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CRÓNICA 239 – Volta a Portugal de hoje, de ontem e de amanhã- Sociedade em mudanças aceleradas.
Numa livraria a mais de 10.000 km de Portugal, inícios da década de 70 seg. XX, vi um livro que o título me chamou à atenção, autor desconhecido mas comprei-o, já não o tenho porque ia numa mala que se extraviou num aeroporto, esse livro tinha sido escrito 10 anos antes e o autor dizia que, dentro de alguns centenas de anos muitas das pessoas fisicamente não se distinguiram entre sexos, ou seja, sexo masculino e sexo feminino fisicamente seriam muito parecidos.
Não precisou de centenas de anos, bastou passarem algumas décadas, resta é saber se se caminha para o bem ou para o mal da humanidade, os porquês são muitos e já quase todas as pessoas sabem muitos deles.
Atualmente já sabemos que as sociedades nas últimas décadas adotaram formas de viver e de estar na vida que contribuíram muito para a diminuição de nascimentos em determinadas regiões do globo terrestre. Não fora as grandes movimentações em massa, que uns lhe chamam migrantes os globalistas, emigrantes segundo a literatura, ficaram-me bem na memória quando dos meus exames admissão à universidade, nos textos de português vinha lá o significado de: migrante aquele que se desloca de dentro da região do seu próprio país; imigrante aquele que entra num país vindo de outro país; e emigrante aquele que se desloca do seu país para outro país. Mas atualmente há muitas pessoas que fazem e entendem conforme a convenção a ele e ao seu grupo social, leis e regras para esses pouco valem.
Para essas regiões que por vezes englobam vários países, é o caso da Europa, para começarem a receber pessoas em força para colmatar a grande queda demográfica gerada por leis também fabricadas na Europa pela nova sociedade europeia, tiveram de ser gerados conflitos do outro lado do mediterrâneo, que era para depois as pessoas fugidas às guerras poderem entrar em massa na Europa de uma forma abrupta procurando o estatuto de refugiados, não tendo leis e disposições que impedissem essas entradas em massa, porque a Europa já estava com problemas muito sérios com a sustentabilidade demográfica e de uma forma legal já não conseguiu resolver o problema. Finais da década de noventa, em Paris ouvi uma conversa enquanto eu esperava numa fila num Banco para ser atendido, as pessoas que diziam que se os magrebinos queriam paralisar Paris de um momento para o outro era só quererem, quase os serviços primários em todos os edifícios de Paris estavam a ser desempenhados pelos magrebinos. Mas por esta via, a Europa resolveu parte da demografia laboral, mas a sustentabilidade continua por resolver, a resolução é ilusória, mas aumentou a instabilidade social descontroladamente e, os problemas para a Europa não diminuíram, aumentaram e passaram a ser outros, talvez em maior quantidade e ainda mais difícil de resolver.
Do lado sul do mediterrâneo, já há muito que
preparavam como atravessar o mediterrâneo para a Europa em massa e sem controlo.
Dois ou três anos antes de rebentar a que lhe quiseram
chamar primavera árabe, num país árabe mediterrânico, falava eu com um cidadão
que se dizia bastante culto, dizia que até tinha aprendido a distinguir os
europeus de nacionalidade de cada país pelo passar a sua mão pela pele da cara
de quem quisessem identificar, deixei-lhe passar a mão pela minha cara, mas enganou-se,
disse-me que eu era italiano, quando na realidade sou português de origem e
antepassados longincos nascido e criado em Portugal. Com sorriso na cara, dizia
ele: entrar na Europa é só atravessar o mediterrâneo e apontava mesmo com o dedo
para o lado do mediterrâneo em direção à Europa e dizia: em francês, porque só
admitia no país dele falar em: árabe ou francês, as língua oficiais dos países árabes
e dizia: qualquer dia começamos a atravessar o mediterrâneo e estamos na Europa.
Mas essa primavera chamada árabe transformou-se mais num inferno, coisa que os
árabes não souberam prever, ou souberam e mesmo assim preferiram a travessia de
forma tão desastrosa a continuar no continente africano.
Voltando à semelhança física entre as pessoas dos dois
sexos, acontece-nos com frequência, ver pessoas bem perto de nós e estarmos com
muitas dúvidas se é homem ou mulher, provavelmente muitas dessas pessoas serão bissexuais,
mas alguns deles até serão heterossexuais.
Viajava eu com duas colegas, entrámos numa fábrica
querendo falar com a responsável e a interessada na reunião dirigiu-se ao
guichê da receção e disse: bom dia, meu senhor, e continuou a falar com ele/ela
como se fosse um homem, tinha aparência física e voz se homem, mas eu
desconfiei logo que poderia não ser homem. Curiosamente, a pessoa que se
dirigiu ao guichê, depois, em tom de brincadeira sentiu-se defraudada, pois era
uma pessoa formada com 5 anos de universidade incluindo a área da sociologia,
mas confundiu a pessoa fisicamente pelo bom disfarce aparente, porque depois foi
chamada pelo nome de mulher e socialmente era mulher.
Estamos numa sociedade em transformação acelerada:
culturalmente, mentalmente e fisicamente. Dirão alguns: é dos tempos modernos e
não há senão aceitar e adaptarmo-nos. Mas também dirão outros. Não, da forma
como as mudanças estão a ser impostas forçadamente, não tem nada com os tempos
modernos, tem sim a ver com a sociedade mundial, tem-se estado a dividir em
dois blocos: os globalistas que querem impor um tipo de sociedade que é a que a
eles lhes convém, e, os não globalistas que não querem aceitar a sociedade que
os globalistas querem impor, porque acham que será um desastre para a
humanidade e por isso a querem travar.
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