Temos os homens e as mulheres que quisemos. Quando eu tinha 20 anos, li um livro que dizia que dentro de alguns séculos ou milhares de anos, teríamos uns homens e mulheres completamente diferentes dos dessa data e passariam a ser muito parecidos entre eles.
Mas não imaginava o escritor, que só demoraria algumas décadas para essas tendências se verificarem bastante acentuadas.
Há dois anos, disse eu a amigos meus que dentro de 10 anos teríamos uma sociedade completamente diferente da de hoje. - dessa data.
Na altura sorriram-se de gozo e acharam que eu estava a brincar com eles. Hoje já olham para mim com desconfiança e já têm duvidas se irá acontecer ou não porque ainda só passaram 2 anos e já estão a ver muitas mudanças em tão pouco tempo.
Não é preciso ser-se futurista para perceber que com os sinais que nos têm vindo cada vez aceleradamente demonstrando a forma como se estão organizando as sociedades mais novas, que as mudanças fortes serão já muito em breve.
Vêem-se pessoas de meia idade (40 anos) a organizar a sua vida, considerando-se intelectuais, pondo na sua agenda, diária, semanal, mensal e anual, planos de vida como se fossem jovens de 20 ou 25 anos: o menos horas de trabalho possível, parte do dia útil destina-se a momentos de ócio e lazer, mesmo dentro das horas que se deveriam destinar afincadamente ao trabalho, fins de semana prolongados, fazendo habilidosamente as pontes semanais possíveis, mensalmente incluído os dias de greve no seu calendário, porque ideologicamente e culturalmente consideram-se socialistas, mesmo que familiarmente e tradicionalmente sejam na prática capitalistas.
A noção de criar riqueza é considerada para a maioria, coisa do passado. Estudam até à exaustão as possíveis fugas das leis elaboradas por outros mais velhos, que erradamente os tentam iludir, pensando que para eles mais velhos não irá faltar e que se vier a faltar já só será para esses com menos de 40 anos.
Também li eu há muito tempo que: quem aos 20 anos não é revolucionário, não tem coração!.. Mas quem aos 40 anos é revolucionário, não tem cabeça!...
Ora, a queda total já está mesmo à porta. E todas essas pessoas, mais novos e mais velhos, ver-se-hão obrigados a recomeçar de novo, salvo aqueles que já se aperceberam da situação há muito tempo e se têm vindo já a prevenir e assim, que serão mais ou menos 30% do total das sociedades que se deixaram cair neste logro.
Acham esses 70% que a vida é composta só de saber explorar o prazer que surge a cada momento. Há dias discutia eu este assunto com um meu contemporaneo, que nunca saiu do meio rural e esse era muito mais critico que eu em relação à sociedade actual.
Disse-lhe eu que essas pessoas tinham apanhado vícios e criado prazeres de vida que agora muitos deles não conseguiriam livrar-se deles. Respondeu-me ele, que ele também tinha apanhado o vicio de fumar e que, quando se apercebeu que não conseguia sustentá-lo, não teve outra saída se não largá-lo .
As fotos que listram esta cronica, mostra algumas situações e exemplos de hábitos sociais actuais.

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