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Continuamos com a Volta a Portugal em 40 anos e cada vez a aflição das mudanças que se estão a operar nas ultimas décadas do século XX e primeiras décadas do século XXI são mais aceleradas.
Há alguns anos atrás, eu dizia a amigos meus que nos próximos anos teríamos grandes mudanças na sociedade. Uns concordavam outros sorriam.
Há cerca de meio ano, eu disse aos mesmos amigos, que dentro de um ano teríamos fortes mudanças e dentro de dez anos teríamos uma sociedade completamente diferente. Os que antes sorriam, agora já ficavam calados e a olhar de lado para mim.
Como é que podem restar duvidas a quem anda minimamente atento, ao ver à frente dos nossos olhos o que se passa?...
Há dias noticiavam os órgãos de informação que os estudantes universitários iam entrar em greve porque tinham aumentado as refeições nas cantinas universitárias 0,20€ (vinte cêntimos) estavam a pagar €2,00 e passariam a pagar €2,2o por refeição (dois euros e vinte cêntimos).
Todos nós sabemos quanto custa ao cidadão comum que trabalha, uma refeição igual à de uma cantina universitaria (em média custa 10,00€ ) e de onde vem o dinheiro para subsidiar a diferença. Vem dos impostos dos contribuintes.
Vemos multidões de homens e mulheres com idades entre os 16 e os 40 anos a protestar que já não querem o subsídio mas querem que lhes dêem emprego, como que se algo ou alguém terá de lhes dar tudo. Eles não se sentem com obrigação de criar nada...
Há países em que os cidadãos ao atingir os 16 anos são obrigados a procurar uma actividade remunerada. Oitenta por centos dos estudantes desses países trabalham em conjunto com os estudos que estão a efectuar. Esses países estão em franco progresso.
Todos nós sabemos ao ponto em que chegou a economia e finanças dos países e o que é necessário fazer para pôr de novo a economia a funcionar.
Restarão duvidas a alguém bem pensante que fortes decisões e fortes mudanças são inevitáveis a breve prazo?
Todos nós sabemos que o progresso da sociedade é da responsabilidade de todos os cidadãos, mas a força do trabalho centra-se nos que atingem a idade dos 16 anos (idade de começar a trabalhar) até aos aos 40 anos.
Nos países que colapsaram, é precisamente nesta idade que a grande maioria dos cidadãos vive sem trabalhar e à custa de subsídios vindos dos impostos de quem trabalha.
Depois nesses países incluído o nosso como no caso dos subsídios, também nas ultimas décadas, cidadãos com mais de 40 anos de idade, a percentagem dos que passou a viver de reformas antecipadas que não tinham criado riqueza para elas, passou a ser assustadora.
Restarão duvidas a alguém bem pensante que fortes mudanças são inevitáveis?
Claro que não. Claro que fortes mudanças vêm aí e provavelmente serão mais fortes do que todos nós pensamos.
A sociedade cometeu muitos estrondosos erros nas ultimas décadas. Custa a crer como é que tudo isto aconteceu.
Por isso, fortes mudanças vão ser necessárias para pôr de novo a sociedade a funcionar, novos governantes terão de aparecer.
Cabe agora aos sociólogos, gente da especialidade e a todos os cidadãos em geral, analisar, publicar e discutir as causas que levaram a sociedade a cometer esta estrondosa derrota, para tentar evitar que jamais venha a acontecer.
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