

Para melhor poder identificar o presente e prever o futuro, precisamos de conhecer o passado!..
Por ter fecundado do Mordomo do seu pai, em consequencia de um grande amor, Mafalda parte da casa senhorial dos seus pais com destino que distava 300 quilómetros, em período de chuvas torrenciais, em que o volumoso tronco de alguns castanheiros lhes servia de abrigo até passarem as nuvens enquanto largavam torrencialmente a água na terra.
Para atravessar os grandes rios que transbordavam, seria na Barca branca, pois as pontes ainda eram raras, os rios quase que ainda eram fronteiras naturais.
Esta jovem de vinte anos, o castigo que iria cumprir, foi por se ter apaixonado pelo homem que a viu crescer e ela teria brincado nos seus braços enquanto criança, com a confiança do seu pai, mas agora o mesmo pai lhe aplicava a pena de ir parir a criança a casa de familiares afastados que ela nunca tinha visto e a quem lhe haveria de obrigatoriamente deixar a criança que a casa deles foi obrigada a ir parir.
Mesmo sendo uma mãe muito jovem, o parto foi normalíssimo, mãe e filha ficaram com a saúde que precisavam.
As fotos, a 1ª do lado esquerdo indica o momento da partida e a do meio o destino. A ultima do lado direito o local de regresso, mas que a foto não tem nada a ver com momento em que Mafalda regressou à terra de partida.
Regressou, geriu heroicamente 5 anos de sofrimento, para ela, para o homem que amava, para o homem que aplicou a pena, mas voltou a reaver a filha que não via desde que a tinha parido e agora recuperou a casa senhorial perdida, recuperou o homem que amava para seu marido por uma longa vida inteira. Ainda pariu mais sete rebentos, 4 rapazes e três raparigas, fez história nas redondezas.
Nas ultimas décadas a nossa sociedade esqueceu os exemplos de pessoas que deram o progresso das sociedades à humanidade.
As tecnologias trouxeram muita coisa boa, mas não podem acabar com os bons exemplos de pessoas que mesmo em tempos em que as tecnologias eram muito rudes, mas que faziam progredir imenso a humanidade.
Ou melhor: não são as tecnologias que fazem esquecer os bons exemplos pessoais, mas sim as criaturas que vaidosamente e irresponsavelmente sem saberem fazer uso dessas mesmas tecnologias as ofendem.
Depois de terem sido mal ensinadas a usar essas valiosas coisas, ao receberem diplomas em universidades que também ficaram ofendidas por essas pessoas terem passado por lá. essas mesmas criaturas estão agora a causar tanto mal à humanidade.
As tecnologias serão um grande e rápido avanço nas melhorias da humanidade, mas se forem usadas e conduzidas sem esquecer e ter em conta os valores pessoais e humanos.
Caso contrario, as próprias tecnologias arriscam-se a ser elas a aniquilarem-se a elas próprias.
Felizmente que já há pessoas a repensar nos erros que foram cometidos nas ultimas décadas e voltar a aproveitar o know how.
Só que agora vai ficar muito caro recuperar aquilo que em continuidade teria sido normal e sem custos acrescidos.
Mas também a sabedoria e experiência acumulada que foi criminalmente ofendida e desprezada, será que agora vai voltar a acreditar na falsidade?
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