Vemos gente nova aflita com o presente e o futuro - talvez porque no passado não pensaram - clamando e maldizendo do seu presente e do futuro.
Há cerca de dois anos, nos habituais queixumes de quem só diz que os Governos ou o Estado nada faziam para que os jovens se fixassem em zonas do interior do país, que estavam a ficar despovoadas, pois os jovens estavam a sair todos.
O Cidadão Atento, respondeu-lhe que não demoraria muito tempo em que se invertesse o sentido da deslocação.
A pessoa do queixume, só se enganou numa coisa: é que os governos e o Estado tudo tinham feito para que os jovens abandonassem o interior do país e partissem em debandada para os grandes centros urbanos, principalmente a para a capital do país.
Ainda há poucos dias, dizia um jovem da região de Trás-os-Montes, que lhe perguntavam se não iria partir para o estrangeiro, ele respondeu que talvez o futuro também poderia estar no nosso país e não só no estrangeiro.
Esta jovem, já pertencia àqueles que o Cidadão Atento se referia há dois anos antes. Porque o Cidadão Atento sabia já há algumas décadas que ia ficando tudo por fazer. E quando estivesse tudo mesmo por fazer, alguém iria abrir os olhos e começaria a ver as oportunidades que tinha à sua frente. Este jovem já era um deles.
No inicio da década de 80, Portugal tinha cerca de 300 cursos universitários.
Passados 15 anos, o mesmo nosso país com a mesma população, cerca de 10 milhões de habitantes tinha para cima de 2000 cursos universitários.
Países europeus nessa mesma data, com cinco vezes mais população que Portugal, mais evoluídos que Portugal e tinham cerca de 1500 cursos universitários.
Em Portugal criaram-se universidades desnecessárias, com cursos desnecessários sem qualquer utilidade, só para meter lá jovens sem condições para tirarem um curso universitário, pois era assim que essas universidades conseguiam receber subsídios vindos da U E. (algumas dessas universidades já fecharam e outras fecharão assim que os subsídios deixarem de existir).
Portugal criou "doutores" desnecessários, que a economia e desenvolvimento do país não precisam nem precisariam mesmo que fossem doutores bem formados. Esses jovens foram enganados, pois se tivessem tirado um curso técnico útil aprendendo a trabalhar não lhes faltaria trabalho para ganharem bem a sua vida.
Assim, têm estado a vir os estrangeiros a fazer esses trabalhos e são eles que estão a ganhar a sua vida.
Os pólos de desenvolvimento de excelência que se têm criado no nosso país, naturalmente só dão par os Doutores e Engenheiros bem formados. Quando esses técnicos necessários bem formados não chegam, obviamente que vêm do estrangeiro.
As fotos a ilustrar, esclarecem todas estas situações. Clicar sobre a foto para ver em tamanho maior.
Mas o nosso Portugal está a começar a arrancar para o futuro promissor, mas terá que ser com Governos e Estado sérios e com visão para o futuro, não se deixando engajar pelos não sérios.
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