sexta-feira, 26 de julho de 2013

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã





Há 40 anos, as crianças olhavam para os adultos com vontade de se aproximar, mas estes, muitos deles olhavam para as crianças com olhares de afastamento.
Há 30 anos, as crianças olhavam para os adultos, analisando-os, e estes recebiam as crianças com naturalidade e aproximação, eram-lhes bem-vindos e conviviam com eles tentando transmitir-lhes o seu saber e eperiencia. As crianças agradeciam e ficavam felizes.
Há 20 anos, o convívio entre adultos e crianças era saudável e de confiança, todos ganhavam. As crianças sentiam-se engrandecidas, contentes, escolhiam o se herói naquele adulto que lhes inspirava mais confiança e saber, projectavam o futuro olhando para aquele adulto em quem viam mais futuro, procuravam uma referencia.
Há 10 anos, já havia muita desconfiança entre crianças e adultos, as relações sociais começavam a resfriar e à distancia. Apareciam casos estranhos, desumanos, a maioria deles aconteciam no ambiente familiar.
Hoje, o relacionamento social entre adultos e crianças é de total desconfiança, ficam todos a perder.
As fotos que ilustram esta crónica, apresentam varias situações actuais e de algumas décadas. Mostram a forma com os adultos lidavam e gostavam das crianças e lidam hoje com as crianças, como as vêm, como acham  que podem viver sem elas,  com as querem dispensar, e, por fim, como concebem uma sociedade sem  crianças substituinduas por outros seres!....
As crianças, porque ficam privados da aprendizagem e experiência dos adultos, olham para os adultos que vêem pela primeira vez com um sorriso envergonhado mas atrevido com desejo de meterem conversa com eles, se é feminino ou masculino não importa, mas ficam a pensar, porque lhes vem à memória as repreendas dos seus educadores para não falarem com os adultos desconhecidos, como se todos os desconhecidos fossem perigosos, quando, como se tem provado que 90% dos molestadores de crianças foi em ambiente familiar.
No futuro, teremos uma sociedade distante, repartida e sem confiança uns nos outros. Não pode existir uma sociedade sem crianças que gostem dos adultos, que olhem para eles como sendo o seu futuro, revendo-se neles, crianças que estejam habituadas a lidar com adultos, conhecidos ou desconhecidos, para os saberem analisar para poderem saber quais são os de confiança e quais são os que não são de confiança. Inteligencia nas crianças não falta.
Mas precisam sim, de ter adultos para sua referencia, para poderem escolher os seus heróis, em quem se possam rever.
Ninguém poderá impedir que u futuro tenha esperança.











 










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