quinta-feira, 30 de junho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Aí está a Nova Era.
Se procurarmos nos alfarrabistas, encontramos livros antigos escritos por escritores raros e em tom de filosofia e quase profecia, anunciavam que um dia viria uma nova era. Mas parece que da forma como eles escreviam, dava a ideia que poderia acontecer depois de alguns séculos ou até milénios.
No início da década de setenta do século XX, começaram a aparecer livros nas livrarias comuns, escritos por escritores comuns que falavam, que estaria para breve uma nova era. As pessoas seriam diferentes, os hábitos seriam diferentes, as exigências seriam diferentes, a forma de vida seria diferente até a constituição física das pessoas seria diferente.
Em 1972, li um livro que comprei fora de Portugal, que o escritor anunciava todas estas alterações na sociedade, mas pela forma como ele falava, isto só se viria a verificar passados alguns séculos ou até milénios
No inicio da segunda década do século XXI, estão-se a verificar e com grande velocidade, todas estas mudanças sociais. Provavelmente daqui a cinco ou dez anos, teremos uns sociedade já bastante diferente daquela que é hoje.
As três fotos que apresento aqui ( clicar em cima para ver em ponto grande) são sinais mais que evidentes das mudanças em passo acelerado.
A primeira a contar do nosso lado esquerdo, vemos uma placa com o nome de Portugal virado ao contrário. Não foi por si própria que se virou ao contrario por estar frouxa ou mal colocada. Não, foi alguém que intencionalmente a colocou naquela posição (até porque naquele local não se justificava nenhuma placa a indicar a direcção de Portugal) é bem no centro de Lisboa e não foi colocada naquele sitio por acaso. Quem conhece aquele local, sabe bem porque é que colocaram aquela placa naquela posição e a indicar para a porta daquele prédio.
A placa naquela posição poderá ter várias interpretações, mas a mais racional é que Portugal está virado do avesso. alguém terá que colocar Portugal na posição correcta.
A foto do meio é uma imagem da nova sociedade. À frente dos prédios modernos e luxuosos, está permanentemente um grupo de pessoas maioritariamente jovens a fumar.
A foto do nosso lado direito, representa a evolução dos meios de comunicação.
Vemos as mudanças do dia à dia acontecerem de uma forma rápida e inesperada para a maioria das pessoas, acontecerem também materialmente, mas sobretudo socialmente.
Para as pessoas mais seniores e que estão atentas, elas vêm essas mudanças claramente dia após dia. Já não restam dúvidas de que a mudança vai ser constrangedora. A nova sociedade não está preparada (não se preparou) para as mudanças tão rápidas como vão acontecer. Salvo uma percentagem de pessoas novas que esses sim, esses estarão preparados para essa mudança. Mas são muito poucos para absorver esse embate.
As pessoas mais atentas, têm visto nas ultimas décadas uma grande percentagem de pessoas, que só se preocupavam no dia -dia. O futuro para eles não contava. E agora estão a braços com o efeito da mudança.
Por isso, a Nova Era já está entre nós. Agora é só vela desenvolver-se e estar atentos a essas mudanças todas. Umas serão benéficas, outras serão dolorosas. Mas não haverá maneira de as evitar. Foi assim que o homem quis.


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e da amanhã

José Manuel, tinha acabado de ser eleito presidente da Junta de Freguesia da sua aldeia. Foi proposto pelos vizinhos e os mais próximos de toda a aldeia. Era jovem, dinâmico, sabedor, culto e sério.
Ainda andou uns dias a pensar se deveria de facto aceitar ou não. Não ganhava nada, tinha que perder de vez em quando algum tempo, que por vezes algumas chatices e tudo era feito por amor à camisola!
Mas também era patriota e não gostava de fugir às responsabilidades e alguém teria de fazer aquele serviço para a comunidade. Pensou fazer um mandato e depois logo se veria.
Quis o destino que essas suas funções durassem pouco tempo. O golpe de estado 25 de Abril que depôs o regime, substituiu e ainda o começaram a apelidar de fascista. Não fora o ter acabado de sair do serviço militar, que ainda tinha alguns amigos a cumprir a tropa, recorreu a eles e os perseguidores deixaram-no em paz.
Decorridos 37 anos, discute o assunto com o amigo (foto) a sua freguesia que tinha 380 habitantes, hoje tem 170 habitantes, o Presidente da Junta de Frguseia da sua aldeia gere um orçamento de centenas de milhares de euros, cinco pessoas amigas e familiares do Presidente vivem do Protocolo, se lhe perguntarem a estas pessoas o que fazem, dizem que trabalham no Protocolo e não especificam mais nada. Organizam Festas, vão uma vez por dia buscar alguns cidadãos para irem almoçar ao refeitório e ficar ali a tarde inteira a conversar e é um motorista e uma auxiliar ocupados a ir buscar o cidadão que nunca descontou para tais benefícios.
José Manuel ouve agora dizer que tudo está falido e sem dinheiro, as pessoas que trabalharam um vida inteira e descontaram para os serviços sociais e reforma, ouvem dizer que vão ter uma reforma pequena ou mesmo até ficar sem reforma.
José Manuel, perplexo pergunta como é que foi possível chegar a esta situação?
Diz ele que não é difícil concluir. Já há muito anos que ele dizia aos amigos que esta forma de gerir as coisas mais tarde ou mais cedo ia dar barraca!
Os funcionários da Junta/Protocolo, passavam parte do tempo a organizar festas e fazer discursos para ganhar as próximas eleições.
Tenha-o espantado em tempos, quando soube que uma boa organização estava a fazer uma campanha para as autárquicas, propondo para Presidente uma jovem que ainda nem tinha acabado o secundário e foi mesmo ela que ganhou as eleições.
Tinha pela retaguarda uma máquina bem montada, com pessoas que algumas ninguém as conhecia. Soube depois toda aquela engrenagem e quais eram os objectivos.
Mas Manuel, agora mesmo já com 63 anos, ainda não perdeu esperança de ver a sua aldeia com um Presidente de Junta por amor à camisola e amor à sua terra.



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




O fim do serviço militar aproximava-se. Estava prestes a passar à disponibilidade. Pedro, começava agora a pensar como iria recomeçar a sua vida pessoal.
As habilitações literárias era o secundário incompleto. Seus colegas na mesma situação e alguns que já tinham passado à disponibilidade, só pensavam em ser funcionários públicos, mas Pedro ambicionava um dia na sua vida ser empresário.
O país vivia a efervescência da revolução dos cravos e as greves gerais assolavam o país. As ocupações selvagens de habitações e propriedades rurais eram mostradas todos os dias na televisão. O presidente da Republica, embora interino, dizia que o destino de Portugal era o caminho do socialismo.
Pedro, ainda pensou em emigrar, mas já tinha começado a andar pelo estrangeiro aos 14 anos e ele mesmo dizia que valiam mais 100$00 (escudos) no seu país do que 200$00 no estrangeiro.
Os seu colegas e amigos, todos os dias traziam novidades de novos conhecimentos (cunhas) para entrar para o Estado. Alguns conseguiam completar o secundário com passagens administrativas, em cadeiras que nunca tinham ido às aulas, sem fazer exames, para assim através do Partido serem colocados em lugares chave das Repartições Publicas, para depois defenderem os interesses do Partido.
Pedro sentia que para muita gente, quem não pensasse em ir para o Estado era anti-patriótico. O seu próprio irmão mais velho que já tinha entrado para a PSP, insistia com ele que só o Estado era seguro e até olhava com cara de mau para Pedro só por não o ver entusiasmado para ir para o Estado.
Dois dias antes de sair da tropa, em conversa pessoal com um Oficial-médico, este perguntou-lhe se já tinha emprego garantido, Pedro disse que não. Então o coronel-médico passou-lhe uma credencial como bom militar que tinha sido e mandou-o a falar com o arquitecto da Câmara Municipal e até lhe passou o atestado médico de que precisava para entrar para funcionário publico.
Só foi preciso tratar das burocracias e Pedro ficou logo com o lugar garantido na função publica.
Passados nove meses, Pedro pede a demissão, dizia ele que não tinha nascido para estar um dia inteiro atrás de uma secretária.
Pregou-lhe um desgosto ao pai, porque este tinha-lhe oferecido uma máquina de escrever, como futuro de Pedro e agora passou a deixa-lo de ver na repartição publica da sua terra. Mas a máquina não serviria para nada, porque em breve seria deitada para o lixo, já vinha aí a era dos computadores.
O objectivo de vida de Pedro, era ser trabalhador por conta-própria. Continuava a estudar à noite, já tinha acabado o secundário e já estava na universidade.
Os amigos, passaram a olhar para Pedro como se este se tivesse vendido ao capitalismo. Chegavam mesmo a apelidado de direita no sentido pejoraivo.
Mas Pedro era filho de pais pequenos proprietários que faziam a sua vida honestamente do seu próprio trabalho. E os amigos que o apelidavam de direita eram filhos de pais que tinham vivido e alguns feito fortuna à custa do antigo regime, mas agora tinham virado à esquerda e tinham ido rapidamente inscrever-se no Partido.
Pedro era um homem culto mas não se deixava seduzir pelos partidos políticos.
Pedro ingressou alguns anos numa multinacional, que lhe deu bagagem e preparação para se lançar como empresário. Não concluiu o curso de Direito, porque no inicio da década de 80 as escolas eram uma balducha e só formavam doutores cábulas. Ele achou que assim não, e dedicou-se exclusivamente à actividade profissional.
Chegou o dia em que achou que se devia lançar como empresário e deu inicio à sua empresa. Passados 30 anos, emprega 80 pessoas, todos ganham acima da média nacional e 30% têm licenciatura.
Os seus amigos do pós serviço militar que foram para funcionários públicos, tinham-se especializado em lutar por direitos. Alguns conseguiram a pré-reforma aos 45 anos e passaram a passar o tempo nos cafés sentados o dia inteiro.
Agora que o alarme da insegurança suou, alguns já foram ter com ele Pedro para ver se lhes arranjava qualquer coisa para colmatar a precária reforma que o Estado lhes irá garantir. Pedro perguntou a um o que é que sabia fazer e ele não soube dizer o que sabia fazer. Então Pedro disse-lhe que tinha muita vontade de o ajudar, mas que nas empresas dele não havia lugares para quem não sabia dizer o que é que sabia fazer.
As três fotos que ilustram esta crónica, a primeira do nosso lado esquerdo representa as manifestações da década de oitenta em que os amigos de Pedro do pós serviço militar se tinham especializado em organizar.
A foto do meio, representa as tecnologias que serviram de ferramentas para Pedro e seus colaboradores progredirem nas suas empresas.
A foto da direita, representa um dos ramos das empresas que formam a holding de que Pedro é o accionista principal e administrador geral da holding.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Grupo de cientistas
A nova cara do país aí vem. E é por aqui que Portugal tem de reaparecer. Por estes tempos, aparecem os catastrofistas, que são aqueles que ainda há alguns meses, quando alguém alertava para a forma como o país vinha sendo conduzido desde algumas décadas e que teria sem demora começar a inverter o caminho, esses catastrofistas de agora, diziam com sorrisos que estava tudo bem, porque a torneira que estava a pingar para eles, agora secou, e então agora convem-lhes lançar a confusão, por que é no meio da confusão que esses artistas se safam.
Só que o mundo de hoje não é o mundo de há trinta, de há vinte nem 10 anos. Porque as pessoas comuns evoluíram muito mais do que esses falsos políticos fabricados à pressão em politicários. Porque a única de aprendizagem de vida que fazeram foi ser moços de recados do partido, colar cartazes nas campanhas eleitorais, por isso é que quantas mais eleições houvesse melhor, e assim rápido chegariam ao topo máximo com uma carreira fulgurante, de assessor a secretário de Estado e ministro, governado para eleições e não para gerações.
O cidadão comum evoluiu muito nos últimos anos.
O país está cheio de soluções à espera de quem as queira desenvolver. Não se pode perder mais tempo.
Todos temos ouvido nos últimos tempos, dizer que Portugal importa cerca de 70% da produção alimentar e tem 70% dos terrenos de produção abandonados.
Há que não perder tempo e pôr esses terrenos abandonados a produzir. Muita gente que saiu das universidades e estão inactivos bem na idade de produzir, não podem pensar mais em viver à custa dos subsídios vindos dos impostos de quem trabalha, que já estão demasiado sobre carregados de impostos elevados, têm aí uma boa oportunidade para aplicarem o que aprenderam nas universidades e garantirem o seu futuro, porque também tiraram os cursos nas universidades pagas com o dinheiro vindo dos impostos de quem trabalha.
A primeira foto a contar da nossa esquerda, mostra a boa potencialidade que os nosso terrenos têem para produzir produtos alimentares dos melhores do mundo.
A foto de meio, mostra as potencialidades que o nosso país tem na área do turismo. Recentemente falando eu com uma pessoa Técnica de Turismo, dizia ela que muitos turistas estrangeiros que nos visitam, vêem ao nosso país, mais pela nossa história e boa alimentação mediterrania. Mas depois de saberem que grande parte dos produtos alimentares que se consomem em Portugal vêem de fora, ficam decepcionados e ao verem a grande extensão de terrenos abandonados.
Por isso se se desenvolver a agricultura, desenvolve o país em dois sentidos: economia alimentar e economia turística. Assim, quem investir na agricultura, terá o investimento garantido.
A foto da direita, é um grupo de cientistas. Também é por aqui que o futuro do nosso país passa, matéria prima não falta.
Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã em 40 anos, continua a apresentar os cantos mais recônditos do país. Aqueles lugares esquecidos que parecem menos importantes, por isso vão ficando no esquecimento dos grandes eventos e o país iria ficando mais pequeno e mais pobre, mas se as pessoas forem conhecendo esses lugares, o país ficará mais rico e mais grande.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - continua a apresentar imagens do nosso país que testemunham as alterações que o nosso país sofreu nos últimos 40 anos.
Nestas imagens, comecemos pela da direita, nossa esquerda.
Fins da década de setenta do século XX, o casal de namorados, chegou junto do edifício de comando do funcionamento da Barragem. Parou o carro e foram junto do miradouro com explêndidas vistas para o grande Lago artificial desta albufeira, que só isso já compensava a deslocação.
Lá do alto do edifício, no varandim de vidro, via-se um individuo também a olhar para o grande lago.
Passados alguns minutos, esse mesmo individuo, sai de uma porta de vidro no rés-do-chão do edifício, dirige-se ao casal de visitantes e pergunta-lhes se não querem visitar a barragem pelo seu interior?
Os visitantes, estupefactos com a oferta, aceitaram.
Desceram num elevador enorme 90, metros de profundidade (explicou o "guia turístico") para as entranhas da Terra, que se destinava mais ao transporte de maquinaria. Aí, percorremos todos os compartimentos de todas aquelas potentes Turbinas e Central Eléctrica. O guia explicava-nos com uma linguagem técnica de um Eng.Electrotécnico, caso não fosse o visitante ter conhecimentos dessa tecnologia para explicar à sua acompanhante, não teriam enriquecido nada os seus conhecimentos.
De regresso à superfície da Terra, o Engenheiro agradece-lhes por terem aparecido e ter aceitado a oferta. Pois já mais visitantes tinham aparecido e não quiseram aceitar a generosidade.
Qualquer pessoa, mesmo que seja pouco letrada, sabe fazer contas para ver a despesa que a oferta daquele engenheiro provocou ao Erário público injustificadamente. Mas estavamos na era da grande oferta publica gratuita. O Estado Social que se instalava.
Agora, a foto do meio.
Finais da primeira década do século XXI, decorridos trinta anos, o mesmo casal de visitantes, aproxima-se do barco que fazia turisticamente as albufeiras do mesmo Rio e repara no preçário bem exposto, quanto custava a viagem por pessoa. Os visitantes decidem fazer a volta internacional.
Entraram para o barco, começaram o percurso, com algumas paragens internacionais, descendo e entrando turistas, o Fiscal de títulos de embarque circulava por entre os passageiros de sacola a tiracolo, mas não se via cobrar bilhete a ninguém.
Este grupo de visitantes, seis pessoas, já tinham feito contas entre todos por causa dos trocos, juntaram o dinheiro de todos e ficaram à espera de serem abordados para pagarem.
Depois do longo percurso, algumas horas ida e volta, chegaram ao fim e como não tinham sido abordados para pagarem, um deles dirige-se ao cobrador e oferece-lhe o dinheiro de todos.
O cobrador rejeitou o pagamento dos bilhetes da passagem, com justificações esfarrapadas.
Ficaram estupefactos, mas repararam que não tinham visto ninguém pagar e mais grupos de passageiros iam ficando admirados pela oferta.
Era uma forma de gestão turística da zona para chamar mais turistas. Mas qualquer pessoa minimamente bem pensante, não teria dúvidas de que essa forma de proceder, estaria a hipotecar o futuro!....
A ultima foto do nosso lado direito, é um barco de turismo que navega no mesmo Rio, mas este continua navegando com futuro promissor, porque aqui as contas são bem feitas, os turistas acreditam neste sistema porque é bem gerido e promete futuro, porque lhe são cobrados títulos de transporte.
A gestão de muitas ofertas públicas e parcerias-publico-privadas durante as ultimas décadas feita por pessoas sem princípios de sentido de responsabilidade e conhecimentos para essas funções, levou o nosso país à situação a que nos encontramos. Por isso, agora, não restam dúvidas de que a mudança vai ser dura e penosa para todos, quando a responsabilidade do desastre não é de todos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã em 40 anos




Fortes mudanças nos esperam a breve prazo.
Estas três fotos captadas recentemente, ilustram o que nos espera num prazo muito breve. Há pessoas que ainda não levaram a sério as fortes mudanças que nos esperam a breve prazo. Mesmo aqueles que já há muitos anos não tinham dúvidas que seria mais tempo, menos tempo, a sociedade e o nosso país sofreria fortes mudanças na vida das pessoas. Ainda não há um ano, eu disse a amigos que dentro de um ano teríamos fortes mudanças e dentro de 10 anos teríamos uma sociedade completamente diferente. Eles riram-se e gracejavam. Claro que também nunca imaginariam que no inicio do ano de 2011, seria possível captar estas fotos em Portugal!..E elas aí estão bem claras e significativas.
Quando em 2010 comecei a publicar a Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã em 40 anos, eu não tinha dúvidas que todas estas coisas iriam acontecer. Pois desde há muitos anos que, aqueles que estávamos atentos ao que se passava, eram indícios claros de que um futuro muito breve nos traria fortes mudanças.
A forma como estava a ser governada a sociedade: nas famílias, nas escolas desde a primária ao superior, no meio laboral, no desporto nos tempos lúdicos, nos convívios, nas conversas, via-se como muitas pessoas se expressavam, era bem visível que não seria possível manter por muito tempo estes hábitos de vida. A sociedade não conseguiria aguentar por muito tempo esta forma de viver.
Recentemente, uma figura de responsabilidade financeira no nosso país, falou mesmo em cortes com o passado, falando no anciã-regime, evocou o nome de D. João V, que é sabido pela história que este monarca criou um Estado consumidor e de opulências que o nosso país real não tinha posses para o sustentar. Ele próprio fazia uma vida de opulência, ficou conhecido pelo freirático, pois passava parte do tempo a passear pelos conventos de freiras, mantendo relações sexuais com elas a ponto de deixar vários filhos bastardos filhos de freiras espalhados pelo país.
Lembro-me de alguns professores de história que eu tive, defendiam que Portugal a partir da Terra-tenente nunca mais conseguiu ser bem governado, que todos estes factores coincidiram pela mesma época.
Portugal desde a idade média ainda teve períodos em que se conseguiu equilibrar nas suas contas. Mas nas últimas décadas a desorientação e ilusão foi tanta que já há quem diga que a nossa idependência como país está em causa.
Por mim não!..
Eu acredito muito nos portugueses. Passei a acreditar mais nos portugueses, foi no tempo que já passei fora do país e a conviver com outros povos e outras culturas. De facto os portugueses somos um povo especial. Já falei que a razão talvez esteja nas nossas origens, como referi em crónicas anteriores.
Basta pensar que quando Portugal conquistou (no bom sentido) o mundo, Portugal tinha apenas três milhões e meio de habitantes, e já o mundo se aproximava dos 800.000.000 (milhões)
Por isso, os bons portugueses acreditam que o nosso país voltará a ser um país firme e bem governado. É preciso que voltem à governação pessoas capazes de o fazer, e eles existem, basta que eles sintam condições para o fazer.
Agora, que ninguém tenha dúvidas que fortes mudanças terão de ser implementadas. Ainda se vêem diariamente criaturas todas convencidas que conseguirão continuar a aldrabiscar e que continuarão com os seus métodos aldrabistas mantendo os privilégios que falsamente conseguiram.
Embora já andem um pouco nervosos e confusos, eles próprios não têm tanta certeza que os seus privilégios continuarão.
Mas o país vai arrancar de novo e agora sim, será para fazer uma mudança que provavelmente muita gente não esperava, mas é inevitável e ficará na História do País.