domingo, 18 de dezembro de 2011

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Poderemos estar no inicio de uma nova era, da revisão de sociedade, podendo precisar de recuar décadas, séculos ou até milénios para irmos buscar ensinamentos dos nossos antepassados.
D. João V, quando mandou construir o Mosteiro/Palácio de Mafra mandou povoar a Tapada de Mafra junto ao Palácio de animais vindos de Trás-os-Montes, mais precisamente de territórios onde tinha vivido o Povo Zoela. Pensa-se que talvez o primeiro povo que habitou a Península Ibérica.
Os zoelas, talvez tenham vindo dos montes de Burgos até às margens do grande curso de água que se viria a chamar Rio Doero/Douro, seguindo pela margem direita até chegarem à Foz do Sabor, confluente do Douro e passaram a administrar considerando como território seu entre estes dois rios. Mais tarde partiram mais para Oeste ocupando toda a região transmontana e mais tarde estendendo-se a todo o norte do rio Douro até que vieram os Celtas, os Zoelas aceitaram-nos e até estabeleceram ligações e casamentos entre estes dois povos.
Os zoelas eram um povo bastante evoluído, praticavam a escrita, os documentos mais interessantes eram redigidos em placas de bronze com um formato próprio deste povo, (existem algumas e museus) tinham investigadores e magistrados, mas dedicavam-se e investigavam sobretudo na agricultura e criação de gado, (quando os romanos chegaram encontraram estas duas áreas já bastante desenvolvidas) viados, porcos (javali) e cavalos, tinham grandes reservas para estes. Daí, o rei D. João V ter procurado nestas terras animais fortes e saudáveis para povoar a sua reserva de caça preferida.
Também muitos cavalos para uso da nobreza e combate, vinham dessa região. Até ao tempo dos Távoras existiu na Tapada de Nogueira (propriedade destes) em Mogadouro (centro dos zoelas) a segunda melhor coudelaria em Portugal a seguir à primeira que era na Golegã.
Foto lado esquerdo: viados Tapada de Mafra - descendentes da criação de gado dos zoelas.
Foto do meio: encostas do rio Sabor ainda em condições bastante do tempo dos zoelas: olivais, sobreirais e amendoeirais, com outras vegetações frutíferas originárias.
Foto lado direito: rio Sabor com transformações e adaptações aos tempos e necessidades actuais.
Nas ultimas décadas a má gestão dos recursos naturais levou a que a natureza tivesse sofrido fortes alterações na paisagem, flora e fauna, principalmente pela causa principal que foram os incêndios.
O desleixo com que a sociedade actual (a sociedade somos todos nós) só que as autoridades responsáveis por esta gestão demitiram-se quase por completo das suas obrigações. E assim, perdemos uma boa parte da riqueza do património natural que nos foi legado pelos nossos antepassados, que com muito esforço, saber e dedicação, nos quiseram deixar para nós vindouros desfrutarmos, só que nós não soubemos receber tão importantes dádiva.
Agora, depois de termos cometido tão fortes erros, não temos outra saída se não recuperar a principal riqueza que é a NATUREZA.
Agora precisamos de ser nós a investigar, como é que eles desenvolvera os seus recursos naturais com a sua primitiva ciência. Não temos é a menor dúvida de que nos vai custar muito caro toda essa recuperação.
Mas não temos outra saída, se queremos continuar a dar mundos ao Mundo.

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