As ultimas décadas criaram uma sociedade de descanso e lazer, não se sabendo ainda bem a origem desta cultura, deste pensamento e a forma como foi adquirido.
Criando também em paralelo e simultâneo a sociedade do discurso socializante e populista.
Todos os grupos, jornalistas, comentadores televisivos criados em catadupa nos últimos tempos, passámos a ter uma sociedade que cerca de 70% das pessoas estão agora a agir de uma forma desesperada: porque estavam parados desde há anos a viver de reformas antecipadas, subsídios (gente de todas as idades) pensando que essa vida era eterna. Mas agora muitos ou quase todos já se aperceberam que afinal essa vida não vai durar toda a vida, então as reacções de cada um são diferentes: uns andam pensativos à procura de darem a volta por cima pensando que vão encontrar outra forma qualquer habilidosa que lhes permita continuar a vida no paraíso.
Não precisamos de ver todos os discursos que passam nas televisões e muitos ao vivo, para vermos a aflição e o pânico em que muita gente que fazia uma vida faustosa muito acima das suas possibilidades, ainda não lhes passou pela cabeça que terão de aprender a trabalhar para depois começarem uma nova vida de trabalho de acordo com a produção que quererão produzir para assim fazerem uma vida a esse nível.
A vida de só pensar como ocupar o tempo com modelar o físico para assim aparecer na socialite cada vez mais atractivo e interessante, terminou.
A foto do lado esquerdo é um exemplo dos grupos de pessoas que a sua principal preocupação seria moldar o seu físico de forma a ser o mais atraente possível. Em paralelo alimentavam a ideia do palácio dourado ( foto do meio ) para a partir da meia idade passar a viver a reforma dourada, sem nunca lhes ter passado pela cabeça que para se ter uma reforma para desfrutar no fim da vida, é necessário primeiro produzir essa reforma.
Depois e agora, ao começarem a aperceber-se que esse sonho dourado afinal não se vai concretizar, vão vivendo os restos do paraíso ( foto do lado direito ) enquanto acertam ideias, mas essas ideias cada vez fiarão mais turvas.
Mas também ainda existem os outros que tudo especulam para encontrar culpados da situação que eles próprios quiseram e criaram. Estes serão os que virão a ter mais dificuldade em acertar passo com u futuro.
Por isso é que se diz que só cerca de 30% das pessoas não estão falidas. Foram essas que sempre se souberam governar com consciência da situação, não se deixaram contaminar pelos desequilibrados, mesmo tendo sido por vezes criticados pelos desequilibrados porque não gastavam mais do que o que estavam a gastar.
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