segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

os constantes alertas para as alterações que a sociedade portuguesa esta a sofrer demograficamente, não deixa de preocupar a muita gente.
Em 1970 a população portuguesa aproximava-se dos 10 milhões de habitantes. hoje inicio de 2011 ronda os 10 milhões e meio.
Nestes 40 anos, houve alturas em que houve grande movimentação de: emigração, migração e imigração.
Mais preocupante para a sociedade, é que hoje ao entrar na 2ª década do século XXI, a percentagem de jovens em relação ao total da população é muito baixa. E assim, não dá sustento demográfico saudável para o futuro.
Quando falamos com pessoas dos 20 aos 30 anos, verificamos que a forma de ver a actual sociedade e a sociedade do futuro, é muito diferente da, como os jovens na década de setenta do século XX viam a sociedade.
Os jovens da década de setenta, raros eram os que passavam os vinte anos de idade e ficavam em casa dos pais. Eles faziam-se à vida. Uma grande percentagem desses jovens, formavam-se nos seus cursos e já a trabalhar. Poupando portanto, essas despesas aos pais. Fazia parte da cultura dos jovens da época, ter uma cultura de trabalho. Viajavam, queriam conhecer outras terras, outras gentes, outras culturas. E assim, se formaram.
Os jovens de hoje, uma grande percentagem mantém-se dependente dos pais até aos trinta ou mais anos.
Há dias assisti a uma conversa entre três pessoas:
Um jovem de 25 anos, um jovem de 35 anos e um adulto de 55 anos (pensando em termos de como é hoje vista a idade dos jovens).
O de 25 anos dizia todo aborrecido e descontente, que quando fez 18 anos, o pai lhe tinha oferecida a carta de condução, o carro e lhe dava dinheiro para a gasolina, mas agora já não lhe dava dinheiro para a gasolina.
O de 35 anos, respondia-lhe que se devia dar por sortudo, pois quando ele fez 20 anos, o pai dele tinha-lhe oferecido a carta de condução, metade do dinheiro para comprar o carro e nunca lhe tinha oferecido dinheiro para a gasolina.
O homem dos 55 anos, ao ouvir essa conversa disse-lhes: Eu, aos 20 anos saí de casa dos meus pais, quis mostrar a eles que eu era homem para a vida, procurei trabalho, acabei o meu curso trabalhando e estudando, com o dinheiro que ia poupando tirei a carta de condução, depois comprei um carro e convidei os meus pais para ir dar um passeio no meu carro e ficámos todos felizes.
Depois casei-me, tive filhos, mas ensinei-os a seguirem os passos do meu socesso.
Hoje temos a sociedade destas três gerações: os que se esforçaram para vencerem por eles próprios, os que precisam de alguma ajuda para fazer face à vida, e os que dependem quase 100% para ir vivendo. Independente da idade de cada um.
Por isso que há quem diga: que na década de setente, trinta por cento dos jovens desprezavam o trabalho e setenta por cento procuravam o trabalho.
Hoje invertem-se as situações: trinta por cento dos jovens procuram o trabalho e setenta por cento desprezam o trabalho.
Mas também já vemos hoje, que alguma coisa está a mudar. Verifica-se que há jovens e sobretudo adolescentes, que se estão a preocupar com a situação demográfica da actual sociedade.
Há dis estava eu num almoço com cerca de 20 pessoas, todos na idade de terem filhos adolescentes e como os filhos presentes eram muito poucos, alguèm comentou a situação: só dois casais é que tinham a dois filhos. Os restantes só tinham um filho por casal.
Uma adolescente de 14 anos, que era filha única, estando atenta à conversa, disse: eu quando me casar quero ter vários filhos!....
Os jovens adolescentes de hoje têm plena consciencia de que para haver uma sociedade de futuro com sustento demográfico saudavel, alguma coisa ou muita coisa tem de mudar na forma de pensar e gerir a sociedade??????????

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