sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Dizia o jovem universitário, que assim que acabasse o curso partiria para o estrangeiro e não mais voltaria a trabalhar para o seu país que é Portugal.
Quando eu pisei o chão de uma faculdade, era-nos dado conhecimento quanto é que um estudante universitário custava ao país por cada ano de estudos. E, não era assim tão pouco. No meu caso até era diferente porque eu era estudante trabalhador, estudante nocturno. Mas todos os estudantes, diurnos ou nocturnos, tinham consciencia da divida que estavam a contrair para com o seu país, ou seja, para com os cidadãos que estavam a pagar impostos, sobretudo para os estudantes diurnos, porque os nocturnos também contribuíam com os impostos do seu trabalho diurno.
Mas este agora, finalista de medicina veterinária, não sabia a dívida que tinha contraído para com os cidadãos do seu país. Dizia ele que queria ir para um país onde o seu trabalho fosse valorizado!.
A foto do nosso lado esquerdo mostranos um local onde há algumas décadas era um local de criação de riqueza. Agora é um local de distracção, cultura e ócio.
Quando uma sociedade se transforma demasiado em ociosidade, distracção e cultura não clara e de acordo com a sua produtividade, é uma cultura que dura pouco tempo.
As nossas empresas encheram-se de executivos e funcionários de mãos sacudidas e de pene-drive no bolso. Pensando eles que vestir um fato e uma gravata cara, chegar ao gabinete ligar o computador e ir para o local de fumo fumar o cigarro e conversar com os colegas que também lá estão estava o dia ganho.
Se as nossas empresas e o nosso Estado se voltar a encher de executivos e funcionários como a foto do meio, que este sim, este não se importa nem tem vergonha de carregar uma pasta a tiracolo mais o dossié na mão, as universidades como a foto do lado direito voltarem a formar doutores que se empenhem no seu país como em tempos aconteceu, então o veterinário, o engenheiro, a professora e a economista, o enfermeiro e o gestor terão lugar no seu país.
Quando se voltarem a formar cidadãos com a cultura de criar riqueza e não a cultura de estarem à espera de encontrar o paraíso em qualquer rua da sua cidade ou vila, todos os cidadãos encontrarão lugar no seu país.
O finalista de veterinária também precisava de saber, que qualquer cidadão só está bem formado para produzir riqueza a sério, depois de ir algum tempo viajar e trabalhar por outros países e por outras culturas. Será que ele sabe o que significa a palavra Universidade? Será que ele sabia o que significa a palavra doutor?
A sociedade de hoje e de amanhã precisa com urgência de cidadãos com cultura universal, sabedoria douta e não doutores empacotados com uma embalagem paradiziaca mas depois o produto é muito confuso e duvidoso.
Doutos que se empenhem em criar riqueza e não zangarem-se com a sociedade porque não lhes tem a cadeira dourada à espera para eles se sentarem.

Sem comentários:

Enviar um comentário