sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 
A sociedade sem rumo, com urgência de retomar um rumo certo. Venham e apareçam as pessoas que não perderam o rumo e estão em condições de indicar esse rumo certo aos que o perderam.
Quase em toda a Europa, mas falemos do nosso país que é Portugal, é muito estranho o que se está passando por todo este país.
Nos grandes centros urbanos, vemos manifestações assombrosas quase diárias a pedir emprego, gritando (muitos dos manifestantes deixam os bons carros junto à estação do comboio mais próxima do local de inicio da manifestação) ameaçando e ofendendo os governantes,  lamentando-se que estão quase a morrer de fome. (foto do nosso lado esquerdo) - clicar nas fotos para ver em tamanho maior . Vemos também níveis de vida que para a maioria dos cidadãos deste país é impensável que se possa viver com este nível de vida (foto do meio).
A foto do nosso lado direito, mostranos uma actividade produtiva que contribui para o desenvolvimento e progresso económico do país e de toda a sociedade, mas os agentes desta actividade queixam-se que têm falta de pessoas que queiram vir trabalhar para esta actividade (que é uma das mais dignas de todas) dizem os mesmos que ao contactarem as pessoas para virem trabalhar para a actividade e que é muito bem remunerada, dizem os contactados que não querem ir trabalhar. Dizem os agentes económicos desta actividade que ao contactarem as pessoas e elas não quererem ir trabalhar, eles que oferecem trabalho às pessoas e elas não o querem, ficam com a impressão de que essas pessoas não precisam de dinheiro.
Essas pessoas de facto não precisam de dinheiro, porque estão a viver com subsídios vindos dos impostos de quem trabalha.
Hoje, já ninguém tem duvidas de que a sociedade portuguesa está sem rumo. As consequencias vão ser muito graves. A responsabilidade é de quem durante as ultimas décadas andou a prometer um paraíso impossível aos portugueses. Mas esse paraíso só alguns tiveram acesso a ele, e muitos dos que tiveram acesso a esse paraíso, dentro em breve estarão também sem ele, porque era um paraíso ilusório.
Por isso, a nossa sociedade está sem rumo. Que há quem conheça esse rumo, há!...Poderá é estar à espera do momento certo para aparecer!..
 A Nação Lusa é uma das mais antigas da Europa e do Mundo, como deu mundos ao mundo. Por isso, diz quem sabe que ainda existirá um imenso Portugal!..
Sejamos inteligentes, saibamos esperar pelo momento certo, pelas pessoas certas, para que possam indicar qual o rumo certo aos portugueses certos, para de novo recomeçar Portugal.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Cidade com 70 mil habitantes, satélite da Capital, no bairro da média burguesia, em 2010 pelas 10:30h, João, depois de já ter feito duas horas e meia de trabalho, lá ia ele tomar o seu café da manhã, pois o pequeno almoço tinha-o tomado em casa, que era com muita mais qualidade e ficava-lhe em 0,60€ (sessenta cêntimos) na Pastelaria com muito menos qualidade custava-lhe 2,50€.
Entrava na Pastelaria e via sala  de mais ou menos 50 lugares e estavam as mesas quase todas ocupadas com pessoas bem sentadas tomando sem pressas o seu pequeno-almoço.
João, fazia-lhe confusão estarem aquelas pessoas de todas as idades sentadas tomando o pequeno almoço ao meio da manhã sem pressa nenhuma, enquanto que ele bebia o seu café a olhar para o relógio preocupado com os minutos que passavam.
Também via várias pessoas levantarem-se das mesas e irem ao balcão, que por detrás deste se movimentavam dois funcionários e duas funcionárias. Os clientes  pediam uma caixa de pastilhas, e pediam à funcionária para que apontasse o Leiser para a máquina do tabaco para poder ir lá buscar um maço de tabaco. Entregava uma nota de 10.00€ e recebia uns troquitos.
No mesmo mês e no mesmo dia em 2012, João entrou na mesma Pastelaria, viu sentada uma funcionária a ler o jornal, que o João teve que lhe perguntar se podia beber um café.
Ela levantou-se rapidamente e serviu o café a João. Por estranho que pareça, quando João lhe perguntou quanto custava o café ela disse: cinquenta cêntimos, menos 0,10€ que em 2010
João pagou, bebeu o café e pegava na pasta para sair, mas a funcionária mete conversa com ele a lamentar-se quase havia 20 minutos e João tinha sido o único cliente a entrar, era 20 de Setembro, mas a funcionária disse que a partir do dia 10 já enchia a Pastelaria por cerca de uma semana.
João quis saber porquê estas coincidencias ou fenómeno!...
A funcionária explicou: No dia 10 é o dia que  Segurança Social paga os Subsídios. Depois as pessoas vêm o dia inteiro para a Pastelaria durante uma semana.
João, curioso, já agora, falou-lhe no movimento que a pastelaria tinha dois anos antes. A funcionária que era a única dos 4 que lá trabalhavam em 2010, explicou-lhe o porquê!.
A funcionária lembrava-se de quase todos/as os/as clientes de 2010 e até sabia quanto recebiam de Subsídio em 2010. Fez as contas quanto recebiam do Fundo de Desemprego, Segurança Social, Rendimento Mínimo de Inserção Social, quase todos/as esses clientes em 2010 recebiam entre: 700,00 a 1.200,00 € por mês e eram pessoas de todas as idades.
Agora em Setembro de 2012, esses subsídio-dependentes já só recebiam uma média entre 300,00€ a 500,00 € mês. A funcionária da pastelaria sabia isto tudo!...
Por isso, as três fotos ilustram a situação:
Primeira foto do nosso lado esquerdo ilustra a situação actual, a do meio ilustra a situação mostrando a árvore espinhosa que esses clientes da Pastelaria têm que trepar, e foto do nosso lado direito ilustra o caminho que essas pessoas têm que caminhar para recomeçar a vida normal e chegarem na realidade a uma vida de progresso contínuo. 

sábado, 15 de setembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 
Família tradicionalmente religiosa, católica, ligada de muito próximo à Igreja desde há muitas gerações, filho único, ficou até para alem dos trinta anos junto dos pais e a cuidar das suas propriedades, para os moldes e conceito da região era um agricultor abastado. 
Família vizinha também ou ainda mais tradicionalmente católica, pois esta até tinha religiosos/as na família, a mais velha de vários irmãos era uma adolescente de 14 anos e não perderam tempo a arranjar casamento entre esta jovem-adolescente e o trintão, porque este já estava a precisar de casar e estava ali uma boa situação para a jovem-adolescente apanhar a garantia da sua vida futura.
Os filhos começaram a aparecer em catadupa.
A jovem-adolescente fez-se adulta já a gerar-conceber e criar filhos, que haveria de vir uma turma de 12 com três rapazes e nove raparigas.
Fazer planeamento familiar, evitar ou interrupções nem pensar, pois de acordo com as suas crenças teria que deixar vir os que quisessem vir.
Ele, que passava o dia de volta dos animais e no amanho das terras, homem de poucas palavras, que até era conhecido pelo Manuel dos cães, o único escape que tinha era fazer filhos e o acto sexual só deveria ser praticado para gerar filhos.
Ela, de planeamento familiar nada saberia, pois a sua vida antes casar era dentro da Igreja e todos os filhos que quisessem vir era para virem e assim todos os que vieram iam sendo criados e educados nos mesmos moldes que os pais, com os religiosos familiares por bem perto a darem todo essa educação e formação nesse sentido.
Os tempos mudam e haveria de vir o tempo em que já quando parte dessa filharada eram crescidos a avançar para a idade adulta, se desse a mudança social no nosso país, esse bando de adolescentes-jovens-adultos, quiseram soltar-se das amarras que lhes tinham imposto desde a nascença e agora quiseram experimenta outras filosofias.
Passaram a militar em correntes ideologias totalmente opostas às dos seus pais. Enquanto os pais
o primeiro acto sexual só depois do casamento, os filhos e principalmente as raparigas passaram a fazer vida marital desde muito cedo e sem casar.
Filhos não podiam vir, pois incomodavam e atrapalhavam. Se por descuido os contraceptivos falhavam, recorrer ao aborto não era problema.
Este casal não morreu com uma média de idade muito avançada. Morreram com muito menos netos do que filhos.
 
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã



Tendo sido colegas e companheiros das lides culturais e diversões dos 20 aos 30, aí separaram-se por motivos da continuação das alterações da vida pratica e real.
Nos 40, (entenda-se anos) vieram as saudades e de novo o reencontro para uma ida ao Teatro, - foto do meio - mas uma das companheiras, apesar de já ter concluído a licenciatura havia muitos anos, pôs-se à frente da fila do grupo na bilheteira, mostra o seu cartão de estudante e pede bilhetes para todos os elementos do grupo com descontos de estudante.
O grupo era composto por elementos que tinham sido estudantes diurnos-só-estudante e por elementos que tinham sido trabalhadores-estudantes-nocturnos.
Os que tinham sido estudantes diurnos, todos manifestaram interesse em adquirir bilhetes com descontos de estudante.
Os que tinham sido estudantes nocturnos rejeitaram bilhetes com desconto de estudante.
Um dos que rejeitaram desconto de estudante no bilhete, perguntou à que pediu desconto de estudante: agora que já tens 40 anos continuas a pedir descontos de estudante, não demoras que comeces a pedir desconto de reformada?
Ela respondeu que passaria a pedir desconto de reformada assim que lhe recusassem descontos de estudante!...
Há dias, um "jovem" de 35 anos, dizia na televisão que os adultos eram os culpados da situação dos jovens porque quando tinha 25 anos lhe diziam uma coisa, agora que já tinha 35 anos lhe diziam outra coisa.
Há duas qualidades de jovens:
Os que querem continuar sempre jovens à espera que os adultos internamente decidam todo a favor deles, considerando-se jovens até aos quarenta anos e depois passam a reclamar a reforma que nunca constituíram. - foto do nosso lado direito.
Os que se consideram jovens enquanto são, não perdem tempo de passar a adultos e assumindo a vida como tal, rejeitando de imediato viver sob protecção dos outros. - foto do nosso lado esquerdo.
O número dos que optaram por quererem continuar sempre jovens sem limite de idade e à espera que os outros decidam tudo por eles aumentou desmesuradamente nas ultimas décadas. Por isso a sociedade caiu no ponto em que está.
O numero dos que viveram a condição de jovens só dentro da idade real tem vindo a diminuir.
Por isso, sociedade assim, não aguentou mais e ruiu.
Agora para erguer o edifício vai ser muito difícil, sobretudo reabilitar para o trabalho os que queriam continuar jovens pela vida inteira vivendo subsidio-dependentes dos outros.
 Mas a sociedade vai ficar com a melhor Universidade jamais pensada, que provavelmente será um grande edifício sem paredes, que terá por nome - a vida pratica - mas que durará centenas ou milhares de anos.