sexta-feira, 13 de julho de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Ainda cheios de vida e com muitos anos pela frente, estes seniores da foto do lado esquerdo, jovens de 25 anos há 40 anos, viviam cheios de esperança, começavam a actividade profissional e trabalhavam com gosto. Nos papeis que lhe eram entregues ao começarem a sua actividade profissional, estava escrito que com os descontos que passavam a efectuar para a Segurança Social, quando atingissem a sua idade de reforma, teriam garantido a continuação de um nível de vida como o que levassem durante a idade da produtividade e descontos para essa finalidade.
Mas agora, sentados a pensar o dia inteiro sem saber o que fazer, o seu nível de vida baixou três ou quatro vezes. vivem reduzidos à insignificancia.
Mas vêem uma minoria de alguém com reformas douradas que por vezes esses nem chegaram a descontar para elas e conseguiram-nas em poucos anos, começando a receber com meia idade.
Os jovens da foto do meio, apercebendo-se do engano que foram vitimas seus pais e avós, protestam ruidosamente na rua com tambores, para ver se ainda conseguem salvar a situação deles com algum futuro à sua frente. Mas terão que ser eles a construi-lo.
A foto do lado direito mostra gente de todas as idades, protestando e com intenções de varrer aqueles de quem foram vitimas e que lhes hipotecaram a vida: a eles, aos filhos e aos netos.
Nos debates televisivos que se seguem em catadupa em todos os canais de televisão, vêem-se aqueles senhores todos de cara zangada a lutar pelos direitos, que foi aquilo em que se treinaram e fizeram nos últimos 40 anos, sem nada terem feito para isso.
 Se por ventura está alguém junto deles e os chama à atenção para a realidade, eles ou mostram cara zangada ou ficam de boca aberta como se nunca tivessem visto a realidade do nosso país e do mundo.
Mas a riqueza do país, incluído os descontos que milhões de portugueses fizeram durante 40 anos ou mais, para algum lado foram!...
Há 40 anos em Portugal contavam-se as Fundações pelos dedos das mãos, e quase todos os portugueses só conheciam a Fundação Gulbenkian, que era uma verdadeira Fundação que levou milhões de livro aos cantos mais recônditos do país para que todos os cidadãos tivesse acesso à leitura.
Mas hoje, o pais está pulverizado de fundações, centenas ou milhares, que muitas delas só poucas pessoas - quem as fundou -  sabem para que finalidade foram criadas.
Mais instituições do género e com a mesma finalidade foram criadas, que o público em geral nunca entendeu bem qual a finalidade dessas instituições.
O público em geral evoluiu muito.  A grande maioria dos políticos governantes que passaram pelos cargos públicos, não acompanhou os tempos com a sabedoria verdadeira. conseguiam canudos de "drs" para passarem por "drs" mas não passam de uns analfabetos que nem ler nem escrever sabem. Pois também a maioria deles raramente foram à escola.
Ainda recentemente um professor universitário apresentou os textos do exame da 4ª classe de há 40 anos e disse que muitos dos estudantes universitários de hoje não conseguiriam fazer esses textos.
Não temos uma sociedade perdida, porque os heróis vão aparecer. Alguns já estão aparecendo e em acção.

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