sexta-feira, 18 de março de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã





Alguém lhe chamou o Grande Lago da Europa.
A grande Barragem do Alqueva no Rio Internacional Guadiana em Portugal.
Mas é o maior Lago e Reservatório artificial de água na Europa.
Com muitas dezenas de quilómetros de comprimento por algumas dezenas de quilómetros de largura, perfaz os seus mais de duzentos e cinquenta quilómetros quadrados de Lago.
Serpenteia pelo meio das planícies do Alentejo e vai enchendo e estendendo-se por entre rios, ribeiras, enclaves e baixios de terreno por Portugal e Espanha.
A qualquer hora do dia, mas mais ao amanhecer e entardecer a sua beleza é caso único. Os reflexos e brilho do Sol projectado nas suas águas, pasmam e encantam.
O homem consegue fazer obras destas, que transformam por completo a natureza para melhor de algumas regiões.
Muitas mais fotos e vídeos de beleza natural fora do vulgar tenho para apresentar, mas por uma questão de economia de espaço não as apresento.
Mas estas grandes obras também ficam com muita historia engraçada para serem construídas.
Finais da década de oitenta do século passado, quando houve mesmo a decisão politica para avançar com a construção desta Barragem, foram a um programa de Televisão a ministra do ambiente e um técnico de meteorologia falar sobre o impacto ambiental da construção da Barragem e o tempo que a mesma demoraria a encher.
a ministra explicou os prós e os contras da edificação da Obra, que as vantagens eram de longe superiores às desvantagens, a falta que esta Obra fazia ao país e principalmente às populações locais.
Mas o técnico meteorologista, que era um velho do Restelo, sendo portanto contra a construção da Barragem, disse que aquele Lago demoraria 60 anos a encher.
A ministra sorriu e disse que as previsões dos técnicos da construção da Obra, após começar a encher demoraria seis anos a encher.
Depois o técnico meteorologista ainda se tentou descartar dizendo que ele como meteorologista só fazia contas à pluviosidade, à água da que chovia.
Alguém lhe lembrou que uma Barragem quando é feita é para ser enchida pela água que chove e pela água que vem dos rios.
A Grande Barragem, assim que começou a encher, decorridos quatro anos estava cheia.
Por causa dos velhos do Restelo é que muitas obras demoram tanto tempo para serem construídas e algumas que faziam muita falta às populações locais e ao desenvolvimento do país nunca são feitas.
Quando a ponte sobre o Tejo que teve de inicio o nome de Ponte Salazar e actualmente Ponte 25 de Abril, os primeiros projectos para esta Ponte ser construída, ainda foram feitos no tempo da monarquia.
O ministro das Obras Publicas de sua majestade o Rei, disse que enquanto ele fosse ministro a Ponte não seria construída, porque se Deus quisesse que as pessoas passassem ali de um lado para o outro, não teria colocado ali um rio, que era o rio Tejo.
Mais tarde já na Republica, em novas tentativas para a construção da Ponte, muitos políticos e figuras do poder, disseram que esse dinheiro que se gastaria na construção da Ponte, seria melhor dá-lo aos pobres.
E assim, a Ponte que fazia tanta falta ao desenvolvimento do país e às populações locais, só haveria de ser construída na década de sessenta do século XX.
Hoje já estamos na segunda década de século XXI, ainda vemos os mesmos velhos do Restelo a tentar impedir que se construam obras importantes para o desenvolvimento do país e para bem das populações locais.
O grande espelho de Portugal e da Europa, a Barragem do Alqueva, as suas potencialidades ainda estão a ser aproveitadas ao mínimo.
Mas muitos mais espelhos há para serem construídos neste país que não só é um jardim à beira mar plantado, mas também é um espaço de Planeta Terra pela riqueza natural bafejado.




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