quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Do Livro: Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - 01-02-2023

Tabua Zoela com milhares de anos
Península Ibérica


 






Publicação 3 - continuação da 2ª publicação.

Se juntarmos tudo o que a história oficial nos ensina, mais aquilo que nós vamos descobrindo com os contactos nos locais próprios dos acontecimentos, mais aquilo que vamos investigando com leituras de escritos importantes que não passaram pelas censuras convencionais, que nem tudo pode ser verdade, mas nós também temos que fazer o nosso raciocínio próprio e ver quando é que as coisas jogam bem, acabamos por concluir que uma boa parte dos acontecimentos do passado correspondem à verdade

Embora, tenhamos de ter muito cuidado de tudo o que lemos e ouvimos. Por vezes, há pessoas no lugar de especializados em determinados assuntos que falam para o publico, cujas informações que dão são muito enganadoras.

Numa viagem pelos Montes Atlas entre Marrocos e Argélia, um elemento do grupo que se dizia especializado em assuntos desta região, ao passarmos por uma aldeia na encosta de uma serra já ligada aos Montes Atlas, ele mandou-nos parar para, dizia ele, dar uma explicação muito importante.

Começou por dizer que naquela aldeia tinha nascido o grande general: Gibre-Al-Tar, que aos 27 anos, no seculo VIII d.c. comandou as tropas árabes para atravessarem o estreito de Tarifa, que futuramente lhe haveria de ser dado o seu nome, estreito de Gibraltar, falando nas razões que que levaram os árabes a invadir a Península Ibérica, incluído a valentia dos povos daquela região, quase tudo o que el disse ali não correspondia a nenhuma das várias versões históricas sobre esse acontecimento.

No grupo de viajantes, íamos gente de várias nacionalidades incluído não europeus.

Depois de ele terminar a explicação, confrontei-o com informação histórica, incluído de alguns países árabes, ele reconheceu que teria dito ali coisas que poderiam não corresponder à verdade.

Duas das versões mais aceites por historiadores, uma é que, já nesses tempos os príncipes árabes (califa) gostavam de enviar os seus filhos para a Europa para se instruírem.

Uma jovem princesa árabe que estava na casa real de Toledo, o rei godo terá abusado dela sexualmente.

O pai da jovem princesa ao saber do sucedido, comunicou com todos os califas da região, preparam a vingança organizando forças militares para atravessar o estreito e ir a Toledo vingar a desonra da princesa.

O objetivo deles era chegar a Toledo pela calada, vingar a violação da princesa matando o rei violador e regressar o mais rapidamente a terras árabes antes que tropas ibéricas os enfrentassem.

Escolheram um período de nevoeiros, atravessaram o estreito numa noite de nevoeiro continuando até Toledo cobertos pelo nevoeiro.

Aproximaram-se de Toledo sem que vissem tropas a proteger a cidade, entraram na cidade e tomaram a casa real, mataram alguns guardas pessoais do rei e o rei violador morto também, sem que tivessem qualquer força de segurança a fazer-lhes frente.

A Península Ibérica, tinha sido deixada pelos romanos sem qualquer exército ibérico próprio organizado.

 Os reis godos também foram gente que veio do centro e norte da Europa aproveitando-se da situação e depois de todas as facilidades que tiveram para se instalarem, pensavam que não teriam mais opositores e não se preocuparam em organizar um exército próprio de defesa.

Perante esta situação, o general árabe comandante das suas tropas, ao ver a rainha mulher do rei, que era uma linda mulher e ainda uma jovem, tomou-a para sua mulher, prometendo-lhe que continuaria a ser rainha e a sua principal mulher.

Desta união, nasceram vários príncipes que continuaram pelas dinastias ibéricas.

Por isso, ainda hoje os reis ibéricos se familiarizam com vários príncipes árabes.

Outra versão, é que um irmão do rei godo ambicionava ser também rei.

Perante esta situação, o rei pensando que sua vida poderia correr perigo com o seu irmão por perto, determina que esse seu irmão fosse para terras berberes Marrocos e Sara, tomando conta dessas terras.

O irmão do rei depois de lá estar, não desistiu da ideia, organiza tropas no seu califado, manda-as a Toledo matar o rei para depois ele regressar e ficaria rei em Toledo.

Mas o problema foi o general que comandou as tropas, ter gostado tando da rainha mulher do rei morto, ter querido ficar com ela, aclamando-a como sua rainha e aclamar-se ele próprio rei em Toledo.

Há cerca de 20 anos, havia historiadores que diziam que os primeiros primitivos dos seres humanos na Europa datariam de há cerca de 1.000.000 (um milhão de anos) atualmente já há investigadores que falam e 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil anos).

O seu ponto de fixação terá sido na região de Burgos, onde existem cavernas autênticas catedrais que proporcionariam condições para eles viver e se reproduzirem.

Daí, haver quem defenda que há cerca de 170.000 (cento e setenta mil anos) duas tribos bem organizada partiram dessas cavernas, seguindo um vale de um rio que vem desaguar no Duero, hoje Espanha, uma outra tribo seguiu para Oriente, lado nascente.

A tribo que segui para ocidente, lado poente, continuando pelo vale do Duero/Douro seguindo a orientação do Sol até ao enclave do Douro/Sabor, percurso este que lhe terá levado 20.000 anos (vinte mil anos) a percorrer, com longos períodos de fixação por onde passavam.

Por não querem atravessar os cursos de agua permanente, por razões de crença religiosa, aí terão ficado também alguns milhares de anos e só depois terão atravessado os rios e se espalhar pelo norte e centro do território que hoje é Portugal.

Este povo, os Zoelas, ainda hoje figuram muito na nossa história, tendo até sido encontradas lapidas de pedra e ferro com suas escritas com milhares de anos.

Era um povo muito organizado, progressista, eram de compleição física elevada, foi o último povo a ser vencido pelos romanos quando da sua ocupação da península ibérica, teriam dito os generais romanos para Roma, enquanto não vencessem o povo zoela não se conseguiriam instalar definitivamente a ocidente da península.

Venceram este povo, mas foi à traição, Viriato seria um descendente desse povo.

Na cidade de Zamora em Espanha, cruzada pelo rio Duero existe uma estátua de Viriato em cima de um rochedo a segurar um grande carneiro pelos cornos com a inscrição: Viriato, o terror de los romanos.

A outra tribo que partiu na mesma época que partiu o povo Zoela, esses terão partido para oriente nascente foram parar à nascente do rio.

Aí, continuando a explorar terrenos, haveriam de ir parar ao vale da nascente do rio Tajo/Tejo, seguiram-no guiados pela orientação do Sol até chegar ao mar, ter-lhe-á levado também cerca de duas dezenas de milhares de anos este percurso.

Estes dois povos, ao fazerem estes percursos iam-se fixando e constituindo povoados habitacionais, à medida que iam crescendo e aumentando as suas populações e as condições alimentares, plantas e animais iam escasseando, iam partido para outros territórios seguintes. Há possibilidades de uma boa parte dos povos originários ibéricos serem descendentes destes dois povos, que tiveram origem no mesmo local.

Mas mais povos originários ibéricos existiram por outras regiões da Península Ibérica. Recentemente foi divulgado publicamente por investigadores, que no Alto Minho foram encontrados vestígios de povos que habitaram essas regiões há cerca de 600.000 anos (seiscentos mil)

Estes dois povos que partiram em grupos separados que seguiram os vales dos rios Douro e Tejo, haveriam de reencontrar-se novamente mais tarde por terras que são hoje centro de Portugal, transformando-se num só povo que viria dar os lusitanos, uma boa parte da nossa população descenderá deste povo.

Também um grupo de investigadoras inglesas, concluiu que a serra de Sintra terá sido habitada há cerca de 30.000 anos, eram povos que adoravam o Sol, seguiam-no e, sendo serra de Sintra o ponto mais ocidental, onde o Sol desaparece, era por ali que alguns iam ficando e constituindo a sua vida. Por isso, a Serra de Sintra tem tantos mistérios terrenos e subterrâneos, muitos e extensos livros se têm escrito sobre esta Serra, cado um desvendando seus mistérios que cada um foi descobrindo.

Por essa razão, há investigadores que defendem que os primeiros habitantes das ilhas irlandesas, Irlanda, descendem de povos ibéricos que partiram da costa ocidental, que é hoje Portugal, parte entre a serra de Sintra e a serra de Montejunto, há cerca de 7.000 anos. Na realidade, as gentes originárias da Irlanda parecem-se mais com ibéricos ocidentais do que com ingleses.

Até há 5.000 anos, a população da península ibérica era praticamente composta por originários da península.

A partir de há cerca de 5.000 anos a Península Ibérica passou a ser território apetecível para povos das regiões fronteiriças. A Rota da Prata abriu esse período, começado por povos orientais, seguindo-se-lhe povos do norte da Europa e a partir daí a Península Ibérica passou a ser apetecível para muitos povos que se foram cruzando socialmente com os povos ibéricos originários.

Mas houve povos ibéricos originários que iam resistindo mais a esses cruzamentos sanguíneos com povos forasteiros, não seria fácil conquistar a confiança de alguns povos, por isso, até meados do seculo XX, ainda se viam aldeias com as suas populações com traços fisionómicos e culturais próprios, com os seus hábitos diferentes e até dialetos próprios, isso significava que foram povos que foram resistido às miscigenações, as razões seria uma questão de defesa própria e de quererem manter as suas culturas e formas de viver.

Já em finais do seculo XX, tive a oportunidade de em algumas localidades assistir à normal forma de vida destas populações destas localidades e verificar que ainda existem bastantes hábitos que confirmam isso.

Claro que com a grande alteração das formas de vida nas sociedades que se veio a verificar a partir do início da segunda metade do sec. XX, muitos desses hábitos, culturas e formas próprias de viver foram acabando, já há quem defenda que terão de voltar, sob pena de os povos perderem a sua identidade e independência e, um povo sem identidade e sem independência acabará por desaparecer.

Nos últimos tempos têm aparecido registos de que há cerca de 5.000 anos, nos territórios que hoje são Portugal principalmente centro e norte de hoje Portugal, haveria bastante população e viveriam muito bem, foi quando começaram as primeiras fundições de ferro, territórios que hoje são Beiras, Minho e Trás-os-Montes, foram encontrados vestígios da existência das Fraugas (forjas) primeiro engenho para fundir o minério que viria a dar o ferro.

Também terá sido a partir dessa data que começaram as primeiras migrações em massa e miscigenações, tanto do lado norte como do lado sul do mediterrâneo, com as movimentações que passou a haver entre os dois lados do mediterrâneo.

Terá havido também miscigenação de animais e replantações florestais com espécies vindas de outras terras e climas.

Até ao milénio seguinte, portanto, até há 4.000 anos esses povos viveram muito bem e em harmonia e progresso aumentando muito a população, mas depois terá havido um declínio, por malinas e mortandade em animais e pessoas, ou catástrofes naturais, inundações ou secas que poderão ter provocado incêndios devastadores para as populações e, a partir daí terá começado um decréscimo da população continua por longos tempos.

Foi há cerca de 4.000 anos que viveram Biblo e Autóctones, estes dois cientistas e os primeiros a deixarem os seus trabalhos escritos, Biblo mais na área da sociologia e religião e Autóctones mais na área das ciências naturais, natureza e animais.

Eles defenderam menos miscigenação, tanto nas pessoas, como naos animais e plantas e menos migrações. Os dois cientistas investigadores teriam nascido na região mediterrânica, não se tem a certeza se do lado sul ou do lado norte, mas sabe-se que viajaram e deslocaram-se bastante tanto de um lado como de outro do Mar Mediterrâneo. Terão concluído que muitas das malinas que afetaram pessoas e animais, nos que não houve miscigenações resistiram muito mais a essas pandemias, assim como as plantas originárias dos locais, resistiram muito mais às secas e aos incêndios.

Biblo ficou mais conhecido por ter deixado o nome à Bíblia escrita 2.000 anos mais tarde. Diz-se que 50% do que está na Bíblia foi tirado dos escritos de Biblo, por isso lhe deram o seu nome.

Autóctones, ainda hoje chamam autóctones às plantas e animais que são naturais e originárias desse local e não sofreram cruzamentos, mantendo o ADN original e, como sabemos, os animais autóctones, ainda hoje resistem muito mais às doenças, caso da doença das vacas loucas que varreu toda a Europa, às de raça autóctone no interior de Portugal, Beira Alta, Trás-os-Montes e Alto Minho, não tiveram qualquer doença das vacas loucas, mas as vacas não de raça autóctone mesmo nessas regiões contraíram a doença e em situações que se misturavam autóctones e não autóctones, a doença não passou para as autóctones.

No caso das plantas, ainda hoje para se oferecer mais resistência aos incendio, começa-se a defender replantações de florestas autóctones.

Tivemos também exemplos com a pandemia que alastrou por todo o Planeta Terra nos últimos tempos, regiões onde as populações eram mais autóctones, o vírus inicialmente não entrou, só depois de começarem a ser visitados por quem vivia noutras regiões de migrações, essas populações contraíram a doença.

Sem dúvida que o sistema vida exige renovação das espécies periodicamente, mas para isso já existe o sistema Terra com o seu ADNT (ADNTERRA), que se encarrega de periodicamente alterar as condições do tempo, secas prolongadas e molhadas prolongadas que fazem com que algumas plantas morram e se criem condições para aparecerem novas espécies.

Com as pessoas e animais, a renovação é mais delicada e especial, é bom que haja migrações, mas dentro do admissível e necessário, se essas migrações forem exageradas, o efeito é o inverso, em vez de haver renovação saudável, passa a haver renovação doentia, é o caso das endemias que passará a pandemias, provocando conflitos sociais que por vezes acabam em guerras sangrentas capazes de se autodestruírem, caso não haja intervenção de terceiros.

Continua na próxima publicação

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