


Assistimos diariamente a empolgantes discursos tecnicamente preparados que revelam uma grande
preocupação, parece que dão a entender que pensam que em breve não serão ouvidos. A responsabilidade é deles próprios
Se em breve virão outros tempos, outros discursos!.. é difícil prever essas situações. A certeza porem é que a comunicações social já é outra, as pessoas já arranjaram outra forma de se comunicarem e de se informarem. A culpa foi deles próprios que demoraram muito tempo a aprender.
Dizia alguém recentemente que a comunicação social estava a ser sequestrada pelas redes sociais.
Afinal o que é que os jornalistas andaram a aprender nas suas universidades que frequentaram!.. não as souberam escolher para tirar os seus cursos!... frequentaram universidades erradas!... confiaram demasiado no que aprenderam na sua universidade. Como é sabido, um curso não mais do que uma ferramenta para começar a trabalhar. Depois, temos que aprender a utilizar essa ferramenta da melhor forma e de maneira que resulte menor.
Também é conhecida a frase: todas as formas de aprender e proceder são boas desde que sejam honestas e resultem.
A corneta e clarim de anunciar os novos tempos, pela lógica pertence à comunicação social, mas com a grande responsabilidade de ser o mais honesta e verdadeira possível, pois, caso as pessoas se apercebam que essa comunicação social não é honesta tanto quanto possível, deixará de ser vista, lida e ouvida e as pessoas procuram logo outra forma de se informar.
Parece que foi o que aconteceu nos últimos anos, a comunicação social não esteve a seguir os melhores caminhos e as pessoas procuraram outras formas de se comunicar e informar. Como nesta era havia disponível outros meios que passaram a resultar melhor, mais eficazes, mais confiantes e credíveis, a comunicação social tradicional começou a ficar esquecida.
A comunicação social não foi sequestrada, auto-sequestrou-se.
Também há jornais, que por não se venderam tanto quanto desejarem, passara a fazer parcerias com instituições e empresas, que depois os colaboradores das mesmas passariam a ler esses jornais gratuitamente e assim aumentaria o numero de leitores.
Só que, os jornalistas continuaram a ser os mesmos e a pensar da mesma maneira: escrever o que eles gostam que as pessoas leiam e não o que as pessoas gostariam de ler. Continuaram a escrever ao serviço de grupos de interesses, pois que as pessoas se apercebem rapidamente, e, então os jornais ficam a apanhar pó nos repositórios das empresas que os pagam.
Assim, esses jornalistas estão a acelerar o fim do jornal e da sua profissão.
As pessoas nunca dispensarão uma boa comunicação social, como em todas as actividades, continuará a haver bons jornalistas, como conhecemos alguns, as pessoas continuaram a necessitar de uma boa informação jornalística e honesta em quem se possa acreditar.