Reposição da alimentação natural em substituição da artificial e escassa.
João, aos 14 anos começou a ter cosciencia do mundo em que vivia. Situações que não condiziam o falado com o concretizado.
Ouvia nos média (na altura ainda não existia esta palavra) que a população mundial crescia velozmente. Ao mesmo tempo anunciavam que a alimentação poderia um dia vir a escaciar.
João, nos livros que lia não via nenhuma preocupação pelos responsáveis por este futuro da humanidade.
A única chamada de atenção e preocupação eram os mais antigos que diziam que os processos alimentares estavam a caminhar para métodos não muito naturais e que em breve poderia haver falta de alimentação. Dizia um velho ancião que haveria de vir um dia que as pessoas da cidade até os feijões haveriam de contar. Mas também se dizia que o fluxo de migrações para as grandes cidades, não tardaria em inverter o sentido.
João não perdeu tempo, terreno onde achasse indicado (terrenos privados, pois nos baldios era severamente proibido) começou a plantar árvores de fruto, foram muitas e de várias espécies. Pois segundo as conversas que ouvia dos anciãos, em tempos todos os Baldios foram plantados totalmente com árvores de frutos e de madeira e aqui estava um recursos das populações.
As fotos, a primeira do nosso lado esquerdo, uma cerejeira, era uma das que havia no Baldio quando João tinha 14 anos, hoje é o tronco seco que vemos no lado esquerdo na foto em baixo (clicar para ver em grande) e dezenas de hectares de baldio que na altura tinham centenas de árvores de grande porte, de frutos e de madeira, umas foram-nas deitando abaixo para madeira, outras secaram, mas ninguém repôs essas árvores que não tarde que farão imensa falta!... e os baldios estão abandonados e consumidos por mato e incêndios.
Uma das que João plantou, é a figueira da foto cimeira do lado direito. A foto de baixo do lado direito, captada actualmente é outro exemplo de um pequeno aglomerado populacional com os terrenos férteis abandonados.
Quando João tinha 14 anos a população mundial era de três biliões de pessoas, hoje já ultrapassou os sete biliões de pessoas. O fluxo migratório já se está a inverter e as replantações dos terrenos abandonados já se está a reiniciar.
Só que, entretanto estas décadas deixaram marcas nas sociedades e na humanidade que vai demorar séculos a ser reposta a situação. Muitos incêndios provocados por pessoas produto destas décadas, destruíram patrimónios florestais e arvoredos de grande valor económico e histórico que serão precisos centenas de anos para ser repostos.
Não poderá haver tempo a perder, para repor toda uma estrutura produtiva que se perdeu e saber aproveitar as vantagens que hoje temos com as novas tecnologias, para assim os benefícios do trabalho virem em menos tempo.
Também há uma lição a tirar destas décadas passadas, que sirva de exemplo para que erros deste tamanho, as sociedades não os repitam mais. Pois estes que se cometeram nas ultimas décadas, um pouco por todo o lado, já servem de suficiente exemplo para ficarem para a história da humanidade.

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