sábado, 5 de junho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã






Nem os grandes investimentos de há cem anos impediram que cem anos passados, as rodas de ferro lhe fossem retiradas. Visões curtas de economia assim o determinaram. O destino desta Terra estava traçado. No espaço daqueles acampamentos de gente nómada de outrora, agora ao cair da tarde assim que a sombra dos imponentes morros que formam um monumental anfiteatro toma conta das margens do Rio e a temperatura fica mediterrânica e muito agradável, vêem-se grupos de jovens que vai dos sete ou oito anos aos 17 ou 18 brincam e jogam à bola gritando uns para os outros poliglotamente, não raro ficar sem algumas bolas porque o chuto dos mais velhos ultrapassa todo o espaço e vai para as correntes do Rio e lá se vai essa bola rio a baixo até ao Atlântico. As hélices subaquáticas haveriam de se encarregar de dar continuidade ao progresso desta Terra e voltar a aproximar ainda mais as gentes de de duas nacionalidades que tinham sido afastadas, mas agora ficaram ainda mais perto, embora com o Rio transformado em Lago, a bela ponte faz com que as duas nacionalidades se juntem em passeio pedestre e tomem juntos café e café-sôlo, ablando e falando alegremente castelhano e luso. O futuro dirá se o futuro não exigirá que as rodas de ferro voltem a ser restituidas!..




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