocupando toda a região transmontana e mais tarde estendendo-se a todo o norte do rio Douro até que vieram os Celtas, os Zoelas aceitaram-nos e até estabeleceram ligações e casamentos entre estes dois povos.
Os zoelas eram um povo bastante evoluído, praticavam a escrita, os documentos mais interessantes eram redigidos em placas de bronze com um formato próprio deste povo, (existem algumas e museus) tinham investigadores e magistrados, mas dedicavam-se e investigavam sobretudo na agricultura e criação de gado, (quando os romanos chegaram encontraram estas duas áreas já bastante desenvolvidas) viados, porcos (javali) e cavalos, tinham grandes reservas para estes. Daí, o rei D. João V ter procurado nestas terras animais fortes e saudáveis para povoar a sua reserva de caça preferida.
Também muitos cavalos para uso da nobreza e combate, vinham dessa região. Até ao tempo dos Távoras existiu na Tapada de Nogueira (propriedade destes) em Mogadouro (centro dos zoelas) a segunda melhor coudelaria em Portugal a seguir à primeira que era na Golegã.
Foto lado esquerdo: viados Tapada de Mafra - descendentes da criação de gado dos zoelas.
Foto do meio: encostas do rio Sabor ainda em condições bastante do tempo dos zoelas: olivais, sobreirais e amendoeirais, com outras vegetações frutíferas originárias.
Foto lado direito: rio Sabor com transformações e adaptações aos tempos e necessidades actuais.
Nas ultimas décadas a má gestão dos recursos naturais levou a que a natureza tivesse sofrido fortes alterações na paisagem, flora e fauna, principalmente pela causa principal que foram os incêndios.
O desleixo com que a sociedade actual (a sociedade somos todos nós) só que as autoridades responsáveis por esta gestão demitiram-se quase por completo das suas obrigações. E assim, perdemos uma boa parte da riqueza do património natural que nos foi legado pelos nossos antepassados, que com muito esforço, saber e dedicação, nos quiseram deixar para nós vindouros desfrutarmos, só que nós não soubemos receber tão importantes dádiva.
Agora, depois de termos cometido tão fortes erros, não temos outra saída se não recuperar a principal riqueza que é a NATUREZA.
Agora precisamos de ser nós a investigar, como é que eles desenvolvera os seus recursos naturais com a sua primitiva ciência. Não temos é a menor dúvida de que nos vai custar muito caro toda essa recuperação.
Mas não temos outra saída, se queremos continuar a dar mundos ao Mundo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Há cerca de vinte anos conversava eu com um francês/holandês e dizia-me ele que Portugal só precisava de criar condições turísticas para receber os europeus do Norte, no bom Sol que Portugal tinha. Que todos os produtos necessários viriam do Norte da Europa, desde produtos alimentares a produtos industriais.
Dizia-lhe eu que se Portugal aceitasse essa condição, Portugal caminharia para um futuro perigoso.
Primeiro, porque os turistas que visitam Portugal, na sua maioria vêm não só pelo Sol que Portugal tem, pela sua história e cultura, mas também pela culinária e alimentação mediterrânica que Portugal tem e essa alimentação não é feita com produtos vindos do Norte da Europa, mas sim com produtos cultivados em terras portuguesas.
Neste período, os governantes portugueses auto-iludiram-se com determinadas directivas comunitárias europeias (entenda-se alguns subsídios) e deixaram destruir a agricultura portuguesa e a grande frota pesqueira que era uma das melhores do mundo.
Os subsídios foram só para alguns e esses, como se dizia, depois de receberem os subsídios, compravam o carro do novo riquismo, faziam obras na casa e do subsídio pouco ficava.
Agora, decorridos vinte ou vinte e cinco anos, temos um turismo em queda porque toda a Europa está a perder fortemente poder de compra: ver foto 1ª lado esquerdo, excelentes estruturas mas os turistas são poucos.
Hoje o pescado que a frota portuguesa executa já não dá para abastecer o mercado nacional, parte da população já recorre aos meios artesanais para satisfazer as suas necessidades: ver foto do meio.
A agricultura ficou praticamente reduzida ao mínimo. Felizmente os agricultores já se aperceberam desta situação há muito tempo e já começaram a recuperar e retomar uma agricultura de acordo com o nosso país, ainda está a reiniciar mas já vai bem lançada. Ver foto do lado direito. (clicar sobre as fotos para ver em tamanho maior)
Portugal, talvez pela responsabilidade dos governantes das ultimas décadas, bateu mesmo no fundo.
Mas Portugal é um país, pelo local geográfico onde se encontra, pelas características do seu terreno, vejamos que Portugal um país com cerca de 100.000 quilómetros quadrados, 700klm de cumprimento por 300klm de largura, com uma área marítima exclusiva das maiores do mundo, tem praticamente todos os climas, desde tropical a terras frias com neve. Tanto no turismo como na agricultura isto é muito importante. O subsolo em minérios também é um dos mais ricos da Europa, desde ouro a ferro, como agora está em andamento o recomeço da exploração das minas de ferro de T Moncorvo, umas das maiores do mundo.
A população de Portugal, quase a atingir os 11.000.000 (milhões) a condizer com a dimensão do território, também é bem conhecida como sendo dos povos mais trabalhadores do mundo e massa cinzenta também não nos falta, a prová-lo temos a nossa história quase milenar, uma das mais ricas do mundo.
Portugal precisa é que apareçam governantes à altura deste país e deste povo. Mas como os governantes são filhos do seu povo, eles estão cá, é preciso que eles avancem para a frente e não tenham medo dos falsos portugueses que têm andado pelos corredores do poder, desbaratando o valor destes povo e deste país.
É conhecido um estudo que foi feito há alguns anos por uma empresa europeia independente da especialidade, sobre todas as regiões da Europa, de 1 até 20, qual o povo de cada região teria possibilidades de viver melhor se fosse bem governado, e o povo que vivesse em Portugal aparecia em 3º lugar com possibilidades de viver melhor se esta região fosse bem governada.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Concluiu o curso universitário. Júlia (nome fictício), era meados da década de 90 do século XX.
Era ambiciosa e desejosa do futuro, mas queria jogar pelo seguro, eram conversas correntes pelos finalistas da sua faculdade. Telefonou ao amigo para irem tomar um café ao Forum Saldanha. Perguntou ao amigo qual seria o partido que lhe daria mais garantias de futuro, para se ir inscrever para ter um futuro mais garantido. Júlia já tinha pensado nos dois partidos. O amigo, que não era partidário, disse-lhe que o domínio dos partidos sobre a sociedade não seria eterno!.. e deu-lhe a entender que poderia não durar por muito mais tempo.
Mas Júlia não quis seguir as palavras do seu amigo e detro de pouco tempo estava colocada em bom lugar.
A partir daí, a maior preocupação de Júlia era defender a boa situação que tinha conseguido com as cunhas que conseguiu arranjar. Um bom ordenado mensal, décimo 4º mês, horários flexíveis e curtos, podia vir fumar para a rua quando lhe apetecesse, pois estava bem claro na Constituição (lei do trabalho) que o trabalhador tinha direito a todas essas regalias.
Início do século XXI, Júlia sentia-se de facto segura e garantida para o futuro. Podia continuar a viver a vida confiantemente com tudo aquilo que já tinha conquistado até ali.
A nova classe social moderna superior, descobre um novo habitat, a cidade dos sonhos e é para aí que toda essa classe pensa e quer ir. (ver fotos)
1ª foto do nosso lado esquerdo, não conseguiam resistir a esta paisagem.
Foto do meio, estas moradias encantadoras custavam o couro e o cabelo, mas o desejo pessoal e de querer mostrar à sociedade o seu statu-quo, era tão forte que conseguia vencer alguma dúvida sobre o futuro, que lá no fundo, Júlia nunca chegou a confiar totalmente no lugar de ouro que já estava feito e lhe foi oferecido de uma forma milagrosa e inesperada.
Ir viver para aquele paraíso era um sonho que nunca antes tinha imaginado, mas foi. O empréstimo bancário também foi facílimo.
Depois, era só agendar os programas fantásticos que tinha à sua espera. - Foto da direita.
Alguns anos passaram e toda aquela segurança começou a tremer. As bolhas de 2008 rebentaram. O lugar de ouro foi pôsto em causa. Júlia participou em algumas manifestações de rua para tentar defender os seus direitos. Não adiantou muito porque o destino do seu lugar de ouro já estava traçado há muito tempo, acabaria por desaparecer. Mesmo assim, Júlia ainda continuou a movimentar-se pelos seus direitos, mas eram muitos na situação dela, e Júlia rendeu-se à realidade.
Algum tempo passou e Júlia ainda uma mulher de 35 anos, repensou a sua vida achou que teria de ir por outro lado para levar a sua vida para a frente.
Decide iniciar a sua actividade profissional por conta própria, empresária individual, achou que em quem poderia confiar melhor o seu futuro era ela própria.
Agora Júlia, trabalha 14 horas por dia, sente-se uma mulher no centro da vida, diz que é uma mulher feliz, que finalmente está a construir o seu futuro e que este país e o mundo está cheio de oportunidades.