sábado, 30 de outubro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A tabuleta indicava venda de produtos naturais (poupava a palavra biológicos) apontava para a Quinta com portões de ferro trabalhado, assentes em portais de granito que estaria ali há séculos.
Entrei com o carro e logo deparei com o largo e ambiente cheio de alfaias e máquinas agrícolas a demonstrar movimento agrícola. O rés-do-chão da linda moradia, fazia de armazém dos produtos produzidos na Quinta para vender a quem quisesse ter o prazer de entrar naquele ambiente puramente natural. Ainda eu e as pessoas que me acompanhavam não tinhamos acabado de sair do carro, já o dono da Quinta estava cá fora a sorrir para nós como que a receber-nos amigavelmente. Apresentou-nos logo todos os produtos e nós também para aquela simpatia, correspondemos com ambiente falador e amigável de imediato. O homem não perdeu tempo a conversar connosco.
Contou: Duas estagiárias agrícolas acabadas de chegar da universidade, faziam estágio na sua Quinta. Chegavam, saíam do carro, sentavam-se encostadas à árvore com o portátil encima dos joelhos, ele ficava impressionado com a ligeireza com que as meninas engenheiras mexiam nas teclas do computador sem se distrairem a olhar para o movimento das máquinas agrícolas que esventravam a terra preparamdo-a para produzir os produtos alimentares. Uma, salta um grito e de punho no ar, chama pelo senhor para lhe mostrar os pimentos, os tomates e a vitela que ela desenhou no ecrã do computador com toda a perfeição como se fossem naturais!
O homem obeservou e disse-lhe: agora daqui a bocado quando a menina for almoçar o que é que come?... Os pimentos, os tomates e o bife da vitela que tem aí no computador, ou os pimentos, os tomates e o bife da vitela que eu e os meus trabalhadores andam ali agarrados às máquinas a laborar???
Eu, disse-lhe que na Alemanha, as empresas pedem às universidades para não viciarem tanto os alunos nos computadores, pois quando forem trabalhar para as empreas, lá ser-lhes-á ensinado o uso adequado do computador com o trabalho que estão a executar.
Disse-lhe também, que havia pouco tempo tinha estado um orador mundial a falar nas universidades portuguesas e deixou dito que em Portugal nas universidades ensinava-se demasiado a pensar!... Tinham que ensinar mais a produzir para vender!...
O homem escutou-me com toda a atenção quanto eu o escutei a ele quando falou e disse: Eu aida pensava que estava errado, mas afinal estou certo!...

domingo, 17 de outubro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Outrora nesta Terra, um homem que assistia a uma tourada e ao ver o filho ser colhido e morto pelo touro, desceu de imediato à arena, com bravura e coragem lidou o touro e o matou mesmo ali, mostrando ao animal que o homem corajoso é invencível.
Também, muitos naturais desta Terra ao ser-lhes oferecido entre ir cumprir missões de vida folgada fora da sua terra ou ficar a fazer importantes obras públicas para valorizar e enriquecer a sua terra, enriquecimento esse que se prolongou por séculos e ainda é hoje esperança de enriquecimento para o futuro, não tiveram dúvidas em ficar a construir a sua Terra.
No verão de 2010, ao passar por esta terra, Salvaterra de Magos, parei o carro numa das avenidas principais para ir tomar o pequeno-almoço, no início de mais um dia da Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã.
A esplanada da pastelaria estava cheia de pessoas à espera de serem servidas. Entrámos e lá dentro estava a sala com bastantes pessoas sentadas e com várias pessoas encostadas ao balcão com cara de muito pacientes à espera de serem srvidos. Eram os que tinham mais pressa para seguirem viagem.
Lá dentro do balcão, corria uma mulher de cerca de 40 anos de idade de trás para a frente sem ter mãos a medir e cada vez que pousava mais uma torrada e um galão no balcão, olhava para os clientes com olhos de pedir o favor que fossem buscar as coisas ao balcão enquanto ela corria novamente para trás buscar mais coisas. Ali não era self-service, mas os clientes se queriam comer teriam de ir buscar as coisas. - Nã faltavam as observações: onde estão os desempregados ???????.
Encostados aos subsídios vindos dos exgerados impostos de quem trabalha, estariam a engrossar as fileiras de vida de ricos sem trabalhar e futuros desorientados. Não era preciso ser-se profeta para prever o que dentro de pouco tempo teriamos connosco!!!!!!!!
Precisamos já!!!! de novamente de gente corajosa, que tenham brio em si próprios. Estas hostes que têm vindo a ser engrossadas com gente que se convenceu ( convenceram-os) que teriam descoberto o paraíso, que iriam viver toda a vida encostados aos subsídios, às reformas dos pais ou dos avós, não foram senão vítimas do conto do vigário que lhes prometeram o sol antes de nascer, só para que votassem nos que lhes fizeram as promessas (aqueles que esses assim que chegar o momento da verdade ninguem mais os verá nem se saberá por onde param)
Os que foram enganados, agora só têm é que arrepiar caminho quanto antes e repescarem novamente o futuro que lhes queriam retirar. São eles próprios que agora com muito mais trabalho e esforço, não podem perder nem um minuto para recuperar o futuro que é deles.