Ponte actual e Ponte caídaNo verão anterior, em Agosto, passei eu de Norte para Sul nesta Ponte.
Eu e as pessoas que me
acompanhavam no meu automóvel, apanhámos um grande susto quando ao circular no Tabuleiro da Ponte, verificámos que toda a chapa da estrutura de ferro estava corroída, a ponto de de aquelas placas de chapa tipo martelada haver buracos feitos pela ferrugem e caber por lá uma mão.
Todas as chapas do tabuleiro saltitavam com o passar das rodas do carro, devido aos parafusos soltos.
Assim que nos encontrámos fora da Ponte, respirámos fundo com o susto que nos pregou aquela situação em que se encontrava a Ponte.
Desviei o carro para o Largo junto à Ponte e tirei fotografias com a chaparia e estrutura da Ponte toda corroída pela ferrugem. No Inverno seguinte, com as enchentes a Ponte ruiu.
Há dias ouvi o Presidente da Câmara desse Concelho dizer que foram levados a Tribunal as pessoas não responsáveis por essa situação e ficaram por julgar os verdadeiros responsáveis.
Ou seja: Os técnicos tinham apresentado havia muito tempo o relatório do estado da Ponte aos Governantes e estes estiveram-se nas tintas para o assunto. A ponte não foi reparada e o acidente deu-se.
Nos últimos 40 anos em Portugal muita coisa e obra se fez, mas muita mais se poderia e deveria ter feito.
Em redor da Capital e de mais duas ou três cidades foram construídos edifícios sem fim para dar a muita gente que teria muitas mais condições de comprar a sua própria casa mais do que muitos que pagam os impostos para construir essas casas e depois esses se querem ter casa têm que a comprar com o seu dinheiro e andar a vida toda a pagá-la.
Se olharmos um pouco à história do país, verificamos que se repetem épocas doutros tempos, em que quando as gentes trabalhadoras do interior do país começava a progredir e evoluir, lá vinha a nobrezazinha da Capital eliminá-los, com o medo que estes tentassem evoluir o país e fossem tocados os privilégios dos lambe-botas da capital.
Vemos ainda hoje, sempre que se anuncia a construção de obras no interior do país, o alarido e mobilizações que se fazem de grupos a tentar travar essas obras e conseguem travar algumas. Só quando lhes aparece pela frente alguém determinado é que algumas dessas obras acabam por ser feitas.
Por vezes, esses grupos deslocam-se para esses locais, falam para as pessoas locais como que se essas pessoas fossem analfabetas, cegas e estúpidas. Quando a maioria das pessoas que habitam os locais onde essas obras precisam de ser feitas, são muito mais cultas, mais sabidas e muito mais inteligentes que os grupelhos de citadinos que não sabem nada mais do que alguma coisa que decoraram com muito esforço em meia dúzia de livros que passaram a vida a decorar.
Claro que essas obras que naturalmente precisam de ser feitas e já´há muito tempo que deveriam ter sido feitas, acabarão por ser feitas. Mas o não serem feitas na devida altura, trazem consequências para as populações locais e para o país, assim como trouxe a Ponte Hintze Ribeiro de Entre-os-Rios não ter sido reparada na devida altura.
Há 40 anos, os grupelhos que andam por aí a tentar impedir que se façam obras por todo o país, não tinham tanto poder de impedir a construção de obras como têm hoje. Vejamos as Grandes Barragens Eclusas que se construíram em todo o Rio Douro!... Há dias dizia um responsável pelo turismo nessa Região elogiando a grande coragem que houve ao construírem nessa época, todas essas Barragens Eclusas.
Portugal precisa de retomar politicas de coragem. Que haja governantes que governem para gerações e não governantes como os de hoje que governam para eleições.
Assim que tiver-mos esses governantes, o nosso país retomará o caminho do progresso e não o país que cada meia dúzia de anos lá nos prega mais um susto do apertar do cinto.
Como ainda há pouco tempo um sociólogo português dizia: Portugal tem que sair desta situação de cada quatro ou cinco anos, tem que recomeçar do zero.

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