sábado, 31 de março de 2012

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Pegava nas crianças, metia-as no carro e nem precisava de lhes dizer se deviam ir à frente ou atrás, elas de acordo com a sua idade sentavam-se no banco devido.
Na rua ou no centro comercial, tinham um comportamento exemplar e ordeiramente saltitavam e falavam, olhando para aqueles da sua idade que andavam ali amarrados no carrinho de bebé ou carrinho das compras.
Excesso de trabalho nunca servirá para desculpar erros crassos e injustificáveis, que depois tentam justificar que foi a causa de falhas imperdoáveis, que se tornam imensamente prejudiciais e contraditórias para a sociedade em geral.
Para muitas pessoas, o exercício de uma profissão, não passa de uma ocupação de tempo. Mas talvez a responsabilidade desta forma de pensar e ver as coisas venha de quem lhes disse que era um problema como arranjar ocupação dos tempos livres.
Todas as pessoas bem intencionadas sabem que não há tempos livres. Todos nós temos 24 horas por dia livres e cada um ocupa-as como quer. Cabe a cada um ser um bom gestor de tempo. Mesmo as criancinhas, se as deixarem seguir o seu pensamento, elas não têm tempos livres. Arranjarão sempre algo para ocupar o tempo. E raras serão as crianças que ocupariam o tempo mal ocupado.
Agora se ela com 1, 2, 3, 4 ou 5 anos andar amarrada no carro de bebé que já não é e/ou no carro das compras só para alguém não precisar de se preocupar com os passos da criança, então sim, quando for adulto vai ter mesmo dificuldade em arranjar algo de útil para ocupara o tempo e mesmo o trabalho para esta criança será sempre uma chatice. Por isso, se distrairá com facilidade e depois também com facilidade dirá que cometeu a falha gravosa por motivos de excesso de trabalho
As três fotos desta crónica, captadas ao acaso mas que servem perfeitamente para ilustrar este pensamento, mostram o interesse pela profissão que lhes foi confiada, o desalento da vida para gente jovem que provavelmente alguns foram dos que andaram com: 1, 2, 3, 4 ou 5 amarrados aos carrinhos de bebé quando já não o eram, mas que deixava tempo livre para não precisar de pensar na criança que levava ali ao lado, mas que depois quando essa criança for adulta, então a mesma pessoa que a amarrava quando era criança, agora que não a pode amarrar, então, agora sofre terrivelmente, horas, dias e anos continuamente por ver esse agora adulto sem qualquer controlo pessoal.
A ultima foto, do lado direito, mostra aqueles que depois de 8 ou 10 horas de trabalho diário, vão exercer uma actividade que é talvez a que mais concentração exige, caso contrario não pescam nada.
Assim é na vida em geral.
Assim aconteceu nas ultimas décadas. Assim vemos todos os dias.


po

sábado, 24 de março de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã





Trabalhava como freelancer, o seu objectivo e ambição era fazer as suas reportagens o mais independentemente possível. Ouvia dizer que os jornalistas eram o espelho dos políticos e a Imprensa era o 4º poder.
Assim sendo, actualmente o nosso país tem fracos jornalistas, para não dizer: tem alguns bons, uns poucos menos maus e maioritariamente são pauzinhos mandados. Depois há os que são representantes de grandes interesses, por isso esses não informam, desinformam, que é o mesmo que dizer que a função desses é lançar a confusão.
Quando o cidadão comum tenta ver os acontecimentos com os seus próprios olhos e a sua mente, fica com uma ideia dos acontecimentos mais ou menos como aconteceram e depois vê esses acontecimentos na imprensa e são maioritariamente apresentados ao contrario do como aconteceram.
Assisti eu pessoalmente e com os meus olhos a uns acontecimentos noutro continente, terceiro mundo, passados uns meses vi-os passar num canal de televisão e não tinha nada a ver com a realidade a forma como aconteceram.
Claro está que também nos é apresentada muita informação que corresponde à verdade, mas lá está: muitos políticos mentirosos, de vez em quando vão dizendo algumas verdades que é para que as mentiras passem melhor. Temos é que saber escolher as pessoas e os órgãos de informação credíveis, porque se vemos aqueles que às vezes dizem alguma verdade sensacional, estão-nos a iludir para nos impingirem mentiras logo a seguir.
As fotos que acompanham, revelam como às vezes através do sencionalismo podemos ficar presos a um ecrã durante muito tempo e que o conteúdo não não tem expressão nenhuma.
O nosso país e o mundo em geral, atravessamos uma época perturbada à procura da definição.
Ela acabará por vir. Poderá eventualmente demorar mais tempo do que nós pensamos ou desejaríamos. Mas acabaremos por ter bons jornalistas e bons políticos.
Se fizermos uma rectrospectiva de algumas décadas, lembramo-nos de que houve tempos em que se; lia, ouvia e acreditava na imprensa. Depois veio a fase em valia tudo, os maiores órgãos de informação estavam totalmente ao serviço de interesses, logo diriam só que lhes convinha mediante os seus interesses e informar os cidadãos era zero. Actualmente e por isso muitos freelancers tentam fazer a sua informação de acordo com o acontecimento real, embora depois também haja alguns que troco de compensações fazem também a informação de acordo com a vontade do seu cliente, que é quem lhes compra a informação.

sábado, 17 de março de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Para conhecermos o presente e prevermos o futuro, temos que conhecer o passado. Caso contrario arriscamos a enganarmo-nos bastante.
As três fotos que apresento hoje na minha crónica, foram obtidas recentemente e na mesma região do país e demonstram bem a situação que ainda se encontra esta paisagem.
Não podemos considerar nem dizer que esta região ainda está subdesenvolvida. É uma zona costeira e de pouca população ocupada por latifundiário, logo, talvez seja uma das causas porque tem pouca população residente.
Nas ultimas décadas tem sido procurada por população turística em auto-caravanas, mas depois alguns acabam por ficar. Às vezes ficam anos e até décadas a viver em auto-caravanas e finalmente decidem-se ficar por ali definitivamente. Assim, a população residente está a aumentar em relação à media do país.
Tem um bom clima sobretudo para turismo andante, embora menos favorável para a agricultura, pois tem uma percentagem de horas de sol por ano muito elevada acima da média do país e logo menos pluviosidade em relação à media do país, daí os caravanistas procurarem esta zona.
Um dos interesses turísticos para esta zona é a ilha do Pessegueiro com muita história e lendas, muito próxima da costa. Desde os navegadores cartagineses alguns séculos antes de Cristo, anteriores às guerras púnicas que por ali passavam e utilizavam esta ilha para pernoitar e se abastecerem em terra, visto que ali estavam a salvo de ataques vindos de terra e estavam a distancia de ir a terra abastecer-se.
Os romanos também fizeram uso desta ilha para sua defesa e vigiarem a costa Lusitana.
Já na idade média, foi palco de combates entre marinheiros portugueses e corsários vindo do Norte de África.
No tempo da ocupação filipina passou a ser também um Forte seguro para as tropas filipinas controlarem de perto a costa portuguesa.
Em finais da idade média, um convento de monges tomou conta das fortificações da ilha, fazendo também combate à pirataria, mas houve um combate de tal maneira feroz pelos corsários árabes que assaltaram a ilha,saquearam o convento queimando e matando todos os monges que não conseguiram escapar à fúria dos corsários.
As populações costeiras ao aperceberem-se foram em defesa mas quando chegaram já estava tudo em cinzas. Encontraram a imagem da santa da capela do convento intacta no meio das cinzas.
Levaram a imagem para o Continente a cerca de 1 Quilómetro da ilha, construíram uma capela para aí ficar essa imagem mantendo-se até hoje, que é a - Nossa Senhora da Queimada.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Os jovens irmãos, ele acabava de cumprir o serviço militar tempo obrigatório de três anos, tinha antecipado um pouco o alistamento para assim poder dar inicio mais cedo à sua vida organizada, tinha 23 anos. A sua irmã dois anos mais nova acabava os estudos e começava a dar aulas e como até aí já tinham começado a trabalhar muito cedo, sobretudo o irmão agora trabalhador estudante , sentia prazer em levar os familiares de vez em quando dar um passeio de automóvel que comprou com o dinheiro do seu trabalho, sem que tivesse vindo sequer um centavo de ajuda dos pais para ajuda da sua vida pessoal.
Mesmo assim, ele tinha prazer em viver a vida de jovem e vivia-a controladamente, tanto nos excessos de diversões como nos de despesas.
Estávamos em meados da década de setenta e a juventude despontava para as diversões, mas na maioria dos jovens controladamente.
A mãe de Pedro e de Joana, vendo os seus filhos com uma juventude tão diferente como foi a dela, achava que estavam a gastar mais do que deviam e chamou-os à atenção, para que poupassem mais dinheiro do ordenado que estavam a ganhar, pois quando fossem velhos esse dinheiro poderia fazer-lhes falta para a velhice.
Pedro e Joana não levaram a mal mas responderam à mãe que com o ordedanado que estavam a ganhar, acima da média, eles estavam a descontar para um sistema de segurança social que lhes garantia todos os males enquanto estivessem na vida activa e quando chegassem à idade da reforma, teriam uma reforma que lhes garantiria uma velhice confortável.
A mãe dos jovens, amuou e com um sorriso desconfortado olhou para eles e não disse mais nada. Mas mais tarde, passado pouco tempo diria aos filhos que talvez não fosse assim tão garantido como eles pensavam.
Em 2015, esses jovens vão completar 40 anos de desconto para esse sistema de segurança social que lhe venderam quase como sagrado e infalível, mas que na realidade ficarão com a pensão de velhice, por metade do que lhes disseram que viria a ser.
Mas as gerações com menos 10 ou 20 anos, o efeito será ainda mais devastador e enganador.
As fotos que ilustram esta crónica indicam a sociedade do futuro. Vivendo nem bem nem mal. Uma das classes sociais das ultimas décadas desaparecerá, ficando duas classes sociais, tal qual como é a base da nossa civilização. As pessoas farão por si próprias o seu sistema de segurança. Ou é pobre ou é rico. A SUA SEGURANÇA ESTÁ NO SEU TRABALHO. Aprenderão de novo a saber poupar, a saber gerir os seus recursos do seu trabalho, para quando não poderem trabalhar, aí, terão de facto a sua reforma merecida por velhice, sem serem surpreendidos.

sábado, 3 de março de 2012

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Há 40 anos, Portugal e os portugueses viviam tempos de mudanças. O sol começava a brilhar atrás de alguma coisa que dava sinais de esperança, embora timidamente e sem saber qual o futuro que nos esperava, mas hoje já não temos duvidas, que nada voltará a ser como dantes.
Há 40 anos, tínhamos uma população jovem que viajava por sua conta e risco. Evoluía a passos largos. Os políticos haveriam de lhe tentar travar as suas ambições, mas a juventude, principalmente a com menos preparação académica, não queria acreditar muito no que estava a acontecer no nosso país.
Dizia-me um jovem emigrante, que se Portugal ficasse um país democrático é que seria bom.
A juventude que não tinha saído do país, agarrou-se às jogadas politicas, não se importando de saltar para os extremos ideológicos, perdendo assim a noção da realidade.
Os habituais grupos sociais dominantes do costume em todas as gerações seculares, iam-se mantendo mais ou menos no silencio, embora com alguma actividade, continuavam a fazer das suas fortunas, por vezes de formas totalmente desonestas que passado pouco tempo foram apresentando os seus filhos ainda com tenra idade já como empresários de sucesso, embora tenso sido os pais que puseram os dinheiros obtido de formas obscuras nas empresas dos filhos.
O país evolui em todos os sentidos e direcções, mas as sementas das classes dominantes continuam a germinar. Tentaram disfarçar-se através de símbolos ideológicos que não correspondiam nada ao pensamento e comportamento deles próprios.
As fotos a ilustrar, mostram-nos pontos diferentes do país, desde o interior ao meio citadino, e não nos deixam duvidas de que temos uma população decidida a não se deixar mais dominar por pequenos grupos de topo.
Quem estiver mais atento, vê novamente pessoas por volta dos 40 que nasceram precisamente quando se deu o pico da mudança, agora em lugares de destaque que foram conquistados em nome de libertarem os povos, mas que agora já estão a aparecer novamente, embora disfarçadamente, com símblos de classe dominante e escravização de sociedades.
Não vão adiantar muito, porque eles não evoluíram tanto como pensaram que evoluíram.
Um dos males deles é continuaram a tentar dominar o poder com os mesmos métodos de sempre. Quando temos uma sociedade que pensa completamente diferente.
Volto a dizer: Nada voltará a ser como dantes.
Assim, vamos ter uma sociedade de ideias livres, globais e com horizontes alargados.
Os grupos seculares que tentam em dominar a sociedade à maneira deles, têm os dias contados. Primeiro, porque não souberam acompanhar os tempos.
Segundo, porque as coisas evoluíram de tal maneira, que nada voltará a ser como dantes.