sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Sai-se dos meios urbanos e percorrem-se algumas centenas de quilómetros pelo interior do país fora, as conversas que se ouvem passam a ser outras.
Na pequena cidade, na Vila ou na vila quase cidade, na Aldeia quase Vila, se se entra numa pastelaria, no restaurante, no mercado, na repartição pública, no banco, companhia de seguros, na papelaria/livraria ou noutro estabelecimento qualquer a forma como se é atendido já não é como há 10-20 anos, para não falar de há 30-40 anos. A evolução foi rápida e enorme.
A pronúncia local vai desaparecendo, cada vez se tem mais dificuldade em identificar a terra das pessoas pela sua pronúncia/sotaque. Nota-se que as pessoas embora estejam ali fixadas, já viajaram, estudaram ou viveram algum tempo fora. Não raros aqueles que já viveram mesmo no estrangeiro. Mas por várias razões quiseram voltar à sua terra natal e aí se fixaram novamente.
Querem ser eles a fazer progredir a sua terra.
Mas também ainda existem casos de pessoas isoladas ou mesmo grupinhos de alguém que teima em manter a cultura do espertismo.
Chegou o grupo de ciclistas (foto nosso lado esquerdo) que acompanhava Volta a Portugal em Bicicleta, mas este grupo não estava integrado na Volta. Era portanto um grupo à parte.
Chegaram à esplanada, sentaram-se e pediram as bebidas. Enquanto as bebidas vinham e não vinham as conversas eram fluentes.
Um, talvez dos mais espertos dizia: Aquilo é uma empresa sem problemas. O Estado vai injectando dinheiro e o que é preciso fazer é gerir esse dinheiro, dar-lhe destino, porque assim nunca existe o perigo de haver falta de dinheiro na empresa para pagar os ordenados!..
Parece inacreditável que em Agosto de 2011 ainda se oiçam estas conversas. Tratava-se de um grupo de homens dos trinta anos. Mas a forma de pensar e ver as coisas, eram ultrapassadíssimos, mais idosos que velhotes.
Estes homens, que pensam como crianças/velhas, dentro de pouco tempo vão sofrer um choque que só eles próprios conhecerão a dimensão desse choque!..
Mas estas situações no nosso país não são assim tão raras, tiveram ensinamentos baseados numa cultura de que alguém se encarregará de lhes dar o que eles precisam.
A letra e música dos Deolinda caracteriza bem essa realidade: Geração casinha dos pais, se já tenho tudo, para quê querer mais?..
Mas também, felizmente ´há uma boa percentagem de gente nova que não pensa assim. Têm consciência da sua responsabilidade de criar riqueza por iniciativa própria.
Nas gerações mais novinhas, também se começa a aperceber que irão ser umas gerações diferentes para melhor.
A foto do meio, representa uma classe de gente que vive na corda bamba. Prometeram-lhe que teriam um futuro que poderiam viver sem sem trabalhar, só se preocupando com os subsídios que iriam receber.
Mas agora vêem-se defraudados, os subsídios acabou o dinheiro para os pagar, querem começar a recomeçar a sua maneira de vida, mas entretanto criou-se uma geração que não aprendeu a trabalhar e agora vão ter que aprender a trabalhar e depois começarem a sério a sua forma de vida. A geração que sabia trabalhar já está velha de mais para recomeçar de novo.
A foto do nosso lado direito é um exemplo da alta classificação. Numa pequena Vila que há três/quatro décadas não passava de um pequeno povoado isolado e perdido no meio das montanhas com acessos de estreitas e sinuosas estradas serpenteadas, com os habitantes em debandada para tudo quanto era sitio, pois para além da vida rural, havia meia dúzia de funcionários públicos, uma ou duas oficinas reparadoras de automóveis e pouco mais.
Mas nestas terras há sempre alguém que se destaca. «O homem pensa e a obra aparece - deita mãos à obra e a obra passa a existir»
Hoje, esta Terra tem excelentes vias de acesso, que os seus habitantes chegam e regressam dos mais importantes centros urbanos num curto espaço de tempo e com segurança.
Vemos aqui um Oásis de muitas Estrelas, que muita gente ainda não consegue acreditar como é possível isto acontecer, mas na realidade á possível acontecer.
E destes exemplos vêem-se vários por todo o país. (clicar nas fotos para ver em tamanho maior).

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