sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã







 Há 40 anos, beber vinho era coisa de homens. Qualquer homem que fizesse do vinho bebida regular e de prazer e social, sem duvida que perderia pelas mulheres e até pela sociedade em geral. Mesmo aqueles que faziam do vinho uma bebida para a refeição sabendo que o vinho para a refeição, na maior parte dos casos, era muito mais saudável e digestivo, eram olhados de lado mesmo pelos outros homens em alguns dos casos.
Passadas uma década ou duas, essa falha foi corrigida e de uma forma muito progressiva, cientifica, social e intelectual. Começou pelas Quintas do Douro, mas de uma forma que ninguém imaginaria.
O curso de enologia só se ministrava ma UNTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Porque este curso começou a despertar interesse ou porque não haveria vagas noutros cursos, muitos candidatos doutras regiões, principalmente de Lisboa e femininos formaram-se em enólogos na UNTAD. Como foram estagiar logo ali ao lado na região do Douro, quando acabaram o curso, logo com colocação garantida, por ali ficaram.
Por esta razão, grande parte dos primeiros enólogos a fixarem-se no próprio terreno eram mulheres e naturais de Lisboa. Talvez tenha partido daqui o motivo para as mulheres começarem a beber vinho socialmente e os homens tenham deixado de fazer figura de pouco intelectual por fazerem do vinho uma bebida regular e social. Hoje, beber vinho é luxo e superioridade.
O Douro, desde há séculos que é uma região importante para Portugal e para o mundo, mas nas ultimas décadas tem tido um progresso extraordinário, quer na produção dos melhores vinhos de Portugal e do mundo, tem também o factor turismo, sendo hoje já a terceira região do país mais procurada por turistas estrangeiros.
As fotos que ilustram esta cronica bem o demonstram. Foram captadas só no Douro Superior, desde a Régua até à Barca D`Alva
Na Barca D`Alva é onde os estrangeiros gostam mais de pernoitar. É de facto um local paradisíaco raro. Só quem tenha pernoitado neste local poderá sentir o prazer deste local reconfortante. Mas o melhor é acampar mesmo. Por isso os estrangeiros gostam de ficar ali a pernoitar nos barcos, só para saborear aquele sossego, ouvindo os barulhos próprios da natureza, que só naquele local é possível ouvir.
Desde a fauna, talvez a região mais completa nesta condição da Península Ibérica, depois a própria natureza, desde um nascer do sol ao sol-pôr são momentos muito mágicos. Só presenciando.



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