sábado, 27 de outubro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

 
 A orientação da sociedade nova, passou a ser feita por pedagogos, que são mais, demagogos.
A realidade deixou de contar e quando aparece alguém que tem a coragem de querer por a verdade na ordem do dia, é imediatamente perseguido e escamoteado.
Cada dia que passa, ficamos mais admirados pelas situações que se nos deparam à nossa frente. Custa-nos a acreditar por vezes, como é possível ou foi possível isto ter acontecido, a sociedade ter chegado a situações que na realidade vão ser muito penalizantes para a nova sociedade do futuro.
Houve convencimento de que a ilusão seria o futuro da humanidade. As pessoas só precisavam de ter uma boa aparência e o futuro estaria garantido. Discursos de rua, como mostra a foto do nosso lado esquerdo, fazer discursos bem preparados, com palavras muito apelativas e sugestivas e todo o resto do que era melhor estaria certo.
Manifestações de rua demagogas como mostra a foto do lado direito, pensando que enganavam o comum dos mortais, tem sido o prato forte desde algumas décadas para cá. temos gerações - de 10 anos - que toda a sua formação e mentalidade assenta nesses principios. A forma como eles vêm o mundo e a sociedade é o oposto da realidade. As consequencias a curto, médio e longo prazo, vão ser penalizantes e dramáticas para todos nós, mas mais para essas mesmas gerações.
Dir-se-à que as outras gerações também têm culpa e responsabilidade por tudo isto ter acontecido e ter permitido!.. Sem duvida que sim, mas por muito que as pessoas que se apercebiam da realidade e quisessem tentar travar o curso desses acontecimentos, era-lhes impossível.  A corrente que foi formada para levar a actual sociedade para esses caminhos foi tão forte que se tornou impossível dete-la. Muitas pessoas tentaram esclarecer e alertar para os maus caminhos que se estava a caminhar, mas os mal intencionados passaram a ser muitos e tornou-se quase impossível demovê-los de tais objectivos e intenções.
Agora, com uma sociedade de imagem e fisicamente bem polida, quase que é difícil acreditar que seria possível termos pessoas fisicamente tão perfeitas e tão despreocupadas com o futuro, foto do meio, que para os mais atentos e preocupados já não têm muitas duvidas de como será o futuro da nossa próxima sociedade.
A evolução da sociedade ninguém o conseguirá impedir de continuidade. Mas sim, algumas gerações conseguirão dificulta-lo, torná-lo mais difícil e penoso, deixando marcas que também poderão marcar as novas gerações.
Mas também servirá de escola para as gerações vindouras, para que dificilmente o que se passou socialmente no século XX volte  a acontecer.
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



A expressão: ocupar os tempos livres, tédio por não ter nada para fazer, matar o tempo, tem os dias contados.
Não precisamos de recuar muito na história para confirmar que uma das maiores preocupações do dia à dia era a falta de tempo.
As novas tecnologias, vieram fazer com que o ser humano pudesse ter tempo para fazer muito mais do que fazia antes de dispor dessas vantagens, mas não para que sobrasse tempo sem saber o que dele fazer.
Aconteceram essas situações de tempos livres, porque as pessoas deixaram de saber gerir bem o tempo de que dispunham. O único tempo que pode ser considerado livre, é o tempo que precisamos para nos sentarmos: quando ficamos um pouco baralhados com tanto para fazer e não sabemos por qual dos trabalhos devemos começar. Aí, sim, devemos sentar-nos e pensarmos qual desses trabalhos tem prioridade. De resto, não há tempos livres.
Muitas pessoas que dizem, que não têm nada para fazer, nem quarenta por cento do que deveriam e precisavam de fazer, fazem. Talvez tenham sido vitimas de uma cultura do desleixo.
Uma jovem, que acabava a sua licenciatura de três anos, lamentava-se e culpava toda a gente, porque ela não tinha ali à sua espera o emprego que "merecia" e a culpa era dos governantes e da sociedade, continuava a protestar, ora em manifestações, ora em protestos de Praça, continuando por tempo sem fim na mesma situação.
Outra jovem, que terminava uma licenciatura de cinco anos, enquanto aguardava pela resposta que lhe tinha sido prometida, aproveitou e foi fazer as vindimas da sua Região, ganhando dinheiro pra reforçar as suas poupanças.
Esta jovem, teve que interromper as vindimas, para ir preencher o lugar para o qual tinha concorrido.
Mas a jovem que só protestava e dizia que não tinha andado a tirar uma "licenciatura = a bacharelato" para ir fazer outra coisa, continua a protestar e a ocupar praças.
As três fotos que escolhi para ilustrar esta crónica, foram todas tiradas na mesma Região e na mesma época do ano.
Enquanto uns aproveitam estiraçados o Sol extasiando-se (matando o tempo) outros trabalham noite e dia, pois a época assim o exige. Enquanto os produtos alimentares que ainda estão na produção, correm o risco de se estragar por falta de quem os vá apanhar.
Pois não demorará muito tempo, em que essas mesmas pessoas que agora estiraçados "matam o tempo" porque alguém os está a alimentar, num futuro muito próximo, terão de aprender a gerir bem o tempo para que lhes chegue para fazerem tudo o precisam de fazer.





sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

 
 
 
 A nova sociedade que poucos sabe-la, ou melhor, muitos a sabem mas poucos ousam declara-la, uma sociedade que se formou nas ultimas décadas, que não era  nem foi aquilo que se esperava e/ou precisava para continuar o progresso do país, a economia de números enganados institucionalizou-se, não há mais tempo para debates de ilusões.
A foto do nosso lado esquerdo representa bem a sociedade que temos:
Adultos vivendo um luxo de vida que na realidade não têm, mas que pensam e observam à procura daquilo que acham que lhes está a faltar, que já têm a certeza que não vão continuar a ter, mas que entretanto vão aproveitando viver o momento, vivendo o dia de hoje, porque para esta geração o que conta é o dia de hoje.
O adolescente já não acredita absolutamente nada no presente. Segura a cabeça com as mãos tentando concentrar-se no pensamento, tentando alcançar visão para o futuro. Ele precisa de descobrir o futuro.
O futuro para este jovem adolescente, está nas duas fotos seguintes. A do meio e a do lado direito. O desenvolvimento das potencialidades naturais que existem, que são imensas. Perdeu-se foi nos últimos tempos essa visão. Nas ultimas décadas perdeu-se a noção da realidade. Viveu-se a ilusão dos discurso oratório, demagógico, dos números empolados.
As sociedades do futuro, depois de reencontrar os caminhos e alinhar novamente as novas gerações, vai ter que escrever bem a história das ultimas décadas para que tamanho desastre não se volta a repetir.
Nas três ultimas décadas do século XX e na primeira do século XXI destruiu-se toda a riqueza que se construiu até essas datas.
A riqueza material é mais fácil recuperá-la, mas a riqueza humana e das sociedades vai levar mais tempo a repô-la.
 Presentemente assistimos a debates protagonizados por interlocutores que conhecemos desde há muitos anos. Se não os conhecêssemos ficaríamos mais confusos, mas conhecendo-os e conhecendo o seu passado, ficamos abismados com as declarações e afirmações que produzem.
Para alem de muitas ideias que possamos fazer sobre estas personagens, há duas que nos ficam na memória: ou eles estão de tal maneira tresloucados a já se estão a auto-julgar pelos erros que cometeram contra a sociedade, ou estão de tal maneira assustados reconhecendo os erros que cometeram contra a sociedade e agora estão em pânico sem saber o que lhes poderá acontecer.
Há cerca de dois anos que o nosso país e a sociedade portuguesa estão em acelerada mudança e cada dia que passa a velocidade aumenta até chegar aos 100%
Podemos comparar com um automóvel que inicia uma estrada cheia de curvas e contracurvas, descidas e subidas com a percentagem de inclinação variada até chagar à estrada com menos curvas e menos subidas e descidas, que lhe levará cerca de 10 anos a percorrer essa estrada sinuosa.
  


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Para muitos, estamos perante uma das mudanças normais e habituais da sociedade que de tempos a tempos acontecem. Para outros, está a acontecer qualquer coisa de inaceitável, que foi uma grande surpresa provocada por meia dúzia de indivíduos que quiseram provocar esta crise para levar novamente a água ao seu moinho, ou seja, fazer com que voltarem a ter a sociedade debaixo do seu poder dominante. Nem uma coisa nem outra.
Há trinta ou quarenta anos, já muitas pessoas, sobretudo aquelas que viajavam, se apercebiam que em breve  as sociedades iriam ter grandes mudanças.
Estava-se a concretizar muito rapidamente a - Aldeia Global - Os transportes rápidos cada vez se tornavam mais ao alcance de todos os cidadãos. Mas ao mesmo tempo era claro que as pessoas cada vez precisariam de ter mais preparação e sabedoria prática para enfrentar essas novas mudanças que ninguém as conseguiria evitar.
Mas a mensagem foi mal lida e interpretada:
Muitos pensaram que essa sabedoria se poderia adquirir rapidamente lendo todos os livros entre 4 paredes, e quem mais rápido o conseguisse, seria o primeiro em tudo. Daí a corrida desenfreada e sem limites aos cursos académicos, que depois, como alguns catedráticos hoje reconhecidos, disseram que 80% desses cursos académicos eram de plástico (palavras deles).
A mensagem verdadeira era para as pessoas se prepararem com sabedoria pratica, técnica e cientifica, para poderem acompanhar a mudança inevitável.
 Como assim não o quiseram fazer, agora também é inevitável sofrer as consequencias.
As fotos actuais, a do nosso lado esquerdo, mostra uma sociedadede à procura de novos horizontes tentando avistar por cima de mares o mais distante possível, quando esse horizonte poderá estar aos seus pés.
A foto do meio, mostra as pessoas que se sentaram a pensar, indecisas se deverão acreditar no futuro ou não.
A foto do nosso lado direito, mostra aquelas pessoas que já partiram à procura do futuro, registando todos os acontecimentos, para que nada lhes escape, pois a partir de agora vencer na vida vai ser mesmo a sério e nada nos podemos distrair.
Uma nova sociedade teremos dentro de alguns anos, uma sociedade atenta, muito mais difícil de se deixar enganar por governantes. As formas de trabalhar serão completamente diferentes. O tempo passará a ser gerido de uma forma muito diferente daquela que hoje ainda muita gente o gere, mas gerido da forma como muita gente já o gere hoje, que são aqueles que já estão no futuro.  
Os extremismos que tanto nos têm afectado, passarão a deixar de fazer sentido e cada vez passarão a ser aceites por menos pessoas até que ficarão reduzidos à sua insignificancia, que fazem parte do pensamento de uma percentagem mínima da sociedade e assim terão a sua insignificancia.