Sociedade descaracterizada... - Em Junho de 2013, no mesmo dia do mês, da semana e à mesma hora entrou no mesmo Restaurante que há 30 anos entrava habitualmente. Só que há 30 anos quando chegava era um problema para arranjar lugar para estacionar o carro.
Ao abrir a porta do carro, era a gritaria das crianças que já enchiam o parque infantil improvisado que o Restaurante tinha à disposição dos clientes, para que as crianças se destraíssem um bocadinho ao saírem do carro e assim iam para o restaurante com mais apetite e boa disposição. Caso não se chegasse antes do meio dia, já tinha que se entrar na fila para ter mesa. Depois, durante a refeição, era o palrar alegre das pessoas a entoar pela sala fora misturado com um choro de vez em quando de alguma criança que dava o verdadeiro ambiente de vida. Mas também havia umas gargalhadas pelo meio e um grito de criança dado com vontade de expandir a sua boa disposição por se ver a almoçar num restaurante cheio de gente o movimento.
Agora, desta vez, em Junho de 2013, chegámos, o parque de estacionamento estava apenas com 3 automóveis e um era do proprietário do restaurante, o parque infantil já só tinha uns restos dos equipamentos já quase podres.
Entrámos no restaurante, fomos os primeiros, uma mesa de 4 pessoas. Passados 20 mn, estacionou no parque mais uma viatura de topo de gama, valia por dois do meu automóvel, entraram um casal de idade muito avançada amparados por uma pessoa que se fazia acompanhar por outra do mesmo sexo que aparentavam um "casal" do sexo feminino mas uma não deixava de manifestar o "orgulho...gl"
Há trinta anos, Portugal tinha um automóvel por 4 pessoas. Hoje tem um automóvel por 1,5 pessoas.
Mas o fenómeno continua. É que ao sairmos do restaurante voltámos a entrar na auto-estrada que passa a três quilómetros de distancia que levava bastante transito, há trinta anos ainda não existia, só que na próxima Área de Serviço parámos e fomos beber café. Há trinta anos essa área de serviço já existia e a essa hora eram as mesas cheias com os muitos empregados a correr de um lado para o outro e filas de pessoas para ser atendidos. Agora viam-se meia dúzia de clientes e só duas empregadas a varrer o chão.
O fenómeno é que, as crianças que há trinta anos saíam às duas ou três de cada carro, hoje são os adultos na idade de ter filhos que não têm, que passam em vistosos carros a alta velocidade nas modernas auto-estradas orgulhosamente sós ou com um animalzinho a latir à janela do carro. Discursam nos midea, discursos vazios, sem se aperceberam da estrondosa mudança que a sociedade está a sofrer em alta velocidade.
Gastaram-se rios de dinheiro em projectos ao fundo da estrada, que saíram dos impostos dos contribuintes e que esses projectos só serviram para afundar dinheiro ( ver fotos).
Também há trinta anos na região, entrei na igreja como visita cultural mas com todo o respeito pela religião, estava saqueada e uma imagem de santo que não quiseram servia para pendurarem dos braços os guarda-chuvas dos trabalhadores que andavam por perto. Agora, o edifício exteriormente ainda é igreja mas por dentro tem outra serventia.( ver fotos)
Os campos, exibiam produtos agriculas a perder de vista, hoje vê-se isoladamente produtividade (ver foto).
Começaram há pouco tempo, empreendimentos de vulto iniciados pelos mais destemidos e corajosos, pois o novo Portugal vem aí. ( ver foto)
Sociedade descaracterizou-se!.. a mudança para a caracterização já começou mas vai levar muitas décadas a reposição. Não percamos tempo, mas não tenhamos pressa.
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