Publicação
3 - continuação da 2ª publicação.
Se
juntarmos tudo o que a história oficial nos ensina, mais aquilo que nós vamos
descobrindo com os contactos nos locais próprios dos acontecimentos, mais aquilo
que vamos investigando com leituras de escritos importantes que não passaram
pelas censuras convencionais, que nem tudo pode ser verdade, mas nós também
temos que fazer o nosso raciocínio próprio e ver quando é que as coisas jogam
bem, acabamos por concluir que uma boa parte dos acontecimentos do passado
correspondem à verdade
Embora,
tenhamos de ter muito cuidado de tudo o que lemos e ouvimos. Por vezes, há
pessoas no lugar de especializados em determinados assuntos que falam para o
publico, cujas informações que dão são muito enganadoras.
Numa
viagem pelos Montes Atlas entre Marrocos e Argélia, um elemento do grupo que se
dizia especializado em assuntos desta região, ao passarmos por uma aldeia na encosta
de uma serra já ligada aos Montes Atlas, ele mandou-nos parar para, dizia ele,
dar uma explicação muito importante.
Começou
por dizer que naquela aldeia tinha nascido o grande general: Gibre-Al-Tar, que
aos 27 anos, no seculo VIII d.c. comandou as tropas árabes para atravessarem o
estreito de Tarifa, que futuramente lhe haveria de ser dado o seu nome, estreito
de Gibraltar, falando nas razões que que levaram os árabes a invadir a Península
Ibérica, incluído a valentia dos povos daquela região, quase tudo o que el
disse ali não correspondia a nenhuma das várias versões históricas sobre esse
acontecimento.
No
grupo de viajantes, íamos gente de várias nacionalidades incluído não europeus.
Depois
de ele terminar a explicação, confrontei-o com informação histórica, incluído de
alguns países árabes, ele reconheceu que teria dito ali coisas que poderiam não
corresponder à verdade.
Duas
das versões mais aceites por historiadores, uma é que, já nesses tempos os príncipes
árabes (califa) gostavam de enviar os seus filhos para a Europa para se instruírem.
Uma
jovem princesa árabe que estava na casa real de Toledo, o rei godo terá abusado
dela sexualmente.
O
pai da jovem princesa ao saber do sucedido, comunicou com todos os califas da
região, preparam a vingança organizando forças militares para atravessar o
estreito e ir a Toledo vingar a desonra da princesa.
O objetivo
deles era chegar a Toledo pela calada, vingar a violação da princesa matando o rei
violador e regressar o mais rapidamente a terras árabes antes que tropas ibéricas
os enfrentassem.
Escolheram
um período de nevoeiros, atravessaram o estreito numa noite de nevoeiro
continuando até Toledo cobertos pelo nevoeiro.
Aproximaram-se
de Toledo sem que vissem tropas a proteger a cidade, entraram na cidade e
tomaram a casa real, mataram alguns guardas pessoais do rei e o rei violador
morto também, sem que tivessem qualquer força de segurança a fazer-lhes frente.
A Península
Ibérica, tinha sido deixada pelos romanos sem qualquer exército ibérico próprio
organizado.
Os reis godos também foram gente que veio do
centro e norte da Europa aproveitando-se da situação e depois de todas as
facilidades que tiveram para se instalarem, pensavam que não teriam mais
opositores e não se preocuparam em organizar um exército próprio de defesa.
Perante
esta situação, o general árabe comandante das suas tropas, ao ver a rainha
mulher do rei, que era uma linda mulher e ainda uma jovem, tomou-a para sua
mulher, prometendo-lhe que continuaria a ser rainha e a sua principal mulher.
Desta
união, nasceram vários príncipes que continuaram pelas dinastias ibéricas.
Por
isso, ainda hoje os reis ibéricos se familiarizam com vários príncipes árabes.
Outra
versão, é que um irmão do rei godo ambicionava ser também rei.
Perante
esta situação, o rei pensando que sua vida poderia correr perigo com o seu
irmão por perto, determina que esse seu irmão fosse para terras berberes Marrocos
e Sara, tomando conta dessas terras.
O
irmão do rei depois de lá estar, não desistiu da ideia, organiza tropas no seu
califado, manda-as a Toledo matar o rei para depois ele regressar e ficaria rei
em Toledo.
Mas
o problema foi o general que comandou as tropas, ter gostado tando da rainha
mulher do rei morto, ter querido ficar com ela, aclamando-a como sua rainha e aclamar-se
ele próprio rei em Toledo.
Há
cerca de 20 anos, havia historiadores que diziam que os primeiros primitivos
dos seres humanos na Europa datariam de há cerca de 1.000.000 (um milhão de
anos) atualmente já há investigadores que falam e 1.500.000 (um milhão e quinhentos
mil anos).
O
seu ponto de fixação terá sido na região de Burgos, onde existem cavernas autênticas
catedrais que proporcionariam condições para eles viver e se reproduzirem.
Daí,
haver quem defenda que há cerca de 170.000 (cento e setenta mil anos) duas
tribos bem organizada partiram dessas cavernas, seguindo um vale de um rio que
vem desaguar no Duero, hoje Espanha, uma outra tribo seguiu para Oriente, lado
nascente.
A
tribo que segui para ocidente, lado poente, continuando pelo vale do Duero/Douro
seguindo a orientação do Sol até ao enclave do Douro/Sabor, percurso este que
lhe terá levado 20.000 anos (vinte mil anos) a percorrer, com longos períodos de
fixação por onde passavam.
Por
não querem atravessar os cursos de agua permanente, por razões de crença
religiosa, aí terão ficado também alguns milhares de anos e só depois terão
atravessado os rios e se espalhar pelo norte e centro do território que hoje é
Portugal.
Este
povo, os Zoelas, ainda hoje figuram muito na nossa história, tendo até sido
encontradas lapidas de pedra e ferro com suas escritas com milhares de anos.
Era
um povo muito organizado, progressista, eram de compleição física elevada, foi
o último povo a ser vencido pelos romanos quando da sua ocupação da península ibérica,
teriam dito os generais romanos para Roma, enquanto não vencessem o povo zoela
não se conseguiriam instalar definitivamente a ocidente da península.
Venceram
este povo, mas foi à traição, Viriato seria um descendente desse povo.
Na
cidade de Zamora em Espanha, cruzada pelo rio Duero existe uma estátua de
Viriato em cima de um rochedo a segurar um grande carneiro pelos cornos com a
inscrição: Viriato, o terror de los romanos.
A outra
tribo que partiu na mesma época que partiu o povo Zoela, esses terão partido
para oriente nascente foram parar à nascente do rio.
Aí,
continuando a explorar terrenos, haveriam de ir parar ao vale da nascente do
rio Tajo/Tejo, seguiram-no guiados pela orientação do Sol até chegar ao mar, ter-lhe-á
levado também cerca de duas dezenas de milhares de anos este percurso.
Estes
dois povos, ao fazerem estes percursos iam-se fixando e constituindo povoados habitacionais,
à medida que iam crescendo e aumentando as suas populações e as condições
alimentares, plantas e animais iam escasseando, iam partido para outros
territórios seguintes. Há possibilidades de uma boa parte dos povos originários
ibéricos serem descendentes destes dois povos, que tiveram origem no mesmo
local.
Mas
mais povos originários ibéricos existiram por outras regiões da Península Ibérica.
Recentemente foi divulgado publicamente por investigadores, que no Alto Minho
foram encontrados vestígios de povos que habitaram essas regiões há cerca de 600.000
anos (seiscentos mil)
Estes
dois povos que partiram em grupos separados que seguiram os vales dos rios
Douro e Tejo, haveriam de reencontrar-se novamente mais tarde por terras que
são hoje centro de Portugal, transformando-se num só povo que viria dar os
lusitanos, uma boa parte da nossa população descenderá deste povo.
Também
um grupo de investigadoras inglesas, concluiu que a serra de Sintra terá sido
habitada há cerca de 30.000 anos, eram povos que adoravam o Sol, seguiam-no e, sendo
serra de Sintra o ponto mais ocidental, onde o Sol desaparece, era por ali que
alguns iam ficando e constituindo a sua vida. Por isso, a Serra de Sintra tem
tantos mistérios terrenos e subterrâneos, muitos e extensos livros se têm
escrito sobre esta Serra, cado um desvendando seus mistérios que cada um foi
descobrindo.
Por
essa razão, há investigadores que defendem que os primeiros habitantes das ilhas
irlandesas, Irlanda, descendem de povos ibéricos que partiram da costa
ocidental, que é hoje Portugal, parte entre a serra de Sintra e a serra de
Montejunto, há cerca de 7.000 anos. Na realidade, as gentes originárias da Irlanda
parecem-se mais com ibéricos ocidentais do que com ingleses.
Até
há 5.000 anos, a população da península ibérica era praticamente composta por
originários da península.
A
partir de há cerca de 5.000 anos a Península Ibérica passou a ser território apetecível
para povos das regiões fronteiriças. A Rota da Prata abriu esse período, começado
por povos orientais, seguindo-se-lhe povos do norte da Europa e a partir daí a Península
Ibérica passou a ser apetecível para muitos povos que se foram cruzando
socialmente com os povos ibéricos originários.
Mas
houve povos ibéricos originários que iam resistindo mais a esses cruzamentos sanguíneos
com povos forasteiros, não seria fácil conquistar a confiança de alguns povos,
por isso, até meados do seculo XX, ainda se viam aldeias com as suas populações
com traços fisionómicos e culturais próprios, com os seus hábitos diferentes e
até dialetos próprios, isso significava que foram povos que foram resistido às miscigenações,
as razões seria uma questão de defesa própria e de quererem manter as suas
culturas e formas de viver.
Já
em finais do seculo XX, tive a oportunidade de em algumas localidades assistir à
normal forma de vida destas populações destas localidades e verificar que ainda
existem bastantes hábitos que confirmam isso.
Claro
que com a grande alteração das formas de vida nas sociedades que se veio a
verificar a partir do início da segunda metade do sec. XX, muitos desses hábitos,
culturas e formas próprias de viver foram acabando, já há quem defenda que
terão de voltar, sob pena de os povos perderem a sua identidade e independência
e, um povo sem identidade e sem independência acabará por desaparecer.
Nos
últimos tempos têm aparecido registos de que há cerca de 5.000 anos, nos
territórios que hoje são Portugal principalmente centro e norte de hoje
Portugal, haveria bastante população e viveriam muito bem, foi quando começaram
as primeiras fundições de ferro, territórios que hoje são Beiras, Minho e
Trás-os-Montes, foram encontrados vestígios da existência das Fraugas (forjas)
primeiro engenho para fundir o minério que viria a dar o ferro.
Também
terá sido a partir dessa data que começaram as primeiras migrações em massa e miscigenações,
tanto do lado norte como do lado sul do mediterrâneo, com as movimentações que
passou a haver entre os dois lados do mediterrâneo.
Terá
havido também miscigenação de animais e replantações florestais com espécies vindas
de outras terras e climas.
Até
ao milénio seguinte, portanto, até há 4.000 anos esses povos viveram muito bem
e em harmonia e progresso aumentando muito a população, mas depois terá havido
um declínio, por malinas e mortandade em animais e pessoas, ou catástrofes naturais,
inundações ou secas que poderão ter provocado incêndios devastadores para as
populações e, a partir daí terá começado um decréscimo da população continua por
longos tempos.
Foi
há cerca de 4.000 anos que viveram Biblo e Autóctones, estes dois cientistas e
os primeiros a deixarem os seus trabalhos escritos, Biblo mais na área da
sociologia e religião e Autóctones mais na área das ciências naturais, natureza
e animais.
Eles
defenderam menos miscigenação, tanto nas pessoas, como naos animais e plantas e
menos migrações. Os dois cientistas investigadores teriam nascido na região mediterrânica,
não se tem a certeza se do lado sul ou do lado norte, mas sabe-se que viajaram
e deslocaram-se bastante tanto de um lado como de outro do Mar Mediterrâneo. Terão
concluído que muitas das malinas que afetaram pessoas e animais, nos que não
houve miscigenações resistiram muito mais a essas pandemias, assim como as
plantas originárias dos locais, resistiram muito mais às secas e aos incêndios.
Biblo
ficou mais conhecido por ter deixado o nome à Bíblia escrita 2.000 anos mais
tarde. Diz-se que 50% do que está na Bíblia foi tirado dos escritos de Biblo,
por isso lhe deram o seu nome.
Autóctones,
ainda hoje chamam autóctones às plantas e animais que são naturais e originárias
desse local e não sofreram cruzamentos, mantendo o ADN original e, como
sabemos, os animais autóctones, ainda hoje resistem muito mais às doenças, caso
da doença das vacas loucas que varreu toda a Europa, às de raça autóctone no interior
de Portugal, Beira Alta, Trás-os-Montes e Alto Minho, não tiveram qualquer doença
das vacas loucas, mas as vacas não de raça autóctone mesmo nessas regiões contraíram
a doença e em situações que se misturavam autóctones e não autóctones, a doença
não passou para as autóctones.
No
caso das plantas, ainda hoje para se oferecer mais resistência aos incendio,
começa-se a defender replantações de florestas autóctones.
Tivemos
também exemplos com a pandemia que alastrou por todo o Planeta Terra nos últimos
tempos, regiões onde as populações eram mais autóctones, o vírus inicialmente
não entrou, só depois de começarem a ser visitados por quem vivia noutras
regiões de migrações, essas populações contraíram a doença.
Sem
dúvida que o sistema vida exige renovação das espécies periodicamente, mas para
isso já existe o sistema Terra com o seu ADNT (ADNTERRA), que se encarrega de
periodicamente alterar as condições do tempo, secas prolongadas e molhadas
prolongadas que fazem com que algumas plantas morram e se criem condições para
aparecerem novas espécies.
Com
as pessoas e animais, a renovação é mais delicada e especial, é bom que haja
migrações, mas dentro do admissível e necessário, se essas migrações forem
exageradas, o efeito é o inverso, em vez de haver renovação saudável, passa a
haver renovação doentia, é o caso das endemias que passará a pandemias,
provocando conflitos sociais que por vezes acabam em guerras sangrentas capazes
de se autodestruírem, caso não haja intervenção de terceiros.
Continua na próxima publicação
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