Trabalhadores da agricultura, vêm de todos os cantos do mundo para ocupar os lugares vagos e que, os produtos precisam de ser apanhados.
Os trabalhadores europeus e em particular os portugueses, porque é de Portugal que estou a falar, dizem que não têm emprego, pois têm preferido ir para o desemprego ou reforma antecipada, dizem (diziam) eles que assim ganham mais (ganhavam!!!).
Percorrendo o nosso país, é ver nos campos de agricultura trabalhadores do Nepal, do Vietname, do Bangladech, para não falar dos trabalhadores que vieram do outro lado do Mediterraneo ocupar os lugares que ficaram vazios deixados pelos subsídiodependetes locais.
Há cerca de meia dúzia de anos, uma jornalista espanhola traçou o retrato triste e preocupante deixado pelos milhares que abandonavam os postos de trabalho para irem para os rendimentos de inserção social e desemprego, (subsídios) que depois, para os produtos agricolas não ficarem a apodrecer na terra, os agricultores tiveram de atravessar o mediterraneo a recrutar mulheres do outro lado e traze-las para apanhar os produtos agrícolas. A jornalista dizia que isso não se iria repetir por muito tempo!.. já temos a resposta!...
Qualquer pessoa que tivesse dois dedos de visão, sabia que isso não iria durar muito tempo.Porque era com dinheiro emprestado, pedido pelos "bons governantes", para sustentar aquele desastre!.....
Mas também nos serviços, no nosso país se passa e se passará em breve de uma forma dramática.
Dizem os nossos diplomados nas duas ultimas duas décadas, que não é possível dar rendimento sem fazer uma breve pausa de 20 em 20 minutos. Por isso se generalizou, cada 20 minutos que estão em frente a um computador, vão outros 20 para o local de ócio: fumar, beber café, beber água ou simplesmente conversar uns com os outros.
As fotos que apresento, retratam bem as situações actuais.
Desde aqueles que atravessam a ruas apressados, as nossas vinhas cheias de trabalhadores internacionais, outros no local de ócio, ou sentados a matar o tempo como que fosse a única preocupação que têm na vida, mas também aqueles na sua unidade de produção que fazem horas seguidas sem interrupção e dão muito rendimento mas estes são os poucos diplomados das ultimas duas décadas que concerteza estudaram em outros livros e outras universidades que não aqueles que só dão rendimento 20 minutos seguidos. Temos também a foto do pessoal da empresa que se formou com a pessoal a trabalhar 10 horas diárias com rendimento e os responsáveis pela empresa trabalhavam 12-14 horas diárias. A empresa durou centenas de anos sempre a progredir, mas as novas gestões depressa desapareceu.
Mas mesmo hoje, os que se diplomaram nas ultimas décadas e trabalham por conta própria, também trabalha 10-12 diárias com rendimento sem precisar de interrupções para o ócio.
O problema é que muitos professores em algumas universidades só ensinavam os direitos que a Constituição tinha, como era o caso de um professor que eu tive. Tivemos que lhe dizer que não interessava estar escrito na Constituição porque o país não ia conseguir cumprir a constituição.
Assim, em breve o que aconteceu na agricultura, acontecerá nos serviços. Muitos dos que precisam de interromper de 20 em 20 minutos, não demorará muito que quando regressarem um dia dos 20 minutos de ócio, o seu lugar já está ocupado por alguém que consegue dar rendimento horas seguidas no local de trabalho.



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