sexta-feira, 9 de julho de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

A algumas centenas de metros destas escadaria que todos os dias subia e descia, no quarto onde estudava com os colegas e na pausa de alívio dizia: então se para se ser chefe não contam os estudos!... então para que é que andamos a estudar?...
Estava-se num período revolucionário.
Embora o mesmo que proferiu estas palavras, hoje seja catedrático numa das universidades mais conceituadas do país e faça parte do concelho de administração também de uma das empresas mais conceituadas do país, certo é que estava ali o fim e o começo de gerações de condutores responsáveis pelo progresso de um país.
Hoje, vemos muitas empresas que já fecharam e muitas que em breve fecharão, vítimas de condutores que aprenderam o Código da Estrada pessimamente mal.
A partir dessa data e já vinha em certa medida de algum tempo antes, passou-se a premiar a esperteza (para não dizer outra coisa) em detrimento da inteligência. Premiando a falsidade em detrimento da verdade. Premiando o parasitismo em detrimento do trabalho. Claro que há excepções. Mas o número das excepções passou a ser tão baixo que o país veio parar à situação em que estamos.
Mesmo depois do grande aviso das bolhas de 2008, continua a ver-se por aí em muitas empresas, condutores que continuam a praticar uma condução desastrosa. Simplesmente já não afrontam directamente e ameaçam os condutores que vivem preocupados com a má condução que vêm ser praticada e se esforçam em repor a condução normal e do progresso e civilização.
Claro que a verdade vencerá, mas já nos custou muito caro e ainda nos vai custar muito caro.

Sem comentários:

Enviar um comentário