quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cronicas do Dia Seguinte - Testemunhos - 20-04-2010

Por americo - paisagem região do acontecimento
Levaram-me as filhas e roubaram-me as empresas. Não foi bem assim que Manuel se expressou. Mas!..
Uma pequena holding, com cerca de trezentos empregados em vários ramos, o empresário Manuel tinha construido estas pequenas empresas, que todas juntas correspondiam a uma boa média wmpresa. Mas Manuel com boa visão de negócios, diversificouas por vários ramos.
Manuel vivia uma época de estabilidade social adormecida, mas como empresário era homem de sucesso. Familiarmente também era um homem feliz e realizado. Casamento com a mulher indicad, duas filhas, Inês e Paula, adolescentes que eram a luz dos seus olhos. Boas estudantes, jovens bonitas e dedicadas. Por só ter filhas, não o incomodava que ao fazerem 20 anos, tivessem que partir para o Ultramar e que por lá podessem morrer, como já tinha acontecido com alguns filhos dos seus amigos.
Do Maio de sessenta e oito em Paris, pouco viu na Televisão, mas as filhas, que já acompanhavam o movimento estudantil, falaram-lhe nisso, que um periodo de instabilidade social se poderia aproximar. O tempo ia passando e ele só pensava em que as suas filhas fossem para a Universidade para depois de concluiresm o curso, tomassem conta da Direcção das empresas da familia.
Com a chamada da atenção das suas filhas, veio-lhe à memória a conversa que tinha tido num almoço de negócios com Pedro, o jóvem representante da Instituição Financeira que financiava as suas empresas. Este dissera-lhe que quando terminou em 1972 o seu serviço militar em Mafra o seu comandante no almoço de despadida, lhe dissera que Portugal estava a precisar de uma Guerra Civil.
O empresário Manuel começou a associar todos estes avisos e a convencer-se de que a estabilidade social em Portugal estaria a chegar ao fim.
O 25 de Abril eclodiu e as convulsões pelas empresas alastraram. Mas Manuel pensava que só aconteceria às grandes empresas. Até porque nas suas empresas os Partidos Politicos não se estavam a instalar e Manuel continuava descansado, mas as suas filhas que já se preparavam para entrar na universidade, iam chamando à atenção do pai para eventuais surpresas.
Dois dos empregados mais recentes, ofereceram-se para conselheiros de Manuel, para o irem alertando de algum mutim no sentido do sindicalismo e Manuel gostou da atitude dos jovens e aceitou a colaboração destes. Mas a sua ideia ia para Pedro, que embora fosse jovem, mas pelas funções que exercia e parecia um homem honesto, lhe inspirava confiança e decide oferecer-lhe um ordenado completo só para ir algumas horas às sextas-feiras verificar a contabilidade das suas empresas. Pedro recusou, pois para além do seu trabalho na istutição financeira, também concluia o curso de Direito na Universidade e não tinha tempo que chegasse.
Mas Manuel, já preocupado com o futuro das suas empresas, achava que o jovem Pedro seria uma pessoa indicada para um futuro responsável à frente das suas empresas e começa a convidá-lo para convívios familiares na intenção de que conhecesse as suas filhas e poderia dar um futuro casamente. Pedro aceita o convite e houve simpatia entre ele e Inês, a mais velha das irmãs. As duas irmãs tinham decidido adiar a ida para a faculdade. O mais importante agora era acompanhar o pai para segurarem as empresas da tomada pelas comossões de trabalhadores na auto-gestão.
Os dois jovens trabalhadores oferecidos para colaborarem com Manuel, transformaram-se em perfeitos - yess-menes - para o patrão e para as filhas. Não se importavam de fazer de serventes, motoristas sem qualquer horário de trabalho. As filhas de Manuel, avisaram o pai que a lialdade desses dois funcionários era duvidosa. Não demorou que estes dois jovens estivessem eles próprios à frente das comissões de trabalhadores a quererem tomar as empresas. Não demoraram em fazer nova proposta ao patrão empresário Manuel.
Antes que os trabalhadores tomassem as emprtesas, eles, emcabeçavam as comissões de trabalhadores mas estariam do lado do patrão. Não demorou em que encostassem Manuel à parede e lhe disseram que como eles agora já eram dirigentes sindicais e para evitar que os trabalhadores tomassem as empresas e entrassem e auto-gestão, temporáriamente eles ficariam os administradores das empresas. Mas quando Manuel se aprecebeu, as empresas já estavam dominadas pelos dois sindicalistas.
Começaram a precionar as filhas de Manuel no sentido de casarem com eles e assim as empresas nunca passariam para os trabalhadores. Inês, ainda não tinha esquecido Pedro de quem gostava. Fala com pedro mas este já havia muito tempo que se tinha apercebido das intenções dos sindicalistas, tomarem eles proprios as empresas.
Manuel, já perdido, agora ou aceitava que as filhas casassem com os sindicalistas ou ficava sem as empresas. E se as filhas casassem com os sindicalistas, as empresas continuavam a ser das suas filhas.
Casamentos consumaram-se e daí a frase de Manuel - Levaram-me as filhas e roubaram-me as empresas.
Hoje, as filhas de Manuel, são as verdadeiras Administradoras, e os ex-sindicalistas hoje maridos, passam o tempo pelas casas de ócio de Lisboa, gastando algum dinheiro, para matarem o tempo, porque não sabem fazer mais nada. ( resumo de 15 páginas do livro)
Paisagem da Região do acontecimento

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