sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Em 1975 ocupei quase um mês (com algumas interrupções) a percorrer o país. Tinha andado a dar umas voltas por fora de Portugal, conhecia mal o nosso país e as nossas gentes e queria conhce-los melhor.


Parti de Lisboa pela Costa Vicentina, Algarve, interior do Alentejo, Beiras, Trás-os-Montes, Minho e depois fiz toda a Costa da Prata até Lisboa.
As fotos ilustram uma aldeia do interior do país em 1975 e actualmente.
Mas isto é obra do português que se criou e educou com pensamento de independencia e criatividade. Habituou-se a que as dificuldades que se lhe viessem a deparar, seria ele com a sua inteligência e capacidade que as deveria vencer. Uns, partiram para o estrangeiro. Outros paratiram para as cidades. E os que ficaram na terra que os viu nascer, desenvolveram o seu meio de vida, progrediram e foram muito pouquissimos os que nao venceram. E assim, todos eles, mudadram a imagem da sua aldeia e do país.
As gerações a seguir, foram tendo vantagens e facilidades cada vez mais. Habituados a cada vez mais ajudas, não precisavam de puxar muito pela cabeça nem pelo corpo. Se a coisa não corresse bem lá viram a ajuda de algum lado. As promessas de quem governava o país não faltavam. A ajuda vinha do contributo de todos nós. Assim, os que não recorriam a ajudas confiando nas suas capacidades, cada vez se viam mais dificeis de conseguir e alguns desistiam e iam-se juntando aos das ajudas. Um dia, o contributo de todos nós já não chegou para as ajudas. Pararam para pensar. Ninguém queria a culpa. Uns ficaram com a experiencia de vida de ricos e expediente de manobrar documentos falseados e cunhas. Agora o futuro aí está!
Uns, vão arrancar cautelosamente, atentamente para a frente.
Outros, vão andar a bater com a cabeça nas paredes à procura do que não perderam nem nunca tiveram ou se o tiveram era ilusório e fictício. Terão que reaprender a lutar naturalmente pela vida.
Para os primeiros, a vida vai trazer os custos de terem andado a ser sobrecarregados por impostos injustos para sustentar as benesses dos habilidosos.
Para os segundos, terão uma voda pela frente que não vai ser nada fácil. Eles ainda não lhes passou pela cabeça o futuro que os espera!!!!!!

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